Trabalhou na Escola Estadual de Itaúna, onde exerceu dignamente sua carreira. No Ginásio Sant’Anna foi professor de Ciências, Geografia, História; No Ginásio Orientado para o Trabalho de Santanense foi professor de Geografia; na Escola Normal lecionou Educação Moral e Cívica e Geografia; na Escola Estadual Victor Gonçalves de Souza foi professor de Inglês e na Universidade de Itaúna lecionou Cultura Brasileira, Literatura Brasileira, Estudos dos Problemas Brasileiros e Sociologia.
Durante todo o período em que desenvolvia suas atividades profissionais como professor atuou de forma significativa na vida cultural, política, religiosa e social da cidade. Foi Secretário da Educação, Secretário Executivo da Fundação de Cultura, Desportos e Turismo de Itaúna e Presidente do CODEMA-Itaúna. Realizou os estudos preliminares sobre o Projeto de Organização do Serviço de Água e Esgoto de Itaúna e participou de modo efetivo do Projeto “Itaúna – Cidade Educativa” em 1975. A Cultura de Itaúna lhe é devedora de significativa contribuição, principalmente dos tempos áureos da Fundação de Cultura, tempo dos melhores carnavais da cidade, não desmerecendo as Exposições de Orquídeas e a grande festa popular do Reinado.
No campo religioso teve atuação constante e profícua na vida da Igreja, atuando como ministro da eucaristia por longos anos, amigo dos padres (era o responsável pela confecção do tradicional tapete de Corpus Chriti e do presépio da Matriz = tapete herdado pela Bel de Abreu e presépio herdado pelo Maestro Henrique) e devoto fervoroso de Maria, a Mãe de Jesus, tornando inclusive conhecido como o maior construtor de grutas de Itaúna. Sua devoção a Virgem Maria o fez publicar obras sobre suas aparições pelo mundo afora, bem como obras sobre a devoção do Santo Rosário.
Foi destacado palestrante, aonde a ECOLOGIA foi uma das grandes paixões do professor Marco Elísio, sempre defendendo a bandeira do desenvolvimento sustentável, tratando a natureza e o meio ambiente com a mesma dignidade de criatura do mesmo Criador. Esta sua fé inabalável no potencial humano de transformar sua realidade e de preservar o meio ambiente, aliando ecologia e teologia está presente em suas obras: Sopros – Questão Ecológica– Humanista Urgente, 3ª ed. Itaúna: Vile Editora 2011; O Rosário Bíblico Meditado: Orações do Rosário 2ª ed.; Ave, Maria: Bernadete e a Imaculada Conceição, Aparições de nossa senhora em Itaúna e terço dos homens, A caminho da santidade padre Eustáquio e Irmã Benigna em Itaúna, Gruta e devoções.
Dentre tantas peculiaridades destaco a de incorrigível sonhador. E o que seria do mundo, sem os sonhadores? No entanto, os sonhadores nem sempre são compreendidos, e quase sempre ridicularizados. Pela virtude e pela ousadia de sonhador, Marco Elísio, recebeu de críticos, no final da década de 1970, a alcunha de “MENTE COR DE ROSA”. Sabemos que esta alcunha, por algum tempo lhe incomodou; mas ter uma “Mente Cor de Rosa” representa, acima de tudo, esta ousadia de sonhar, sonhos possíveis e impossíveis, em um mundo que cada dia tenta cercear nossos sonhos.
Itaúna – a humana e pitoresca- teve um homem de mente cor de rosa e de dedo verde; morava em um lindo sobrado cor de rosa e todos aqueles tocados de alguma forma por ele, tiveram suas sementes - que traziam adormecidas - no coração e na alma, germinadas em lindas flores...Flores de renovação, de esperança, de vida. Prof. Marco Elísio foi semear, junto dos outros anjos, a Paz pelo mundo. E ao chegar no céu, despejou sobre sua Itaúna, abundante chuva para brotar nossos sonhos...
https://orcid.org/0009-0002-8056-8407






