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sábado, novembro 24, 2018

VIADUTO GUARACY


Os vereadores do município de Itaúna Alexandre Campos e Antônio de Miranda Silva, solicitaram através de oficio ao Deputado Estadual Dirceu Ribeiro que apresentasse na Assembleia Legislativa um projeto de Lei para denominar o viaduto em cima da Avenida Silva Jardim, dando a ele o nome do nobre itaunense Dr. Guaracy de Castro Nogueira. Abaixo transcrita na integra o Projeto de Lei:

PROJETO DE LEI Nº 4.588/2017

Dá a denominação de "Viaduto Dr. Guaracy de Castro Nogueira" à via MG 050, sobre a rua Silva Jardim, no município de Itaúna. A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais decreta:
Art. 1º – Fica denominado como "Viaduto Dr. Guaracy de Castro Nogueira" a via MG 050, no município de Itaúna, sobre a Rua Silva Jardim.
Art. 2º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Sala das Reuniões, 5 de setembro de 2017.

Deputado Dirceu Ribeiro – PHS
Vice-Líder do Governo

Justificação: O Dr. Guaracy é o primeiro filho do casal Guarany Nogueira e Maria de Castro Nogueira, nascido em 02 de dezembro de 1927, na cidade de Itaúna. Advogado, professor, empresário e político, casado com a Sra. Yvette Gonçalves Nogueira, teve seis filhos e nove netos. Faleceu em sua querida terra no dia 17 de setembro de 2011. A atuação deste ilustre cidadão, com muita dignidade e afinco se dá no ramo empresarial, na Companhia Industrial Itaunense, empresa têxtil e siderúrgica, onde exerceu por 38 anos cargos executivos, chegando à Superintendência, foi membro de diversos órgãos de representação empresarial, como o Instituto Brasileiro de Siderurgia.

Também na área do Direito, foi Presidente da 34° Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil por 34 anos. Na Educação, foi professor desde 1953, lecionando em estabelecimento de 2° grau, foi diretor da Escola Estadual de Itaúna. Cofundador da Universidade de Itaúna, sendo seu Reitor por 18 anos, ministrou aulas no Curso de Direito, Engenharia e Economia. Criador e Presidente da Fundação Educacional Maria de Castro Nogueira. Fundou, ainda, três jornais na antiga Itaunense, Voz Operária, Avante e o Itaunense, além de ter sido Presidente da Rádio Clube de Itaúna por 20 anos, atuando como colaborador em vários jornais da cidade e região, seja com crônicas, artigos e etc.

Na Política, fez parte dos quadros dos partidos PSD e ARENA, foi Vereador mais votado na eleição de 1966, eleito Presidente da Câmara Municipal de Itaúna entre 1967-1970, foi Vice-Prefeito e Secretário de Educação da cidade.

Amante da história, estudou a fundo a história de Itaúna e do Centro Oeste Mineiro, pesquisando sobre troncos genealógicos que deram origem as famílias da região. Foi idealizador do projeto que deu origem ao livro “Centro Oeste História e Cultura”.

Participou de diversas instituições itaunenses, tendo destaque seu papel como Provedor da Casa de Caridade Manoel Gonçalves, Membro do Conselho de Administração do Orfanato São Vicente de Paula e da Granja Escola São José, foi sócio e Presidente do Rotary local.

Dr. Guaracy é um cidadão diferenciado, que veio para fazer diferença na vida de muitas pessoas, ou no caso, de uma cidade inteira. Foi importante para Itaúna, para Minas Gerais e para o Brasil. Foi um homem simples e merecedor desta homenagem que buscamos fazer a este importante, honrado, benemérito e ilustre Itaunense.

Publicado, vai o projeto às Comissões de Justiça, para exame preliminar, e de Transporte, para deliberação, nos termos do art. 188, c/c o art. 103, inciso I, do Regimento Interno.

O texto do projeto foi fruto de uma pesquisa do vereador Alexandre Campos e oficiado juntamente com o vereador Antônio de Miranda. A baixo podemos ver a promulgação da lei pelo Governador Fernando Pimentel:

LEI Nº 23.054, DE 25 DE JULHO DE 2018.

Dá denominação ao viaduto situado na MG-050 sobre a Rua Silva Jardim, no Município de Itaúna.
O GOVERNADOR DO ESTADO DE MINAS GERAIS, O Povo do Estado de Minas Gerais, por seus representantes, decretou e eu, em seu nome, promulgo a seguinte lei:
Art. 1º – Fica denominado Guaracy de Castro Nogueira o viaduto situado na MG-050 sobre a Rua Silva Jardim, no Município de Itaúna.
Art. 2º – Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.

Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 25 de julho de 2018; 230º da Inconfidência Mineira e 197º da Independência do Brasil.
FERNANDO DAMATA PIMENTEL


Guaracy de Castro Nogueira

Iniciativa no Legislativo Itaunense: Vereadores Alexandre Campos e Antônio de Miranda
Iniciativa no Legislativo Mineiro: Deputado Dirceu Ribeiro
Pesquisa e Texto: Alexandre Campos
Promulgação: Governador Fernando Pimentel
Organização e Fotografia: Charles Aquino
Acervo: Guaracy de Castro Nogueira (In Memoriam)

quarta-feira, fevereiro 07, 2018

ITAÚNA POJICHÁS GUARACY

HISTÓRIAS E LENDAS EM ITAÚNA MG

Hoje em tudo que leio sobre Itaúna, encontro algo ou algum significado que correlaciona com a nossa terra. Pois bem, no livro "Páginas Tímidas" publicado em 1896 pelo escritor Nelson de Senna, bem antes do batismo de nossa cidade, o autor cita a existência de um cacique de nome Itaúna, chefe dos Pojichás, do vale do rio doce por volta de 1830, cuja filha chamava-se "Guaracy" ou abreviadamente "Aracy ".

E isto bem antes do batismo e fundação de nossa cidade. Mais pitoresco é ter já existido um "Itaúna" que tenha gerado uma "Guaracy", assim como nossa cidade o fez, dando-nos o saudoso político e grande historiador. Vejam trechos do livro e em especial o significado de "Guaracy".
Breno Marques da Silva
ARACY
O sol » Em tupi era chamado « Guaracy », que quer dizer « luz da vida », «fonte criadora ». Nos dialetos, porém, dos índios, que, fugindo dos tupis, vieram se refugiar nas montanhas do Sul, desapareceu a sílaba inicial «Gu» da palavra « Guaracy », que é a primitiva tradução de sol.

Corre o mês de junho de 183. . .
A natureza se intumesce, bela e galante, ao começo da estação primaveril. Às margens do rio, na pequena abra de Cuieté, está um acampamento de Pojichás, índios de origem tapuya, pelo ramo degenerado dos Aymorés, e que naquela larga zona inda vagueiam. Está próximo o acampamento indígena do generoso cacique Itaúna, pois facilmente se percebe já o surdo rumor dos saltos e encachoeiradas corredeiras do Doce.
Itaúna, chefe dos Pojichás, é o pai da formosa Aracy, estrela das selvas, cantada por mil guerreiros fortes e bravos, que agora, na época das festas ruidosas da tribo, vem mais uma vez celebrar a formosura da gentil donzela índia, em cujos lábios de bonina colorados a abelha zumbidora destilou a inefável doçura dos alvíssimos favos, que fabricou nos bosques.

Aracy tem nas delgadas e corretas formas de seu belo corpo nu, que o dourado sol de junho amoroso oscula, em claras alegrias, a lesta agilidade da corça vigorosa e fulva, que galga em pulos as serranias e valados; nas madeixas opulentas e descuidadas, que ela alisa, graciosa, com as pequeninas mãos bordadas pela bizarra e confusa tatuagem dos caraíbebês, brilham os negros e intensos fulgores das penas do corvo — a sinistra hiena alada dos píncaros e alturas.

Paliçadas compridas (caiçaras) cercam o espaço terreno ocupado pelos Polichás, que ali se reuniram elo tempo da pesca abundante e nutritiva, afim de cantar os lúgubres e efêmeros amores da nobre filha de Itaúna, a qual vai desposar o mais denodado em façanhas e brios dentre os últimos prisioneiros feitos na horda dos botocudos hostis.

 É o sagrado e antigo costume da tribo. Por isso todos aguardam, impacientes, o dia do delirante sacrifício, que preludia o louco banquetear da festa barbara do cauim. . .. Os índios Pojichás cantam, embriagados pelo espumoso cauim, as suas nacionais canções e belicosos hinos.

A cabida selvagem reunida, sob o mando respeitado do cacique Itaúna, ouve, cheia de fanatismo, as invocações e práticas cabalísticas dos manhosos e solitários pajés, depois do que irão os índios se regalar em farto banquete primitivo, de caça e pescado abundantes, que eles regarão com o liquido fermentado e entontecedor das bojudas urnas de barro fabricadas (iguaçabas).

Aracy, bela entre todas as jovens raparigas da tribo, tem sobre a cabeça um kanitar de fulvos reflexos; revestem-lhe as roliças pernas, do joelho ao artístico tornozelo, as ligas distintivas da virgindade, o simbólico tapacorá. Instrumentos selvagens, como maracás. memhys, borés e nays, ressoam em sua honra, pois é  ela a rainha da festa, a deslumbrante donzela, cândida e branca como o cecem que desabrocha nos prados e silvedos, languida e delicada como o beijo do colibri nos jasmineiros em flor.

No mais alto ebriamento da festa selvagem dos Pojichás, quando já os tenros lábios carminados da doce e formosa Aracy, estão colados, em celestes estribilhos de amor, aos grossos beiços polpudos e sensuais do valoroso Pyrahtinga; quando prazeres infinitos entontecem a mente exaltada dos noivos daquele singelo himeneu de índios – repentinamente estrondejam, sinistros e estridentes, os clangores guerreiros de um pavoroso ataque inopinado de hordas inimigas, que amplamente envolvem o acampamento bloqueado por todos os lado inermes e desapercebidos Polichás.

Com efeito era Angá, o terrível e concupiscente Angá, cacique audacioso que viera para arrancar pelas armas dos braços daquele efêmero noivado, a índia Aracy, que desposara, segundo as práticas rituais de sua tribo, o mais glorioso dos últimos prisioneiros dos Pojichás — Pirahytinga.

Conta a lenda corrente entre os índios mansos do Rio Doce, que trucidadas foram todas as cabildas então reunidas na abra de Cuieté para a celebração dos amores de Aracy — a dileta e suspirada filha de Itaúna, morubixaba dos inditosos Pojichás, ferozmente sacrificados aos impiedosos golpes dos Jiporocks.

Quanto ao destino dos infelizes noivos, morreram ternamente enlaçados, correndo-lhes de larga ferida, aberta pelo mesmo propicio corte de seta inimiga, jorrante e rubro fio de sangue, que foi o augusto batismo de suas rápidas núpcias, cruelmente martirizadas.

O terno canto agudíssimo que vibra a garganta metálica da araponga, ousada nas grimpas esgalhadas de anosos carvalhos, e que estridula, em notas de viva e heroica agonia, pelos recessos das florestas virgens: traduz a imaginosa poesia autóctone, nas suas meigas e simples canções históricas, como o pungente adeus saudoso de Aracy, cujo grito de dor, — quando expirava, tendo o amoroso coração atravessado pela mortífera huy do gentio inimigo — a pequena ave errante imita desde então, talvez para traduzir o imenso sofrer da formosa índia que morria. . .


REFERÊNCIAS:

Pesquisa e Apresentação do Conto: Breno Marques da Silva. Possui graduação em Engenharia Metalúrgica pela Universidade Federal de Ouro Preto (1981) e doutorado em Ciências, com ênfase em Físico-Química Orgânica, pela Universidade de São Paulo (1989). Professor Adjunto do Instituto de Ciências Exatas e Biológicas da UFOP (1982 a 1993). Coordenador e Professor do Curso de Pós-graduação em Terapia Floral da Faculdade de Ciências da Saúde - FACIS/IBEH (1995 a 1996). Criador do sistema terapêutico Florais de Minas (1989). Desde 1993 é sócio proprietário, químico e diretor de pesquisas do Laboratório Florais de Minas. Professor e autor de vários livros sobre terapia floral. Tem experiência na área de Engenharia Química, com ênfase em Tecnologia Química de Produtos Naturais.

Colaborador: José Geraldo Chaves — Pepe Chaves: Desenhista, pesquisador, ufólogo, músico, documentarista, escritor/editor, produtor cultural, artista plástico/gráfico, jornalista e editor do Jornal Via Fanzine.

Organizador: Charles Galvão de Aquino. Pós-Graduação em andamento pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) para o curso de História e Cultura no Brasil Contemporâneo. Possui graduação em História pela Universidade do Estado de Minas Gerais (UEMG) - Divinópolis MG, com Projetos em Iniciação Científica de Pesquisa e Extensão vinculado ao PROINPE UEMG, FAPEMIG, PAPq e PAEx. Tem experiência na área de História na conservação, tratamento, organização e divulgação do Arquivo Histórico de Pitangui nos séculos XVIII, XIX e XX. Genealogista e pesquisador em arquivos Coloniais com leitura paleográfica. Possui interesse e pesquisa nas seguintes áreas: História do Integralismo, Ciganos em Minas Gerais e Cultura Afrodescendente no Centro-Oeste Mineiro.


Fonte impressa: SENNA, Nelson de. Páginas Tímidas (Contos e Escriptos). Ouro Preto, Tpy Silva Cabral, 1896, p.12-24.

terça-feira, fevereiro 25, 2014

GUARACY DE CASTRO NOGUEIRA

Guaracy de Castro Nogueira

Primeiro dos dois filhos do casal Guarany Nogueira e Maria de Castro Nogueira – Maricas, nasceu a 02 de dezembro de 1927, na cidade de Itaúna, Estado de Minas Gerais. Casou-se  em 20.01.1955 com Yvette Gonçalves, filha de Waldemar Gonçalves de Souza e Arthumira de Oliveira Gonçalves, sendo pais de Rodrigo Otávio (1955), Patrícia (1957), Alexandre José (1959), Eduardo Luiz (1960), Virgínia (1962) e Leonardo (1962) – Gonçalves Nogueira. Faleceu em sua cidade natal nas primeiras horas do dia 17 de setembro de 2011.

Advogado, professor, jornalista, empresário, político. Advogado: Diplomado pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais em 1951. Presidente da 34ª Sub-seção da Ordem dos Advogados do Brasil por 34 anos. Magistério: A criação da Universidade de Itaúna foi o marco mais importante de sua atuação. Foi seu primeiro Reitor e, conforme ele mesmo disse, “peguei uma obra na estaca zero, deixei com todos os cursos reconhecidos, com o terreno para o Campus”. 

Durante 18 anos, dedicou-se à Universidade, da qual foi co-fundador e Reitor, até 1983. Professor aposentado depois de 30 anos no magistério estadual, e também lecionando em estabelecimentos de Ensino Médio (Científico, Comercial e Normal), foi professor nas Faculdades de Direito, Economia e Engenharia, em Itaúna, Diretor do Colégio Estadual e Instituidor e Presidente da Fundação Educacional “Maria de Castro Nogueira”, que proporciona cursos da 1ª a 8ª séries. Jornalista: Fundou três jornais na empresa em que trabalhou trinta e oito anos e da qual foi superintendente: Voz Operária, Avante e O Itaunense.  Redator da Folha do Oeste.

Articulista nos jornais O Brexó, Tribunal Itaunense, Gazeta de Itaúna, Integração, Folha do Povo e Itaúna Acontece. Presidente da Rádio Clube de Itaúna por 20 anos. Empresário (indústria): Na Companhia Industrial Itaunense, empresa têxtil e siderúrgica, exerceu, por 38 anos, cargos executivos, chegando a Superintendente do Departamento de Planejamento e Relações Industriais. Foi membro do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), sediado no Rio de Janeiro, integrando as Comissões de Relações Industriais e Comunicação Social. Político: Membro da União Democrática Universitária, na Faculdade de Direito da UFMG. Com atuação sempre na cidsade natal, foi Secretário Geral do PSD, depois Presidente do Diretório da ARENA, vereador mais votado em 1966, Presidente da Câmara Municipal [1967-1970].

Vice-prefeito e Secretário Municipal de Educação. Participação em associações filantrópicas, beneficentes e de serviços: Fundador dos três Rotary de Itaúna, presidente duas vezes e Governador do Rotary Internacional [1984-1985]. Provedor da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira [1963-1966]. Membro do Conselho de Administração do Orfanato São Vicente de Paula, Granja Escola São José e Fundação de Proteção à Maternidade e Infância de Itaúna. Participação em associações culturais e esportivas: Sócio Honorário da Associação Artística Coral Júlia Pardini. Sócio Honorário e Presidente do Automóvel Clube de Itaúna.  Presidente do Universidade Itaúna Futebol Clube. Fundador do Itaúna Tênis Clube.

Sócio Benemérito do Iate Clube de Itaúna e da Associação Atlética Banco do Brasil. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, titular da Cadeira nº 46. Membro do Arquivo Histórico de Pitangui, do Instituto Genealógico Brasileiro, da Arcádia de Minas Gerais, do Arquivo Jurídico e do Instituto Histórico de Pitangui-MG. Associou-se ao Colégio Brasileiro de Genealogia a 19.07.1993.

Títulos, medalhas e condecorações: Diploma de “Mérito Cultural José Maria dos Santos” do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano – 1994. Cidadão Honorário de Pitangui – MG. Medalhas: “da Inconfidência”, pelo Governo do Estado de Minas Gerais; “do Mérito Legislativo”, pela Assembléia Legislativa de MG; “de Mérito Industrial”, pela Federação das Indústrias de MG; “da Revolução de Sorocaba de 1842”, pelo Governo do Estado de São Paulo; “Santos Dumont” grau prata em 2002 e grau ouro em 2008, pelo Governo do Estado de Minas Gerais; “João Pinheiro” e “Israel Pinheiro” pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais; “da Universidade Federal de Sergipe”, 1982; “Luís Alves de Lima e Silva”, pelo Exército Brasileiro, Comando da 4ª Divisão; e diversas outras.  Genealogia: iniciou as pesquisas genealógicas em 1948, quando ainda estudante de Direito. Seu foco de atenção era o centro-oeste mineiro. 

 Pesquisou em cartórios e arquivos religiosos em muitas cidades mineiras, dentre as quais Sabará, Mariana, Ouro Preto, Pitangui e Santo Antônio do Monte, onde tinha suas raízes maternas. Associado, conforme citação acima, ao Instituto Genealógico Brasileiro e ao Colégio Brasileiro de Genealogia (1993). Publicou “Os Nogueira de Santana”, monografia, na obra “Efemérides Itaunenses” de João Dornas Filho. Ao falecer, deixou pronta a obra “Genealogia dos Gonçalves de Souza Moreira de Itaúna”. 

Trabalhos publicados: “A Necessidade de novas Universidades em Minas Gerais e sua Interiorização” – 1966; “A Indústria e a Universidade” – 1968; “Itaúna de Amanhã”; “História de Itaúna” – nos anais da Câmara Municipal, 1975; “História da Fundação de Mateus Leme” – nos anais da Câmara Municipal de Martins Leme; “História da Fundação de Bonfim”, no Dicionário Escolar da Prefeitura Municipal de Bonfim; “Centro Oeste-Mineiro: História e Cultura” – 2008; “História de Itaúna”, em 40 fascículos semanais publicados no jornal Folha do Povo.

Publicou trabalhos nas Revistas do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, na Arcádia de Minas Gerais e na Associação Brasileira dos Pesquisadores em História e Genealogia (ASBRAP) de São Paulo. Publicava, semanalmente, no jornal “Folha do Povo”, uma crônica, em coluna sob sua responsabilidade, assuntos educacionais, históricos e políticos.


Fonte: http://www.cbg.org.br/novo/colegio/historia/galeria-socios/guaracy-nogueira/