Anna Cintra de Carvalho (1868–1944) ocupa um lugar
significativo na história da educação de Minas Gerais.
Professora, diretora
escolar e autora de material destinado ao ensino da leitura, sua trajetória
atravessou diferentes momentos da educação mineira entre o final do Império e
as primeiras décadas da República.
Sua carreira esteve ligada à formação de
professores, à direção de grupos escolares, às experiências de renovação dos
métodos de ensino e à produção de materiais destinados à alfabetização.
Em
1928, depois de mais de quatro décadas dedicadas ao magistério, foi homenageada
na II Conferência Nacional de Educação, realizada em Belo Horizonte, como
representação do mestre brasileiro.
Décadas depois de sua morte, seu nome seria
oficialmente atribuído a um jardim de infância em Itaúna, estabelecendo uma
ligação entre sua trajetória na educação mineira e a história da educação
infantil do município.
Segundo a documentação publicada por ocasião da II
Conferência Nacional de Educação de 1928, Ana Cintra diplomou-se pela Escola
Normal de Ouro Preto em 1882, aos 14 anos de idade. Como ainda não atingira a
idade mínima prevista pelo regulamento, seu título foi concedido mediante uma
lei aprovada pela Assembleia Provincial.
O episódio é significativo porque situa Ana Cintra
em um momento em que a formação profissional do magistério estava sendo
institucionalizada em Minas Gerais. Sua entrada precoce na profissão não foi
apenas uma particularidade pessoal: sua formação ocorreu dentro de uma
estrutura educacional que começava a definir normas específicas para a
preparação dos professores.
No ano seguinte, em 1883, abriu um curso
particular, que funcionou até 1889. Nesse último ano, foi nomeada para uma
cadeira de ensino misto criada na freguesia de Antônio Dias. Entre 1887 e 1888,
havia substituído professoras que se encontravam licenciadas. Em 1891, foi
removida para a aula prática anexa à Escola Normal.
Sua trajetória inicial já revela uma característica
que permaneceria ao longo de sua carreira: Ana Cintra transitou por diferentes
espaços de ensino, combinando experiência como professora, atuação
institucional e práticas relacionadas à formação docente.
Em 1904, com a supressão das Escolas Normais, Ana
Cintra voltou a abrir seu curso particular. Dois anos depois, em agosto de
1906, transferiu sua residência para Belo Horizonte. A mudança ocorreu em um
momento importante da educação mineira.
Durante o governo de João Pinheiro, Ana Cintra foi
chamada pelo secretário do Interior para participar de experiências
relacionadas aos novos métodos e programas de ensino que acompanhavam a reforma
educacional então em curso.
A documentação da II Conferência Nacional de
Educação de 1928 apresenta sua atuação como parte das experiências ligadas à
renovação do ensino mineiro. Estudos posteriores sobre a história da
alfabetização também relacionam a produção de Ana Cintra às transformações
metodológicas associadas à reforma de João Pinheiro.
É importante, entretanto, não atribuir a Ana Cintra
responsabilidades que as fontes atualmente reunidas não comprovam. Podemos
afirmar que ela participou de experiências com novos métodos e programas de
ensino e que foi posteriormente reconhecida como colaboradora da reforma. Não
temos, neste conjunto documental, elementos suficientes para reconstruir toda a
extensão de sua participação na formulação da reforma.
A partir de 1907, Ana Cintra passou a ocupar
posições de direção na estrutura dos grupos escolares da capital. Em 5 de agosto do mesmo ano, assumiu a direção do 2º
Grupo Escolar da capital, como substituta da diretora Maria Guilhermina de
Loureiro Andrade. Em 30 de março de 1910, foi nomeada diretora do 3º Grupo
Escolar, posteriormente denominado Grupo Escolar Cesário Alvim, criado pelo
Decreto nº 2.613, de 17 de agosto de 1909.
Os documentos relacionados aos grupos escolares
revelam uma preocupação com diferentes aspectos da organização da escola. Entre
essas experiências esteve a Escola Noturna Feminina da Capital, instalada em
1913 nas dependências do 3º Grupo Escolar, então dirigido por Ana Cintra. A
escola funcionou entre 1913 e 1917.
Essa experiência é particularmente relevante porque
demonstra que a educação desenvolvida naquele espaço não estava limitada às
crianças em idade escolar regular. Sua atuação nesse período ultrapassou as
funções administrativas, havia também uma iniciativa destinada à escolarização
de mulheres adultas.
Ana Cintra e o ensino da leitura
Uma das dimensões mais importantes de sua
trajetória está relacionada ao ensino da leitura.
Em 1917, quando dirigia o Grupo Escolar Cesário
Alvim, Ana Cintra relatou às autoridades educacionais a aplicação de lições de
leitura que ela própria havia organizado.
Segundo o registro de sua experiência, suas lições
procuravam ser simples e acessíveis às crianças e pretendiam evitar aquilo que
ela considerava um problema dos livros então utilizados: a aprendizagem baseada
na decoração.
Esse episódio é fundamental para compreender Ana
Cintra como educadora.
Ela não se limitava a utilizar os materiais
disponíveis. A experiência acumulada em sala de aula e na direção escolar
levou-a a organizar suas próprias lições e submetê-las à apreciação das
autoridades educacionais. A experiência posteriormente transformou-se em livro.
A obra de Ana Cintra intitulada Lições para o
ensino completo da leitura teve sua 3ª edição publicada em 1922, pela
Imprensa Oficial de Minas Gerais.
Pesquisas sobre a história da alfabetização
identificam na obra a combinação dos métodos analítico e sintético,
característica que permite classificá-la como uma proposta eclética. A
organização das lições partia de sentenças que posteriormente eram analisadas
em sílabas e relacionadas a vocábulos contendo a letra ou consoante trabalhada.
A proposta buscava fazer com que a criança pudesse
decompor pequenos vocábulos em seus elementos sonoros e posteriormente utilizar
esses elementos para formar novas palavras. A cartilha também apresentava
desenhos e fotografias, em número relativamente reduzido, utilizados em
associação com as palavras e os elementos trabalhados nas lições.
Estudos posteriores apontam ainda que a obra
combinava leitura e escrita e organizava os vocábulos em uma sequência
progressiva. (Repositório
da UFMG)
A cartilha passou a ser conhecida não apenas pelo
título, mas também pelo nome da autora. Pesquisas sobre sua circulação
registram expressões como “Cartilha da Ana Cintra” e “Processo de Ana Cintra”.
(Repositório da UFMG)
Isso é um indicador importante da repercussão
alcançada por seu trabalho: o nome da professora passou a identificar o próprio
processo de ensino. A publicação de Lições para o ensino completo da leitura
não ficou restrita à experiência individual de sua autora.
Pesquisas sobre os livros escolares mineiros
mostram que a obra teve circulação em escolas do estado. A terceira edição foi
publicada pela Imprensa Oficial em 1922 e, no ano seguinte, a obra passou à
Livraria Francisco Alves. Os estudos identificam pedidos e registros que
demonstram sua presença no circuito de livros escolares de Minas Gerais. (Portcom)
Outro estudo sobre a distribuição das cartilhas
mineiras identifica as “Lições de Ana Cintra” entre as obras de maior
repercussão e registra que o livro foi aprovado pelo Conselho Superior de
Instrução e adotado em escolas do estado. (Repositório da UFMG)
A documentação sobre os processos educativos de
leitura registra ainda que as lições de Ana Cintra foram publicadas em livro e
adotadas pelo Conselho Superior em 1924 para uso no primeiro semestre do 1º
ano.
Portanto, sua contribuição não deve ser reduzida ao
fato de ter escrito uma cartilha. Sua experiência pedagógica transformou-se em
material impresso e passou a integrar o universo oficial dos livros destinados
ao ensino da leitura em Minas Gerais.
Em 17 de junho de 1925, Ana Cintra foi nomeada para
o Grupo Escolar Olegário Maciel. Permaneceu trabalhando até 17 de setembro de 1926,
quando obteve sua aposentadoria. Naquele momento, contabilizava 36 anos, dois
meses e 19 dias de serviço público.
Sua aposentadoria encerrou uma longa carreira no
serviço público, mas não significou o desaparecimento de seu nome da história
da educação mineira. Pouco tempo depois, Ana Cintra seria novamente
colocada no centro de uma importante cerimônia.
A homenagem de 1928
Entre 4 e 11 de novembro de 1928, Belo Horizonte
sediou a II Conferência Nacional de Educação da Associação Brasileira de
Educação. Na ocasião, Ana Cintra recebeu uma homenagem
especial.
A documentação oficial da Conferência registra que
ela foi escolhida como representação do mestre brasileiro, destacando sua longa
dedicação à instrução pública e sua atuação durante a reforma do ensino
mineiro. A homenagem possui grande significado histórico.
Ana Cintra não estava sendo reconhecida
simplesmente como uma professora aposentada. Sua trajetória estava sendo
utilizada como representação de uma determinada concepção do magistério: a do
professor que dedicara grande parte da vida à educação.
No discurso pronunciado durante a homenagem, Ana
Cintra recordou sua entrada na profissão e falou sobre as dificuldades
encontradas no caminho, a necessidade de compreender os alunos e o dever do
mestre.
A documentação contemporânea apresenta, assim, uma
imagem bastante clara de como Ana Cintra era percebida no final de sua
carreira: uma professora experiente, diretora escolar, autora e participante
das transformações educacionais de Minas Gerais.
Sabemos que Ana Cintra faleceu em 1944. A
documentação atualmente reunida, porém, não nos permite reconstruir com
segurança os seus últimos anos entre a homenagem de 1928 e sua morte. Por isso, não é adequado preencher esse período com
informações não documentadas.
O que podemos afirmar é que, em 1928, sua
trajetória profissional já havia recebido um reconhecimento público de grande
importância e que seu nome permaneceu ligado à história da educação mineira.
O Jardim de Infância Ana Cintra
em Itaúna
A história de Ana Cintra ganha uma nova dimensão em
1956, doze anos após sua morte. Aqui possuímos agora uma documentação oficial
particularmente importante.
Em 10 de janeiro de 1956, o Governo de Minas Gerais
publicou o Decreto nº 4.890, determinando:
“Cria um jardim de infância na Cidade de Itaúna.”
O decreto criou a instituição, mas não lhe atribuiu
naquele momento o nome de Ana Cintra.
Quatro meses depois, ocorreu a denominação.
Em 17 de maio de 1956, o Governo de Minas Gerais
publicou o Decreto nº 5.017, cujo título é:
“Dá a denominação de ‘Ana Cintra’ ao Jardim de
Infância de Itaúna.”
O próprio decreto determina que fosse dada a
denominação “Ana Cintra” ao Jardim de Infância de Itaúna.
Temos, portanto, uma sequência documental precisa:
10 de janeiro de 1956 — criação do Jardim de
Infância de Itaúna.
17 de maio de 1956 — atribuição oficial do nome Ana
Cintra.
Essa distinção é importante porque o decreto de
maio não explica a razão da escolha do nome.
A documentação oficial comprova a denominação, mas
não informa, no texto do decreto, quem propôs o nome ou quais foram os motivos
específicos que levaram o Governo de Minas Gerais a escolher Ana Cintra.
Há uma explicação registrada posteriormente na
memória local, segundo a qual a denominação constituiu uma homenagem à
educadora mineira. Essa informação deve ser tratada como memória histórica, e
não confundida com o conteúdo do decreto. Essa distinção será importante para
pesquisas futuras.
Os testemunhos de antigos alunos permitem
reconstruir parte da trajetória da instituição.
Vicentina Brant afirma ter sido aluna da primeira
turma do Jardim de Infância Ana Cintra e identifica Graciana Coura de Miranda
como a primeira diretora. Em seu depoimento, recorda também as professoras
Noêmia Delgado e Terezinha Lara e descreve a escola como um espaço
profundamente presente em sua memória de infância.
Outro testemunho, de Angélica de Aquino, registra
sua passagem pela escola em 1968, quando o Jardim de Infância ainda funcionava
na Avenida Getúlio Vargas. Ela recorda o casarão, o pátio, as grandes gangorras
e as atividades realizadas com argila. Também identifica Graciana Coura de
Miranda como diretora naquele período.
Anos depois, o antigo aluno Prof. Luiz Mascarenhas
recordaria o Jardim de Infância Ana Cintra funcionando na Rua Professor
Francisco Santiago, em um antigo casarão. Seu testemunho descreve o portão, o
alpendre, o pátio, os brinquedos, as salas e as atividades escolares realizadas
com mimeógrafo, massa de modelar e peças de madeira.
Esses testemunhos não servem para reconstruir a
biografia de Ana Cintra. Eles possuem outra função: registrar a permanência de
seu nome na experiência educacional de sucessivas gerações de crianças de
Itaúna.
A história de Ana Cintra pode ser observada em três
momentos distintos.
O primeiro está em Ouro Preto, onde se formou e
iniciou sua carreira ainda no século XIX.
O segundo está em Belo Horizonte, onde participou
das experiências relacionadas à renovação do ensino, dirigiu grupos escolares e
desenvolveu suas experiências com o ensino da leitura.
O terceiro aparece em Itaúna, décadas depois de sua
morte, quando seu nome foi oficialmente atribuído a um jardim de infância.
Essa última etapa é especialmente significativa
porque não devemos confundir a trajetória da educadora com a história posterior
da instituição. Ana Cintra não atuou no Jardim de Infância de Itaúna — ela
havia falecido em 1944, enquanto a instituição foi criada em 1956. O que existe
é uma continuidade da memória por meio do nome. É justamente essa permanência que torna a história
interessante.
Uma educadora que começou sua carreira ainda no
século XIX, participou da transformação do ensino mineiro, dirigiu grupos
escolares, produziu material para alfabetização e foi homenageada em 1928 como
representação do magistério passou, após sua morte, a identificar uma
instituição destinada à educação das crianças pequenas em Itaúna.
A trajetória documentada de Ana Cintra permite
compreendê-la como uma educadora que atuou em diferentes dimensões da escola.
Foi professora, porque dedicou décadas ao ensino.
Foi diretora, porque esteve à frente de importantes
grupos escolares de Belo Horizonte.
Foi autora, porque transformou sua experiência
pedagógica em uma obra destinada ao ensino da leitura.
Foi também uma experimentadora de práticas de
alfabetização, pois suas próprias lições nasceram de sua experiência escolar e
posteriormente foram publicadas e incorporadas ao circuito educacional mineiro.
Sua importância histórica não depende de
transformá-la em uma figura excepcional em todos os aspectos da educação
brasileira. As fontes permitem uma afirmação mais precisa e, justamente por
isso, mais forte:
Ana Cintra foi uma educadora mineira que participou
de importantes processos de renovação do ensino, dirigiu grupos escolares,
produziu material próprio para alfabetização e alcançou reconhecimento público
no campo educacional de seu tempo.
Em Itaúna, seu nome adquiriu uma segunda vida.
O Decreto nº 5.017, de 17 de maio de 1956,
transformou oficialmente “Ana Cintra” no nome do Jardim de Infância de Itaúna.
A partir daí, sua memória passou a fazer parte da história educacional do
município.
E é nessa passagem — de uma professora da educação
mineira a um nome preservado por uma escola itaunense — que sua história ganha
uma dimensão que ultrapassa sua própria vida.
Ana
Cintra de Carvalho — síntese cronológica
1868 — Nascimento de Anna Cintra de Carvalho.
1882 — Diploma-se pela Escola Normal de Ouro Preto, aos 14 anos.
1883 — Inicia curso particular.
1887–1888 — Substitui professoras licenciadas.
1889 — Nomeada para cadeira de ensino misto em Antônio Dias.
1891 — Passa à aula prática anexa à Escola Normal.
1904 — Retoma o curso particular após a supressão das Escolas Normais.
1906 — Muda-se para Belo Horizonte e participa de experiências
relacionadas aos novos métodos e programas de ensino.
1907 — Assume a direção do 2º Grupo Escolar da capital.
1910 — Torna-se diretora do 3º Grupo Escolar, posteriormente Cesário
Alvim.
1913–1917 — Funciona a Escola Noturna Feminina da Capital nas
dependências do grupo escolar.
1917 — Apresenta experiências com lições de leitura organizadas por ela.
1922 — Publicada a 3ª edição de Lições para o ensino completo da
leitura.
1923 — A obra passa à Livraria Francisco Alves.
1924 — Suas lições são adotadas pelo Conselho Superior para o primeiro
semestre do 1º ano.
1925 — Nomeada para o Grupo Escolar Olegário Maciel.
1926 — Aposenta-se, após 36 anos, 2 meses e 19 dias de serviço público.
1928 — Homenageada na II Conferência Nacional de Educação como
representação do mestre brasileiro.
1944 — Falecimento.
10 de janeiro de 1956 — Criado oficialmente um jardim de infância na
cidade de Itaúna pelo Decreto nº 4.890.
17 de maio de 1956 — Decreto nº 5.017 dá oficialmente a denominação
“Ana Cintra” ao Jardim de Infância de Itaúna.
Décadas seguintes — O nome permanece na memória de sucessivas gerações
de alunos itaunenses.
FONTES E
REFERÊNCIAS
1. Fontes
primárias e documentação oficial
MINAS GERAIS. Coleção dos Decretos de 1956.
Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1974.
MINAS GERAIS. Decreto nº 4.890, de 10 de janeiro de
1956. Cria um jardim de infância na Cidade de Itaúna. In: MINAS GERAIS.
Coleção dos Decretos de 1956. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1974.
MINAS GERAIS. Decreto nº 5.017, de 17 de maio de
1956. Dá a denominação de “Ana Cintra” ao Jardim de Infância de Itaúna.
In: MINAS GERAIS. Coleção dos Decretos de 1956. Belo Horizonte: Imprensa
Oficial, 1974.
SILVA, Arlette Pinto de Oliveira e (org.). Páginas
da história: notícias da II Conferência Nacional de Educação da ABE: Belo
Horizonte, 4 a 11 de novembro de 1928. Brasília, DF: Instituto Nacional de
Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2004. Publicação do INEP
2. Estudos
acadêmicos
FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva; MACIEL,
Francisca Izabel Pereira. A história da alfabetização: contribuições para o
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Caxambu: ANPEd, 2006.
FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva; LANA,
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KLINKE, Karina. Processos educativos de leitura nos
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Casasanta e o método global de contos: uma contribuição à história da
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da UFMG)
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3. Fontes
de memória e história local
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tocavam o céu. Itaúna em Décadas, 23 maio 2017. Depoimento de ex-aluna.
BRANT, Vicentina. Escola de criança feliz. Itaúna
em Décadas, 25 maio 2017. Depoimento de ex-aluna da primeira turma do
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MASCARENHAS, Luiz. Meu Jardim de Infância “Ana
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MASCARENHAS, Luiz. Que saudade da professorinha. Santana
FM, 1 ago. 2020. Memória sobre a história da educação infantil em Itaúna.
4.
Documento de pesquisa local
AQUINO, Charles. História da Escola Ana Cintra.
Itaúna, 2016. Documento de pesquisa não publicado.
5. Imagem
PENIDO, Angela. Publicação sobre Ana Cintra de Carvalho. Facebook, 22 maio 2017.
Fotografia e depoimento pessoal sobre sua bisavó materna. Acervo digital.
Nota do autor: Esta biografia foi elaborada a partir do cruzamento de documentação
oficial, estudos acadêmicos e fontes de memória local. As informações sobre a
trajetória de Ana Cintra foram diferenciadas das memórias posteriores sobre o
Jardim de Infância Ana Cintra, em Itaúna.
Fonte da imagem: fotografia de Ana Cintra publicada
por Ângela Penido em sua página no Facebook, em 22 de maio de 2017. A imagem
acima foi recriada digitalmente, tendo a fotografia como referência visual.
Organização,
arte e pesquisa: Charles
Aquino – Historiador Registro nº 343/MG
@ITAÚNA DÉCADAS - HISTÓRIA &
MEMÓRIA