Thereza Juliano Boza Campos
nasceu em 18 de março de 1934, em Belo Horizonte. Foi batizada na Igreja Nossa
Senhora das Dores, na mesma cidade, em 11 de novembro de 1934, pelo Juiz de
Direito Franklin Azuil e sua esposa Alice. Seu registro de nascimento foi
realizado em 20 de janeiro de 1935, no cartório de Mercês, por seu pai Américo
Boza Martoni.
Thereza formou-se no curso de
Magistério em 8 de dezembro de 1954, na Escola Normal São José de Calazans, em
Santos Dumont. No ano seguinte, ingressou na prefeitura da cidade como oficial
administrativo e, ainda em 1955, começou a lecionar no Grupo Escolar Estadual
Vieira Braga, substituindo a professora Leopoldina Ibrain. Em 1º de novembro do
mesmo ano, foi efetivada no mesmo grupo escolar.
Thereza Juliano Boza Campos
aposentou-se em 23 de outubro de 1982, após uma longa e dedicada carreira na
educação. Sua trajetória é marcada por um profundo compromisso com o ensino e o
desenvolvimento de seus alunos, deixando um legado significativo na educação.
É provável que Jesuína
Americana Brasileira e Silva, conceituada educadora, tenha iniciado sua
trajetória docente antes de 1885. Nesse mesmo ano, foi designada professora
interina da "cadeira feminina" do distrito de Itatiaiuçu, conseguindo
eventualmente a posição permanente. Em 1888, passou triunfalmente em concurso,
conquistando o estimado papel de “professora efetiva” em São João del-Rey. Em
1892, solicitou formalmente a transferência para Campos, zona rural de Santana
do Rio São João Acima. Posteriormente, em 1893, o presidente da Câmara
Municipal do Bonfim concedeu aprovação à nomeação de Custódia Dornas Lacerda
como substituta e dirigente da cadeira masculina de Instrução Primária de
Itatiaiuçu, durante o período sabático concedido a Jesuína, professora titular.
Em 1898, o governo do estado
registrou oficialmente um decreto prevendo um aumento salarial adicional de 5%
para Jesuína, professora da Fábrica da Cachoeira, também conhecida como Companhia de Tecidos Santanense, pertencente ao distrito de Santana do Rio São
João Acima, hoje Itaúna/MG. No ano seguinte, 1899, foi nomeada instrutora do
distrito de Mateus Leme, então sob jurisdição do município de Pará de Minas.
De 1909 a 1910, Jesuína atuou
como professora de “instrução primária da cadeira mista” localizada no distrito
de Itatiaiuçu, que pertencia ao município de Itaúna/MG. De 1911 a 1926,
continuou a carreira docente em “escolas isoladas” do distrito de São Sebastião
do Gil, vinculado ao município de Desterro de Entre Rios, Minas Gerais. Jesuína
faleceu em 1960 na capital mineira e foi sepultada na quadra 43, jazigo 183 do
cemitério do Bonfim. A educadora Jesuína Americana Brasileira e Silva deixou um
legado substancial na educação de seus descendentes e alunos.
O IMPACTO E
CONTRIBUIÇÕES DE JESUÍNA PARA EDUCAÇÃO
O impacto e a importância das
contribuições de Jesuína Americana Brasileira e Silva para a educação em Minas
Gerais justificam um exame minucioso para compreender plenamente a extensão de
sua influência e a importância que ela ocupa na história educacional da região.
Numa época em que o acesso à educação formal era escasso para as mulheres e
muito menos a oportunidade de se tornarem educadoras, Jesuína iniciou a sua
carreira.
Sua tenacidade e capacidade de
superar barreiras sociais e de gênero são evidentes em seu papel como
professora interina e mais tarde como professora permanente. A jornada docente
de Jesuína a levou a vários locais e ambientes educacionais, desde áreas rurais
como até áreas industriais. Esta diversidade de experiências
demonstra a sua adaptabilidade e compromisso inabalável em fornecer educação a
diversas populações, independentemente das circunstâncias locais.
A competência e dedicação de
Jesuína ao trabalho foram oficialmente reconhecidas pelo governo do estado, por
meio de aumento salarial. Este ato não só demonstra o cumprimento dos seus
deveres, mas também destaca o seu desempenho excepcional numa época em que os
recursos e o apreço pelos educadores eram escassos. A extraordinária
perseverança de Jesuína é evidente na sua extensa carreira de mais de quatro
décadas, à medida que continuou a dedicar-se ao ensino enquanto se adaptava a
uma variedade de instituições e circunstâncias. Este compromisso sublinha o seu
compromisso com a educação.
Numa profissão predominantemente
dominada por homens durante o século XIX e início do século XX, Jesuína emergiu
como uma mulher notável e que se destacou. Suas realizações servem de fonte de
inspiração para mulheres e abriram caminho para futuras gerações de educadores.
Através da sua dedicação à educação de crianças em diversas áreas, Jesuína
desempenhou um papel vital nas mudanças sociais da sua época. O conhecimento
que ela transmitiu não apenas transformou indivíduos em cidadãos mais
informados e capacitados, mas também contribuiu para o avanço das comunidades
que ela servia.
Ao longo de sua carreira, Jesuína
encontrou diversos obstáculos, incluindo recursos limitados e necessidade de
mudança. No entanto, a sua determinação face a estes desafios é uma parte
fundamental do seu legado duradouro, demonstrando que uma forte devoção à
educação pode triunfar sobre a adversidade. O comprometimento profissional e a
busca pela excelência de Jesuína servem de exemplo notável para os demais. O
profundo impacto do seu trabalho é evidente no respeito e reconhecimento que
conquistou durante a sua vida e depois dela.
Jesuína Americana Brasileira e
Silva ocupa inegavelmente um lugar significativo na história educacional de
Minas Gerais. Seu impacto vai muito além do mero número de alunos que ela
instruiu; reside na inspiração que ela inspira tanto nos educadores como nos
alunos, enfatizando o valor da dedicação à educação, da determinação face aos
desafios e da profunda capacidade do ensino para provocar a transformação. A
sua notável jornada e trajetória profissional servem como um testemunho
convincente da profunda influência que um educador dedicado pode ter na
sociedade, catalisando o progresso e promovendo o crescimento através do poder
da educação.
Denomina logradouro público. O povo do Município de Itaúna, por seus representantes decreta, e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei: Art. 1 o Denominar-se-á Maria Inês Moreira a praça localizada na Zona 00, setor Centro, quadras 36 e 39 e Zona 03, setor Bairro de Lourdes, quadra 01, na confluência das ruas Péricles Gomide, Marechal Deodoro, Tiradentes e Av. Dorinato Lima. Art. 2 o Revogadas as disposições em contrário, esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Prefeitura Municipal de Itaúna, 06 de setembro de 1985.
Prefeito Municipal Francisco Ramalho da Silva Filho.
JUSTIFICATIVA
Nossa proposição é no intuito de preservar a memória da professoraMaria Inês Moreira. Sua existência entre nós, foi dedicada à educação. Nasceu em a 7 de outubro de 1941, filha do casal Olímpio Moreira e Maria Geralda Moreira (proprietários da Fazenda Boa Vista que também pertenceu ao Padre Antônio Maximiano de Campos), tendo sido a segunda entre os seis filhos do referido casal. Contraiu o matrimônio em 2 de dezembro de 1967, na Capela da Fazenda Boa Vista, onde residia. Desse matrimônio, nasceram dois filhos: Juliano e Fabiano.
Cursou o primário no Grupo Escolar José Gonçalves de Melo, tendo-se tornado professora primária através da Escola Estadual de Itaúna. Colou grau em Ciências e Letras pela Faculdade de Filosofia de Itaúna. Lecionou Geografia e História no Colégio Santana bem como professora primária na Escola Dr. Lincoln Nogueira Machado e no Grupo Escolar José Gonçalves de Melo.
Cultivou grande amizades entre alunos, colegas de trabalho como na sociedade itaunense que tiveram por ela um carinho especial. Além de amiga, era uma excelente profissional, pois sempre conseguia fazer de seus alunos, os melhores da escola.
Maria Inês era filha de fazendeiros, criada com muito amor pelos pais, adorada pelos irmãos e amigos, o que não foi suficiente para impedir a dolorosa provação de sua vida. Mesmo assim, amava a vida e sabia conservar em seu rosto um sorriso e a candura de uma criança. Faleceu no dia 25 de julho de 1984 com apenas 42 anos de idade, após suportar um sofrimento que durou um ano, deixando um grande vazio entre seus amigos e familiares, principalmente seus filhos.
São por estes motivos, que apresentamos a essa Casa a presente proposição, que na certa, essa edilidade haverá de submetê-la a apreciação e posterior votação.
Sala das Sessões, em 2 de agosto de 1985.
Presidente da Câmara – José Coelho Neto.
PRAÇA MARIA INÊS MOREIRA
Referência:
Elaboração e arte: Charles Aquino
Adaptação do texto original para o blog: Charles Aquino
Yedda
de Paula Machado Borges é filha do Dr. Ovídio Nogueira Machado e de Zélia de
Paula Machado, nasceu em Itaúna em 1º de janeiro de 1925, numa família de seis
irmãos. Casada com o Dr. Lauro Carneiro Borges de tradicional família de Patos
de Minas, teve uma infância tranquila em que passava parte do dia com seus tios
e padrinhos — Tácito Nogueira de Faria e Raquel Nogueira. Esses parentes ajudaram
a cria-la desde seu nascimento.
Tácito
construiu uma bela casa em Itaúna que denominou “Villa Yedda”, cujo terreno
localizava-se na rua Dr. José Gonçalves seguindo até à Capela do Rosário. Aos
seis anos de idade, Yedda foi morar com seus tios no município mineiro de São
Lourenço, conhecido como uma das mais belas estâncias hidrominerais, o qual, é
parte do Circuito das Águas de Minas, na serra da Mantiqueira.
Fez
o curso primário (quatro primeiras séries do ensino fundamental) em Itaúna, no
Grupo Escolar Dr. Augusto Gonçalves. Foi aluna das educadoras dona Ivolina
Gonçalves e de dona Neide Antunes de Morais.
Ao
concluir o curso primário na cidade balneária, seus tios e padrinhos se mudaram
para a capital mineira e Yedda para lá se transferiu para continuar seus
estudos de segundo grau, preparando-se para ingressar a uma Universidade.
Desde
cedo, provavelmente por influência de seu pai, o Dr. Ovídio, que além de médico
era um grande matemático, dedicou-se ao estudo e ensino desta disciplina, o
qual, acompanhou pelo resto da sua vida.
Ainda
estudante em Belo Horizonte, o professor João Martins a indicara para ministrar
aulas de matemática aos seus colegas—
fez curso de matemática na Faculdade de Filosofia de Belo Horizonte - FAFI.
Terminados
os estudos na capital, retornou a Itaúna e começou a lecionar matemática.Durante muitos anos lecionou nas escolas
Estadual de Itaúna, Colégio Santana, Colégio Comercial João de Cerqueira Lima e
Colégio Estadual Judith Gonçalves.
Após
seu matrimônio, residiu em São Paulo, Cuiabá e Londrina, lecionando em escolas
locais. Retornando à Itaúna, no ano de 1965, preparou candidatos para o
vestibular do curso de Ciências Econômicas de Divinópolis.
Yedda
“lançou” aos seus alunos, a ideia de tentarem junto ao Governador MagalhãesPinto, a criação de uma Faculdade de Economia em Itaúna. Foi a partir dessa
ideia, que seguiu um documento ao Governador do Estado, redigido por um dos
candidatos.
Miguel
Augusto Gonçalves que perfilhou a ideia e trabalhando com afinco, fundou, não
uma só Faculdade, mas cinco, que constituíram a Universidade de Itaúna.
Já
como aluna da Universidade, no curso de Filosofia, foi convidada para lecionar
matemática na Faculdade de Ciências Econômicas da Mesma Universidade. Constantemente
participava de cursos de reciclagem e aperfeiçoamento em Belo Horizonte, São
Paulo, Rio de Janeiro e até em Israel, onde participou de um curso de
aperfeiçoamento pedagógico pela Universidade de Jerusalém.
Fez
o curso de Filosofia Pura na Universidade de Itaúna, tendo sido designada a
receber a Medalha de Ouro quando da 1º turma de formandos.Foi diretora de Teatro infantil, quando
apresentou várias peças, sendo agraciada com o troféu de melhor Diretora,
recebendo em 1981 a comenda “Os Melhores do Ano” na área de ensino.
Foi
membro da Lions Clube de Itaúna desde sua fundação em outubro de 1965 e
Coordenadora Regional dos Clubes de Mães do Distrito LC-4 de Lions
Internacional.
No
mês em que é comemorado o Dia dos Professores, em 15 de outubro, a FOLHA conta
um pouco da história de uma das mais importantes educadoras da cidade, Yedda de
Paula Machado Borges. Algumas décadas após sua aposentadoria, Dona Yedda avalia
a atual situação da educação, em que as professoras têm que enfrentar o desafio
de uma função dupla, a de formar academicamente e educar os alunos.
Questionada
sobre a situação atual da educação, Dona Yedda afirma que vê o comportamento
dos estudantes muito negativamente. Para ela, as transformações da sociedade -
que valoriza a violência, especialmente os meios de comunicação - transferiram
para os professores a responsabilidade não só de ensinar os conteúdos aos
alunos, mas também de formá-los para a vida. Função que seria de
responsabilidade dos pais, atarefados e sem tempo para dedicar aos filhos a
atenção necessária para que os mesmos sejam pessoas de bem.
NOTA: No dia 27 de abril deste ano de 2018, tivemos a rica e feliz oportunidade de conversar um pouco com essa ilustre educadora em sua residência. Dona Yedda aos 93 anos de idade, ainda preserva uma postura meiga e um olhar de uma mulher forte.
Em seu apartamento, detalhe que nos chamou grande atenção, foi a sala de visitas.
Yedda preserva ainda os quadros de seu tio Tácito, sua mãe e obras de arte de seu ilustre irmão, o artista e professor Ahmés de Paula Machado.
Como não deveria de ser diferente, Dona Yedda nos forneceu importantes informações sobre a história de sua família e de nossa cidade. Perguntamos qual a palavra definia sua personalidade e logo respondeu — CORAGEM!!!
Uma memorável tarde!!!
REFERÊNCIAS:
PESQUISA ,ORGANIZAÇÃO, ENTREVISTA: Charles Aquino
ACERVO: Itaúna Bons Tempos, Orgs. Hamilton Pereira, Alexandre Campos.
ACERVO E COLABORAÇÃO: Yedda de Paula Machado Borges