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domingo, dezembro 24, 2023

MEMORIAL SENÓCRIT NOGUEIRA

Memorial Senócrit Nogueira é um tributo significativo a um dos mais importantes personagens da história de Itaúna, Minas Gerais. Senócrit Nogueira, cuja vida foi marcada por uma profunda dedicação ao desenvolvimento e progresso de Itaúna, deixou um legado duradouro que ainda ressoa na cidade.

Senócrit Nogueira foi um dos principais responsáveis pela elevação do distrito de Santana do São João Acima à condição de município, contribuindo para a emancipação de Itaúna. Sua atuação foi fundamental na promoção do bem-estar da comunidade, seja na política, economia ou cultura local. Ele participou ativamente da vida pública e trabalhou incessantemente para o desenvolvimento de Itaúna, o que fez com que seu nome se tornasse sinônimo de compromisso e patriotismo. A sua liderança e visão estratégica ajudaram a consolidar Itaúna como um importante centro regional.

O memorial não apenas honra a memória de Senócrit Nogueira, mas também serve como um símbolo de sua contribuição inestimável para a história da cidade. Este Memorial é um ponto de reflexão sobre o passado de Itaúna e a importância de líderes visionários na construção de um futuro melhor. A preservação da memória de Senócrit Nogueira através deste memorial é crucial para manter viva a história e os valores que ele representava. É um lembrete constante do impacto que uma única pessoa pode ter em uma comunidade, incentivando os itaunenses a seguir seu exemplo de dedicação e amor pela cidade.

O historiador João Dornas Filho destaca que para as gerações futuras, o nome de Senócrit Nogueira servirá como símbolo de compromisso inabalável, paixão e amor por Itaúna. Ao longo da rica história do município, que se estende por longos anos, o seu nome esteve entrelaçado com inúmeras iniciativas destinadas a promover e celebrar a sua querida pátria. Em todos os aspectos da trajetória de Itaúna fica a marca indelével de Senócrit Nogueira, inspirando as gerações futuras com sua dedicação e patriotismo.













Organização e pesquisa: Charles Aquino

quarta-feira, agosto 25, 2021

CÂMARA MUNICIPAL DE ITAÚNA

Construído na gestão do Prefeito Francisco Ramalho da Silva Filho, projeto do arquiteto Hélio Ferreira Pinto, no estilo da Arquitetura Internacional, o edifício que abriga a Câmara Municipal é um espaço para manifestações culturais da cidade e foi inaugurado em 30 de dezembro de 1988.

A edificação é representantes das construções da década de 80 ocorridas na cidade, juntamente com a urbanização da avenida Jove Soares e caracteriza-se como uma importante referência para os itaunenses.

Construída para abrigar a Câmara Municipal, a arquitetura contemporânea da edificação fica dividida em dois blocos: Um ortogonal para os gabinetes e outro circular para o plenário, ambos ligados por rampa que conforma externamente estreita ligação.

O primeiro bloco implanta-se acima do nível da rua, tem três pavimentos e segue estilo modernista. Intercala planos de vidro com paredes cegas em mármore e brises verticais que configuram importantes linhas para a composição. O prédio é acessado por larga escada e ampla porta de vidro blindex.

O plenário tem volumetria de meia-esfera coberto por laje curva impermeabilizada. Tal Volume é cercado por um jardim externo que faz a transição entre o espaço público e o privado. As aberturas são distribuídas uniformemente pela extensão do auditório e tem forma de “olhos”.

No subsolo fica o Arquivo da Câmara e o estacionamento por rampa lateral direita. O imóvel sustenta seus principais aspectos físicos estruturais e compositivos, com todos os elementos desempenhando plenamente suas funções.  


Referências:

Organização para o blog Itaúna Décadas: Charles Aquino (Agosto/2021)

Texto: Sandra Márcia Bernandes (Fevereiro/2003)

Levantamento e Elaboração: Patrícia Pereira (Fev/Março/2003)

Revisão: Viviane Corrado (Março/2003)

Acervo: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira – Fotografia Senócrit Nogueira

Acervo de fotografias e logomarca: Câmara Municipal de Itaúna

Acervo Documental: Prefeitura Municipal de Itaúna, IPAC, 2003. Disponível em: https://www.itauna.mg.gov.br/imgeditor/file/Camara_Municipal.PDF


segunda-feira, agosto 23, 2021

CINQUENTENÁRIO ITAUNENSE


 Uma carta escrita por Senócrit Nogueira em 2 de julho de 1949, endereçada ao prefeito Antônio Augusto de Lima Coutinho, em resposta a um convite para participar das comemorações do cinquentenário de Itaúna. A carta é formal e reflete o contexto da época, evidenciando a importância das celebrações cívicas e a reverência pelas figuras proeminentes da comunidade.

A abertura da carta destaca a recepção do convite às 8 horas da manhã, demonstrando a formalidade e a precisão de Senócrit em registrar o momento exato em que foi notificado. Essa atenção aos detalhes reforça o respeito e a seriedade com que trata o convite. A menção à impossibilidade de comparecer à reunião, marcada para o dia seguinte, é justificada por dois motivos: o curto prazo de convocação e seu estado de saúde. Esse ponto revela uma preocupação em manter uma comunicação transparente e respeitosa, mesmo diante de uma negativa.

Senócrit expressa seu apreço pela iniciativa do prefeito de celebrar o cinquentenário de Itaúna, referindo-se ao município como "meu querido município" e enfatizando seu vínculo afetivo e de nascença com a localidade. Ele reconhece a justa consideração que os habitantes de Itaúna têm pelo prefeito, evidenciando a importância das lideranças locais na construção e manutenção do espírito comunitário.

A carta também revela uma profunda ligação emocional com o município ao lamentar a morte de seus irmãos, Dr. Augusto Gonçalves e Josias Nogueira, que foram membros da Comissão Criadora do Município. Esse lamento é uma expressão de saudade e de reconhecimento pelo papel fundamental que seus irmãos desempenharam na história de Itaúna.

Ao final, Senócrit manifesta um desejo quase premonitório, pedindo a Deus que lhe conceda vida até 2 de janeiro de 1952, quando completará 81 anos, 8 meses e 8 dias. Essa especificidade numérica é intrigante e sugere uma profunda reflexão sobre o tempo e a vida. A carta encerra com uma pergunta retórica ao prefeito sobre a possibilidade de ser atendido em seu pedido de longevidade, o que adiciona um tom de esperança e fé ao texto.

Em termos de estilo, a carta é escrita em uma linguagem formal e respeitosa, típica da época. A escolha das palavras e a estrutura das frases refletem um alto grau de educação e consideração pelo destinatário. No geral, o texto é uma demonstração de respeito, saudade e esperança. A formalidade e o tom pessoal da carta revelam a importância das relações comunitárias e a reverência pelas figuras históricas e familiares em um contexto de celebração cívica. A análise crítica desse texto destaca a profundidade emocional e a riqueza histórica presentes na correspondência, oferecendo um vislumbre do caráter e dos valores de Senócrit Nogueira.




A CARTA

Meu caro A. Lima Coutinho – M.D. Prefeito [...]

Itaún[...]

Belo Horizonte, 2-7-1949.

Saudações.

Acabo de receber agora as 8 horas do dia o se[...] e honroso convite para fazer parte da Comissão [...] das comemorações a serem feitas na data do ano [...] da criação deste meu querido município – Itaúna que fará 50 anos, cuja reunião deverá se realizar amanhã 3 do corrente na Escola Normal d’ahí e não podendo comparecer não só pela escassez do prazo como também por me achar adoentado e por isso, pedindo desculpas, apreço-me em felicitar – lhe pela a patriótica inciativa que demonstra ter adotado a minha terra [ao mesmo] será de nascença, cujos habitantes lhe prestam as justas e merecidas considerações.

Escusado em dizer que estou de alma e [coração] em acordo que a Comissão resolver. Finalizando, lamento com saudades a morte dos meus dois irmãos companheiros - Dr. Augusto Gonçalves e Josias Nogueira, da Comissão Criadora do Município.   

Peço a Deus para me conceder mais a vida até 2 de janeiro de 1952, data da Instalação do Município, que estarei então com 81 anos, 8 meses e 8 dias.

Acha, Dr. Coutinho, que serei atendido?

Disponha do [amigo e irmão] grato.

Senócrit Nogueira

Rua Acarapé – 21 – “Carlos Prates”

Belo Horizonte.


Referências:

Organização, Arte e Pesquisa: Charles Aquino

Texto: Senócrit Nogueira (In Memoriam)

Acervo: Professor Marco Elísio Coutinho (In Memoriam) – Carta de Senócrit ao Dr. Coutinho

Acervo: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira – Fotografia Senócrit Nogueira 

segunda-feira, março 11, 2019

quinta-feira, janeiro 23, 2014

MAJOR SENÓCRIT NOGUEIRA

 Filho do tenente coronel Zacarias Ribeiro de Camargos  e  Dª Ana Nogueira de castro, o major Senócrit Nogueira nasceu na fazenda da "República" a 24 de abril de 1870. 

Aos dez anos de idade, quando já assumia a direção da aula do mestre José João nas faltas do professor, concluía o curso primário e tomava as responsabilidades da escrituração da fazenda paterna.

 Em 1894 edificava a Capela do Senhor dos Passos no largo desse nome, e demolida em 1950. Em 1895 era eleito presidente do Clube Teatral e no ano seguinte presidente do Clube Literário e Progressista, associações recreativas e culturais que grandes serviços prestaram à população de Santana.

 No ano de 1898, como presidente de uma mesa eleitoral do distrito, fez da Junta Apuradora do Pará, e depois da Junta da Comarca em Sabará, quando evitou, por sua energia, a depuração de um deputado legitimamente eleito.

 Homem enérgico, inteligente e trabalhador, muito cedo era figura indispensável nos empreendimentos locais de desenvolvimento do distrito, sendo eleito em 1895 para o cargo de Juiz de Paz, que exerceu até 1897.

 Vereador do distrito à Câmara Municipal do Pará, de 1898 a 1900, fez passar várias Leis de interesse para o nosso crescimento, e em 1901 era eleito Presidente do Conselho Distrital quando, junto com o Dr. Augusto Gonçalves, iniciou a campanha para a criação do município.

 O trabalho que então desenvolveu para a consecução deste desiderato foi admirável. Todas as providências necessárias para este fim, como a aquisição dos edifícios para a Câmara Municipal e a Escola Pública, foram por ele, coadjuvado neste passo pelos suplentes de vereador Jove Soares Nogueira e Washington Alves da Cunha.

 A documentação justificativa da criação do município apresentada por Senócrit Nogueira ao deputado José Gonçalves de Sousa atesta a dedicação e o empenho que punha no empreendimento. Vitoriosa a ideia pela Lei Estadual de 16 de Setembro de 1901, era nesta data nomeado coletor estadual que ocupou até 1906.

 A batalha da fundação do município teve lances emocionantes que é bom relembrar, como o da manobra do município de Bonfim para não perder o distrito de Conquista. O chefe bonfinense Dr. Moreira da Rocha, não se conformado com o desmembramento de tão próspero distrito, fundou junto à sede deste, com o fim de ficar com a melhor parte, um novo distrito, como aliás permitia em certas condições, a legislação em vigor deu-lhe o nome de Floriano Peixoto, e mandou logo que se fizesse o lançamento de impostos e tomou outras medidas que caracterizassem a soberania do município de Bonfim sobre o novo distrito.

 Senócrit Nogueira intervém então energicamente para anular a manobra e, aconselhado por amigos, convida os contribuintes do distrito de Conquista a pagar os seus impostos em Itaúna. E sabendo que um inventário de pessoa residente no novo distrito estava se processando em Bonfim, entrou em juízo com uma petição de nulidade, acolhida pela justiça do Pará, que ordenou o processamento pelo município de Itaúna.

 O Major Senocrit Nogueira exerceu o cargo de Coletor Estadual até quando foi nomeado secretário da Câmara Municipal e seu coletor, cargo que desempenhou desveladamente até 1920, juntamente com o de delegado de polícia.

 Em 1908, com a cooperação de Damas de Caridade do Sagrado Coração de Jesus, adquiriu uma casa na rua 14 de julho, hoje rua Diógenes Nogueira, com o fim de transformá-la em abrigo dos pobres, casa que prestou serviços até 1951, quando foi demolida.

 Padrinho de Rossini Cândido Nogueira, criou-o e educou-o o nosso biografado, ordenando-o padre em 1927 falecido em Juiz de Fora em 1941, o padre Rossini, pelos seus dotes intelectuais foi uma saliente figura do clero mineiro.

 Chefe do serviço do recenseamento de 1920, em Itaúna passava o nosso biografado em 1921 para Belo Horizonte, onde fixou residência e foi nomeado funcionário da Prefeitura Municipal aposentando-se em 1936.

 Homem público, funcionário exemplar, amigo dedicado dos interesses da sua terra, homem de religião e de sociedade, batalhador infatigável, patriota da mais nobre estirpe, filantropo e benemérito cidadão itaunenese Senócrit Nogueira foi um dos fundadores do Partido Republicano Mineiro, que a sua inteireza moral abandonou quando viu desviados os seus princípios. As novas gerações de Itaúna hão de sempre reverenciar a figura do nobre ancião e nela beber os mais sadios exemplos de patriotismo e inteireza.

 

Referências:

Fonte: Efemérides Itaunenses ,1951  - Pag: 63,64,65,66.

João Dornas Filho - Historiador & Escritor da Academia Mineira de Letras

Organização: Charles Aquino