terça-feira, junho 19, 2012

sábado, junho 16, 2012

ITAÚNA DEMOLIDA

"Hoje eu não se alguém vai dormir mais rico...
Mas Itaúna certamente amanhecerá mais pobre. Adeus Casarão da Família leão! Perdemos a batalha, não a guerra. Continuamos a lutar o bom combate!"

Itaúna 15 de junho 2012

Justamente os que mais tem dinheiro é que teriam condições de cuidar e manter um PATRIMÔNIO e o dilapidam, porém...
Vamos ver agora se o PODER PÚBLICO e a LEI DE USO E OCUPAÇÃO DO SOLO, vai cumprir o que está no papel para que a construção que ali for erguida reserve um PASSEIO À ALTURA DO PONTO...
Itaúna 16 de junho de 2012


Infelizmente a ambição e sede por dinheiro faz com que a história de um povo se destrua, pessoas sem o menor senso de cultura e preservação simplesmente põe seu passado e sua história ao chão! Isso acontece aqui em Pitangui também!!! Lamentável!

Cláudio Faria
Pitangui 16 de junho de 2012

Triste da cidade que não preserva sua história. Seu povo ficará sem identidade pois perdeu sua memória. De que adianta ter dinheiro com sensibilidade zero ???

Itaúna 16 de junho de 2012

Se restaurado, imaginei ali um Centro Cultural, no coração da cidade com uma boa Biblioteca Pública... Mas ...
Itaúna 17 de junho de 2012


Organização: Charles Aquino

quinta-feira, junho 14, 2012

domingo, junho 10, 2012

HOSPITAL: PEDRA FUNDAMENTAL

Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira

A fundação da Casa de Caridade Manoel Gonçalves está associada a importantes figuras do cenário religioso e político de Minas Gerais no início do século XX. A presença de Dom Silvério, uma figura de relevância tanto religiosa quanto literária, destaca o envolvimento da Igreja Católica nesse projeto, sendo a benção do edifício um marco da sua inauguração. Delfim Moreira, como governador e posteriormente presidente do Brasil, e Raul Soares, atuante na política mineira, também foram fundamentais na estruturação de políticas públicas que viabilizaram esse tipo de instituição de caridade.

Esse conjunto de esforços entre Igreja e Estado reflete a característica do Brasil naquele período, onde as ações de caridade e a assistência social frequentemente tinham forte apoio tanto do poder público quanto das instituições religiosas. A convergência de forças religiosas e políticas que colaboraram para a criação de instituições sociais importantes em Minas Gerais, representadas por essas três figuras influentes.

A Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira foi marcada por dois eventos principais:

  1. Lançamento da Pedra Fundamental em 7 de junho de 1916, que contou com a presença de Delfim Moreira, presidente do Estado (Minas Gerais), e seu secretário da Agricultura, Raul Soares de Moura.

  2. Em 14 de novembro de 1919, o edifício foi abençoado por Dom Silvério Gomes Pimenta, arcebispo de Mariana, em uma cerimônia religiosa.

 

Personagens históricos

1. Dom Silvério Gomes Pimenta (Nascimento: Congonhas do Campo, 12 de janeiro de 1840. Falecimento: Mariana, 30 de agosto de 1922). Arcebispo de Mariana e o primeiro bispo negro a ser eleito membro da Academia Brasileira de Letras. Ele também se destacou como professor, poeta, orador sacro e biógrafo. Sua participação na história religiosa e acadêmica é enfatizada.

2. Delfim Moreira da Costa Ribeiro: (Nascimento: 7 de novembro de 1868, em Santa Rita do Sapucaí. Falecimento: 1 de julho de 1920). Delfim Moreira foi uma figura de grande importância política, servindo como presidente do Brasil entre 1918 e 1919. Estudou no Seminário de Mariana e ocupou diversos cargos públicos, sendo governador de Minas Gerais de 1914 a 1918, além de deputado e secretário do Interior.

3. Raul Soares de Moura: (Nascimento: Ubá, 7 de agosto de 1877. Falecimento: Belo Horizonte, 4 de agosto de 1924). Raul Soares foi um proeminente promotor de justiça, além de professor de língua portuguesa. Ocupou diversos cargos políticos, como deputado estadual e presidente da Câmara. Foi também ministro da Marinha e Secretário de Agricultura no governo de Delfim Moreira.

 HOSPITAL MANOEL GONÇALVES ITAÚNA MG


Organização e pesquisa: Charles Galvão de Aquino – Historiador  Registro nº 343/MG

sábado, junho 09, 2012

CACHOEIRINHA



 Um lugar movido por sonhos e encantos.
Morei lá, me encontrei lá.
Um lugar com música natural. 
Suas paisagens são frutos da natureza em época de inspiração.
Seus Ipês e cachoeiras são imunes ao tempo.
Um povoado que liberta a alma e tonifica o espírito. 
Suas noites são iluminadas por uma lua nunca vista, tão qual o esplendor das estrelas.
Nada é igual a este lugar.
Sou seu filho adotado.
Seu pequeno contribuidor de algumas obras. 
Seu fã eterno.


Cachoeirinha, 25 de agosto de 2012
Marcelo Maia

sábado, maio 26, 2012

VOLLEYBALL ITAÚNA

Associação Brasileira Itaunense
Volleyball de Itaúna Década 50

Em pé: 1Afonso Max de oliveira, 2 Osman Francischetto Magalhães, 3 Juarez Coutinho, 4 Jairo Coutinho, 5 Marco Elísio Coutinho, 6 Dalmo de Oliveira e 7 Sargento Izalino

Agachados: 8 Ivan Perillo, 9 Evandro Coutinho (Levantador),10 Ruy Diniz (Levantador) e 11 Alberto Corradi (Levantador).


ACERVO: Professor Marco Elísio
ELABORAÇÃO: Charles Aquino

ITAÚNA MUSICAL

Banda de Música Fundada Por Hermínio Corradi
Década: 30/40
Arquivo: Museu de Itaúna


Conjunto Valete de Ouro

Década: 50  Local : Club União
Arquivo: Prof. Marco Elísio Coutinho

01: Antônio Silvino 2: Heuser Dornas : 3 : Acrísio Ferreira 
4 : Juvenal Bernardes 5 :Ângelo Ferreira 6 : Nelson Batista 
7 : Zé Cavaquinho ( José Bernardes) 
8 : João Bigode ( João Jose Ferreira) 
9 : José Sesbastião Carvalho 10 : Ladário Camargos (Tucha)


quinta-feira, maio 17, 2012

SPORT CLUB ITAÚNA


"As bolas de futebol já foram mais rústicas, pesadas e irregulares. A primeira bola descoberta terá cerca de 450 anos e apareceu em Stirling Escócia. As primeiras bolas de futebol tinham uma abertura por onde entrava uma câmara inflável de borracha. O principal problema surgia na hora de cabecear, quando o cadarço que amarrava a fenda machucava a cabeça dos jogadores - por isso, muitos deles, usavam uma "touca”! Nas décadas 30/40, a bola que imperava nos gramados tinha uma costura interna, sem a abertura e sem o cordão. Mas o seu couro marrom ficava encharcado e pesado nos dias de chuva e nos campos cheios de lama!"  (ZONA DO AGRIÃO).

SPORT CLUB ITAÚNA: DÉCADA 1941
1
Argemiro
2
Mathias 
3
Mirocles Herculano
4
Vandeir
5
Zaquel
6
Chico Herculano
7
José Moreira 
8
Armando Rodrigues 
9
Plínio Coutinho 
10
Rui
11
Wilson Mendes Nogueira
12
Francisco Alves Paulino (Cubu)


SPORT CLUB ITAÚNA: DÉCADA 30
CAMPO DA VÁRZEA (HOJE RODOVIÁRIA)
Ao centro de touca o zagueiro Cubu

   O relato sobre o Sport Club Itaúna nas décadas de 1930 e 1940, através das memórias de Francisco Alves Paulino, o Cubú, oferece uma visão rica e nostálgica do futebol amador da época. As bolas de futebol eram rudimentares, de couro, e se tornavam pesadas e irregulares em dias chuvosos, dificultando o jogo. Cubú, um dos melhores zagueiros do time, usava uma touca para se proteger ao cabecear a bola, refletindo as condições adversas e os equipamentos rudimentares. Ele relembra com carinho sua participação no futebol itaunense, destacando a alegria e a realização de defender seu time, com a mentalidade de que "a bola poderia até passar, mas o atacante não". 
   Aos 100 anos, Cubú ainda guardava essas memórias com clareza, mostrando o impacto duradouro do esporte em sua vida. Seu testemunho documenta a história do Sport Club Itaúna e ressalta a evolução do futebol, a paixão pelo esporte, a resistência dos jogadores e a importância social e cultural do futebol amador. A história de Cubú enriquece a compreensão sobre a importância do esporte no contexto local, revelando como o futebol pode ser um poderoso veículo de identidade e memória coletiva.
CUBÚ
Francisco Alves Paulino
Nascimento: 01/11/1911
Fotografia: 22/05/2012
101 anos de vida e de bola!  


Cubú foi um dos melhores “beques” (zagueiro) que já passaram pelo time de futebol de amador itaunense, o Sport Club Itaúna, décadas de 30/40. 

Francisco Alves Paulino, o Cubú, disse que usava uma touca para se proteger das “cabeçadas” que dava na bola, por ser de couro e costurada, a bola poderia machucar se a pessoa não soubesse cabecear. Nos dias de chuva, a “pelota” ainda mais pesada, misturando-se com a lama do campo. Mas sempre foi um momento mágico e feliz da minha vida.

Fui muito feliz por ter participado destes momentos bons do futebol itaunense. Tudo está gravado em minhas lembranças até hoje, e olha que estou com mais de 100 anos de idade. Minha função era de “beque”! Defender a nossa zaga do adversário e tínhamos o pensamento: a bola poderia até passar, mas o atacante não!  Risos!


REFERÊNCIAS:

Entrevista com Francisco Alves Paulino em sua residência na cidade de Itaúna, no dia 22/05/2012 (Francisco estava com 100 anos de vida e com muita alegria.  Veio a falecer no ano de 2013 e sepultado no cemitério central da cidade de Itaúna).

Acervo: Hely Jaó e Professor Marco Elísio Chaves Coutinho

Organização e Fotografia: Charles Aquino

Colaborador: Prof. Marco Elísio Chaves Coutinho