A preservação do
nosso patrimônio cultural em Itaúna depende da nossa participação ativa! É
fundamental que nos informemos e interajamos para conhecer mais profundamente o
Programa ICMS Patrimônio Cultural implementado em nossa cidade.
Ao nos mantermos
atualizados e participarmos das discussões e ações, não apenas contribuímos
para a promoção e preservação de nossa história, como também exercemos nosso
papel de fiscalizadores, garantindo que as políticas públicas reflitam os
anseios e necessidades de nossa comunidade.
É importante que
procuremos nos informar por meios canais de comunicação da Prefeitura, dos
Conselhos Municipais de Patrimônio Cultural da cidade e do IEPHA-MG para nos
envolvermos e fazermos a diferença na proteção do legado cultural de Itaúna.
O patrimônio
cultural é a memória viva de um povo, refletindo sua história, tradições e
identidade. Em Minas Gerais, essa herança é valorizada e preservada por meio de
uma política pública pioneira e eficaz: o Programa ICMS Patrimônio Cultural, do
IEPHA-MG. Há anos, este programa tem sido fundamental no incentivo à
preservação e gestão do patrimônio cultural do Estado, atuando diretamente na
revitalização e fortalecimento das referências culturais das cidades mineiras.
Reconhecido como
a política mais relevante na área de preservação, conservação e gestão do
patrimônio cultural no Brasil, o ICMS Patrimônio Cultural opera através da
redistribuição de parte da receita proveniente da arrecadação do ICMS aos
municípios.
Esse repasse é direcionado àqueles que comprovam ações efetivas de
gestão e salvaguarda dos bens culturais locais. Dessa forma, o programa não só
fortalece os setores responsáveis pelo patrimônio nas cidades, como também
estimula a criação e o funcionamento dos Conselhos Municipais de Patrimônio
Cultural.
O sucesso do ICMS Patrimônio Cultural se deve, em grande parte, à sua capacidade de integrar os
esforços dos gestores públicos e das comunidades locais. Ao incentivar a
municipalização da proteção do patrimônio cultural, o programa fortalece a
autonomia dos municípios, que passam a ter um papel ativo na definição e
implementação de políticas de preservação.
O IEPHA-MG é responsável por
estabelecer, acompanhar e avaliar as diretrizes que regem esse repasse de
recursos, garantindo que cada investimento contribua para a efetiva preservação
e promoção da cultura local.
A pontuação definitiva de cada município é baseada na documentação enviada ao IEPHA-MG, que comprova ações de preservação, conservação e promoção do patrimônio cultural local. Municípios que não atingem as metas estabelecidas ou não participam do programa deixam de receber os recursos financeiros correspondentes do ICMS Patrimônio Cultural.
Essa ausência de repasse pode impactar negativamente as iniciativas de preservação e valorização cultural no município, limitando investimentos em ações culturais e na manutenção de bens culturais protegidos.
Para evitar essa situação, é essencial que os municípios invistam em políticas públicas eficazes de preservação do patrimônio cultural, fortaleçam seus setores responsáveis por essa área e mantenham uma gestão ativa e transparente de seus bens culturais. A participação no programa não apenas assegura recursos financeiros adicionais, mas também promove o reconhecimento e a valorização da identidade cultural local.
Vamos nos unir e atuar juntos em defesa do nosso patrimônio!
“Apenas posso
lamentar...História virando pó...cegueira e ignorância...não quero congelar a
cidade no Tempo... o espaço sempre muda, sempre se altera…, porém, algumas
belas edificações da Itaúna da Década de 20 e outras, virando poeira...porque
mesmo??? As Gerações do Futuro hão de condenar-nos e com muita razão…em outros
lugares, mais cultos e instruídos, o futuro sempre chegou e respeitando o
passado...nossa Identidade! Ser Nobre é ter Memória! E ter Memória é ter
Identidade!”
“Nossa cidade
não tem como característica, nem mesmo vocação, ser uma cidade histórica, ou
melhor, patrimônio da humanidade como Ouro Preto. É claro que está aberta ao
desenvolvimento, à modernização, e, por isso se transforma. Isso não significa
que o velho não pode conviver com o novo. O grande problema não está em demolir
casarões centenários... é o que fazer no lugar... deixar lote vazio está sendo
a opção... (na maioria das vezes, e apenas para inflacionar os imóveis do
centro). A pergunta que faço é: não existe um Estatuto da Cidade? Uma
propriedade urbana não tem que exercer uma função social? E qual a função
social dos terrenos baldios que hoje estão sendo criados no centro da cidade?
Responder que é para criar mato não vale!!!!”
Os textos dos professores barranqueiros Luiz
Mascarenhas e Geraldo Phonte Boa, aproximadamente escritos há 12 anos, revelam
uma preocupação profunda com o patrimônio histórico e o desenvolvimento urbano
da cidade de Pedra Negra — Itaúna, Minas Gerais. Ambos os professores
registraram perspectivas complementares sobre as mudanças que a cidade tem
enfrentado e as implicações dessas transformações.
Em seu texto, Mascarenhas lamenta
a perda de edificações históricas, destacando que a destruição dessas
construções resulta em um empobrecimento cultural e histórico da cidade. Ele
enfatiza que a memória e a identidade de Itaúna estão sendo comprometidas pela
falta de preservação, e critica a cegueira e a ignorância das gerações atuais
em relação à importância do passado. Mascarenhas defende que ser nobre é ter
memória, e que essa memória constitui a identidade da cidade.
Por outro lado, Phonte Boa
reconhece que Itaúna não possui a vocação para ser um patrimônio da humanidade
como de Vila Rica — Ouro Preto, mas critica a demolição de casarões centenários
sem um plano adequado para o uso dos terrenos resultantes. Ele aponta que
muitos terrenos no centro da cidade são deixados vazios, contribuindo para a
especulação imobiliária ao invés de exercerem uma função social. Phonte Boa
questiona a existência e a aplicação do Estatuto da Cidade, que deveria
garantir que propriedades urbanas cumpram uma função social, criticando a
transformação dos espaços em terrenos baldios que não beneficiam a comunidade.
Passados 12 anos desde que os
professores barranqueiros escreveram seus textos, a situação de Itaúna parece não ter
melhorado significativamente. Provavelmente as interrogações levantadas pelos
professores sobre o futuro da cidade e o respeito ao seu passado continuam sem
respostas concretas. A destruição de edificações antigas e a falta de um
planejamento urbano que considere o patrimônio histórico ainda são problemas
prementes.
Estariam ainda os problemas mencionados
por Phonte Boa, continuando a proliferar, refletindo uma ausência de políticas
eficazes que integrem desenvolvimento e preservação? As gerações futuras,
conforme predito por Mascarenhas, podem de fato condenar a atual geração por
sua incapacidade de equilibrar a modernização com a conservação da identidade
cultural de Itaúna?
A crítica central dos professores
aponta para uma falha coletiva em reconhecer e valorizar a história local.
Apesar das mudanças inevitáveis que o espaço urbano sofre, a preservação de
elementos históricos não deve ser negligenciada. Acredito que a cidade de Itaúna
necessita de uma abordagem mais consciente e equilibrada que respeite seu
passado enquanto promove um desenvolvimento sustentável e socialmente
responsável. A cidade ainda tem a oportunidade de reverter essa tendência e
mostrar que modernização e memória podem coexistir harmoniosamente, evitando
que a história se torne apenas pó.
Só para relembrar ... perguntei
um amigo barranqueiro sobre a biblioteca da cidade que certamente é também nosso patrimônio histórico e cultural... ele informou que ainda continua
fechada!!! Em todos sentidos!!! ... aproximadamente mais de 1 ano !!!😴
A Prefeitura Municipal de Itaúna autorizou a construção de uma "FONTE LUMINOSA" na Praça Dr. Augusto Gonçalves e abriu um crédito especial para tal. A lei estabelecia que a fonte deveria ser construída conforme planta aprovada por um profissional habilitado, com garantia mínima de funcionamento de 15 anos e garantia de fábrica para as máquinas.
O Prefeito poderia firmar contratos até o valor de 570 mil cruzeiros para a execução da obra, podendo utilizar o crédito de uma vez ou em parcelas. A lei entrou em vigor na data de sua publicação, em 22 de março de 1960, sendo aprovada em 2ª discussão em 23 de março e com a redação original em 24 de março do mesmo ano.
FONTE LUMINOSA
Autoriza
a construção da “Fonte Luminosa” e
abre crédito especial. O Povo do
Município de Itaúna, por seus representantes, decreta e eu, em seu nome,
sanciono a seguinte lei:
Art. 1º —
Fica a Prefeitura Municipal de Itaúna, autorizada a construir, à Praça Dr.
Augusto Gonçalves, uma “FONTE LUMINOSA”.
Art. 2º —
Fica autorizado o senhor Prefeito Municipal a aprovar qualquer planta, desde
que, feita por profissional habilitado e que possua as condições indispensáveis
à construção.
Art. 3º —
Deverá a “FONTE LUMINOSA” ser
executada na conformidade da planta apresentada e ter garantia de funcionamento
de no mínimo 15 anos.
Art. 4º —
A garantia das máquinas utilizadas, desse que fabricadas por indústrias,
nacionais ou estrangeiras, será a de fábrica.
Art. 5º
Fica o senhor Prefeito Municipal autorizado a firmar contrato de empreitada, ou
locação de obra, com qualquer pessoa física ou jurídica, devidamente
capacitada, até o valor de quinhentos e setenta mil cruzeiros (Cr$ 570.000,00),
para execução da “FONTE LUMINOSA”.
Art. 6º —
Fica aberto o crédito especial de quinhentos e setenta mil cruzeiros (Cr$
570.000,00) para fazer face a despesa criada pelo artigo anterior.
Art. 7º—
Poderá o senhor Prefeito Municipal utilizar o crédito especial de uma só vez,
ou parceladamente, de seis vezes consecutivas, sendo a primeira no valor de 40%
(quarenta por cento) do valor do crédito especial aberto, e as outras cinco, de
12% (doze por cento) do valor do mesmo, mensalmente.
Art.8º —
Revogadas as disposições em contrário, esta lei entrará em vigor na data de sua
publicação.
Mando,
portanto, a todas as autoridades a quem o conhecimento e execução desta lei
pertencer, que a cumpram e a façam cumprir, tão inteiramente como mais as
partes e declara.
Itaúna 22
de março de 1960
Célio
Soares de Oliveira — Prefeito Municipal
A Comissão de Obras Públicas, Viação e
Agricultura
Parecer:
Sala das
Sessões 23/03/1960
“A
comissão opina pela aprovação em 2ª discussão”.
“ Aprovação em 2ª discussão 23/03/1960”.
A Comissão de Redação.
Sala das
sessões 24/03/1960
“A Comissão é pela aprovação com a redação
original”
Bar do Sandoval 24 horas, almoço e jantar, bebidas e tira-gosto na hora a gosto do freguês!
O Osnofa conhece e bem o Bar do Sandoval, fez muitos carnavais ali na Praça da Lagoinha.
Ai, se não fosse as “24 horas do Sandoval” esta festa carnavalesca não teria o mesmo gosto para o Pau de Gaiola, bloco carnavalesco de maior envergadura e de pura irreverência!!!
É notório e de conhecimento público que o “Sandoval” só fecha na sexta–feira da Paixão. Então, em qualquer outro dia, até mesmo no dia da eleição, o “Sandoval” está aberto 24 horas. Já pensou como é importante este propósito dos proprietários de servir aos clientes 24 horas.
Bem que o Osnofa pode imaginar uma história com fatos reais e surreais, assim o leitor poderá avaliar o quanto é importante ter em nossa cidade um Bar 24 horas, ou melhor um “Sandoval e um Odilon” (proprietários do bar) sempre prontos a atender a clientela com categoria ímpar, por isto que todos os dias, esta enorme clientela está sempre presente e cada cliente é atendido à sua maneira.
Há quem venha todos os dias e várias vezes ao Bar do Sandoval só para tomar cerveja. Tem casal, como o Manoel da Zinha e sua esposa Roselene, vem de segunda a sexta-feira para o almoço no “Sandoval”; já o meu amigo Manoel Alegria que mora nas proximidades, sempre desce a rua Antônio de Matos com um jogo de marmitas, muito chique, para buscar o almoço da família; meu amigo Marquinho Goiano, “Rei do Pão de Queijo” está sempre passando no Bar do Sandoval para comprar meia dúzia de torresmos.
Assim é o dia a dia dos clientes do Bar do Sandoval: Você nem imagina, eles estão sempre, a qualquer hora do dia e da noite por lá! Já presenciei famílias jantando no Sandoval por volta das 3 da manhã, aquela comida caseira, arroz, feijão, ovo frito, macarrão, tropeiro, bife de porco ou de boi, salada com alface, tomate e cebola, ou aquele vinagrete. Que bom saber que as pessoas de bem, podem curtir com tranquilidade o Bar do Sandoval, sempre foi assim e é assim que deve ser, as pessoas podem chegar tranquilamente e curtir a noite ou o dia no “Sandoval”.
Se seu cigarro acabou, pegue seu carro ou sua bicicleta, ou a pé mesmo, vá comprar seu cigarro no “Sandoval”, do jeitinho que você estiver em casa pode ir ao bar “24 horas do Sandoval”, para comprar o leite das crianças e outras coisas de primeira necessidade que podem faltar na sua dispensa. É assim o Bar do Sandoval, você chega, pede, bebe e come aquilo que você quer e o preço nunca ultrapassa o que o freguês pode pagar.
Este é um dos segredos do Sandoval 24 horas no ar: Você sai de casa ou da balada e quer comer, um bife a cavalo, uma porção de fritas, um tropeiro ou um prato feito, com a competência das cozinheiras literalmente especiais, que na vida diurna e noturna fazem, com competência, o trabalho da cozinha. Aproveite meu amigo, pois o Bar do Sandoval lhe dá esta tranquilidade dia e noite e isto pode fazer você a pessoa mais feliz do mundo.
Ontem à noite encontrei meu amigo engenheiro Júlio Prado, que acabara de guardar seu carro na garagem, ali próximo ao Bar do Sandoval. De prosa com o mecânico Mario Rezende, que estava voltando da missa, justamente comentavam como ficou mais agradável ainda o Bar do Sandoval depois da reforma.
Final dos anos 70, manhã de sábado, por volta das 4 da madrugada, o Osnofa entrava no Bar do Sandoval para comprar um pão de queijo com linguiça, uma Coca-Cola geladinha e assim finalizar mais uma noitada, vindo diretamente da famosa discoteca do Automóvel Clube de Itaúna, onde passou momentos memoráveis,
Naquele instante, quem estava por lá, meu amigo jornalista Sebastião Nogueira Gomide, mais conhecido como “Piu da Folha do Oeste”, semanário que periodicamente cumpria o dever de informar o povo itaunense os acontecimentos da semana.
O Piu, os delegados Olímpio Nolasco e o Dr. Hudson Maldonado, um dos melhores professores de Direito Penal que já passou pela Universidade de Itaúna, comentavam no balcão do bar para os ouvidos do Sandoval e o restante da clientela, a matéria exclusiva da Folha do Oeste, em primeira mão intitulada, “Índio morador da rua Xavante número 600, no bucólico Bairro da Piedade foi preso com quinze quilos e meio de maconha”.
No Bar do Sandoval, há lugar para o encontro com a notícia, com os amigos e com a tranquilidade do dia a dia, 24 horas, almoço, jantar, bebidas e tira-gosto na hora a gosto do freguês, venha pra cá!!!
O Osnofa tem certeza que você leitor deste meu causo, já teve os seus dias de passar de madrugada no Bar do Sandoval, depois de uma balada, com ou sem a namorada ou simplesmente com uma turma de amigos, tomar a saideira degustando aquele prato feito ou um tira-gosto feito na hora, como aquele bife de fígado acebolado que dá água na boca do freguês, de tão suculento. Não é à toa que meu amigo Marcos Antônio Beghine sempre que pode estar jantando no Bar do Sandoval.
O Osnofa está certo que os bons tempos ainda não se foram, estão apenas começando e se você gosta de uma boa comida caseira na hora do almoço ou quer um bar para curtir a noite e o fim da noite, a melhor opção ainda é o Bar do Sandoval.
Como diria o Poeta Osnofa … “Comida boa, no prato ou na quentinha, direto da cozinha, preço sem igual, é no Bar do Sandoval”
“Pinga da roça, cerveja geladinha, tira-gosto da hora, torresmo e linguiça, sopa de galinha, tudo a gosto do freguês, quem vem no Bar do Sandoval, volta outra vez”.
Afonso Osnofa (Afonsinho)
REDUTO DA BOEMIA ITAUNENSE
O Bar do Sandoval, em Itaúna é uma relíquia e último reduto da boemia itaunense. A começar pelo próprio Sandoval, um típico barman itaunense que atravessou décadas trabalhando no ramo, do qual me lembro desde a primeira infância.
Nos anos 70, ele tinha um bar em frente ao seu atual, e meu pai (barzeiro que era) me levava junto aos botecos de Itaúna, onde pude conhecer o Sandoval ainda muito jovem.
Durante a época que morei sozinho na rua Dr. José Gonçalves, o Bar do Sandoval era meio a cozinha da minha casa. Foram inúmeros PFs, pão de queijo com linguiça chapa, pão de sal com almôndegas e muita fanta na madrugada a dentro, sempre trabalhando no VF impresso. De praxe, o Bar 24 horas servia os fregueses com o fiel escudeiro, Zé Luiz, Sandoval e seu irmão.
Lá é o único lugar do mundo que você encontra criaturas de toda espécie, conhece gente nova e tem encontros inusitados. Até mesmo um ET de alfa centauro, uma mera mulher da vida, que usa disfarçadamente o Sandova, como seu ponto de trabalho.
O bar que reúne todas as tribos, foi palco de encontros com pessoas raras pra mim. Ponto de parada e reabastecimento em tantos carnavais, noitadas, serenatas e também de bebedeiras com meus amigos (deles, sou avesso a bebida), e local de matar a fome na madrugada itaunense.
E lá estando da última vez, na virada do ano, revi o Sandoval na ativa e numa jogada do destino, trombei com meu amigo Popó, que foi ali pra comprar o mesmo que eu, antes de cair no réveillon: cigarros para varar a noite. Nada mais itaunense que isso…
Viva, Sandoval!
Pepe Chaves
CORONAVÍRUS: SANDOVAL FECHADO, MAS NÃO CURVADO ...
No “fatídico e histórico dia 23 do mês de março do ano de 2020” pela primeira vez e há pouco mais de 40 anos de trabalho de “portas sempre abertas” o bar 24 horas “fechou”…, e a notícia se espalhou rapidamente por todos …
“Quantas histórias esse lugar poderia contar! Bar do Sandoval, na Praça da Lagoinha, em Itaúna – MG” Adilson Nogueira.
“Fato inédito na história de Itaúna, bar do Sandoval está fechado”Rosse Andrade.
“Gente é o fim dos tempos mesmo, até o Sandoval fechou”Janaína Andrade.
“ITAUNICES – Bar do Sandoval vai fechar pela primeira vez na História de Itaúna! E tem gente achando que é “só” uma gripezinha … Mas informa: Mesmo fechado estará entregando marmitex! O mais gosto de Blackstone! ”Professor Luiz Mascarenhas.
“Hoje dia 23/03/2020 um fato histórico no município de Itaúna mg, desde a sua inauguração o conhecido e muito frequentado BAR DO SANDOVAL localizado na praça da lagoinha teve que pela primeira vez baixar as suas portas ao público, devido a epidemia do coronavírus” Hamilton Pereira.
“Momento histórico para Itaúna/MG. Bar e Restaurante Sandoval 24h fechado a partir de segunda-feira (23) ”Rádio Clube de Itaúna.
“E o Sandoval encontrou as chaves para fechar? ”Elmo Nélio Moreira.
“Isso é raro e tem mesmo que ser registrado e autenticado no cartório !!!”Marquinho Morais.
“Eu nem sabia que tinha porta pra fechar lá”Jardel Alves.
“Acordar as 2:00 da madrugada sem o pf do Sandoval não vai ser fácil! ” Horotimaro Silva.
“Agora sim todos podem buscar a Deus tempo está fechando, cada dia que passa está estreito”Sidinei Douglas.
“Quem nunca passou uma noitada no Sandoval não teve um bom passado!!” Luciene Souza.
“Ele já sabia! RAUL SEIXAS “Agora sim, a Terra Parou! ”Robson Reis.
“Sandoval pra ele fechar é que a coisa tá feia!!!Rosaria Helen.
“Pronto socorro dos Ébrios. . .”Francisco Farias.
“Com tantos anos de funcionamento, isso nunca aconteceu!!!”Jake Santos.
“Uma história da cidade o Sandoval”Alvimar Manoel Pereira.
“Desemperraram as portas”Heriks Nogueira.
“Gente é o fim dos tempos mesmo, até o Sandoval fechou” Janaina Andrade.
“Vivi pra ver o Sandoval fechar”Luiz Carlos.
SANDOVAL ABERTO 24 HORAS: DELIVERY & MARMITEX
Referências:
Textos: Afonso Osnofa, Pepe Chaves e rede social (Facebook).
Acervo Fotográfico: Hamilton Pereira, Charles Aquino, Sandoval Campos, Odilon Campos e redes sociais da internet.
A Capela do Bonfim foi erguida no ano de
1853, por um abastado fazendeiro, Tenente José Ribeiro de Azambuja. Seu estilo
corresponde a um colonial muito simples, um “barroco” jesuítico tardio, com
exterior e interior muito despojados.
Foi construída no cume do então Morro de
Santa Cruz, tudo levando a crer que nele já existia um cruzeiro, como era costume
nas Minas Gerais se plantarem cruzeiros nos altos dos montes, perto das
povoações: isso se explica como um sinal de permanência do homem na terra e sua
necessidade das bênçãos do Céu.
Era um sinal do “divino” entre os homens a
recordá-los sempre das promessas e proteção do Eterno. Localizada a
aproximadamente 25 km do centro da cidade de Itaúna, a Capela do Senhor do
Bonfim sempre foi um local de peregrinação religiosa. Muito concorrida era a festa
de “Santa Cruz”, que antigamente se comemorava no dia 03 de maio; atualmente em
14 de setembro (Festa da Exaltação da Santa Cruz). Está situada no ponto mais
alto da região de Itaúna, a 1000m de altitude.
No
séc. XIX, ao passar estas terras, os frades franciscanos capuchinhos, vindos da
Itália, ditos “barbôneos” – chefiados pelo pregador apostólico Frei Eugênio Maria de Gênova - com a
missão da Sagrada Propaganda “Fide” de Roma, recomendaram que se construísse no
interior do cemitério (hoje EE “José Gonçalves de Melo”) a Capela de São Miguel
e Almas e no alto do Morro de Santa Cruz, a Capela do Senhor do Bonfim; daí sua
origem.
Precisamos sempre elucidar o valor intrínseco
do nosso Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural. A pequena Capela do Bonfim
é destituída de traços arquitetônicos que chamem a atenção e não contém obras
sacras de valor significativo. Porém, é na sua simplicidade que reside sua
beleza, que para muitos olhares, transmite aquela sensação de paz e harmonia.
Patrimônio tem a ver com nossas raízes,
nossa História, nossa identidade cultural. Aquilo que nos identifica;
singulariza enquanto povo das barrancas do Rio São João. Todas as cidades são dotadas
de Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural.
Algumas pessoas, quando nos
referimos a esses valores, pensam que Patrimônio se restringe apenas às cidades
ditas históricas do Ciclo do Ouro, como logo vem à mente, Ouro Preto, Mariana,
Sabará, São João del Rei e tantas outras. Mas, nós – itaunenses - também temos a nossa História particular e
Itaúna também possuí ainda, algumas pouquíssimas edificações e sinais do nosso
passado histórico. Dentre esses; o nosso marco exponencial que é a Capela do
Rosário, construída praticamente cem anos ante da do Bonfim (1765).
A
Capela do Bonfim pertence à Paróquia de Nossa Senhora de Fátima do bairro Pe.
Eustáquio e está dentro dos bens tombados da nossa Diocese de Divinópolis.
Diferente da Igreja do Rosário, a Capela do Bonfim carece de maior
documentação.
Isto se explica porque a primeira foi erigida como a Igreja
Matriz e assim possuía grande destaque e funções litúrgicas muito próprias e
específicas, por exemplo, os batizados que eram realizados em sua pia batismal -
este objeto litúrgico é próprio apenas das matrizes, não existindo nas capelas
sufragâneas; enquanto a Capela do Bonfim era quase uma ermida de fazenda,
edificada em propriedade particular.
A Capela do Bonfim passou por um terrível
sinistro no dia 16 de outubro de 2014 que a reduziu a cinzas, restando de pé
somente algumas paredes. Portanto, lamentavelmente a Capela original do séc.
XIX já não mais existe, sendo a atual uma reconstrução.
As chamas de um
incêndio criminoso consumiram parte de nossa História e hoje a Capela ainda
segue incompleta na sua reestruturação, uma vez que o altar-mor (peça sacra que
a caracterizava internamente, aonde se celebravam as missas) não foi
reconstruído.
A Capela do Bonfim – em sua singeleza-
leva-nos a um misto de serenidade e paz e do alto do monte, podemos contemplar
a cidade de Itaúna e o horizonte de montanhas a seu redor, introduzindo-nos na
mineiridade da alma.
FREI
EUGÊNIO MARIA DE GÊNOVA
Frei Eugênio Maria de
Gênova nasceu em Oneglia Província de Gênova, Itália, em 4/11/1812 e foi
batizado como João Batista Maberino. Ingressou na Ordem dos Capuchinhos e tomou
as ordens sacras em 1836, com o nome Frei Eugênio Maria.
Em 1843 chegou ao
Brasil, a mando do Papa Gregório XVI, como missionário capuchinho. Esteve no
Rio de Janeiro, Cuiabá e Pitangui catequizando as pessoas das cidades, vilas e
aldeias. Em 12/08/1856 chegou a Uberaba, abriu a Santa Missão e iniciou a
construção de um cemitério que ficou pronto dentro de dois anos.
Pessoa calma, de educação
polida, paciente, caridoso, zeloso quanto ao cumprimento de sua missão, Frei
Eugênio realizou uma brilhante missão religiosa. Pessoas de regiões distantes
vinham confessar com o Frei, que era despojado, vivia como pobre, com as
doações dos fiéis.
Sua biblioteca era
extensa e as obras variadas: escrituras sagradas, teologia, direito canônico,
direito civil, filosofia, liturgia, literatura, ciência, medicina, história e
geografia. Destacava-se na oratória, possuía memória prodigiosa. Diariamente
escrevia as ações do dia, confissões, comunhões, batizados, casamentos, visitas
a enfermos e missas. Pioneiro dos estudos climatológicos e um dos primeiros no
Brasil, fez com que Uberaba tivesse tradição fortíssima em estudo
climatológico. Anotava os fenômenos meteorológicos e fatos da cidade.
Com a chegada de Frei
Eugênio a Uberaba, vieram pessoas de outras localidades, aumentando a população e consequentemente as concessões de terras. Fizeram-se muitas casas e foram
abertos mais de 17 negócios, tudo com ajuda do Frei.
Casais divorciados se
juntaram, protestantes se converteram, se dissolveram mais de 80 concubinários,
fizeram muitas restituições, reconciliaram-se inimigos. A Igreja em Uberaba
ganhou um novo impulso. Vários oratórios e irmandades surgiram neste período.
Conhecido e chamado por
“Padre Mestre”, foi considerado o maior benfeitor de Uberaba e suas ações foram
sempre dirigidas para proteção e assistência aos pobres e desvalidos. Não se
limitava às Missões, estabelecia melhoramentos básicos: cemitérios, hospitais,
serviços de água, estradas cisternas e fossas.
Promovia ao mesmo tempo
assistência aos órfãos, aos índios e aos escravos, que assistiam à Santa Missa
e depois recebiam uma bênção especial do Padre Mestre, que lhes ungia e
colocavam em seus pescoços medalhinhas ou patuás com orações para se protegerem
contra o mau.
UM
IDEALIZADOR DE PROJETOS
Em 1856 iniciou a
construção do cemitério São Miguel, situado onde hoje é a Praça Frei Eugênio,
considerado o mais sólido e amplo do interior do Brasil, na época. Dentro do
cemitério, Frei Eugênio construiu a Capela de São Miguel.
A maioria dos túmulos era de madeira (o mármore
somente entrou em Uberaba por volta de 1880) quando passou a ser empregado na
construção de residências e túmulos, inclusive o de Frei Eugênio.
O cemitério
funcionou 44 anos, de 1856 a até 1900. Foram enterrados neste período cerca de
4.400 pessoas. Foi interditado depois da construção do Cemitério Municipal, na
época conhecido por Cemitério do Brejinho, atual São João Batista e demolido
em 1917.
Frei Eugênio iniciou
também a construção de um novo Cemitério chamado São Francisco, no fundo da
Santa Casa, porém o Frei não chegou a concluir a obra, que ficou só nos
alicerces. Além do Cemitério e da Capela São Miguel, Frei Eugênio projetou
ainda a construção de uma ponte sobre o Rio Grande, no Porto de Ponte Alta, em
direção a Uberaba, no intuito de ligar o litoral a Província de São Paulo às de
Minas, Goiás e Mato Grosso. Pretendia outra ponte no Rio Paranaíba. Abriu ruas,
fez estudos para canalizar as águas do Rio Uberaba, para o abastecimento da
cidade.
De gênio empreendedor,
Frei Eugênio percebeu o progresso aumentar a população, anteviu a mendicância,
a miséria e a precisão de abrigo para a pobreza enferma. Daí seus esforços para
a construção de uma de suas mais grandiosas obras – a Santa Casa de
Misericórdia, no terreno denominado Largo do Rancho, hoje bairro da Abadia,
onde hoje está o complexo Hospital de Clínicas da UFTM, cujo prédio é
preservado até hoje, como patrimônio histórico.
Junto à comunidade
recolheu donativos, como peças de ouro, rosários, relicários, cordões, moedas
do Império e de Portugal, peças de prata e materiais de construção, e dinheiro
em espécie. Também construiu um açude nas imediações do hospital, já que no
local não possuía água suficiente para a demanda da construção. O açude, além
da construção, favoreceu toda a população que vivia nos arredores e sofria com
a falta de água.
Ergueu uma boa casa ao
lado da Santa Casa destinada à administração, onde também passou a residir. De
1921 a 1934, quando foi inaugurado o segundo prédio do Hospital da
Misericórdia, esta casa serviu para internação dos pacientes. O local ficava na
praça Dr. Tomas Ulhôa, esquina com a rua Frei Paulino, onde atualmente está o
Centro Administrativo da UFTM e a Biblioteca, que leva seu nome.
Entre 1862 e 1863, por
conta da epidemia de varíola no país, às pressas foi preparada uma ala do prédio
em que a construção estava mais adiantada, para receber os doentes. Em 1865 uma
ala do hospital abrigou as tropas do Corpo Expedicionário que aqui se
aquartelaram a caminho de Mato Grosso para a Guerra do Paraguai durante 45
dias, cujos doentes de bexiga (varíola) ali se internaram.
OS
DIVERSOS PROBLEMAS NO FIM DA VIDA
A construção da Santa
Casa da Misericórdia foi agigantando-se, um grande prédio foi surgindo para os
parâmetros do período. Durantes os anos de construção da Santa Casa, Frei
Eugênio enfrentou diversos contratempos. Há alguns anos fora atacado por um boi
ficando bastante ferido e sofrendo com sequelas.
Idade avançada, enfermidades e
ainda a hostilidade e intrigas de autoridades da Comarca do Paraná (à qual
pertencia Uberaba), juízes locais e outros que passaram por censuras feitas
pelo missionário solicitando sua retirada da cidade, o abateram. Porém, a
defesa feita pela Câmara Municipal e a população da cidade, conseguiu que ele
permanecesse em Uberaba e continuasse o trabalho.
Depois de muitas
turbulências, após 27 anos da morte de Frei Eugênio, foi finalmente inaugurada
a Santa Casa de Misericórdia de Uberaba, no dia 14/06/1896.
Porém, Frei Eugênio
morreu sem ver sua obra finalizada, vítima de angina, aos 59 anos de idade, às
23horas do dia 14/06/1871, em sua residência, ao lado do hospital. Uma hora
depois os sinos anunciaram a morte do Frei, reunindo grande parte da população
à sua porta. Seu sepultamento foi considerado o maior em termos de
acompanhamento por aqueles tempos, cerca de 4.000 pessoas seguiram o funeral.
Todos os seus bens foram considerados patrimônio da Santa Casa, dinheiro,
objetos valiosos das doações e livros. Tudo que foi arrecadado foi como
donativo para a finalização da Santa Casa. Foi sepultado no Cemitério São
Miguel no outro dia e com a demolição do local em 1917, seus restos mortais
foram encaminhados para o Cemitério São João Batista e em 1965 foram
encaminhados para a Igreja de Santa Teresinha, em grande cortejo.
A jornalista Élvia Morais
descobriu que a lápide original do túmulo do Frei Eugênio estava na Faculdade
de Direito da Universidade de Uberlândia, e o Prefeito Paulo Piau e a
presidente da Fundação Cultural de Uberaba, Sumayra Oliveira, conseguiram
resgatá-la.
A lápide retornou a Uberaba no dia 21/05/2014 e foi colocada na
Paróquia de Santa Teresinha no último dia 15, para ficar junto aos restos
mortais de Frei Eugênio. Nela, o registro de seu sepultamento, 15 de junho,
conforme usava na época.