quarta-feira, agosto 22, 2012

ELEIÇÕES 2012

Candidatos à Prefeitura de Itaúna




Osmando Pereira

 Itaúna tem o principal: tem material humano e tem história. É preciso ter uma política cultural que crie oportunidade para que as manifestações aconteçam. Tínhamos em nossos mandatos anteriores, uma política para os escritores, promovíamos a realização de semana do teatro, festivais de música, concursos, etc.

Criamos o museu Francisco Manoel Franco, o Instituto de Arte e Artesanato Yara Tupinambá. Promovemos festivais de bandas, de folia de reis e apoiamos a festa de Nossa Senhora do Rosário.

Estabelecer uma política cultural é uma construção que pretendemos fazer com a sociedade. Dentre os temas, discutir a possibilidade de desvincular a cultura da secretaria de educação.


Restaurar a Igreja do Rosário, preservar o Patrimônio tombado serão também objetivos. Apoiar as iniciativas populares como o carnaval.



Professor José Luiz Guimarães

 No programa de nosso governo que está logo abaixo tem um pequeno resumo. Desenvolvimento da Secretaria de Cultura, Lazer, Turismo e Esportes, a saber:

Criação da Banda de Música do Município;

Apoio incondicional aos Eventos Culturais e Tradicionais do município;

Reativação do Festival de Inverno;

Implantação de cursos nas artes cênicas, musicais e plásticas (pinturas e esculturas);

Reativação da feira livre artesanal;

Revitalização do carnaval itaunense;

Apoio aos artistas em eventos culturais no município;

Implantação de um calendário cultural com apoio a eventos e realização de shows, peças teatrais, musicais;

Implementação de escolas de xadrez, com calendário de eventos para escolas municipais e estaduais, em espaço próprio;

Implementação de um Calendário de jogos olímpicos entre as escolas municipais e estaduais;

Implementação de escolinhas formadoras de atletas nas diversas modalidades esportivas em convênio a ser proposto à Universidade de Itaúna, Faculdade de Educação Física, e praças de Esportes;

Apoio incondicional aos campeonatos amador e rural do município;

Apoio incondicional aos campeonatos do “LIXÃO e LOBEIRÃO” com melhoria para suas instalações com a instalação de sanitários e vestiários, melhorando o conforto;

Apoio aos atletas de artes marciais e lutas livres;

Revitalização de políticas sociais para preservação de suas nascentes em convênio a ser proposto à Universidade de Itaúna, Faculdade de Ciências Biológicas;

Catalogar, organizar e divulgar os pontos turísticos de Itaúna com criação de um “site” ou “blog” para mostrar nossas belezas naturais, culturais, e a religiosidade do nosso povo.



NEIDER MOREIRA

ARTE E CULTURA

Criação da lei municipal de incentivo à cultura;

Realizar oficinas culturais;

Desenvolver programas de cultura e lazer que atinjam todas as idades;

Incentivar e apoiar bandas, fanfarras e orquestras;

Reativar e apoiar as ações do Conselho Municipal de Cultura;

Incentivar projetos de cultura, como grupos de teatro e dança, folclore, programas de literatura, artes plásticas, grupos musicais, artesanato, cultura popular e museu;

Implantar a Escola da Cultura, com formação de alunos em diversas especialidades;

Promover e valorizar festas populares;

Desenvolver projetos que visem o estabelecimento de um calendário de eventos culturais;

Promover atividades e eventos culturais, fortalecendo as tradições e culturas locais e regionais;

Apoiar, incentivar e valorizar as festas tradicionais como Reinado e Folia de Reis;

Estimular a iniciativa privada para implantação da sala de cinema;

Criar e divulgar calendário anual da cultura;

Suporte à elaboração de projetos culturais para captação de recursos estaduais e federais, assim como da iniciativa privada;

Revitalizar o Carnaval de Rua, incentivando os blocos carnavalescos de Itaúna;

Viabilizar a integração das comunidades rurais com a arte e a cultura;

Possibilitar a integração permanente com artistas e agentes culturais da cidade, através do Fórum Municipal de Cultura;

Dar autonomia administrativa ao Setor de Cultura, vinculando-o diretamente ao Gabinete do Prefeito;






Arquivo: Facebook (Rede Social)
Data: 22/agosto/2012
Organização: Charles Aquino

segunda-feira, agosto 20, 2012

RUA DIREITA

Rua direita
(Hoje Av. Getúlio Vargas)

Quando o Pe. Antônio Maximiliano de Campos veio para Itaúna,  mandou construir este casarão. Na primeira década do século passado (XX), meu avô materno José Esteves Gaio, que tinha uma fazenda na Várzea da Olaria, decidiu mudar-se para a cidade. Segundo contava minha avó Avantjour Nogueira, ele comprou o casarão do Pe. Antônio e para lá se mudaram. Todos os 9 filhos já haviam nascido, porém foram todos criados nesta casa. 

José Esteves Gaio faleceu em 19 de abril de 1941 e a família decidiu que não haveria partilha do imóvel, ficando a minha avó morando lá até sua morte em 24 de agosto de 1970. 
Residência  da Sra. Avantjour Nogueira, numa pintura do artista NARON TABAJARA SILVA, feita em 07 de Setembro de 1967. Visão a partir da Rua Getúlio Vargas, sentido SENAIMorta minha avó Avantjour Nogueira, fez-se o inventário e a casa com o terreno, depois de divididos, resultaram em 40 lotes de terreno, onde hoje é uma verdadeira vila, à direita de quem sobe a atual Rua da HarmoniaO casarão foi demolido porque estava totalmente fora do alinhamento da Rua Getúlio Vargas, à esquerda do semáforo que se encontra à esquerda da Praça Joaquim Herculano, sentido SENAI.

Juarez  Nogueira Franco




sexta-feira, agosto 17, 2012

FAMÍLIA FRANCO


02 – Aurora Gonçalves Franco
03 – Cezostre Gonçalves Franco
04 – Modestino Gonçalves Franco
05 – Círio Gonçalves Franco
06 – Avelino Gonçalves Franco
07 – Cícero Gonçalves Franco
08 – Ordalia Gonçalves Franco
09 – Maria Gonçalves Franco
10 – Democratino Gonçalves Franco
 

1857 – Nasce em Sabará o Cel. Francisco Manuel Franco, transferindo-se para Santana pelo ano de 1878.
Dedicando-se ao comércio com a largueza de vistas que sempre o caracterizou, conseguiu amealhar boa fortuna, não deixando nunca de atender à sua vocação de antiquário inteligente e arguto,
O que lhe permitiu organizar um pequeno museu, no qual se encontravam peças de elevado valor histórico e real, como belíssima coleção de moedas de cobre do Império Romano e da Colônia do Brasil, e moedas de prata e ouro do Império Brasileiro; uma lança autêntica usada pelos cavaleiros da Idade Média; uma curiosíssima miniatura da primeira Constituição do Império, contida numa boceta circular para se trazer no bolso; louças da China e da índia; armas antigas desde o arco e flecha dos selvagens brasileiros até às colubrinas e fuzis mais recentes; quadros, bustos, bibelots, jóias, etc. ...

... prestou à sua terra adotiva os mais assinalados serviços, aposentando-se no cargo de Coletor Federal, para o qual foi nomeado em 1902.

Faleceu a 27 de novembro de 1941.

O primeiro museu de Itaúna pertenceu ao comerciante Cel. Francisco Manoel Franco, mais conhecido como Chico Franco, cujo acervo situava-se em sua própria residência, no antigo beco do Padre João (hoje Rua cel. Francisco Manoel Franco, esquina com avenida Getúlio Vargas).



Referência:
FILHO, João Dornas. Efemérides Itaunenses, 1951, pag. 13-14.
Organização e pesquisa : Charles Aquino

sábado, agosto 04, 2012

CAPELA SENHOR DO BONFIM



No começo da década de vinte, vez por outra, nas férias do grupo escolar, na companhia de meu pai, numa arrancada de sete léguas puxadas, viagem a cavalo, a gente ia a São Gonçalo do Pará, em visita aos nossos parentes residentes na Aldeia do Curral, 3 quilômetros além do arraial.

  No retorno a Itaúna, deixando São Gonçalo pela Rua da Barragem, a gente passava por Buriti, Braúnas, atingindo logo à frente à fazenda Campo alegre, que ficava à margem da estrada boiadeira, ao sopé da serra do mesmo nome. A estrada real prosseguia avante e ia contornando a serra avançando em seguida o vale do Rio São João, em demanda da fazenda da Vargem, de propriedade do Sr. Nhô Zé, grande fazendeiro daquelas bandas.

Precisamente defronte aos currais da fazenda Campo Alegre, a gente deixava a estrada e ganhava umas trilhas tortuosas que subiam encosta acima, até atingir o cume da serra, que não era realmente muito elevada, constituída mais por chapadões íngremes e extensos. Os cavaleiros e pedestres passavam por aquele atalho, apesar da subida por veredas sinuosas, mas que diminuía a viagem em alguns quilômetros. Quando a gente atingia o alto, avistava-se ao longe, bem distante mesmo para uma viagem a cavalo, a silhueta da Capela Senhor do Bonfim, bem no ápice da serra do mesmo nome; com o sol a pino, percebia-se o cintilar da capelinha branca lá no topo da montanha.  Naquele instante a saudade de casa apertava mais o coração da gente! ...

E pensava: - Meus Deus, ainda teremos que viajar tantas léguas para que possamos chegar a casa, lá no nosso cantinho da Rua Direita!

Olhando sempre a imagem da Capela, enquanto ela podia ser vista, a gente ia guiando o animal, descendo a serra passo a passo, por aquelas trilhas pedregulhosas, em direção à fazenda do Nhô-Zé, que se avistava lá em baixo, no vargedo, não muito distante do Rio São João. E enquanto ia descendo a vertente da montanha, meu pensamento ia percorrendo os lugares por onde deveríamos passar, como: Fazenda da Vargem, Brejo Alegre, Pedra, Fazenda da Bagagem, Subida da Serrinha (ao lado da usina do caixão) e finalmente a chegada à Fazenda do retiro, do Sr. Astolfo Dornas. Realmente, depois de algumas horas de viagem, passávamos efetivamente pelos lugares acima mencionados.

Logo após a nossa passagem pela Fazenda do Retiro, atravessávamos a ponte de madeira sobre o Rio São João. Em seguida transpúnhamos também a estrada- de- ferro e já bastante cansados, os animais iam subindo vagarosamente o trecho íngreme da Rua Santana. Dali, olhando a nossa retaguarda, avistava-se lá no alto da serra, a Capela Senhor do Bonfim, agora vista, bem perto da gente! E meu pensamento retrocedia na viagem até o cume da serra Campo Alegre, concluindo com certa alegria, que havíamos deixado para trás uma lasca de chão!

E íamos em frente Rua Santana afora, Largo dos Passos, Rua 15 de Novembro até a pracinha do Juca Flávio, e depois de atravessarmos a praia, chegávamos afinal ao nosso querido cantinho da Rua Direita, já com o lusco-fusco da noite, quando os pirilampos começavam a emitir aqui e ali a sua luz fosforescente. Graças a Deus estava novamente em casa, junto de minha mãe e de meus irmãos. E dias seguidos a silhueta da Capela Senhor do Bonfim, ficava gravada em meu subconsciente como uma imagem amiga! ...

Graças, Senhor, por essas reminiscências! ...



Texto do livro : FAGUNDES, Osório Martins. Fragmentos de Um Passado, págs. 625/626,  1977.



quinta-feira, agosto 02, 2012

PÉRICLES GOMIDE JÚNIOR

PANCRÁCIO FIDÉLIS

 Bancário e escritor e, como tal, adotou o pseudônimo de Pancrácio Fidélis. Durante muito tempo, escreveu crônicas sobre Itaúna no jornal "Folha do Oeste", de seu irmão PIU. Tais crônicas foram transformadas no livro "Crônicas e Narrativas de Pancrácio Fidélis", lançado na década de 60, e fez enorme sucesso. Com sabor provinciano, tem pitadas de malícias e o fino humor da mineirice esperta.

Nascido em 1923, filho de comediantes amador, ele próprio ator - tem presença o teatro na Itaúna da época- Gomide Jr. entregou telegrama a cavalo no início da vida. Mais tarde, em BH, estudou no seminário Dom Cabral e no Colégio Santo Agostinho, trabalhou em indústria e morreu alto funcionário de banco. Seu humor não era apenas do texto, estava na maneira de ver a vida.  Consta que, incomodado de falar sozinho, foi ao médico, que não viu nada errado. "Doutro, dê um jeito. Minhas conversas são muito chatas!" Soa a humor urbano de hoje.

Numa crônica, divertida e politicamente incorreta, advoga que os itauneneses são todos judeus, e lista hilariantes razões. Em "Aeronauta Intrépido", nos diverte com seu medo de avião Noutra, trata a polêmica pública sobre inventário privado, e arranca risos com o piloto de Lagoa que quer arrancar telhas da Prefeitura de Itaúna-rivalidade entre municípios, num estado retalhado por emancipações de conveniências políticas, é tema fecundo para o seu olhar atento e perspicaz.

Típica desse espírito é "Subserviência itaunense ante a arrogância do Pará", de 1955. Reclama que Pará de Minas tem dos maiores estádios de Minas, e Itaúna, nada; tomou "a estrada que, vindo de Belo Horizonte, passaria pela porta da cozinha lá de casa e ia até Divinópolis", mas o governador Benedito Valadares "puxou a estrada para o Pará e nos deixou no ora veja".

Queixa que Ovídio de Abreu, presidente do Banco do Brasil, "auxiliou todas as instituições (...) de lá, (...) e nós de Itaúna ficamos a sugar o dedão da mão esquerda". E, "quando Itaúna quis se emancipar, o velho amigo de Pará de Minas não topou a parada". E resume: "Pará sempre levou vantagem (...) E nós, elegendo Ovídio de Abreu e votando em Benedito Valadares, bolas!
É humor mineiro, escrito por ótimo cronista!

Alcione Araújo
Jornal Estado de Minas, 9 março 2009.