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sexta-feira, fevereiro 02, 2024

LUZIA GONÇALVES NOGUEIRA

 Lei Municipal 2.122/88— CEP: 35680-488

Denomina logradouro público: Rua Luzia Gonçalves Nogueira / Eldorado (Atual)

LEI Nº 2.122, de 11 de maio de 1988 — Denomina logradouro público.

O povo do Município de Itaúna, por seus representantes decreta, e eu, em
Seu nome, sanciono a seguinte lei:
Art. 1 — Denominar-se-á Rua Luzia Gonçalves Nogueira, o logradouro público que tem seu início na Av. Brasília, passando pelas quadras 13, 19, 15, 21, 17, e 23 e terminando na Rua Noé A. Prado, no Bairro Universitário.

Art. — 2 A Prefeitura Municipal providenciará a colocação de placas indicativas, bem como a comunicação à Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos.

Art. 3 — Revogadas as disposições em contrário, esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Prefeito Municipal


COMISSÕES:
JUSTIÇA E REDAÇÃO
FINANÇAS E ORÇAMENTO
JUSTIÇA E REDAÇÃO
Aprovado em 1ª discussão — 03/05/1988
Aprovado em 2ª discussão — 10/05/1988
Aprovado em 3ª discussão — 22/04/1988


LUZIA GONÇALVES NOGUEIRA

Luzia Gonçalves Nogueira, filha de Edgard Gonçalves de Sousa e Francisca Gonçalves Cardoso, nasceu no dia 29 de março de 1940, em Guaçuí, no Espírito SantoAos quatro anos veio residir em Itaúna, pois seu pai resolvera voltar para junto de seus familiares.

Luzia fez o primário no Grupo Escolar Dr. Augusto Gonçalves. Cursou o Ginasial e o Magistério na Escola Normal de Itaúna, recebendo no ano de 1958 o Diploma de Professora Primária.

No ano seguinte iniciou sua vida profissional dando aulas na Granja escola São José. Após o ato de nomeação, passou a trabalhar no Grupo Escolar João Dornas Filho.


Em 1974 parou de trabalhar como professora pois, na condição de esposa e mãe carinhosa, decidiu que seria melhor dedicar mais tempo à sua família e também prestar serviços a entidades dedicadas a obras sociais.

Luzia possuía enorme círculo de amizade em Itaúna, cidade que ela considerava como sua terra natal. Foi figura de destaque na sociedade local e representou várias vezes a beleza e simpatia da mulher itaunense.

Vítima de um acidente que deixou abalada e triste a nossa cidade, faleceu juntamente com seus filhos Leonardo e Cristiane no dia 25 de junho de 1981.



REFERÊNCIAS:
Organização e Elaboração: Charles Aquino.
Pesquisa: Charles Aquino, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Autoria do projeto de Lei 33/86: Pedro Paulo Pinto – Vereador
Acervo e Projetos de Leis dos Logradouros: Câmara Municipal de Itaúna/MG Leis e Resoluções – Lei Nº 2.122, disponível em    http://camaraitauna.no-ip.net:8090/sapl/sapl_documentos/norma_juridica/1284_texto_integral

sábado, dezembro 23, 2023

MAESTRO AZARIAS

 

Lei Municipal 1.343/76 — CEP: 35680-380

Denomina logradouro público: Rua Maestro Azarias – Cerqueira Lima

 

O Maestro Azarias Nogueira Machado pertenceu a uma família proeminente e influente que contribuiu significativamente para o crescimento econômico e desenvolvimento cultural do arraial de Sant’Ana do Rio São João Acima, hoje Itaúna/MG. Era neto materno do Tenente Coronel Manoel José de Souza Moreira e Ana Joaquina de Jesus, fundadores da Companhia de Tecidos Santanense. Além disso, era filho do Coronel Josias Nogueira Machado, um dos principais articuladores da emancipação do município, e de Tereza Gonçalves de Souza. 

Azarias teve outros onze irmãos: Augusta Gonçalves Nogueira, Dr. Ovídio Nogueira Machado, Dr. Lincoln Nogueira Machado, Rachel Nogueira Machado, Aristides Nogueira Machado, Olandim Nogueira Machado, Sady Nogueira Machado, Geny Nogueira Machado, Mozart Nogueira Machado, Alice Gonçalves Nogueira e Josias Nogueira Machado Filho.

Em sua obra, o pesquisador Padre Rodrigo destaca que o maestro Azarias, músico multifacetado conhecido por suas habilidades como pianista, organista, compositor e regente, foi o criador de inúmeras músicas profanas e sacras. Aprimorou seu ofício sob a orientação do renomado músico e compositor João Francisco da Matta

O legado do Maestro Azarias Nogueira Machado e de sua família em Itaúna é notável e abrangente. Proveniente de uma linhagem influente, eles desempenharam papéis fundamentais no desenvolvimento econômico e cultural do município. A homenagem à sua memória, através da Rua Maestro Azarias, é um testemunho do reconhecimento duradouro de sua contribuição para a comunidade.

 
Maestro Azarias

De acordo com a lei municipal número 1.343 de 1976, existe no município uma rua, a Rua Maestro Azarias, em sua homenagem.


Referências:

Texto, organização e arte: Charles Aquino

Acervo fotografia maestro Azarias e : Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira

Pesquisa ao acervo da Câmara Municipal de Itaúna: Charles Aquino, Patrícia Nogueira 

Botelho, Padre Rodrigo. Memórias sonoras e afetivas de nossa gente (p. 26-49-50).

Itaúna Décadas. Criação do Município de Itaúna. Disponível em: https://itaunaemdecadas.blogspot.com/2012/10/criacao-do-municipio.html

Ruas de Itaúna. Biografia Josias Machado. Disponível em: https://ruasdeitauna.blogspot.com/2017/05/josias-nogueira-machado.html

Calvão/Galvão Web Site: My Heritage. Genealogia da família Nogueira Machado. Organizado e gerenciado pelo genealogista Charles Aquino.

sábado, novembro 30, 2019

ISAURINO DO VALE


RUA ISAURINO DO VALE  ITAÚNA MG
 Lei Municipal 1286/76 / CEP 35680-071
Denomina logradouro público: Rua Isaurino do Vale / Bairro Vila Tavares


Pedreiro, arquiteto, cartógrafo, topógrafo, músico ...

Isaurino do Vale, vibrante personalidade humana e pioneiro do abastecimento d’agua potável em Itaúna, era um cidadão que impressionava a todos pela sua bondade altruística, pela maneira oculta que praticava a caridade.
Nasceu aos 21 de janeiro de 1899 em Queluz de Minas, hoje Conselheiro Lafaiete. Foram seus pais o sr. Manoel do Vale e Dona Maria Petrina Menezes do Vale, possuindo quatro irmãos, com os quais se entendia muito bem e com afinidades fraternais: José Miguel do Vale, Dolores do Vale Gomes, Augusto do Vale e Maria do Vale.
Em 1925 a convite do então Prefeito Municipal, Dr. Dario Gonçalves de Souza, saiu de sua terra natal para o município de Itaúna, com a importante missão de construir uma represa para captação de um novo manancial de água potável para a cidade.
Firmara contrato com o engenheiro Dr. José da Silva Brandão, que recrutara o Dr. Miguel e este, por sua vez, arrebatara daquelas encostas e ladeiras os irmãos Vale — Isaurino e Augusto, para que o auxiliassem na missão da grande empreitada.
A comitiva instalara-se na Rua Direita, hoje, avenida Getúlio Vargas, no casarão azulado e antigo do Vigário Pe. João Pereira, que o alugara para aqueles benfeitores. Dona Maria Petrina de Menezes, mãe dos irmãos Vale, vinha como administradora do lar. Excelente “relações públicas”, logo fez um vasto círculo de amizades na cidade, tornando-se muito admirada.
Daquela equipe fazia parte: pedreiros, cabouqueiros, um carroceiro, um ferreiro, além do carroção que trouxeram para tração da represa. Formavam todos uma só família, obedecendo ordens e aos comandos de Dona Maria Petrina Menezes Vale.
Com muitos sacrifícios até mesmo riscos de vida, iam edificando a represa, dinamitando a pedreira, batendo brocas ferrando bigornas; material transportado à distância pela caravana.
Isaurino e Augusto eram pedreiros competentes. Isaurino chefiava a turma com grande empenhado em um serviço rápido, mas, com segurança. Simpáticos, logo caíram nas graças do povo itaunense, que os acolheram com grande hospitalidade. 
Durante o dia, prestavam serviços à represa. À noite, reunidos no solar antigo, encantavam os moradores com seus instrumentos. Isaurino era exímio ao violão, violino e bandolim. Augusto era igualmente, dedilhava o violão. Um cunhado de ambos, que viera em visita à família ali permanecendo por algum tempo, era clarinetista. Os demais cantavam inclusive Dona Petrina.
Assim, uma orquestra se formara naquela casa para embevecimento de seus vizinhos. Era corrente afinar instrumentos e valsas que enchiam o ar com a harmonia. Modinhas eram ali revividas para alegria geral dos coirmãos. As composições românticas deleitavam ouvidos e corações. Os chorinhos estridentes e brejeiros, como “Sururu na cidade” e “Tico-Tico no Fubá”, eram igualmente interpretadas. Aqueles homens que, durante o dia ofereciam as mãos às marretas, colheres de pedreiro, alavancas e brocas, à noite dedilhavam instrumentos com sabedoria e sensibilidade.
Na luta do homem contra a natureza, conseguiram aproveitar da rocha o que desejavam — perfurações foram obtidas através de explosões e alimentadas pelo grande açude, amparada pelos “ladrões” mecânicos, avançando para as valas previamente abertas e para o paredão levantado. A represa nascia consciente de sua maternal tarefa de alimentar com águas puras, a população da cidade. 
Isaurino, sempre atento no comando de seus homens, liderava ao mesmo tempo, dois grupos diferentes — durante o dia a força física e o cérebro e a noite as emoções com sua música.
Desde o início de seu trabalho na represa fora admitido como funcionário da Prefeitura Municipal. Terminados os trabalhos, não mais voltou a residir em Queluz de Minas. Permaneceu em Itaúna. Seu irmão Augusto mudou-se para o Japão de Oliveira, hoje Carmópolis de Minas, onde casou-se e constituiu família.
Isuarino continuava laborioso, nos quadros da Prefeitura. Era um urbanizador admirável. Autodidata em engenharia. Sempre em ascensão em seus postos, prestava relevantes serviços à comunidade com eficiência e brilhantismo.
Casara-se com Dona Raquel Nogueira do Vale filha de Antônio Esteves Gaio e de Dona Osória Nogueira Soares, nascendo-lhes, apenas uma filha —Inês Antunes do Vale, professora primária, casada com o sr.  Walter Antunes, próspero comerciante e fazendeiro abastado, sendo filhas deste casal, Soraya Antunes do Vale e Silvana Antunes do Vale.
Isaurino do Vale ocupou os mais expressivos cargos na Câmara Municipal de Itaúna:
Ø    1925 — Admitido como Encarregado dos Serviços de Abastecimento de Água e esgoto;
Ø    1928 — Assume a direção dos referidos serviços como administrador;
Ø    1937 — Legalizado para o exercício da profissão, caderneta nº 131;
Ø    1938 — Designado par servir como membro do Diretório Municipal de Geografia;
Ø    1940 — Designado para proceder à revisão da Carta Geográfica do Território do Município e Auxiliar do Serviço de Recenseamento Geral do Brasil;
Ø    1941 —Designado para elaborar uma monografia do Município, no concurso instituído pelo Conselho Nacional de Geografia. Concluído este trabalho e entregue para julgamento, foi aprovado ainda no mesmo ano e foi designado para proceder ao Recenseamento com Base para Elaboração da Monografia Histórico Corográfico do Município de Itaúna. Realizada a obra que deu entrada no Departamento estadual de Estatística de Belo Horizonte. Foi muito felicitado pelo Diretor do Departamento;
Ø    1942   — Designado para as funções de Fiscal do Distrito da Cidade, pelo falecimento do antigo ocupante do cargo. Também neste ano foi designado para chefiar os serviços de Estatística Municipal;
Ø    1944 — Volta a ocupar a chefia dos Serviços de Obras;
Ø    1945 — Designado por ordem do sr. Prefeito para auxiliar ao engenheiro topógrafo, no levantamento da Planta Cadastral da cidade;
Ø    1946 — Assume o cargo de Chefe de Serviços de Obras, por haver concluído os trabalhos designados por Portaria Oficial;
Ø    1954 — Aposenta-se de acordo com as leis vigentes na época.

Isaurino do Vale foi um grande benemérito e Itaúna muito lhe deve. Um precursor do progresso local, colocou todas as suas energias ao labor constante da edificação do município. Faleceu aos 3 de outubro de 1969, em Belo Horizonte, havendo sido trasladado para Itaúna, onde foi sepultado segundo seu desejo. A figura inesquecível do batalhador permanece — pedreiro, arquiteto, cartógrafo, topógrafo, músico e funcionário público de inédito valor e de invulgar talento.


REFERÊNCIAS:
PAULA. Almênio José de. Figuras Notáveis de Minas Gerais, 1973, p.230,231.
Pesquisa: Charles Aquino, Patrícia Gonçalves Nogueira.
Organização & Fotografia: Charles Aquino
Acervo: Instituto Cultural Maria Castro Nogueira
Projeto de Lei dos Logradouros: Prefeitura Municipal de Itaúna
Texto 1: Guaracy de Castro Nogueira  (In Memoriam)


INFORMAÇÕES SOBRE O RESERVATÓRIO E BARRAGEM:

SOBRE O RESERVATÓRIO: Nos anos de 1925 e 1926 foi construído o primeiro reservatório da cidade, localizado na antiga Rua das Viúvas, hoje Agripino Lima, esquina com Rua São Vicente. Os responsáveis pela construção foram Isaurino do Vale e Dr. Alcindo Vieira. Pela Portaria nº 137 de 1928 o Sr. Isaurino do Vale foi nomeado Fiscal de Obras Públicas Municipais. Além de trabalhar na Prefeitura o Sr. Isaurino fazia projetos. Dezenas de casas em Itaúna, inclusive duas para meu pai, foram projetadas pelo mesmo. Isaurino era sogro do Sr. Walter Antunes, proprietário da Granja Maçaranduba.
SOBRE A BARRAGEM: Logo acima do Bairro Nogueirinha, na estrada para o Córrego do Soldado, há ainda hoje, os restos de uma pequena barragem que servia para captação das águas do Ribeirão do Sumidouro donde vinha por gravidade, em grossos tubos de ferro até o Reservatório da Rua das Viúvas.

Pesquisa: Charles Aquino
Fonte: Arquivo Municipal Câmara de Itaúna
Revisão: Prof. Marco Elísio Chaves Coutinho
Texto 2: Juarez Nogueira Franco (In Memoriam)

terça-feira, março 26, 2019

quinta-feira, fevereiro 28, 2019

GUIMARÃES ROSA

 

Lei Municipal 1244/75 - CEP: 35680-107
Denomina logradouro público: Rua Guimarães Rosa - Bairro Irmãos Auler

 O povo do Município de Itaúna, por seus representantes, decreta e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º - Denominar-se-á “Bairro Auler” o atual loteamento de Irmãos Auler, Ltda.
Art. 2º - As ruas atualmente somente numeradas do loteamento Irmãos Auler, Ltda, terão as seguintes denominações:
Rua Guimarães Rosa -  A atual Rua 1, que tem seu início na Rua 12 e termina na Rua 2.

Sala das Sessões, em 24 de novembro de 1975
Raimundo Santos Nogueira> Vereador

A Comissão de Justiça e Redação
Sala das Sessões em 26 de novembro de 1975
Assinado> Joaquim Antônio Diniz

O projeto merece aprovação em primeira discussão
Sala das Sessões em 26 de novembro de 1975
Waldemar Gonçalves de Sousa>Relator
Geraldo Alves Parreira>Presidente Comissão
Luiz de Oliveira Guimarães>Membro

Aprovado em 1ª discussão
Sala das Sessões em 26/11/1975
Jaime Nogueira Rodrigues>Presidente da Câmara

Aprovado em 2º discussão
27/11/1975
Jaime Nogueira Rodrigues>Presidente da Câmara

A Comissão da Justiça e redação é pela aprovação com a redação primitiva do Substitutivo, incorporadas as emendas aprovadas.
Salas das Sessões, em 28/11/1975
Joaquim Antônio Diniz>Membro
Valdir Corradi>Vereador

Aprovado em 3º discussão
Ao Sr. Prefeito Municipal.
Sala das Sessões, em 28/11/1975
Jaime Nogueira Rodrigues>Presidente da Câmara

 

JUSTIFICATIVA
Conhecido por Guimarães Rosa, nasceu em Cordisburgo, Estado de Minas Gerais, em 27 de junho de 1908. Formou-se em medicina e por volta de 1931, ainda jovem, residindo em Itaguara, começou seus laços de verdadeira amizade com nossa terra.
Em algum tempo começou a dedicar grande tempo a escrever e conseguiu acumular através dos anos um grande talento. Como escritor, ficou famoso no Brasil e Europa. Em alguns de seus livros destacou seu afeto por Itaúna.
Como médico, sempre desempenhou sua profissão com amor e desprendimento, atendendo sempre a qualquer hora, saindo de casa em qualquer condução, até mesmo a pé.
Na capa da Revista Bel Contos, mostra Guimarães Rosa montado em um burro. Suas obras foram editadas em vários idiomas e fazem parte da Academia Brasileira de Letras.
Poderíamos citar algumas de suas obras por exemplo: Noites do Sertão, Sagarana, Primeiras Histórias, Ave Palavra, Rosa Seleta, Tutamélia, Duelo e muitos outros.
Mais o Brasil, no dia 12 de julho de 1967, foi surpreendido com a morte do famoso escritor. Fazia apenas dois dias que seu nome fora colocado na Academia Brasileira de Letras.
O Governo do Estado de Minas Gerais decretou Utilidade Pública, a casa onde João Guimarães Rosa nasceu e ali instalou um Museu em homenagem póstuma ao famoso escritor.
Itaúna também rendeu homenagens póstumas, concedendo uma láurea ao famoso escritor.   

Itaúna 18 de novembro de 1975
Raimundo Santos Nogueira
Vereador


REFERÊNCIAS:
ACERVO E PROJETOS DE LEIS DOS LOGRADOUROS: Câmara Municipal de Itaúna.
Colaboração: Patrícia Gonçalves Nogueira
PESQUISA E ORGANIZAÇÃO: Charles Aquino
FOTOGRAFIA: Charles Aquino
ACERVO: Rede Social