quinta-feira, agosto 20, 2026

ANA CINTRA: OURO PRETO A ITAÚNA

Escola Ana Cintra Itaúna Minas Gerais

Educação e alfabetização de uma pioneira entre o Império e a República

Anna Cintra de Carvalho (1868–1944) ocupa um lugar significativo na história da educação de Minas Gerais.

Professora, diretora escolar e autora de material destinado ao ensino da leitura, sua trajetória atravessou diferentes momentos da educação mineira entre o final do Império e as primeiras décadas da República.

Sua carreira esteve ligada à formação de professores, à direção de grupos escolares, às experiências de renovação dos métodos de ensino e à produção de materiais destinados à alfabetização. 

Em 1928, depois de mais de quatro décadas dedicadas ao magistério, foi homenageada na II Conferência Nacional de Educação, realizada em Belo Horizonte, como representação do mestre brasileiro.

Décadas depois de sua morte, seu nome seria oficialmente atribuído a um jardim de infância em Itaúna, estabelecendo uma ligação entre sua trajetória na educação mineira e a história da educação infantil do município.

Segundo a documentação publicada por ocasião da II Conferência Nacional de Educação de 1928, Ana Cintra diplomou-se pela Escola Normal de Ouro Preto em 1882, aos 14 anos de idade. Como ainda não atingira a idade mínima prevista pelo regulamento, seu título foi concedido mediante uma lei aprovada pela Assembleia Provincial.

O episódio é significativo porque situa Ana Cintra em um momento em que a formação profissional do magistério estava sendo institucionalizada em Minas Gerais. Sua entrada precoce na profissão não foi apenas uma particularidade pessoal: sua formação ocorreu dentro de uma estrutura educacional que começava a definir normas específicas para a preparação dos professores.

No ano seguinte, em 1883, abriu um curso particular, que funcionou até 1889. Nesse último ano, foi nomeada para uma cadeira de ensino misto criada na freguesia de Antônio Dias. Entre 1887 e 1888, havia substituído professoras que se encontravam licenciadas. Em 1891, foi removida para a aula prática anexa à Escola Normal.

Sua trajetória inicial já revela uma característica que permaneceria ao longo de sua carreira: Ana Cintra transitou por diferentes espaços de ensino, combinando experiência como professora, atuação institucional e práticas relacionadas à formação docente. 

Em 1904, com a supressão das Escolas Normais, Ana Cintra voltou a abrir seu curso particular. Dois anos depois, em agosto de 1906, transferiu sua residência para Belo Horizonte. A mudança ocorreu em um momento importante da educação mineira.

Durante o governo de João Pinheiro, Ana Cintra foi chamada pelo secretário do Interior para participar de experiências relacionadas aos novos métodos e programas de ensino que acompanhavam a reforma educacional então em curso. 

A documentação da II Conferência Nacional de Educação de 1928 apresenta sua atuação como parte das experiências ligadas à renovação do ensino mineiro. Estudos posteriores sobre a história da alfabetização também relacionam a produção de Ana Cintra às transformações metodológicas associadas à reforma de João Pinheiro.

É importante, entretanto, não atribuir a Ana Cintra responsabilidades que as fontes atualmente reunidas não comprovam. Podemos afirmar que ela participou de experiências com novos métodos e programas de ensino e que foi posteriormente reconhecida como colaboradora da reforma.  Não temos, neste conjunto documental, elementos suficientes para reconstruir toda a extensão de sua participação na formulação da reforma.

A partir de 1907, Ana Cintra passou a ocupar posições de direção na estrutura dos grupos escolares da capital. Em 5 de agosto do mesmo ano, assumiu a direção do 2º Grupo Escolar da capital, como substituta da diretora Maria Guilhermina de Loureiro Andrade. Em 30 de março de 1910, foi nomeada diretora do 3º Grupo Escolar, posteriormente denominado Grupo Escolar Cesário Alvim, criado pelo Decreto nº 2.613, de 17 de agosto de 1909.

Os documentos relacionados aos grupos escolares revelam uma preocupação com diferentes aspectos da organização da escola. Entre essas experiências esteve a Escola Noturna Feminina da Capital, instalada em 1913 nas dependências do 3º Grupo Escolar, então dirigido por Ana Cintra. A escola funcionou entre 1913 e 1917.

Essa experiência é particularmente relevante porque demonstra que a educação desenvolvida naquele espaço não estava limitada às crianças em idade escolar regular. Sua atuação nesse período ultrapassou as funções administrativas, havia também uma iniciativa destinada à escolarização de mulheres adultas.

Ana Cintra e o ensino da leitura

Uma das dimensões mais importantes de sua trajetória está relacionada ao ensino da leitura.

Em 1917, quando dirigia o Grupo Escolar Cesário Alvim, Ana Cintra relatou às autoridades educacionais a aplicação de lições de leitura que ela própria havia organizado.

Segundo o registro de sua experiência, suas lições procuravam ser simples e acessíveis às crianças e pretendiam evitar aquilo que ela considerava um problema dos livros então utilizados: a aprendizagem baseada na decoração.

Esse episódio é fundamental para compreender Ana Cintra como educadora.

Ela não se limitava a utilizar os materiais disponíveis. A experiência acumulada em sala de aula e na direção escolar levou-a a organizar suas próprias lições e submetê-las à apreciação das autoridades educacionais. A experiência posteriormente transformou-se em livro.

A obra de Ana Cintra intitulada Lições para o ensino completo da leitura teve sua 3ª edição publicada em 1922, pela Imprensa Oficial de Minas Gerais.

Pesquisas sobre a história da alfabetização identificam na obra a combinação dos métodos analítico e sintético, característica que permite classificá-la como uma proposta eclética. A organização das lições partia de sentenças que posteriormente eram analisadas em sílabas e relacionadas a vocábulos contendo a letra ou consoante trabalhada.

A proposta buscava fazer com que a criança pudesse decompor pequenos vocábulos em seus elementos sonoros e posteriormente utilizar esses elementos para formar novas palavras. A cartilha também apresentava desenhos e fotografias, em número relativamente reduzido, utilizados em associação com as palavras e os elementos trabalhados nas lições.

Estudos posteriores apontam ainda que a obra combinava leitura e escrita e organizava os vocábulos em uma sequência progressiva. (Repositório da UFMG)

A cartilha passou a ser conhecida não apenas pelo título, mas também pelo nome da autora. Pesquisas sobre sua circulação registram expressões como “Cartilha da Ana Cintra” e “Processo de Ana Cintra”. (Repositório da UFMG)

Isso é um indicador importante da repercussão alcançada por seu trabalho: o nome da professora passou a identificar o próprio processo de ensino. A publicação de Lições para o ensino completo da leitura não ficou restrita à experiência individual de sua autora.

Pesquisas sobre os livros escolares mineiros mostram que a obra teve circulação em escolas do estado. A terceira edição foi publicada pela Imprensa Oficial em 1922 e, no ano seguinte, a obra passou à Livraria Francisco Alves. Os estudos identificam pedidos e registros que demonstram sua presença no circuito de livros escolares de Minas Gerais. (Portcom)

Outro estudo sobre a distribuição das cartilhas mineiras identifica as “Lições de Ana Cintra” entre as obras de maior repercussão e registra que o livro foi aprovado pelo Conselho Superior de Instrução e adotado em escolas do estado. (Repositório da UFMG)

A documentação sobre os processos educativos de leitura registra ainda que as lições de Ana Cintra foram publicadas em livro e adotadas pelo Conselho Superior em 1924 para uso no primeiro semestre do 1º ano.

Portanto, sua contribuição não deve ser reduzida ao fato de ter escrito uma cartilha. Sua experiência pedagógica transformou-se em material impresso e passou a integrar o universo oficial dos livros destinados ao ensino da leitura em Minas Gerais.

 Em 17 de junho de 1925, Ana Cintra foi nomeada para o Grupo Escolar Olegário Maciel. Permaneceu trabalhando até 17 de setembro de 1926, quando obteve sua aposentadoria. Naquele momento, contabilizava 36 anos, dois meses e 19 dias de serviço público.

Sua aposentadoria encerrou uma longa carreira no serviço público, mas não significou o desaparecimento de seu nome da história da educação mineira. Pouco tempo depois, Ana Cintra seria novamente colocada no centro de uma importante cerimônia.

A homenagem de 1928

Entre 4 e 11 de novembro de 1928, Belo Horizonte sediou a II Conferência Nacional de Educação da Associação Brasileira de Educação. Na ocasião, Ana Cintra recebeu uma homenagem especial.

A documentação oficial da Conferência registra que ela foi escolhida como representação do mestre brasileiro, destacando sua longa dedicação à instrução pública e sua atuação durante a reforma do ensino mineiro. A homenagem possui grande significado histórico.

Ana Cintra não estava sendo reconhecida simplesmente como uma professora aposentada. Sua trajetória estava sendo utilizada como representação de uma determinada concepção do magistério: a do professor que dedicara grande parte da vida à educação.

No discurso pronunciado durante a homenagem, Ana Cintra recordou sua entrada na profissão e falou sobre as dificuldades encontradas no caminho, a necessidade de compreender os alunos e o dever do mestre.

A documentação contemporânea apresenta, assim, uma imagem bastante clara de como Ana Cintra era percebida no final de sua carreira: uma professora experiente, diretora escolar, autora e participante das transformações educacionais de Minas Gerais. 

Sabemos que Ana Cintra faleceu em 1944. A documentação atualmente reunida, porém, não nos permite reconstruir com segurança os seus últimos anos entre a homenagem de 1928 e sua morte. Por isso, não é adequado preencher esse período com informações não documentadas. 

O que podemos afirmar é que, em 1928, sua trajetória profissional já havia recebido um reconhecimento público de grande importância e que seu nome permaneceu ligado à história da educação mineira. 

O Jardim de Infância Ana Cintra em Itaúna

A história de Ana Cintra ganha uma nova dimensão em 1956, doze anos após sua morte. Aqui possuímos agora uma documentação oficial particularmente importante.

Em 10 de janeiro de 1956, o Governo de Minas Gerais publicou o Decreto nº 4.890, determinando:

“Cria um jardim de infância na Cidade de Itaúna.”

O decreto criou a instituição, mas não lhe atribuiu naquele momento o nome de Ana Cintra.

Quatro meses depois, ocorreu a denominação.

Em 17 de maio de 1956, o Governo de Minas Gerais publicou o Decreto nº 5.017, cujo título é:

“Dá a denominação de ‘Ana Cintra’ ao Jardim de Infância de Itaúna.”

O próprio decreto determina que fosse dada a denominação “Ana Cintra” ao Jardim de Infância de Itaúna.

Temos, portanto, uma sequência documental precisa:

10 de janeiro de 1956 — criação do Jardim de Infância de Itaúna.

17 de maio de 1956 — atribuição oficial do nome Ana Cintra.

Essa distinção é importante porque o decreto de maio não explica a razão da escolha do nome.

A documentação oficial comprova a denominação, mas não informa, no texto do decreto, quem propôs o nome ou quais foram os motivos específicos que levaram o Governo de Minas Gerais a escolher Ana Cintra.

Há uma explicação registrada posteriormente na memória local, segundo a qual a denominação constituiu uma homenagem à educadora mineira. Essa informação deve ser tratada como memória histórica, e não confundida com o conteúdo do decreto. Essa distinção será importante para pesquisas futuras. 

Os testemunhos de antigos alunos permitem reconstruir parte da trajetória da instituição.

Vicentina Brant afirma ter sido aluna da primeira turma do Jardim de Infância Ana Cintra e identifica Graciana Coura de Miranda como a primeira diretora. Em seu depoimento, recorda também as professoras Noêmia Delgado e Terezinha Lara e descreve a escola como um espaço profundamente presente em sua memória de infância.

Outro testemunho, de Angélica de Aquino, registra sua passagem pela escola em 1968, quando o Jardim de Infância ainda funcionava na Avenida Getúlio Vargas. Ela recorda o casarão, o pátio, as grandes gangorras e as atividades realizadas com argila. Também identifica Graciana Coura de Miranda como diretora naquele período.

Anos depois, o antigo aluno Prof. Luiz Mascarenhas recordaria o Jardim de Infância Ana Cintra funcionando na Rua Professor Francisco Santiago, em um antigo casarão. Seu testemunho descreve o portão, o alpendre, o pátio, os brinquedos, as salas e as atividades escolares realizadas com mimeógrafo, massa de modelar e peças de madeira.

Esses testemunhos não servem para reconstruir a biografia de Ana Cintra. Eles possuem outra função: registrar a permanência de seu nome na experiência educacional de sucessivas gerações de crianças de Itaúna. 

A história de Ana Cintra pode ser observada em três momentos distintos.

O primeiro está em Ouro Preto, onde se formou e iniciou sua carreira ainda no século XIX.

O segundo está em Belo Horizonte, onde participou das experiências relacionadas à renovação do ensino, dirigiu grupos escolares e desenvolveu suas experiências com o ensino da leitura.

O terceiro aparece em Itaúna, décadas depois de sua morte, quando seu nome foi oficialmente atribuído a um jardim de infância.

Essa última etapa é especialmente significativa porque não devemos confundir a trajetória da educadora com a história posterior da instituição. Ana Cintra não atuou no Jardim de Infância de Itaúna — ela havia falecido em 1944, enquanto a instituição foi criada em 1956. O que existe é uma continuidade da memória por meio do nome. É justamente essa permanência que torna a história interessante.

Uma educadora que começou sua carreira ainda no século XIX, participou da transformação do ensino mineiro, dirigiu grupos escolares, produziu material para alfabetização e foi homenageada em 1928 como representação do magistério passou, após sua morte, a identificar uma instituição destinada à educação das crianças pequenas em Itaúna.

A trajetória documentada de Ana Cintra permite compreendê-la como uma educadora que atuou em diferentes dimensões da escola.

Foi professora, porque dedicou décadas ao ensino.

Foi diretora, porque esteve à frente de importantes grupos escolares de Belo Horizonte.

Foi autora, porque transformou sua experiência pedagógica em uma obra destinada ao ensino da leitura.

Foi também uma experimentadora de práticas de alfabetização, pois suas próprias lições nasceram de sua experiência escolar e posteriormente foram publicadas e incorporadas ao circuito educacional mineiro.

Sua importância histórica não depende de transformá-la em uma figura excepcional em todos os aspectos da educação brasileira. As fontes permitem uma afirmação mais precisa e, justamente por isso, mais forte:

Ana Cintra foi uma educadora mineira que participou de importantes processos de renovação do ensino, dirigiu grupos escolares, produziu material próprio para alfabetização e alcançou reconhecimento público no campo educacional de seu tempo.

Em Itaúna, seu nome adquiriu uma segunda vida.

O Decreto nº 5.017, de 17 de maio de 1956, transformou oficialmente “Ana Cintra” no nome do Jardim de Infância de Itaúna. A partir daí, sua memória passou a fazer parte da história educacional do município.

E é nessa passagem — de uma professora da educação mineira a um nome preservado por uma escola itaunense — que sua história ganha uma dimensão que ultrapassa sua própria vida.  

Ana Cintra de Carvalho — síntese cronológica

1868 — Nascimento de Anna Cintra de Carvalho.

1882 — Diploma-se pela Escola Normal de Ouro Preto, aos 14 anos.

1883 — Inicia curso particular.

1887–1888 — Substitui professoras licenciadas.

1889 — Nomeada para cadeira de ensino misto em Antônio Dias.

1891 — Passa à aula prática anexa à Escola Normal.

1904 — Retoma o curso particular após a supressão das Escolas Normais.

1906 — Muda-se para Belo Horizonte e participa de experiências relacionadas aos novos métodos e programas de ensino.

1907 — Assume a direção do 2º Grupo Escolar da capital.

1910 — Torna-se diretora do 3º Grupo Escolar, posteriormente Cesário Alvim.

1913–1917 — Funciona a Escola Noturna Feminina da Capital nas dependências do grupo escolar.

1917 — Apresenta experiências com lições de leitura organizadas por ela.

1922 — Publicada a 3ª edição de Lições para o ensino completo da leitura.

1923 — A obra passa à Livraria Francisco Alves.

1924 — Suas lições são adotadas pelo Conselho Superior para o primeiro semestre do 1º ano.

1925 — Nomeada para o Grupo Escolar Olegário Maciel.

1926 — Aposenta-se, após 36 anos, 2 meses e 19 dias de serviço público.

1928 — Homenageada na II Conferência Nacional de Educação como representação do mestre brasileiro.

1944 — Falecimento.

10 de janeiro de 1956 — Criado oficialmente um jardim de infância na cidade de Itaúna pelo Decreto nº 4.890.

17 de maio de 1956 — Decreto nº 5.017 dá oficialmente a denominação “Ana Cintra” ao Jardim de Infância de Itaúna.

Décadas seguintes — O nome permanece na memória de sucessivas gerações de alunos itaunenses. 

 

FONTES E REFERÊNCIAS

1. Fontes primárias e documentação oficial

MINAS GERAIS. Coleção dos Decretos de 1956. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1974.

MINAS GERAIS. Decreto nº 4.890, de 10 de janeiro de 1956. Cria um jardim de infância na Cidade de Itaúna. In: MINAS GERAIS. Coleção dos Decretos de 1956. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1974.

MINAS GERAIS. Decreto nº 5.017, de 17 de maio de 1956. Dá a denominação de “Ana Cintra” ao Jardim de Infância de Itaúna. In: MINAS GERAIS. Coleção dos Decretos de 1956. Belo Horizonte: Imprensa Oficial, 1974.

SILVA, Arlette Pinto de Oliveira e (org.). Páginas da história: notícias da II Conferência Nacional de Educação da ABE: Belo Horizonte, 4 a 11 de novembro de 1928. Brasília, DF: Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira, 2004. Publicação do INEP 

2. Estudos acadêmicos

FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva; MACIEL, Francisca Izabel Pereira. A história da alfabetização: contribuições para o estudo das fontes. In: REUNIÃO ANUAL DA ANPEd, 29., 2006, Caxambu. Anais... Caxambu: ANPEd, 2006.

FRADE, Isabel Cristina Alves da Silva; LANA, Priscila Maria de. Imagens em livros escolares denominados cartilhas. In: CONGRESSO BRASILEIRO DE HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO, 3., 2004, Curitiba. Anais... Curitiba: Sociedade Brasileira de História da Educação, 2004.

KLINKE, Karina. Processos educativos de leitura nos grupos escolares de Minas Gerais. In: CONGRESSO DE PESQUISA E ENSINO EM HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO EM MINAS GERAIS, 2., 2008, Uberlândia. Anais... Uberlândia: EDUFU, 2008.

MACIEL, Francisca Izabel Pereira. Lúcia Casasanta e o método global de contos: uma contribuição à história da alfabetização em Minas Gerais. Belo Horizonte: Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, 2001. (Repositório da UFMG)

NOGUEIRA, Vera Lúcia. A cultura material da escola noturna de Minas Gerais nas primeiras décadas da República. EDUCA – Revista Multidisciplinar em Educação, v. 5, n. 10, p. 183-204, 2018. DOI: 10.26568/2359-2087.2018.3225. 

3. Fontes de memória e história local

AQUINO, Angélica de. “Ana Cintra”: gangorras tocavam o céu. Itaúna em Décadas, 23 maio 2017. Depoimento de ex-aluna.

BRANT, Vicentina. Escola de criança feliz. Itaúna em Décadas, 25 maio 2017. Depoimento de ex-aluna da primeira turma do Jardim de Infância Ana Cintra.

MASCARENHAS, Luiz. Meu Jardim de Infância “Ana Cintra”. Itaúna em Décadas, 23 maio 2017. Depoimento memorialístico.

MASCARENHAS, Luiz. Que saudade da professorinha. Santana FM, 1 ago. 2020. Memória sobre a história da educação infantil em Itaúna. 

4. Documento de pesquisa local

AQUINO, Charles. História da Escola Ana Cintra. Itaúna, 2016. Documento de pesquisa não publicado. 

5. Imagem

PENIDO, Angela. Publicação sobre Ana Cintra de Carvalho. Facebook, 22 maio 2017. Fotografia e depoimento pessoal sobre sua bisavó materna. Acervo digital. 

Nota do autor: Esta biografia foi elaborada a partir do cruzamento de documentação oficial, estudos acadêmicos e fontes de memória local. As informações sobre a trajetória de Ana Cintra foram diferenciadas das memórias posteriores sobre o Jardim de Infância Ana Cintra, em Itaúna.

Fonte da imagem: fotografia de Ana Cintra publicada por Ângela Penido em sua página no Facebook, em 22 de maio de 2017. A imagem acima foi recriada digitalmente, tendo a fotografia como referência visual.

Organização, arte e pesquisa: Charles Aquino – Historiador Registro nº 343/MG

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