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domingo, julho 14, 2024

PROFESSORA CELUTA

Professora Celuta das Neves: uma Vida Dedicada à Educação e Humanidade.

Nascida em 12 de novembro de 1885, na bucólica Passagem de Mariana, um distrito do município de Mariana, Minas Gerais, Celuta das Neves tinha o destino marcado pela dedicação ao ensino e pela paixão por ajudar o próximo. Filha de Augusto de Faria Neves e Sebastiana Neves, desde cedo demonstrou uma inclinação para a educação, que a acompanharia por toda a vida.

Em 1900, Celuta formou-se normalista pelo Colégio Providência de Mariana, um feito notável para a época, especialmente para uma mulher jovem em uma sociedade predominantemente patriarcal. De 1901 a 1907, ela lecionou francês com maestria, deixando uma marca inapagável em seus alunos. Em janeiro de 1908, uma nova fase começou quando foi nomeada professora primária em Pequi, Minas Gerais, pelo então governador João Pinheiro da Silva. Em Pequi, Celuta lecionou até 1919, antes de ser transferida para Itaúna, Minas Gerais, onde continuaria sua missão educacional até sua aposentadoria em 1942.

Itaúna tornou-se não apenas seu local de trabalho, mas também sua casa e a comunidade onde fez contribuições inestimáveis. No Grupo Escolar Dr. Augusto Gonçalves, além de ensinar, ela ocupou o cargo de vice-diretora, influenciando decisivamente a vida de inúmeros alunos. Mesmo após a aposentadoria, Celuta continuou a dar aulas particulares, dedicando-se a ensinar até a véspera de sua morte.

Celuta casou-se em 17 de agosto de 1913, em Pequi, com José Lopes de Oliveira. Juntos, tiveram cinco filhos, cada um deles refletindo a dedicação e os valores que Celuta inspirou. A vida familiar, no entanto, não foi isenta de tragédias. Suas Filhas, Dora Alice e Eni de Oliveira faleceram no mesmo dia, em 10 de maio de 1927, uma de pneumonia e a outra atropelada enquanto se dirigia à igreja, vestida de anjo para coroar Nossa Senhora. Essas perdas profundas marcaram a vida de Celuta, mas não diminuíram seu espírito indomável e sua dedicação à educação.

Reconhecida por sua contribuição extraordinária, Celuta recebeu o título de Cidadã Honorária de Itaúna em 1965. Após sua morte em 5 de junho de 1968, sua memória continuou viva. Em 1974, uma escola no bairro de Lourdes foi nomeada em sua homenagem, perpetuando seu legado de amor pela educação e compromisso com a comunidade. Em 1994, essa escola foi municipalizada, reafirmando a importância de Celuta das Neves na história educacional de Itaúna.

Celuta das Neves não foi apenas professora; ela foi um anjo da guarda e amiga de seus alunos. Sua figura afrodescendente foi um farol de sabedoria e resiliência. Muitos jovens, de diferentes origens sociais, procuraram as suas aulas particulares, encontrando nela não só uma educadora, mas também uma fonte de inspiração e apoio. Suas aulas de português, matemática e datilografia eram mais do que aulas acadêmicas; foram momentos de formação de caráter e preparação para o futuro. Sua influência ultrapassou as paredes da sala de aula, moldando o caráter e as ambições de seus alunos.

Caros alunos e comunidade da Escola Municipal Professora Celuta das Neves, hoje, nos reunimos para honrar e celebrar o legado de uma mulher extraordinária, cuja vida e trabalho deixaram marcas resistentes em nossa história. Celuta das Neves, cuja dedicação à educação e ao bem-estar de seus alunos continua a inspirar-nos, é um exemplo brilhante de como uma pessoa pode transformar vidas e comunidades através do ensino.

Celuta das Neves foi uma exímia educadora em sua época, deixando um legado que transcende gerações. Sua vida é um testemunho do poder transformador da educação e do impacto duradouro que um professor dedicado pode ter na vida de seus alunos e na comunidade em geral. Sua memória continua a ser uma inspiração, lembrando-nos da importância de dedicar-se ao bem-estar e ao desenvolvimento dos outros. Seu trabalho incansável e sua paixão pelo ensino criaram um ambiente de aprendizado e crescimento que beneficiou gerações de estudantes.

Que seu legado nos lembre diariamente da importância de buscarmos o conhecimento com entusiasmo, de apoiarmos uns aos outros com generosidade e de trabalharmos com dedicação para construir um futuro melhor para todos. Como alunos desta escola, vocês são os herdeiros dessa grande história, e cabe a vocês continuar a honrar a memória de Celuta das Neves, mantendo vivos os valores que ela tanto prezava. Que sua jornada de aprendizado aqui na Escola Municipal Professora Celuta das Neves seja sempre guiada pelo espírito de excelência, compaixão e determinação que ela exemplificou em sua vida.

 
 História narrada em áudio! Imperdível!

Organização, arte e pesquisa: Historiador Charles Aquino, ex-aluno da escola Celuta das Neves.

Colaboradores: Direção e professores da Escola Celuta das neves, Professor Luiz Otávio Rabelo e Prefeitura Municipal de Itaúna.

Realizado em Sant'Ana do Rio São João Acima, hoje Itaúna/MG — Pedra Negra!

sábado, julho 13, 2024

PROFESSORA DOLORES

Esta pesquisa inédita inclui a biografia da professora Dolores Nogueira Penido, elaborada por Agostinho Nogueira Araújo em 1982. Inclui também um conciso estudo genealógico de sua linhagem familiar, bem como a imortalização através do projeto de lei que nomeia uma escola municipal em homenagem a sua contribuição e o sincero agradecimento que lhe é demonstrado pelos moradores do "Povoado de Pedra", ou São José de Pedras, no município de Itaúna/MG. Boa leitura.

A Escola Rural do povoado de Pedra, deste Município de Itaúna, vem funcionado há longos anos, prestando inestimáveis serviços à comunidade. Os registros revelam que centenas de pessoas nascidas e criadas nas imediações, tiveram a alfabetização realizada naquela Escola. Principalmente no princípio, quando a dificuldade de comunicação era imensa, quando as famílias se fixavam no local com os seus componentes, a Escola exercia uma função muito importante.

Biografia narrada em áudio! Imperdível!

 Organização, arte e pesquisa: Charles Aquino

quarta-feira, julho 10, 2024

FORMATURA 1953

A Formatura Memorável de 1953 na Escola Normal Oficial de Itaúna. 

Em dezembro de 1953, a cidade de Itaúna, Minas Gerais, estava em polvorosa com a aproximação de um dos eventos mais aguardados do ano: a formatura dos alunos do Ginásio da Escola Normal Oficial. As festividades prometiam ser grandiosas, refletindo o esforço e a dedicação de uma geração de estudantes que se preparava para dar o próximo passo em suas vidas.

Os convites, delicadamente impressos em papel de alta qualidade, foram enviados a figuras ilustres e respeitadas da comunidade. Entre os convidados de honra estavam o Reverendíssimo Padre José Ferreira Neto, pároco da cidade, e Dona Nair Chaves Coutinho, ex-diretora da Escola Normal Oficial, ambos reconhecidos por suas contribuições inestimáveis à educação e à espiritualidade da comunidade. A eles, os formandos prestariam homenagens de honra, uma justa reverência pela influência positiva que exerceram em suas vidas.

O paraninfo da turma, Dr. Guaracy de Castro Nogueira, professor e diretor da Escola Normal Oficial, seria uma presença inspiradora para todos. Sua liderança e sabedoria tinham guiado os alunos através de desafios acadêmicos e pessoais, preparando-os para os caminhos que seguiriam a partir dali. A oradora da turma, Wanda Nogueira de Mattos, conhecida por sua eloquência e paixão, representaria os sentimentos e as aspirações de seus colegas em seu discurso.

Na manhã de 11 de dezembro, às 8 horas, a cidade se reuniu na igreja matriz para uma missa em ação de graças celebrada pelo Reverendíssimo Padre José Ferreira Neto. A igreja estava adornada com flores e velas, criando uma atmosfera solene e reverente. Os alunos, vestidos com seus melhores trajes, sentaram-se nas primeiras fileiras, acompanhados por seus familiares e amigos. Durante a missa, as palavras do padre ecoaram nos corações dos presentes, lembrando-os da importância da gratidão e da fé no caminho que se seguia.

O dia 12 de dezembro trouxe consigo um ar de excitação e expectativa. Às 20 horas, o Salão do Cine Bagdad estava lotado. As luzes do teatro refletiam-se nos olhos ansiosos dos formandos e de seus entes queridos. Dr. Guaracy de Castro Nogueira iniciou a cerimônia com um discurso inspirador, destacando as conquistas dos alunos e a importância da educação na construção de um futuro brilhante.

A oradora Wanda Nogueira de Mattos subiu ao palco com graça e confiança. Suas palavras, cuidadosamente escolhidas, evocaram risos, lágrimas e aplausos. Ela falou das amizades forjadas, dos desafios superados e dos sonhos compartilhados, criando uma conexão emocional entre todos os presentes.

A entrega dos diplomas foi um momento de grande emoção. Cada aluno, ao ser chamado, recebia seu diploma das mãos de Dr. Guaracy, sob aplausos e vivas da plateia. Nomes como Maria Bernardina Saldanha, Murilo Augusto Gonçalves, Elisa Tarabal Coutinho, Walter Tavares e muitos outros ecoaram pelo salão, cada um representando uma história de dedicação e triunfo.

Após a cerimônia, às 22 horas, o baile teve início. O salão, decorado com elegância, foi preenchido por uma atmosfera de celebração e alegria. As músicas, tocadas por uma banda local, animaram os convidados que dançavam e festejavam até altas horas da noite. Os formandos, em seus trajes de gala, dançavam com seus pais, professores e amigos, criando memórias que perdurariam por toda a vida.

A formatura de 1953 na Escola Normal Oficial de Itaúna foi mais do que um evento; foi um marco na história da cidade e na vida de cada um dos formandos. A celebração de suas conquistas, as homenagens prestadas e as lembranças criadas naquela noite ficaram imortalizadas, um testemunho do poder da educação e da comunidade em moldar futuros brilhantes.

A narrativa histórica é baseada em fatos reais.

Veja também: Convite 1953 

Referências:

Organização e narrativa: Charles Aquino

Colaboração e Acervo: Edward Rodrigues da Silva (Vavá)

Fonte: Convite Diploma do Ginásio Escola Normal 1953

quarta-feira, janeiro 10, 2024

VISITA DO CARDEAL MOTTA

 ESCOLA NORMAL DE ITAÚNA - 1946

A visita do Cardeal Dom Carlos Vasconcelos Motta à cidade de Itaúna, em 1946, foi um evento marcante e celebrado com grande entusiasmo pela comunidade local. Sua presença representou não apenas um momento de honra para a cidade, mas também um gesto significativo de proximidade e afeto para com os habitantes, especialmente para aqueles que o conheciam pessoalmente ou que haviam sido influenciados por sua presença e apoio ao longo dos anos.

O relato da chegada do Cardeal, com a estação de trem lotada e as ruas repletas de pessoas ansiosas para vê-lo, reflete a importância e o impacto que sua visita teve sobre a população. A recepção calorosa e os gestos de respeito e admiração evidenciam o profundo apreço que a comunidade tinha por ele.

Além do aspecto simbólico e religioso da visita, a presença do Cardeal também teve um significado político e cultural. Sua escolha de visitar uma escola, em particular o Grupo Escolar, demonstra o reconhecimento da importância da educação e da formação da juventude para o desenvolvimento da sociedade. O fato de ele ter sido recebido com um banquete na Escola Normal ressalta a reverência e a hospitalidade da comunidade para com sua figura.

No entanto, é importante notar que a visita do Cardeal também pode ser vista como um reflexo das relações de poder e influência dentro da hierarquia da Igreja Católica e da sociedade em geral. Sua posição como o primeiro cardeal mineiro e uma figura proeminente no cenário religioso e político do país certamente contribuiu para a magnitude e o impacto de sua visita.

Em resumo, a visita do Cardeal Motta a Itaúna foi um evento que transcendeu o aspecto puramente religioso, sendo também um momento de celebração, reconhecimento e afirmação da importância da comunidade local. Sua presença foi recebida com grande entusiasmo e demonstrações de respeito, destacando seu papel como uma figura influente e respeitada tanto na esfera religiosa quanto na sociedade em geral.

VISITA DO CARDEAL MOTTA

Dia 4 de maio, sábado, recebemos de Belo Horizonte comunicação de que no dia seguinte chegaria aqui em nossa paróquia o excelentíssimo senhor cardeal de São Paulo, o primeiro cardeal mineiro e o primeiro do segundo cardinalato no Brasil. Procedente de Itajubá recebemos o honroso telegrama de Dom Carlos Vasconcelos Motta comunicando a sua vinda a esta cidade. Desde que aqui cheguei em 1943, foi me prometida uma visita deste meu grande e íntimo amigo, a quem tanto devo.

Não posso transcrever aqui o júbilo imenso que senti e comigo os meus caros paroquianos. Foi a primeira paróquia da Arquidiocese de Belo Horizonte, que sua Eminencia visitou depois que recebeu a púrpura cardinalícia. Foi a maior honra que Itaúna já recebeu através de seus anos. D. Carlos tendo um carinho muito especial para esta terra, como tem aqui um coração que o ama com amor filialque o quer como o seu maior amigo, desde os saudosos anos de seminário, o humilde vigário desta terra.

A cidade se encheu de contentamento e movimento. Raiou o dia 5 de maio de 1946, a pequena estação da Rede Mineira de Viação, estava repleta. Prefeito Municipal Dr. Lincoln Nogueira, Juiz de Direito e Cooperador, Pe. José Mariano, Banda de música, alunos de Ginásio e Academia de Comércio Santana, Escola Normal, Grupo Escolar, Associação religiosa da paróquia e grande massa popular.

As 8 horas e 15 minutos, entrou na grande na grande estação local, o trem que conduzia em carro especial o Exmo. D. Carlos. Palmas e vivas cobriram o ar festivo da cidade. Todos ansiosos para ver o nosso querido Cardeal Motta. Recebido no carro pelo vigário e autoridades, foi levado da porta da estação à praça. Foram momentos de delírio.

Saudou em nome da cidade ao Cardeal o Exmo. Sr. Prefeito, depois agradeceu aquela manifestação e sua Eminencia, dizendo que foi de propósito que escolhera Itaúna para descer e ficar um pouco com este bom e querido povo, celebrando o santo sacrifício da missa. Era a primeira missa que celebrava na Arquidiocese de Belo Horizonte depois da recepção da púrpura cardinalíciaDisse também que Itaúna o prendia ainda por outros laços. Aqui no tempo de Padre Cornélio, hoje, Frei Paulo, Carmelita. [...]

Debaixo de calorosas palmas, terminou o seu agradecimento. Tomando o automóvel e seguido pelas autoridades e da grande massa popular, banda de música, seguiu rumo a matriz, [que] estava lindamente ornamentada. Celebrou sua eminência o Santo Sacrifício da missa, acompanhado pelo coro local.

Receberam todas as bênçãos do excelentíssimo prelado e em seguida foi levado para Escola Normalonde lhe foi oferecido um singelo banquete. As 3 horas da tarde o Sr. Exmo. Motta se despedia da cidade, seguido de automóvel para Belo Horizonte. Foi acompanhado do vigário e coadjutor e autoridades. O cortejo foi de 5 automóveis. Assim Itaúna recebeu [...].







REFERÊNCIAS:

Pesquisa, Organização e síntese: Charles Aquino

Apoio a pesquisa: Professor Luiz Mascarenhas

Livro do Tombo I da Paróquia de Sant'Ana de Itaúna -  15/09/1902 a 31/12/1947, páginas, 91r,91v,92r.
Fotografias do acervo iconográfico sob a guarda do APM - Arquivo Público Mineiro - (João Dornas Filho em companhia do Padre Carlos de Vasconcelos). Disponível em:  http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/fotografico_docs/photo.php?lid=33967.

FGV – Fundação Getúlio VargasDisponível em: http://fgv.br/CPDOC/BUSCA/arquivo-pessoal/JG/audiovisual/juscelino-kubitschek-e-outros-durante-solenidade. CPDOC -  O Centro de Pesquisa e Documentação de História Contemporânea do Brasil é a Escola de Ciências Sociais da Fundação Getúlio Vargas. Fotografia de Juscelino Kubitschek

Restauração da imagem e cor: Myheritage 

Acervo: Charles Aquino, Professor Marco Elísio (In Memoriam)

terça-feira, janeiro 02, 2024

PROFESSORA DOLORES


 Caro leitor, esta pesquisa inédita inclui a biografia da professora Dolores Nogueira Penido, elaborada por Agostinho Nogueira Araújo em 1982. Inclui também um conciso estudo genealógico de sua linhagem familiar, bem como a imortalização através do projeto de lei que nomeia uma escola municipal em homenagem a sua contribuição e o sincero agradecimento que lhe é demonstrado pelos moradores do "Povoado de Pedra", ou São José de Pedras, no município de Itaúna/MG. Boa leitura.

Escola Rural do “Povoado de Pedra” do Município de Itaúna.

A Escola Rural do povoado de Pedra, deste Município de Itaúna, vem funcionado há longos anos, prestando inestimáveis serviços à comunidade. Os registros revelam que centenas de pessoas nascidas e criadas nas imediações, tiveram a alfabetização realizada naquela Escola. Principalmente no princípio, quando a dificuldade de comunicação era imensa, quando as famílias se fixavam no local com os seus componentes, a Escola exercia uma função muito importante.

A Professora liderava todos os movimentos e estava na frente de todas as programações, colaborando de maneira decisiva na formação das gerações que passavam pela Escola. No povoado de pedra há uma situação especial a ser considerada, que é a dedicação de uma grande mestra: DONA DOLORES NOGUEIRA PENIDO.

A referida Professora exerceu o magistério naquela Escola durante 21 anos e 25 dias, revelando uma dedicação impressionante. Era a mestra dos alunos, a orientadora dos pais, a conselheira das autoridades no local. Exercia tudo isto com muito carinho e ainda lhe sobrava tempo para cuidar de sua própria família. Os mais antigos radicados no povoado poderão dar notícia do trabalho de Dona Dolores como educadora e líder na região. De maio de 1926 a abril de 1954, viveu os problemas daquela comunidade como se fossem os seus, colaborando em todos os empreendimentos da época, não se limitando às funções do magistério.

Deixa Dona Dolores numerosa descendência, bastando considerar que a mesma se casou por duas vezes e estão vivos uns 400 (quatrocentos) bisnetos e uns 200 (duzentos tataranetos, todos residentes nesta cidade e imediações.

Primeiro casamento: Dolores Nogueira Penido e Horário Lopes de Araújo, o casal teve 5 filhos (Coriolano Nogueira de Araújo, Maria Nogueira de Araújo, Luiza Nogueira de Araújo, Ana Nogueira de Araújo e Geraldo Nogueira de Araújo) e 49 netos.

Segundo casamento: Dolores Nogueira dos Santos e Antônio Gonzaga dos Santos, o casal teve 3 filhos (Antonieta Nogueira dos Santos, Antônio Nogueira dos Santos e Dolores Nogueira dos Santos) e 14 netos.

Dona Dolores Nogueira Penido nasceu em 1877 no arraial de Santana do Rio São João Acima, hoje Itaúna/MG e faleceu em 22 de maio de 1954 com 77 anos de idade.

Tamanha a sua dedicação ao ensino que trabalhou até pouco antes de morrer, pois esteve em pleno exercício do magistério até maio de 1954, mesmo com a avançada idade e sempre firme no cumprimento de seu dever, aconselhando, ensinando, participando de todos os acontecimentos. Foi uma vida inteiramente voltada para a comunidade e por isto está credenciada a ser homenageada com a indicação de seu nome para a Escola da povoação de “Pedra”. A sugestão de se dar a Escola do povoado de Pedra o nome de Dolores Nogueira Penido será um ato de justiça a quem deu a vida pelo ensino e pela comunidade onde exerceu com exigência o magistério. 


Itaúna, 23 de junho de 1982 - Pesquisa feita por Agostinho Nogueira Araújo

LEI No 1.625, de 20 de agosto de 1982

Dá denominação a Escola Municipal, situada na Zona Rural.

O Povo do Município de Itaúna, por seus representantes decreta, e eu, em seu nome, sanciono a seguinte lei:

Art. 1o Denominar-se-á “Dolores Nogueira Penido” a escola municipal do povoado de Pedra, no Município de Itaúna.

Art. 2o Revogadas as disposições em contrário e derrogada a Lei n.º 1.179, de 25/10/1974, esta lei entrará em vigor na data de sua publicação.

Prefeitura Municipal de Itaúna, 20 de Agosto de 1.982

Célio Soares de Oliveira

Prefeito Municipal


CERTIDÃO

Certifico que, revendo os Livros e Arquivos, Ordens e Folhas de pagamento desta Prefeitura, delas constam que, a senhora Dolores Nogueira Penido, trabalhou nesta prefeitura com as funções de professora da zona rural, na “Escola Rural Mista” do Povoado de “Pedra” sendo professora substituta do período de : 1/5/1926 a 31/12/1927; e do período de 1/03/1933 a 30/04/1954, sendo professora titular, perfazendo um total de 7.690 dias (sete mil seiscentos e noventa dias) conforme a discriminação no quadro anexo, de ano, mês e dia.

Por ser verdade, firmo a presente certidão

Itaúna 14 de junho de 1982

José Alves Capanema > Chefe da Seção de Protocolo e Arquivo reg. Nº 2664

Visto: Célio Soares de Oliveira > Prefeito Municipal.

 

Projeto de Lei nº 06/82 / Lei Municipal nº 1.625 / Em: 20/08/1982

Assunto: Da denominação a Escola Municipal situada na zona rural

Autoria: Vereador Dorinato Moreira da Silva

Relatora: Vereadora Elza Alves Nogueira

Presidente da Comissão de Justiça e Redação: Joaquim Antônio Diniz

Membro: Pedro Alberto

Primeira discussão: Aprovado (17/08/1982)

Relator: João Viana da Fonseca

Presidente da Comissão: Elza Alves Nogueira

Membro: Nelson Bernardes Alves

Segunda discussão: Aprovado (18/08/1982)

Presidente da Comissão: Joaquim Antônio Diniz

Secretária: Elza Alves Nogueira

Membro: Pedro Alberto

Terceira discussão: Aprovado (19/08/1982)

Prefeito Municipal e Presidente da Câmara


TRONCO DOS NOGUEIRA PENIDO

Breve genealogia da Professora Dolores Nogueira Penido

Manoel Nogueira e Maria Francisca (Hexavós)

Manoel Nogueira Penido e Luísa Rodrigues Sousa (Pentavós)

Capitão Custódio Nogueira Penido e Maria Angélica dos Serafins (Tetravós)

Maria Custódia Nogueira Penido e Ajudante Camilo Coelho Duarte (Trisavós)

Alferes Custódio Coelho Duarte e Ana Maria Vilela (Bisavós)

Custódio Coelho Duarte (Custodinho da Bagagem) e Diolinda de Faria (Pais)

 

Manoel Nogueira Penido, que se crê ter nascido no início dos anos 1700  em Guardão, freguesia de São Miguel de Gandra, conselho de Paredes, comarca de Penafiel, distrito e bispado do Porto, província do Douro, era filho de Manoel Nogueira e Maria Francisca. O seu pai, nascido por volta de 1660, era também natural  de Guardão e sua mãe da aldeia de “Penedos-Pedras” (daí o topônimo Penido), da freguesia de Santo André de Sobrado, concelho de Valongo, mesma comarca, distrito e bispado do Porto.

No início do século XVIII, Manoel Nogueira Penido rumou para Minas (como atesta a sua presença no censo de 1731 em Vila Rica), onde casou com Luísa Rodrigues Sousa em primeiro de agosto de 1746, em Mariana; ele faleceu na sua Fazenda de Porto Alegre em 11/5/1785. Luísa nasceu em São Sebastião Vila do Carmo e recebeu o batismo em 25 de agosto de 1729, na Igreja de São Sebastião, que fica no distrito e diocese de Mariana. Era filha de Pedro Dias Teixeira e de Santa Rodrigues de Sousa.

O casal instalou-se na fazenda Porto Alegre, na freguesia de Itabira do Campo e tornou-se progenitor da família Nogueira Penido em nossa região, dando origem a numerosos filhos e filhas, dos quais dezesseis nos são conhecidos: 1. Joana Maria Nogueira; 2. Maria Nogueira Rodrigues; 3. Rosa Maria Nogueira - ou de Jesus; 4. Padre Manoel Nogueira Rodrigues 5. Padre José Nogueira Penido; 6. Ana Nogueira Rodrigues 7. Inácia Nogueira Penido; 8. Teresa Nogueira Penido; 9. Custódia Maria Nogueira; 10. João; 11. Antônio Nogueira Penido; 12. Custódio Nogueira Penido; 13. Sargento-mor Agostinho Nogueira Penido; 14. Sargento-mor Inácio Nogueira Penido; 15. Francisca Nogueira Rodrigues; 16. Feliciana Nogueira Penido.

Observações: no inventário de Manoel Nogueira Penido, há participação de 2 inconfidentes;

1. A viúva fez procuração para seu procurador em Ouro Preto, Cláudio Manoel da Costa;

2. No inventário de Manoel, seu sobrinho Capitão João Nogueira Duarte assinou a rogo da viúva e de algumas filhas;

3. O juiz que deferiu o inventário em Ouro Preto foi Tomaz Antônio Gonzaga, o inconfidente;


Referências:

Organização e arte: Charles Aquino - Historiador Registro nº 343/MG

Pesquisa genealógica: Guaracy de Castro Nogueira (In Memoriam), Dr. Alan Penido, Aureo Nogueira da Silveira.

Andrade, Elias Alves de. Os Nogueira Penido: a descendência de Aurora Alves Penido e Aladim de Aguiar Vieira, SP, Paruna Ed, 2021, p.7-8, 11.   

Acervo e brasão do município: Prefeitura e Câmara Municipal de Itaúna.

terça-feira, abril 26, 2022

ESCOLA NORMAL 1926

ESCOLA ESTADUAL DE ITAÚNA: NORMALISTAS 1926

INTERNATO DO 1º ANO NORMAL


Ecos da Escola Estadual de Itaúna

Era o ano de 1926. Itaúna ainda se vestia de manhãs frias e de ruas poeirentas, onde o som das carroças se misturava ao repicar distante dos sinos da Matriz. No alto da cidade, imponente e austera, erguia-se a Escola Normal, orgulho da instrução pública e símbolo da formação feminina de uma época em que estudar era também um ato de coragem e distinção.

Ali, entre os longos corredores e as salas iluminadas por janelas de guilhotina, formava-se o grupo das normalistas do primeiro ano, jovens vindas de diversas partes do interior mineiro. Muitas delas moravam no internato, longe das famílias, e dedicavam-se aos estudos com disciplina e delicadeza. As batas brancas, bem passadas, e os laços de fita no cabelo eram quase tão importantes quanto o caderno de caligrafia ou o compêndio de pedagogia.

Os dias começavam cedo. Às seis, o toque do sino anunciava o despertar. No refeitório, o aroma do café com leite misturava-se ao de pão fresco — preparado com o mesmo zelo com que se ensinava a costura e a boa postura. Depois vinham as aulas: Didática, Aritmética, Língua Pátria, Moral e Civismo, e, para as mais dedicadas, Piano e Canto Coral — porque ser professora, naqueles tempos, era também cultivar a harmonia da alma.

Nas horas de recreio, o pátio se enchia de risadas e confidências. Falava-se sobre os bailes da cidade, as serenatas na praça, as cartas que vinham pelo correio trazidas pelo tropeiro que passava toda semana. Algumas escreviam em diários, guardando segredos que talvez jamais fossem lidos; outras sonhavam em lecionar em escolas rurais, levando o saber às crianças das fazendas.

A diretora, sempre vigilante, zelava pela compostura e pela reputação das moças — afinal, uma normalista representava o ideal de virtude e instrução feminina. O diploma, obtido após três anos de estudos rigorosos, não era apenas um documento: era o passaporte para o respeito social, a chave para a autonomia em um tempo em que poucas mulheres ousavam trilhar caminhos próprios.

Hoje, passados quase cem anos, ainda se ouvem os ecos das vozes dessas jovens nos corredores da Escola Estadual de Itaúna, guardiã silenciosa de uma época em que o magistério era vocação e missão.

Os retratos amarelados de 1926 — com "fileiras" de moças de olhar firme e semblante sereno — revelam mais que uma turma escolar: mostram a semente de uma geração que ensinou Itaúna a ler, escrever e sonhar.

E talvez, se alguém se aproximar do antigo prédio em uma tarde de vento leve, possa imaginar o rumor das saias longas, o tilintar dos tinteiros e o suave murmúrio das vozes ensaiando a lição do dia seguinte. São as normalistas de 1926, eternas, desfilando pela memória da cidade como páginas vivas da história da educação e da mulher itaunense.

1) Luiza

2) Maria Lage

3) Maria Diniz

4) Maria Soares

5) Lysa

6) Maria Campos

7) Maria Andrade

8) Edith

9) Carmem






Referências:

Acervo: Edward Rodrigues da Silva

Colaborador: Dr. Alan Penido

Organização, Arte e Restauração: Charles Aquino

domingo, abril 10, 2022

ESCOLA PADRE LUIZ TURKENBURG



DECRETO 36876, DE 19/05/1995

TEXTO ORIGINAL

Dá denominação de Padre Luiz Turkenburg a escola de 1º Grau da rede estadual de ensino, em Itaúna.

O Governador do Estado de Minas Gerais, no uso de atribuição que lhe confere o artigo 90, inciso VII, da Constituição do Estado, e tendo em vista o disposto no artigo 1º e seu § 1º da Lei nº 5.378, de 3 de dezembro de 1969, alterado pela Lei nº 7.621, de 13 de dezembro de 1979, DECRETA:

Art. 1º

– A Escola Estadual do Bairro Irmãos Auler, situada à Avenida Lenhita, 1377, Bairro Irmãos Auler no Município de Itaúna, passa a denominar-se Escola Estadual Padre Luiz Turkenburg.

Art. 2º

– Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação.

Art. 3º

– Revogam-se as disposições em contrário.

Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, aos 19 de maio de 1995.

EDUARDO AZEREDO

Amílcar Vianna Martins Filho

Ana Luíza Machado Pinheiro


Presente de DEUS para Itaúna!

* Guaracy de Castro NOGUEIRA

Theodorus Maria Turkemburg, este é o verdadeiro nome do Padre Luiz. Theo (Deus) Dorus (presente) = presente de Deus. Expressa bem o que a comunidade itaunense sentia por ele: foi um verdadeiro presente para Itaúna.

Holandês, nascido em Hillegon no dia 06 de maio de 1926, filho de Nicolaas Gerardus Turkemburg e Alberdina Kroom Van Diest, ordenou-se sacerdote pela Congregação do Espírito Santo, em 20 de julho de 1952. No anos eguinte veio para Itaúna.

Inicialmente professor de música e canto no Colégio Santana. Regente debanda de música, pelas quais era apaixonado, ensaiava corais, compunha peças musicais e executava vários instrumentos, exímio pianista e organista, vibrava com os dobrados marciais.

Na Holanda, obteve diploma de nível superior em um Conservatório Musical. Tão competente nessa área, que a pedido do Diretor, para suprir uma necessidade de ter um professor titular na Escola Normal, naturalizou-se brasileiro a fim de ser nomeado funcionário público e responder pela cadeira de Música e Canto Orfeônico. Graças a ele a Prefeitura de Itaúna doou um piano para o educandário.

Grande sensibilidade, modelar ministro de Deus, semeou muito amor e colheu inúmeros admiradores e amigos entre alunos, professores e pessoas da comunidade. Em 1º de Janeiro de 1960, assumiu a Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, no Bairro Padre Eustáquio. Ali fez desabrochar sua personalidade, mostrou todo o seu caráter e a bondade que sempre teve no coração.

Revelou-se, ainda, ser um homem empreendedor, preocupado com as condições sociais de seus paroquianos, principalmente, pobres, doentes e crianças. Para estas dedicou esforços na construção de várias creches, escolas, como as da Vila Tavares, Padre Eustáquio e Várzea da Olaria.

Desde que assumiu a Paróquia do Pe. Eustáquio, não parou de trabalhar. Na construção da Igreja Matriz do Bairro, ajudou a fazer massa para os pedreiros, carregou tijolos e latas de concreto, “bateu” laje, incansavelmente. Foram inúmeras obras.

Para conseguir tantas melhorias em suas comunidades, Pe. Luiz teve que trabalhar demais. Não media esforços. Atuava como servente de pedreiro, pintor e, desta maneira, dava exemplo para a comunidade que o seguia. Envolvia todos num mutirão.

Viam-se crianças, adultos e idosos colaborando. Era uma verdadeira festa a construção de uma nova Igreja, de uma nova Escola. Impressionante, ele sempre à frente de tudo Além das obras religiosas e educacionais, não se descuidava das caritativas. No Bairro Pe.

Eustáquio fundou um refeitório que fornece alimentação gratuita para as crianças carentes. Nos fins de semana dá alimentação para toda a família dessas crianças. No local também funciona um gabinete dentário, mantido pela Igreja.

Era responsável por aproximadamente quinze comunidades, dentre elas Várzea da Olaria, Irmãos Auler, Vila Tavares, Carneiros, Itatiaiuçu, Pinheiros, Santo Antônio da Barragem, Vieiros e Arrudas.

Achava tempo para coordenar todas as obras, assistir religiosamente suas comunidades, celebrar missas, casamentos e batismos, visitar doentes e pobres, apoiar e promover reuniões de cursilhistas, de jovens, de casais, de todos os inúmeros movimentos de sua Igreja. Parecia biônico, nunca demonstrava cansaço ou irritação.

Quando alguma coisa não o agradava, fazia silêncio. Depois procurava explicar o seu desagrado, com justificadas razões.

Para conseguir fazer tantas coisas em tão pouco tempo, rodava pela cidade com uma velha “Lambreta”, fizesse sol ou chuva. Ganhou um Fusca, da Holanda, o que veio facilitar sua maratona.

Vicente Ventura, um dos grandes amigos do Pe. Luiz, diz que muitas vezes ele ficou atolado nas estradas ruins por onde passava, e “voltava enlameado, mas feliz”. Desde há alguns anos, vinha lutando contra uma dolorosa doença no maxilar, um terrível câncer que lhe corroía o físico, mas não abatia seu vigor intelectual e espiritual.

Chegou a sair do Brasil, indo para a Holanda, fazer o tratamento e, segundo alguns, “viajou para morrer em seu país”. Os médicos deram-lhe três meses de vida. Quando ficou doente, recebeu a moléstia com tranquilidade, resignando-se ao árduo caminho que iria percorrer. Porém, a resignação não significou entrega.

Pe. Luiz com esperanças redobradas em Deus, conseguiu suplantar os piores momentos de sua jornada. Surpreendentemente voltou ao Brasil coma doença sob controle.

Para definir sua luta, e porque não dizer, seu triunfo sobre a doença, é importante relembrar uma afirmação do médico que o atendia em Belo Horizonte, citada por Dona Zulmira Antunes: “na sua cura entrou um pouco de medicina: o restante é algo que não se explica, algo divino, onde a ciência não entra”.

Na década de 90, continuou entre nós, trabalhando, como se nada tivesse acontecido, muitas vezes contrariando as recomendações médicas. A sua força de vontade, a crença em Deus, que o premiou com uma graça sublime, a de servir seus paroquianos, o mantinha vivo e atuante.

Vê-lo alimentar-se através de uma sonda, como auxílio de uma dedicada paroquiana, enfermeira Maria das Graças, era um bálsamo para quantos, desesperados, não aceitam os desígnios da Providência.

Debilitado pela doença, Pe. Luiz lia diariamente, celebrava (fazia a consagração), dava aulas de música, fazia ensaios do Coral. De vez em quando, “assustando” a todos que cuidavam dele, pegava o carro da Paróquia e punha-se a dirigir, principalmente para visitar doentes.

Ele era muito amigo do Dr. José Campos, seu colega de magistério na Escola Normal, marido de Dª Alba Regina, esposa desse ilustre médico e professor. Dª Alba, em decorrência de diabetes, foi ficando cega. Padre Luiz escreveu-lhe, em 24 de abril de 1993, uma carta consoladora, da qual extraio alguns trechos: “é uma cruz pesada que Deus reservou para a senhora e toda a família, sem dúvida!

Mas com seus méritos, costumeira alegria e poder de comunicação, conseguirá aliviar o sofrimento. Seu problema, suponho igual ao meu, surgiu de repente, mudando profundamente nossas vidas. Temos agora muito tempo para refletir e descobrir que há outras pessoas sofrendo mais, nos dão grande exemplo e não perdem a vontade de viver, continuam participando e convivendo com a família e a comunidade. Rezo para a senhora, celebro missa na sua intenção e estou certo de que o bom Deus atenderá nossos pedidos, aumentando nossa alegria de viver dia após dia”.

Grande e Santo Padre Luiz. Em 1989, no 1º Encontro de Bandas de Itaúna, Pe. Luiz deu, mais uma vez, exemplo de força de vontade, de sua crença na vida, sua fé inabalável nos desígnios divinos, e regeu o “Bandão” (união de todas as Bandas participantes do evento), na Praça da Matriz, emocionando a todos.

Compôs um Credo novo para a Paróquia. Em outubro de 1991, teve suas músicas escolhidas para serem executadas no Congresso Eucarístico Internacional, na cidade de Natal.

Na sua humildade, mandou as músicas sob pseudônimo, não quis se identificar, apenas colaborar para o maior brilhantismo do evento. Padre Luiz Turkemburg completou 40 anos de sacerdócio em 20 de julho de 1992, na Paróquia de Nossa Senhora de Fátima, que lhe tributou as maiores homenagens pela dedicação com que dirigiu os destinos da Igreja no Bairro Padre Eustáquio.

Pela Resolução nº 06/80, a Câmara Municipal de Itaúna concedeu-lhe o título de Cidadão Honorário, entregue solenidade ocorrida no dia 20 de novembro de 1980. Faleceu em 23 de junho de 1994, deixando consternada toda a comunidade católica itaunense. Enterrado no cemitério local, teve seus restos mortais transferidos para a Igreja Matriz de sua paróquia.

THEO-DORUS, nosso presente de Deus, foi para a Casa do Pai, aureolado de santidade.



NORMA: DECRETO 36876, DE 19/05/1995

REFERENCIAIS

Ementa: DÁ DENOMINAÇÃO DE PADRE LUIZ TURKENBURG A ESCOLA DE 1º GRAU DA REDE ESTADUAL DE ENSINO, EM ITAÚNA.

Origem: EXECUTIVO

Fonte: PUBLICAÇÃO – MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO – 20/05/1995 PÁG. 3COL. 2 MICRO FILME 527

Nomes: ESCOLA ESTADUAL PADRE LUIZ TURKENBURG. ESCOLA ESTADUAL DO BAIRRO IRMÃOS AULER.

Indexação: DENOMINAÇÃO, ESTABELECIMENTO DE ENSINO, ENSINO DE PRIMEIRO GRAU, LOCALIDADE, BAIRRO IRMÃOS AULER, MUNICÍPIO, ITAÚNA.

Assunto Geral: ESTABELECIMENTO DE ENSINO. PRÓPRIO PÚBLICO.


Referência para o Blog/Site: Itaúna Décadas

Organização Pesquisa e Arte: Charles Aquino

Acervo: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira

Acervo: Juarez Nogueira Franco e Prof. Marco Elísio

Fotografias: Antônio Gomes e outros

Texto: Guaracy de Castro Nogueira

Placa/Arte: Dionisio Codama, São Paulo, Brasil, (Retirado da internet).