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domingo, maio 31, 2026

MESTRE SEMEADOR

CHARLES AQUINO & PROF. MARCO ELÍSIO

Há encontros que acontecem por acaso. Outros, porém, parecem estar aguardando o momento exato para acontecer. O meu encontro com o Professor Marco Elísio foi um desses.

Era o início da década de 2010. Eu caminhava pelas ruas do centro de Itaúna, observando aquilo que sempre me fascinou: os vestígios do passado. 

Procurava antigas casas, sobrados, construções que resistiam silenciosamente ao tempo. Não era historiador. Não pesquisava arquivos. 

Não imaginava o caminho que ainda seria aberto diante de mim. Era apenas um admirador da história da cidade onde nasci.

Na Rua Professor Francisco Santiago, tendo diante dos olhos a imponência da antiga Escola Normal — hoje Escola Estadual de Itaúna —, um sobrado chamou minha atenção. Não era apenas uma construção antiga. Havia algo naquele lugar que parecia guardar histórias ainda não contadas.

Tentei fotografá-lo. Procurei o melhor ângulo. Nenhum me satisfazia. Então apertei a campainha. Uma voz respondeu:

— Pois não?

Apresentei-me:

— Meu nome é Charles Aquino. Gostaria, se possível, de tirar uma fotografia desta casa.

A resposta veio imediata:

— Claro que não!

Por um instante, pensei que a conversa terminaria ali. Mas a voz continuou:

— Você poderá fazer muito mais do que um registro fotográfico.

 Entre. Precisamos conversar.

O portão se abriu. Ali estava um senhor alto, magro, de cabelos brancos, segurando um lenço branco nas mãos. Antes mesmo de qualquer apresentação formal, ele me entregou o lenço e disse:

— Segure isto. Você vai precisar. 

O que iremos começar agora provavelmente o deixará de queixo caído. E deixou.

Naquele dia, atravessei um portão. Mas, olhando para trás, percebo que atravessei muito mais do que isso. Atravessei uma fronteira entre a simples curiosidade e a paixão pela história. Depois daquela porta, nunca mais fui o mesmo.

Muitos conheceram Marco Elísio Chaves Coutinho como escritor, ambientalista, defensor da cultura, homem de fé e servidor público, ou simplesmente professor Marco Elísio.

Sua trajetória é amplamente reconhecida em Itaúna. Lecionou em diversas instituições, participou ativamente da vida cultural da cidade, dedicou-se à preservação do patrimônio, à educação e à valorização das tradições locais.

Mas quem teve o privilégio de conviver com ele de perto conheceu algo ainda maior — conheceu um semeador. Em um texto escrito após sua partida em 2018, Marco Elísio foi comparado ao personagem Tistu, "o menino do dedo verde", aquele que fazia florescer tudo o que tocava. A metáfora não poderia ser mais adequada.

Porque Marco não cultivava apenas jardins.

Cultivava pessoas.

Cultivava ideias.

Cultivava sonhos.

E, sobretudo, cultivava perguntas.

Cada encontro era uma aula.

Cada conversa transformava-se em uma investigação.

Cada dúvida tornava-se o ponto de partida para uma nova descoberta. 

Não havia respostas prontas. 

Havia caminhos.

Houve um episódio que ilustra bem o espírito generoso e a grandeza intelectual de Marco Elísio. Em determinado momento de minhas pesquisas, passei a me aprofundar na trajetória de seu pai, o Dr. Antônio Augusto de Lima Coutinho — o Dr. Coutinho

Sua biografia, aliás, é indispensável para qualquer leitor que deseje compreender uma parte significativa da história de Itaúna e o legado de um homem que escolheu esta terra como sua, dedicando-lhe seus talentos, sua fé, sua atuação pública e seu amor até os últimos dias de vida.

À medida que avançava na investigação de documentos, relatos e registros sobre sua trajetória, crescia também minha admiração por aquela figura extraordinária. Em uma de nossas conversas, de maneira franca e bem-humorada, confessei ao Professor Marco Elísio:

— Marco, quanto mais pesquiso sobre seu pai, mais gosto dele. Acho que estou gostando mais dele do que de você.

A resposta veio imediata, acompanhada de um sorriso sereno que lhe era característico:

— Então você está no caminho certo.

Naquele instante compreendi algo que ia além da simples resposta. Marco Elísio não demonstrou qualquer vaidade ou ciúme da memória paterna. Pelo contrário. Como verdadeiro educador, alegrava-se ao ver alguém descobrir, por meio da pesquisa, a dimensão humana e histórica daqueles que ajudaram a construir Itaúna. 

Sua resposta revelava exatamente quem ele era: um homem que compreendia que a história não pertence aos indivíduos, mas à coletividade; que o pesquisador deve seguir as evidências, as fontes e as trajetórias que encontra pelo caminho, ainda que essas o conduzam para além das figuras que inicialmente admirava.

Foi mais uma lição. Talvez uma das maiores. Marco ensinava que pesquisar não é procurar confirmação para nossas preferências, mas permitir que os documentos, as memórias e os fatos nos conduzam. E, naquele dia, ao dizer que eu estava "no caminho certo", ele reafirmou aquilo que sempre procurou cultivar em seus alunos e amigos: a liberdade de pensar, investigar e descobrir.

E foi justamente nesses caminhos que nasceu uma amizade que ultrapassou a relação entre professor e aluno. Com o passar dos anos, Marco Elísio passou a fazer parte de momentos importantes da minha própria vida.

Em 2012, eu aguardava a chegada do meu primeiro filho. Em uma de nossas conversas em seu sobrado, comentei que o nascimento se aproximava e que eu ainda não havia decidido qual seria o nome da criança.

Com a serenidade habitual, ele me perguntou:

— Que dia você nasceu?

Respondi:

— Vinte e nove de setembro.

Marco então sorriu e disse:

— Seria interessante chamá-lo Gabriel. Neste dia a Igreja celebra os três Arcanjos: Miguel, Gabriel e Rafael.

A sugestão pareceu simples naquele momento, mas ficou gravada em minha memória. Refleti sobre suas palavras e, pouco tempo depois, o nome foi escolhido.

Assim nasceu Gabriel.

Hoje percebo que essa foi mais uma das muitas sementes plantadas por Marco Elísio ao longo de nossa amizade. Não foi apenas um conselho sobre um nome. Foi uma demonstração de como ele conseguia relacionar cultura, tradição, fé e afeto, transformando conversas comuns em lembranças permanentes.

De certa forma, seu legado não ficou apenas nos livros, nos projetos culturais ou nas pesquisas históricas. Também permaneceu nas pequenas decisões da vida, nas histórias familiares e nos vínculos humanos que construiu ao longo de sua caminhada.

Com Marco Elísio aprendi que a história não mora apenas nos arquivos, nas bibliotecas ou nos monumentos.

Ela vive nas esquinas.

Nas conversas esquecidas.

Nos apelidos.

Nas memórias familiares.

Nos detalhes aparentemente insignificantes que os grandes livros raramente registram.

Juntos percorremos as trilhas do antigo Arraial de Santana do Rio São João Acima.

Investigamos personagens esquecidos.

Questionamos versões cristalizadas.

Buscamos compreender não apenas aquilo que foi oficialmente registrado, mas também aquilo que permaneceu nos bastidores da memória coletiva.

Muitas vezes eram histórias que pareciam pequenas.

Sem relevância para alguns.

Mas Marco compreendia algo fundamental:

Não existe história pequena.

Pequeno é apenas o olhar de quem não consegue perceber sua importância.

Foi assim que aprendemos a registrar acontecimentos do cotidiano, memórias familiares, tradições populares, personagens anônimos e fragmentos que, reunidos, ajudam a explicar quem somos.

Enquanto muitos olhavam apenas para os grandes acontecimentos, Marco ensinava a enxergar a humanidade escondida nos detalhes.

Se hoje caminho pelos arquivos, pelas fontes históricas, pelos jornais antigos e pelas memórias da cidade, muito disso começou naquele sobrado.

Marco Elísio não me entregou respostas.

Entregou-me inquietações.

Mostrou que a história não é um conjunto de verdades acabadas.

É uma investigação permanente.

É o exercício constante de perguntar.

De duvidar.

De comparar versões.

De ouvir vozes esquecidas.

Foi essa forma de enxergar o passado que despertou em mim o desejo de estudar história, pesquisar, escrever e contribuir para a preservação da memória de Itaúna.

Ao longo dos anos, compartilhamos projetos, ideias, sonhos e desafios.

Houve entusiasmo.

Houve divergências.

Houve debates intensos.

Mas, acima de tudo, houve aprendizado.

Muito aprendizado.

Alguns chamavam Marco Elísio de sonhador.

Outros, de forma até irônica, apelidaram-no de homem de "mente cor-de-rosa". O próprio registro de sua trajetória recorda essa expressão, inicialmente usada por críticos para ridicularizar sua capacidade de sonhar.

Mas o tempo fez justiça. Porque os sonhadores costumam ser incompreendidos enquanto estão construindo o futuro. Marco sonhava com uma Itaúna que valorizasse sua memória.

Sonhava com uma cidade que preservasse seu patrimônio.

Sonhava com uma população consciente de sua própria história.

Sonhava com jardins.

Com cultura.

Com educação.

Com pertencimento.

Muitos desses sonhos continuam vivos.

Outros ainda aguardam realização.

Mas todos deixaram sementes.

E as sementes continuam germinando.

Nos últimos anos de sua vida, quando a saúde já não lhe permitia o mesmo vigor de outrora e os dias pareciam correr mais depressa, Marco Elísio não abandonou aquilo que dava sentido à sua existência. Permaneceu exatamente como sempre foi: um mestre, semeando conhecimento, esperança e amor por Itaúna.

Seu legado não está apenas nos livros que escreveu. 

Nem nos projetos que idealizou.

Nem nos cargos que ocupou.

Seu maior legado está nas pessoas que transformou.

Eu sou uma delas.

E certamente não estou sozinho.

Há dezenas, talvez centenas, de itaunenses que carregam um pouco de Marco Elísio em sua maneira de pensar, de observar a cidade e de compreender o passado.

Hoje, quando olho para esta fotografia, vejo muito mais do que duas pessoas.

Vejo uma história de amizade.

Vejo um mestre e um aprendiz.

Vejo duas gerações unidas pelo amor à memória e à história de Itaúna.

Vejo o homem que abriu um portão e, sem saber, abriu também um destino.

A caminhada continua.

Ainda há documentos para descobrir.

Ainda há histórias para registrar.

Ainda há memórias para preservar.

Ainda há sonhos para realizar.

E, enquanto houver alguém disposto a continuar essa missão, a mente cor-de-rosa de Marco Elísio continuará viva.

Porque a história não termina com a partida dos seus construtores.

Ela continua sendo escrita por aqueles que receberam deles a responsabilidade de seguir adiante.

E foi exatamente isso que ele me ensinou.

Fazer história não é apenas estudar o passado.

É garantir que aquilo que merece ser lembrado jamais seja esquecido.

Professor Marco Elísio, amigo, mestre e inspirador: sua obra permanece.

Sua voz permanece.

Seu exemplo permanece.

E, enquanto houver memória, sua história continuará caminhando conosco.

Charles Galvão de Aquino — Historiador (Registro nº 343/MG)

Pesquisador da memória de Itaúna.

 © ITAÚNA DÉCADAS

Projeto independente de memória, história e patrimônio cultural.


quinta-feira, maio 09, 2024

SAÚDE MENTAL

Descrição: O objetivo deste novo projeto de iniciação científica de pesquisa é examinar os principais obstáculos que impedem os professores de buscar assistência profissional quando observam indícios de adoecimento mental. Esta proposta de pesquisa é significativa, pois oferece uma oportunidade para promover a contemplação sobre a importância de os professores reconhecerem esse sofrimento psíquico, pois muitas vezes a ajuda profissional só é procurada quando a situação atinge um estado incontrolável.

Assim, o foco principal deste estudo é explorar as razões subjacentes que dificultam o acesso dos professores à assistência especializada. A investigação central gira em torno da compreensão das barreiras que impedem os professores de buscar apoio profissional aos primeiros indícios de adoecimento mental.

Integrante: Charles Aquino
Coordenadora: Marilene Nunes
Local de Pesquisa: Itaúna/MG
 

segunda-feira, junho 13, 2022

MEMORÁVEL PROFESSOR ITAUNENSE

O legado do professor Jesus Ferreira é marcado por uma vida dedicada à educação musical e à promoção da arte, especialmente entre os deficientes visuais. Desde sua formação no Instituto São Raphael, onde demonstrou seus talentos intelectuais e musicais, até sua atuação como regente e compositor, Ferreira deixou uma marca eterna no cenário musical brasileiro.

Sua trajetória incluiu importantes conquistas, como sua participação como solista na Orquestra Sinfônica de São Paulo e sua vitória em um concurso de violão no Rio de JaneiroAlém de suas realizações artísticas, Ferreira também se destacou como educador, trabalhando em instituições como o Instituto Padre Chico em São Paulo. No entanto, é notável sua decisão de retornar a capital mineira, onde continuou a reger o Coral São Raphael e a contribuir para a comunidade local. Sua dedicação ao ensino da música e sua participação em diversos eventos e congressos internacionais demonstram seu compromisso com o desenvolvimento cultural e educacional.

O professor Ferreira deixou um legado não apenas através de suas composições e performances, mas também através de sua influência como mentor e líder comunitário. Sua contribuição para a música brasileira e para a promoção da inclusão de pessoas com deficiência visual é digna de reconhecimento e admiração. Através de sua música e de seu trabalho educacional, ele iluminou as almas e deixou um impacto duradouro na sociedade.


PROFESSOR JESUS FERREIRA


JESUS FERREIRA iniciou seus estudos no Instituto São Raphael desde tenra idade, onde logo mostrou seus talentos intelectuais e musicais. Ele fez grandes avanços na pesquisa acadêmica, mas dedicou sua vida à música. No instituto estudou teoria musical, harmonia e contraponto para os cursos de violino e regência. 

Após sua formação no Instituto São Raphael, seguiu para a cidade de São Paulo, trabalhando de início, em casas noturnas e durante o dia, em entidades para deficientes visuais. No famoso e conhecido Conservatório Dramático e Musical da capital paulistana, conquistou seu diploma agora como violinista, passando pelos ensinamentos dos mestres Dinorá Milloni Ferraz, Zacarias Autuori, Mário de Andrade entres outros especais. Chegou a participar como solista da Orquestra Sinfônica de São Paulo.  Após 10 anos, sem esquecer de suas raízes, em 1949 o professor Jesus Ferreira retorna a sua cidade natal, Itaúna, Minas Gerais para realizar um recital de violino, sendo bastante aguardado pelo público itaunense.   

No ano de 1959, ao ganhar em primeiro lugar o concurso de violão na cidade do Rio de Janeiro e tendo grandes oportunidades de ampliar seus sonhos nas terras cariocas, decidiu voltar para Minas Gerais no ano seguinte, onde passou a reger a direção do Coral São Raphael. Nas décadas de 1971 e 1973 foi homenageado pelo Lions Club com Certificado de Colaborador e Medalha de Honra ao Mérito, pelos trabalhos de representante do Instituto São Raphael no Conselho Nacional para o Bem Estar dos Cegos no Rio de Janeiro. 

Em 1974 o Coral regido pelo professor Jesus Ferreira seguiu para Porto Alegre na missão de cumprir um de seus mais importantes trabalhos: Participar do Congresso Internacional de Coros, sendo aclamados por todos os presentes após gloriosa apresentação, sendo desativado o grupo no mesmo ano. O Coral retorna com suas atividades no ano 1976 novamente com regência do professor Jesus, agora, denominado “Coral de Ex-alunos ARS Vita”, iniciando apresentações em terras paulistas por 10 dias consecutivos entre bares, lanchonetes, rádios, televisão e no Instituto de Cegos Padre Chico. O ano de 1975 o professor Jesus Ferreira foi um dos ilustres protagonistas que participou e ajudou o município de Itaúna, Minas Gerais a conquistar o título de PRIMEIRA CIDADE EDUCATIVA DO MUNDO”. 

No ano de 1989 o Coral de Ex-alunos é desativado, todavia, ainda no mesmo ano, o professor e Diretor do Instituto São Raphael, José Juvenal da Cruz Filho em parceria com o Diretor de Planos e Programas da Coordenadoria de Apoio e Assistência ao Deficiente, conseguiram junto a igreja Batista do Barro Preto de Belo Horizonte, um espaço no auditório para novamente realizarem os trabalhos musicais, com isso, o professor Jesus Ferreira é novamente convidado a participar. O Diretor José Juvenal registra que foi mais uma época gloriosa e harmoniosa junto ao professor Jesus Ferreira, que lamentavelmente no ano de 1995, seus trabalhos foram interrompidos devido as condições frágeis de saúde que não permitiu continuar como regente.  O professor e Diretor José Juvenal ressalta ainda, que Jesus Ferreira “amblíope desde criança, além de musicólogo e professor foi exímio violinista, pianista e compositor, [...] que seu xará Jesus, o tenha recebido e o ajude a continuar alegrando e iluminando as almas por onde esteja”.  O memorável professor Jesus Ferreira veio a falecer 04 abril de 1998. 

FAMÍLIA

JESUS FERREIRA nasceu no município de Itaúna, Minas Gerais em 29 de junho de 1916. Filho de José Ferreira da Silva (Zé Carreiro da Várzea da Olaria) e Conceição Caetano Ferreira, neto paterno de João de Deus Ferreira e Castorina Maria de Jesus e pelo lado materno, neto de João Caetano e Luiza Caetano. Casou com HERMÍNIA GOBBO FERREIRA nascida no município de Sacramento, Minas Gerais em 20 de janeiro de 1910 e batizada aos 20 de abril 1911 na Paróquia de Nossa do Patrocínio do Santíssimo Sacramento; registrada no Registro Civil do Ipiranga São Paulo, assinado pelo Oficial de Registro Civil e Escrivão de Paz Geraldo de Barros Brotero em 01 de junho de 1940;  filha de João Gobbo e Maria Scalon.

O casal teve 3 filhos biológicos e um adotivo: Professor José Gobbo Ferreira, Coronel do Exército e doutor em Engenharia Aeroespacial, nascido aos 28 de fevereiro de 1941 às 20 horas a Rua Sousa Pereira no município de Sorocaba, Estado de São Paulo; registrado pelo Escrivão do Juízo de Paz e oficial do Registro Civil, Delmino Malheiro de Almeida e pelo Oficial Maior, Possidonio F.M. Quertchetti; Cleia Marcia Gobbo Ferreira, Técnica de Enfermagem; Terezinha Gobbo Ferreira, nascida no dia 8 de outubro de 1946, às 8:00 hs no prédio de número 1871 da Avenida do Estado, Subdistrito (Santa Efigênia) São Paulo, assinado pelo Oficial Arnaldo Leal – Serventuário da Escrivania do Juízo de Paz e oficial do Registro Civil das Pessoas; e José Carlos Munhoz. Assim teve 10 irmãos: parte de pai, José Ferreira, Geraldo Ferreira, Vital Ferreira, Constança, Aparecida e Aurora; por parte de mãe, Cosme Caetano da Silva, Terezinha, Agostinho e Maria São Gonçalo. Florescendo ainda mais 9 netos e 4 bisnetos.

 

CURRICULUM VITAE

PROFISSÃO:

Professor, violinista, pianista, compositor, arranjador musical, regente Coral 

ESCOLAR:

Primário - Instituto São Raphael 1927/1930

Ginasial Instituto São Raphael 1931/1935

Superior - Conservatório Dramático e Musical de São Paulo 1945

Curso de Extensão Cultural de regência e Técnica Vocal feito na Escola de Música da UFMG em 1973

REGISTROS:

Registros no MEC: Canto orfeônico - º 3518 29/09/1961

Educação Musical 8503 – 04/03/1969

Violino nº 709

TRABALHOS:

Professor de dicção - Instituto Pestalozzi, 1935 Belo Horizonte/MG;

Professor de Música - Instituto Padre Chico – São Paulo 1937/1939;

Adjunto da Direção Técnica - 1940-1945 da Associação Promotora de Instrução e Trabalho para Cegos – APIT / São Paulo/SP;

Gerente Técnico - SOT para cegos São Paulo - 1946/1960;

Professor de Educação Musical Efetivo nível P3E MASP;

Representante anual como delegado do Instituto São Rafael (Assembleias de Conselho Nacional para o Bem estar dos Cego, sediado no RJ);

Regente do Coral São Raphael – Belo Horizonte/MG – 1966/1974

Coral de Ex-alunos ARS VITA - 1975/1989/1995

OBRAS:

Publicação de obras musicais: “Noite de Estio”; “Faz-de-Conta” (Irmãos Vitale Ed. SP); “Coleções Noites Brasileiras”, Canções de Minha Terra”, Cenas Infantis” entre outras.

Autor do Hino Oficial do Município de Itaúna

Compôs peças para violino, violoncelo, instrumento de sopro e canto.

Arranjos para coral, Orquesta e Banda

Parcerias com Mestres Eládio Peres Gonçalves e Carlos Alberto Pinto Fonseca.

Foi um dos artistas consagrados que participou do projeto e ajudou o município de Itaúna a obter o título de “Cidade Educativa do Mundo” em 1975.




Referências: 

Organização, pesquisa e arte: Charles Aquino - Historiador Registro nº 343

(CDMSP): https://spcity.com.br/do-conservatorio-dramatico-musical-de-sao-paulo-praca-das-artes

FILHO, José Juvenal da Cruz. Agentes da Luz O Instituto, 2003, Ilustradas, p.49,50.

NOGUEIRA, Guaracy de Castro. In Enciclopédia Ilustrada de Pesquisa: Itaúna em detalhes. Ed. Jornal Folha do Povo, 2003, p. 28 a 31.

Apoio a pesquisa e Acervo: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira / Patrícia Gonçalves Nogueira

Apoio a Pesquisa e Acervo:  Professor Giovanni Vinicius (sobrinho de Jesus Ferreira)

Apoio a Pesquisa: Cosme Caetano da Silva (In Memoriam)

Apoio a Pesquisa: Itaúna em Décadas (Blog / Site): Disponível em:

https://itaunaemdecadas.blogspot.com   /    https://itaunadecadas.com.br

 Acervo: Museu Municipal Francisco Manoel Franco – Violino: Disponível em:  https://www.itauna.mg.gov.br/imgeditor/file/Violino.pdf

 

Fontes Impressas da Biblioteca Nacional Digital do Brasil:

Correio da Manhã – Rio de Janeiro, Domingo, 1 de Dezembro de 1935, nº 12589

Correio da Manhã – Rio de Janeiro, Quarta-Feira, 19 de Agosto de 1936, nº 12.812  

Correio Paulistano – São Paulo, Quarta-Feira, 19 de Outubro de 1949, nº 28692

Correio Paulistano – São Paulo, Quarta-Feira, 23 de maio, nº 30717

Diário Carioca – Rio de Janeiro, Sábado 28 de Janeiro de 1939, nº77

Diário de Notícias – Rio de Janeiro, Domingo 9 de Outubro de 1949, nº 8272

Diário de Notícias – Rio de Janeiro, Domingos 26 de Junho de 1949, nº 8182

Folha do Oeste – Itaúna, 24 de Julho de 1949, nº 32

Gazeta de Notícias – Rio de Janeiro, 25 de Janeiro de 1927, nº 21

Jornal do Brasil – Rio de Janeiro, Quinta-feira, 26 de Janeiro de 1939, nº 22

Jornal do Commercio – Rio de Janeiro, Sexta-Feira, 29 de Outubro de 1937, nº 25

O Malho – Rio de Janeiro, 16 de Março de 1929, nº 1383

 

Family Search: Disponível em:

 https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3Q9M-CS6V-8BVM

https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3Q9M-CSDY-R9ZC-S


https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:3Q9M-CS87-M9FQ