sábado, fevereiro 20, 2021

OITAVO PREFEITO ITAÚNA

GERALDO ALVES PARREIRAS
 





REFERÊNCIAS:

ORGANIZAÇÃO, ARTE E PESQUISA: Charles Aquino

FONTE: SOUZA. Miguel Augusto Gonçalves de.  História de Itaúna II, Belo Horizonte, 1986, página 775, 776 e 781.

ACERVO: Hospital Manoel Gonçalves de Itaúna, Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira - ICMC, Charles Aquino.

SÉTIMO PREFEITO ITAÚNA

THOMAZ MOREIRA DE ANDRADE
 




REFERÊNCIAS:

ORGANIZAÇÃO, ARTE E PESQUISA: Charles Aquino

FONTE: SOUZA. Miguel Augusto Gonçalves de.  História de Itaúna II, Belo Horizonte, 1986, página 775, 776 e 781.

ACERVO: Hospital Manoel Gonçalves de Itaúna, Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira - ICMC, Charles Aquino.

SEXTO PREFEITO ITAÚNA

 







REFERÊNCIAS:

ORGANIZAÇÃO, ARTE E PESQUISA: Charles Aquino

FONTE: SOUZA. Miguel Augusto Gonçalves de.  História de Itaúna II, Belo Horizonte, 1986, página 775, 776 e 781.

ACERVO: Hospital Manoel Gonçalves de Itaúna, Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira - ICMC, Charles Aquino.

QUINTO PREFEITO ITAÚNA

 





REFERÊNCIAS:

ORGANIZAÇÃO, ARTE E PESQUISA: Charles Aquino

FONTE: SOUZA. Miguel Augusto Gonçalves de.  História de Itaúna II, Belo Horizonte, 1986, página 775, 776 e 781.

ACERVO: Hospital Manoel Gonçalves de Itaúna, Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira - ICMC, Charles Aquino.

terça-feira, fevereiro 16, 2021

QUARTO PREFEITO ITAÚNA

 

DARIO GONÇALVES DE SOUZA






REFERÊNCIAS:

ORGANIZAÇÃO, ARTE E PESQUISA: Charles Aquino

FONTE: SOUZA. Miguel Augusto Gonçalves de.  História de Itaúna II, Belo Horizonte, 1986, página 775, 776 e 781.

ACERVO: Hospital Manoel Gonçalves de Itaúna, Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira - ICMC, Charles Aquino.

    quinta-feira, fevereiro 11, 2021

    TERCEIRO PREFEITO ITAÚNA

    MARDOCHEU GONÇALVES DE SOUZA
     



    REFERÊNCIAS:

    ORGANIZAÇÃO, ARTE E PESQUISA: Charles Aquino

    FONTE: SOUZA. Miguel Augusto Gonçalves de.  História de Itaúna II, Belo Horizonte, 1986, página 775, 776 e 781.

    ACERVO: Hospital Manoel Gonçalves de Itaúna, Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira - ICMC, Charles Aquino.

    quinta-feira, fevereiro 04, 2021

    SEGUNDO PREFEITO ITAÚNA

     

    Cel. Antônio Pereira de Mattos
    2º Prefeito do Município de Itaúna/MG




    REFERÊNCIAS:

    ORGANIZAÇÃO, ARTE E PESQUISA: Charles Aquino

    FONTE: SOUZA. Miguel Augusto Gonçalves de.  História de Itaúna II, Belo Horizonte, 1986, página 775, 776 e 781.

    ACERVO: Hospital Manoel Gonçalves de Itaúna, Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira - ICMC, Charles Aquino.

    domingo, janeiro 31, 2021

    PRIMEIRO PREFEITO ITAÚNA






    REFERÊNCIAS:

    ORGANIZAÇÃO, ARTE E PESQUISA: Charles Aquino

    FONTE: SOUZA. Miguel Augusto Gonçalves de.  História de Itaúna II, Belo Horizonte, 1986, página 775, 776 e 781.

    FONTE: MATOS. Ângelo Braz. Itaúna em Dados. 2012. Páginas.5,6,7.Disponível em: https://www.itauna.mg.gov.br

    ACERVO: Galeria dos Prefeitos de Itaúna. PMI

    ACERVO: Hospital Manoel Gonçalves de Itaúna.

    quarta-feira, dezembro 23, 2020

    BATISMO EM SANT’ANA

    "Baptismo em Sant’Ana: Nossos Filhos Eram Gregos" apresenta uma fascinante incursão na história do batismo na região de Sant’Anna do Rio São João Acima, atualmente conhecida como Itaúna, destacando a influência da cultura grega nesse contexto. 

    Inicialmente, é ressaltada a importância do batismo como o primeiro sacramento da Igreja Católica, conforme as Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia, que datam do século XVIII. Essas constituições, aceitas em um sínodo diocesano em 1707, buscavam adaptar as normas eclesiásticas estabelecidas pelo Concílio de Trento às peculiaridades brasileiras.

    O texto destaca a dedicação do Padre Antônio Maximiano de Campos, responsável por realizar inúmeros batismos na região durante o século XIX. Em particular, ele descreve um caso único envolvendo o casal Jove Soares Nogueira e Augusta Gonçalves Nogueira, que buscavam se casar, requerendo uma dispensa de impedimento devido ao parentesco consanguíneo. O padre, que havia batizado o noivo em 1868, redigiu uma petição ao Bispado de Mariana solicitando essa isenção.

    Um elemento interessante é a influência da cultura grega nos nomes de recém-nascidos batizados em Sant’Ana. Embora a tradição religiosa favorecesse nomes de santos conhecidos, alguns pais e padrinhos optaram por nomes de origem grega, o que reflete a persistência dessa influência cultural.

    Os registros de batismo mencionados fornecem um vislumbre da prática da época, incluindo detalhes como nomes dos pais, padrinhos e o procedimento cerimonial. Além disso, as Constituições Primeiras estabeleciam diretrizes específicas para o batismo, desde a administração do sacramento até a manutenção dos registros nos livros da igreja.

    Em suma, o texto oferece uma narrativa detalhada e envolvente sobre a prática do batismo em Sant’Ana do Rio São João Acima, destacando a influência cultural grega e os aspectos administrativos e cerimoniais associados a esse sacramento na época.


    BAPTISMO EM SANT’ANA: NOSSOS FILHOS ERAM GREGOS

    A cultura grega deixou um magnificente galardão cultural influenciando também outras civilizações. Em Sant’Anna do Rio São João Acima (hoje Itaúna) não foi diferente, esse legado reverberou em algumas almas do nosso arraial através do primeiro sacramento - Baptismo.

    É bem antiga a prática do baptismo sendo “o primeiro de todos os sacramentos, e a porta por onde se entra na Igreja Católica, e se faz, o que o recebe, capaz dos mais Sacramentos, sem o qual nem um dos mais fará nele o seu efeito” (Constituições, 1853, Livro I, Título. X). Os assentos de baptismos, casamentos e óbitos eram registrados em Livros distintos pela igreja e foram ajustados a um amplo código jurídico eclesiástico para o Brasil - As Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia.  A obra distribuída em cinco volumes, aceitas em o Sínodo Diocesano, celebrado em 12 de junho de 1707 pelo Arcebispo Dom Sebastião Monteiro da Vide (5º Arcebispo do dito Arcebispado e do Conselho de Sua Majestade). As Constituições “formavam um compêndio versando sobre normas eclesiásticas e que procuravam adequar o que preceituara o Concílio de Trento (1545-1563) às terras brasileiras e às suas peculiaridades” (Magalhães,2011).

    No Livro I das Constituições informa que: “causa o Sacramento do baptismo efeitos maravilhosos, por que por ele se perdoam todos os pecados, assim original, como atuais, ainda que sejam muitos, e muitos graves. É o batizado em filho de Deus, e feito herdeiro da Glória, e do Reino do céu”. Após o nascimento da criança, realizava-se o primeiro sacramento o mais breve possível, no qual, “morrendo sem ele perdem a salvação, mandamos, conformando-nos com o costume universal do nosso Reino, que sejam batizadas até os oito dias de vida depois de nascidas” (Constituições, 1853, Livro I, Título, XI, X).  

    Durante o século XIX, especificamente na Paróquia de Sant'Anna (hoje Itaúna), o Padre Antônio Maximiano de Campos realizou inúmeros batismos de famílias da região. Os registros de batismo incluíam apenas os primeiros nomes dos pais e padrinhos, enquanto os casamentos e óbitos eram registrados com segundos nomes e sobrenomes. A dedicação do Padre Maximiano na realização destes baptismos era conhecida em todo o concelho e região. Em 1894, o Padre Maximiano encontrou-se numa situação única. Um casal, Jove Soares Nogueira e Augusta Gonçalves Nogueira, que residia no arraial de Santana, procurava casar. Porém, devido ao relacionamento consanguíneo, necessitavam de isenção do habitual processo de impedimento. Reconhecendo o desejo de se unirem em matrimônio, Padre Maximiano encarregou-se de redigir uma petição ao Bispado de Mariana, solicitando essa isenção. É importante notar que o padre batizou o noivo, Jove Soares Nogueira, em 1868. Esta ligação acrescentou uma camada interessante à história e exemplificou o vínculo estreito entre o padre e as famílias que servia. Eis o documento transcrito:

    Saúdo afetuosamente a Vossa Excelência Reverendíssimo desejando-lhe boa saúde e paz no Santíssimo Coração de Jesus. Os Oradores que suplicaram a dispensa em 05 deste corrente mês são, não José como por equívoco foi escrito na referida dispensa, mas sim Jove Nogueira Soares e Augusta Gonçalves Nogueira como foi na petição cujo dispensa ajunto a outra petição, que vai para Vossa Excelência Reverendíssimo corrigir a falta o que não seria talvez necessário; porém como temos prazo ainda suficiente até o casamento, venha corrigido para livrar-me de escrúpulo. Há invenção do povo desta freguesia adotar nomes ridículos e que não sabem o que significa nem donde procedem. Tenho trabalhado para que adotem, conforme o espírito da Igreja, nomes de Santos conhecidos, mas obstinam-se a esquisitices repugnantes ao ponto de tornarem nomes de mitologia do que devia se envergonhar.

    Com estima, seu insignificante servo e amigo.

    Padre Antônio Maximiano de Campos

    Sant’Anna, 30 de Julho de 1894

    Alguns nomes de recém-nascidos em Sant’Anna do Rio São João Acima, hoje Itaúna, foram de origem grega. Os pais e padrinhos ignoraram uma tradicional e costumeira nomenclatura religiosa. “Ora, em uma sociedade em que a religião católica era o principal balizador da mentalidade e da moral das pessoas, que findavam por comportar-se, social e politicamente, segundo os ditames da igreja [...]”, prevaleceu a influência grega, não obstante, “muito mais do que regular o clero e os fiéis, as Constituições Primeiras regravam a vida em sociedade do país (MAGALHÃES, 2011)”.

     

    Eis os nomes de recém-nascidos de origem grega baptizados em Sant’Ana:

    1866 - Aos quinze de outubro de mil oitocentos e sessenta e seis, baptizei solennemente a HERMÓGENES filho legítimo de Antonio Luis de Faria e Maria Paula da Conceição. Forão padrinhos o Vigário Delfino José Rodrigues e Francisca Martins Fagundes. O Vigário Antonio Maximiano de Campos.

    1867 - Aos dez de fevereiro de mil oito centos e sessenta e sente, baptizei solennemente a ALEXANDRINA filha natural de Maria criôla escrava de Miguel Fernandes da Silva, forão padrinhos Antonio escravo de Jose Pereira de de Carvalho e Barbara escrava de Antonio de Carvalho. O Vigário Antonio Maximiano de Campos.

    1867 - No mesmo dia baptizei solennemente a OLYMPIA filha legítima de Justino José Francisco e Maria Francisca de Jesus. Forão padrinhos Manoel ds Sanctos Ferreira e Francisca Carolina da Silva. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1867 - No mesmo dia baptizei solennemente a PHILOMENA filha legítima de Sebastião Pereira Rosa e Antonia Maria de Jesus. Forão padrinhos Jose Marques Annes e Umbellina Maria de Jesus. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1867 - No mesmo dia baptizei solennemente a PORPHYRIA filha natural de Isabel criola escrava de Francisco Nunes da Costa. Forão padrinhos Valentim criolo escravo de Manuel digo, Francisco Nunes e Thereza criola escrava de Manuel Nunes da Cunha. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1867 - No mesmo dia baptizei solennemente a SYMPHRONIO filho legítimo de João Jose da Fraga e Miquelina Francisca de Jesus. Forão padrinhos Silvanio Ribeiro de Camargos e Maria Francisca de Jesus. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1868 - No mesmo dia baptizei solennemente a ALEXANDRE filho legítimo de Antonio Ferreira da Fonseca e Maria Venancia de Jesus. Forão padrinhos João Evangelista da Silva e Theresa Maria de Jesus. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1868 - Aos vinte de agosto de mil oito centos e sessenta e oito baptizei solennemente a ALEXANDRINA filha legítima de Raphael Caetano Moreira e Laduvina Maria de Jesus. Forão padrinhos João Caetano Moreira e Balbina Candida da Purificação. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1868 - Aos vinte e quatro de novembro de mil oito centos e sessenta e oito baptizei solennemente a CLETA filha natural de Rita Geralda de Jesus. Forão padrinhos João Rodrigues e Leonel Pires de Camargos. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1868 - Aos nove de agosto de mil oito centos e sessenta e oito baptizei solennemente a JOVE filho legítimo de Firmino Francisco Soares e Fabianna Nogueira Duarte. Forão padrinhos Delfino Francisco Sares e Francisca Rodrigues de Faria.

    1868 - Aos oito de dezembro de mil oito centos e sessenta e oito baptizei solennemente a LEONIDAS filho natural de Regina Antonia da Conceição. Forão padrinhos Vicente Gonçalves de Sousa e sua mulher Joaquina Maria da Conceição. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1868 - No mesmo dia baptizei solennemente a PHILOMENA filha legitima de Vicente Teixeira da Cruz e Maria Joanna da Silva. Forão padrinhos Ignacio Francisco Teixeira e Maria Thereza de Jesus. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1868 - Aos vinte e três de janeiro de mil oitocentos e sessenta e oito baptizei solennemente a SYNPHRONIO filho natural de Phelipa criola escrava de João Antonio da Fonseca. Forão padrinhos L. Francisco Soares e Altina Francelina de Meneses. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1869 - Aos sete de janeiro de mil oitocentos e sessenta e nove baptizei solenemente FLAUSINA filha legítima de Baduíno Rodrigues Ribeiro e Joaquina Albina da Conceição. Forão padrinhos Antonio Jose da Matta e Flausina Maria de Jesus. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1869 - No mesmo dia baptizei solennemente a ONOFFRE filho legitimo de João Gomes Moreira e Jacintha Candida Medina. Forão padrinhos Antonio Alves da Cunha e Maria Alves Moreira. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1870 - No mesmo dia baptizei solennemente a DIÓGENES filho legitimo Silvestre M. Figueredo e Generosa. Forão padrinhos Aureliano Nogueira Machado e Amélia Nogueira Duarte. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1870 - Aos dose de julho de mil oitocentos e setenta baptizei solenemente EUCLIDES filho legítimo de Silverio Ribeiro de Camargos e Anna Nogueira Duarte. Forão padrinhos Francisco de Assis dos Santos Réo e Balbina Custódia da Silva. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1870 - No mesmo dia baptizei solennemente a THEÓPHILO filho legitimo João Francisco da Silva e Anna de Sousa. Forão padrinhos Antonio Bernardo e Maria filha de José Lopes Dias. O Vigario Antonio Maximiano de Campos.

    1875 - ARTHEMISIA baptizada em 1875, filha legítima de Zacharias Ribeiro de Camargos e Anna Carolina Nogueira de Castro, morreu em dezesseis de setembro de 1944.

    1877 - ARISTHÓTELES nasceu em dois de novembro de mil oitocentos e setenta e sete, baptizado em 1877, filho legítimo de Zacharias Ribeiro de Camargos e Anna Carolina Nogueira de Castro, morreu em 18 de agosto de mil novecentos e trinta e nove.

     Administrado o baptismo:

    Mandamos a qualquer Pároco ou Sacerdote que solenemente houver de administrar o Sacramento de baptismo, que examine, e purifique sua consciência e lavando as mãos, vestido com sobrepeliz e estola roxa, se informará (não lhe constando) se é de sua Paróquia, se foi baptizado em casa, por quem, de que forma, quem há de ser o padrinho e madrinha, e do nome que há de ter a criança [...], e benzerá a água da pia batismal  na forma, que dispõem o Ritual Romano, guardando as mais cerimonias, que nele se mandam guardar: e usará de estola roxa até as palavras: Credis in Deum , e antes de as dizer tomará a estola branca, e com ela continue até o fim; e fará o baptismo por imersão, tomando a criança por debaixo dos braços com as costas viradas para si; e tendo intenção de baptizar, como manda a Santa Madre Igreja, pronunciando as palavras da forma do baptismo , meterá a criança na água com a boca para baixo uma vez pelo perigo, que pode haver sendo três  as imersões (Constituições, 1853, Livro I, Título. XII).

     

    Sobre os padrinhos para o baptismo informa que:

    Conformando-nos com a disposição do Santo Concílio Tridentino, mandamos, que no baptismo não haja mais que um só padrinho, e uma só madrinha, e que não admitam juntamente dois padrinhos, e duas madrinhas; os quais padrinhos serão nomeados pelo pai, ou mãe, ou pessoa, a cujo cargo estiver a criança; e sendo adulto, os que ele escolher [...] Mandamos outro sim, que o padrinho ou madrinha nomeados toquem a criança, ou a recebam ao tempo, que o sacerdote a tira da pia baptismal feito já no baptismo, e que o sacerdote, que baptizar, declare aos ditos padrinhos, como ficam sendo fiadores para com Deus pela perseverança do baptizado na Fé, e como por serem seus pais espirituais, tem obrigação de lhes ensinar a Doutrina Cristã, e os bons costumes.  (Constituições, 1853, Livro I, Título. XVIII).

     Sobre o procedimento com os registros nos livros:

    Para que em todo o tempo possa constar do parentesco espiritual, que se contrai no sacramento do baptismo, e da idade dos baptizados, ordena o Sagrado Concílio Tridentino, que em um livro se escrevam seus nomes, e de seus pais, e mães, e dos padrinhos. Pelo que conformamo-nos com a sua disposição, mandamos que em cada Igreja do nosso Arcebispado haja um livro encadernado feito à custa da fábrica da Igreja, ou de quem direito for, o qual livro será enumerado, e assignado no alto de cada folha por nosso Provisor, Vigário Geral, ou Visitadores, e na primeira folha se declarará a Igreja onde é, e para o que há de servir; e na última se fará termo por quem o numerar em que se declare as folha que tem, e estará sempre fechado na arca, ou caixões da Igreja debaixo de chave, e os assentos dos baptizados se escreverão na forma seguinte: Aos tantos de tal mês, e de tal, ano baptizei, ou baptizou de minha licença o Padre N. nesta, ou, em tal igreja, a N. filho de N. e de sua mulher N., e lhe pus os santos Óleos; Foram padrinhos N. e N. casados, viúvos, ou solteiros, fregueses de tal Igreja, e moradores em tal parte. E ao pé de cada assento se assinará o Pároco, ou Sacerdote, que fizer o baptismo[...]. (Constituições, 1853, Livro I, Título. XX).

     

    REFERÊNCIAS:

    Organização e pesquisa: Charles Aquino

    Transcrição:  Alan Penido e Aureo Nogueira da Silveira e Charles Aquino -  pesquisadores de História e Genealogia das famílias de Itaúna.   

    MAGALHÃES, Antônio Carlos. Senador. Edições do Senado Federal,vol.79, Ano 2011, páginas 7 e 11 Disponível em:  https://livraria.senado.leg.br/livros-historicos/constituicoes-primeiras-do-arcebispado-da-bahia-vol-79

    Edições do Senado Federal, vol. 79. Constituições Primeiras do Arcebispado da Bahia, Brasília, DF, Conselho Editoria, 2011, p.12,16,26,28,29. Disponível em:  https://livraria.senado.leg.br/livros-historicos/constituicoes-primeiras-do-arcebispado-da-bahia-vol-79

    Family Search: "Brasil, Minas Gerais, Registros da Igreja Católica, 1706-1999," database with images, 22 May 2014), Divinópolis > Santana > Batismos 1858, Dez-1874, Fev > images 146,151, 152,153,154, 164,169,173, 177, 184, 186, 189, 190, 192, 206,213, 215, 216 of 274; Paróquias Católicas (Catholic Church parishes), Minas Gerais.

    Portal Prefeitura Municipal de Itaúna. Cemitérios Municipais. Consulta Registros nº 707, túmulo 3872 e Registro nº1724.  Disponível em: https://www.itauna.mg.gov.br/portal/servicos/402/cemiterios-municipais/

    Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana -  Cúria Metropolitana.  Processo Matrimonial nº 111.743, 1894, Itaúna/MG.  

    Fotografia Acervo:   Aristóteles - https://www.infoescola.com/filosofia/aristoteles/

    terça-feira, setembro 15, 2020

    ITAÚNA 119 ANOS

    Em 2 de janeiro de 1902, surgia o nosso município. Sant’Ana do São João Acima nasceu em torno dos ranchos de tropas, ao calor da trempe dos tropeiros. “O ranger das mós e o surdo bater dos monjolos, com os sapos e os grilos entoavam a sinfonia, que os pioneiros aplaudiam sob a luz das lamparinas e o brilho dos pirilampos”. Itaúna que é um termo de origem tupi e significa “pedra negra”, por meio da junção dos termos ita (“pedra”) e una (“preto”), foi criada pela Lei Estadual número 319, sancionada pelo governador Silviano Brandão em 16 de setembro de 1901. Seus primeiros distritos foram os de Santana do São João Acima, Carmo do Cajuru, povoado dos Tinocos, Itatiaiuçu e Conquista (hoje Itaguara).

    A maior contribuição para a história da cidade, que conhecemos hoje é do historiador João Dornas Filho, itaunense nascido em 7 de agosto de 1902. Sua obra mais conhecida é “Itaúna – Contribuição para a História do Município”, publicada em 1936. De acordo com Dornas Filho, o primeiro morador do município foi Antônio Gonçalves da Guia, do que discordou o engenheiro e empresário itaunense, já falecido, Osmário Soares Nogueira. Também estudioso da história da região, Nogueira tinha como o habitante primeiro Manuel Pinto de Madureira. A polêmica sobre o primeiro povoador da região não se encerra nesses dois nomes. Guaracy de Castro Nogueira, historiador e genealogista itaunense, sustentava que o pioneiro na região foi o Sargento-mor Gabriel da Silva Pereira, tronco originário dos Pereira Camargos da Itaúna de hoje.

    As obras de João Dornas narram que “o que se conhece da história do Município de Itaúna está entrelaçado com a história de Pitangui, Bonfim e Pará de Minas, pois o arraial de Santana de São João Acima pertenceu, por muitos anos, a esses municípios”. Até emancipar-se politicamente, Itaúna pertenceu administrativamente aos municípios: Sabará (1711), Pitangui (1715), Pará de Minas (1848), Pitangui novamente (1850), Pará de Minas (1858), Pitangui (1872), Pará de Minas (1874). Já na obra editada em 1936, o historiador narra que Itaúna foi um “lugar de escassa tradição na história do nosso Estado na época em que as minas de Vila Rica, Ribeirão do Carmo e Sabarabuçu enchiam a imaginação e os alforjes dos intrépidos paulistas, Santana dormitava sossegadamente, lavrando a terra e criando o gado nas margens do pobre e escachoante São João, que ainda hoje carreia nas suas águas o nosso minguado aluvião aurífero para as venturosas paragens do Pitangui…”.

    A história conta que os primeiros moradores da cidade tinham grande riquezas, terras e fazendas de grande extensão, muitas com escravos, que formaram o povoado de Itaúna e Itatiaiuçu.

    Na cidade que completa na próxima quarta-feira (16), 119 anos, o bairro de Nossa Senhora de Lourdes, bem como a região do bairro Padre Eustáquio abrigam em bons números descendentes destes grandes fazendeiros que tinham inclusive amizade com a família real. Ainda narrado nas obras de João Dornas “naquele tempo em que a descoberta do ouro era a preocupação dominante dos paulistas, lugar que o não escondesse nas suas entranhas, não merecia a atenção do bandeirante. E esse era o caso de Santana, que humilde e ignorada, plantava e criava para o sustento dos mineradores vorazes”.

    Itaúna vista pelos itaunenses
    Não há ninguém melhor que os itaunenses para falar sobre a cidade. Nesse sentido, o Jornal S’PASSO ouviu representantes da educação, política, artes plásticas, história, literatura e economia. O questionamento foi um só: O que Itaúna tem a comemorar nesses 119 anos?
    O ex-vereador João Viana da Fonseca, 90, é campeão de mandatos na Câmara Municipal. Foram 32 anos em sete mandatos consecutivos. Em resposta à nossa reportagem, ele afirmou que “Em primeiro lugar, a grandeza de seu povo. Em segundo, nunca teve um prefeito cassado em sua história e por último, a vitória de seus líderes nas esferas políticas, religiosas, empresariais e comerciais”.

    O escritor e editor, Toni Ramos Gonçalves, afirma que é importante se pensar à frente, no futuro da cidade. “Itaúna é um celeiro de grandes talentos artísticos, principalmente nas Letras. E ao pensarmos o futuro, não podemos esquecer nosso passado. Nessa minha homenagem a esta cidade com tantas histórias, não podia deixar de evocar dois ilustres escritores itaunenses que conquistaram fama e sucesso além de nossas fronteiras, mas que infelizmente estão esquecidos. Primeiramente, cito Mário Matos (1891-1966), o primeiro itaunense a publicar um livro (Discursos) em 1927, que desde muito jovem se destacou no teatro, jornalismo e foi um político de destaque. O segundo é o ministro Oscar Dias Corrêa (1921-2005), o único itaunense a vestir o fardão dos imortais da Academia Brasileira de Letras e patrono da Academia Itaunense de Letras, fundada em 2015 na mesma data de aniversário da cidade. Fui um dos fundadores e tanto me orgulho. Mário Matos e Oscar Dias Corrêa contribuíram para nossa história e servem de exemplo e inspiração para os jovens talentos. Por isso, a importância de resgatar suas memórias. No mais, sinto muito orgulho de ser filho desta terra e a parabenizo pelos 119 anos!”

    O professor de arte e músico, Levy Vargas, diz que embora a cidade ainda esteja sem a devida visibilidade e reconhecimento, é possível celebrar as novas gerações de artistas da cidade. “Muita gente talentosa produzindo trabalhos autorais na música, teatro, artes visuais, literatura e poesia que me fazem ter esperança de um futuro mais promissor para a arte e cultura na nossa cidade, apesar do seu conservadorismo histórico e sucessivos retrocessos … !”

    A aposentada Maria Lúcia Menezes de Carvalho, de 75 anos, conhecida no bairro de Santanense como Dona Lucinha, relembra os primórdios do município e diz que o desenvolvimento é a base de tudo. “Itaúna mudou muito. Há anos atrás era uma cidade pequena, sem muitos recursos, só havia duas grandes empresas, a Santanense e a Itaunense, onde todos trabalhavam. Itaúna cresceu, hoje é uma cidade com muitos recursos. Temos um bom hospital, muitas indústrias e agora temos a belíssima sede da nova prefeitura. O que Itaúna tem a comemorar aos 119 anos? Esse seu desenvolvimento fantástico. Tenho orgulho de ser itaunense”

    Já o historiador Charles Galvão de Aquino, afirma que ao longo de muitas décadas, historiadores escreveram sobre a história de Itaúna e nesta ação, foi registrada uma vasta e opulenta listagem de nomes que contribuíram para a formação e criação do município, dentre eles estão: fazendeiros, comerciantes, doutores da Lei e doutores da saúde. “Não obstante, é importante ressaltar que esses grandes homens, somente conseguiram estes grandes feitos, através da ajuda de outros grandes homens, no qual, a história não registrou. A isso denominamos ‘História de Bastidores’, que na sua mais simples definição no dicionário seria, ‘um espaço do palco que não é visto pelo público’. Seriam os escravos, pedreiros, jardineiros, operários de fábricas, doceiros, sapateiros, lavradores, alfaiates, relojoeiros, parteiras, trabalhadoras do lar, confeiteiras e muitos outros. No Arquivo Eclesiástico da Arquidiocese de Mariana, Arquivo Público Mineiro e Arquivo Histórico de Pitangui, encontra-se uma vasta documentação dos séculos XVIII ao XX, no qual, oferece ao historiador elementos não só para pesquisar, mas para entender as relações econômicas, sociais, culturais, políticas e religiosas do município de Itaúna. Vivemos novos tempos e novos registros virão com muitas histórias de bastidores!”

    O Presidente do Sindicormércio e também do Supermercado Rena, Alexandre Maromba, através de versos escritos por ele, mostra o quão grande é a preocupação para com a cidade, e como integrante da economia itaunense, solicita para que os residentes promovam mais atenção e cooperativismo ao município. “Sonhei que Deus havia dado voz à nossa cidade, então, na véspera do seu aniversário, Itaúna disse aos Itaunenses: Queridos filhos, tenho muito orgulho de tudo que construímos nestes meus 119 anos, progredimos e crescemos em vários setores. Graças ao esforço de seus antepassados e de vocês, sou reconhecida como uma ótima cidade da região. Porém, sinto falta de uma coisa, que gostaria de pedir-lhes nesta oportunidade: que toda minha população tenha consciência que eu pertenço a vocês! Somos uma comunidade! E se eu sou de todos vocês, e tudo que temos nos é comum, vocês precisam cuidar de mim, como cuidam da sua casa. Eu sou sua casa, fora de sua casa! Podemos, juntos, construir a melhor cidade do mundo para se viver, basta que cada um tome a iniciativa e tenha esta esperança e desejo dentro de si. Itaunenses, não esperem que venha de algum poder maior a atitude para me melhorar. Ajam por si mesmos! Vocês são os protagonistas! Coletivamente, com interação e cooperação, vocês podem fazer coisas extraordinárias por mim! Tudo começa individualmente, no seu íntimo, com o desejo de morar na melhor cidade do mundo! Cuidem dos meus jardins. Plantem mais flores. Cuidem de mim”.

    O artista visual e jornalista Júnior Fonseca também respondeu à pergunta do Jornal S’Passo: “Quando se pensa em comemoração, imagina-se grandes feitos, atos heroicos, ou uma mudança que coloque em marcha uma grande conquista. Se considerarmos que aniversários são para agradecer os feitos do último ano vivido, não vejo o que comemorar. Um Legislativo recheado de denuncismo, muitas denúncias motivadas por vinganças e questões pessoais, dois grupos políticos tentando chegar (ou continuar) no Executivo a todo custo, sem um olhar altruísta para a população, são ações dignas de parlapatões, patifes e paspalhões.

    Mas para não parecer pessimista e nem óbvio demais, creio que podemos comemorar a melhora na gestão do Hospital Manoel Gonçalves e a iniciativa de empresários da cidade em ampliar a estrutura física do local. Durante o último ano, as reclamações de demora no atendimento, pacientes no corredor, mau atendimento, praticamente foram exceções e/ou nem existiram. A resposta, até então, à pandemia, também foi exemplar: quem precisa de atendimento médico no local, tem a garantia que será atendido”.

    A historiadora e atriz, Regina Glória, representando o teatro, também falou à reportagem: “De acordo com pesquisas realizadas pelo Marco Antônio Lara, nosso querido Cotonho, para a História do Teatro em Itaúna, há registros desde o século XIX. Contudo, acredito que o Teatro fazia parte do cotidiano dos habitantes de nossas e nossos ancestrais muito antes. O Teatro é a expressão de seu povo, através dele celebramos e reivindicamos os nossos desejos e anseios. Itaúna tem muito o que comemorar (no Teatro), não só nos seus 119 anos de emancipação política, mas em toda sua História. O Teatro sempre se fez e fará presente por meio dos atores, diretores, dramaturgos, técnicos e plateia! Me orgulho por fazer parte da História do Teatro de Itaúna, que comecei no século XX e agora no XXI. Que o Teatro continue sendo um meio de registro da História do povo itaunense, que nós artistas, continuemos esse legado herdado pra gerações futuras. E que Itaúna e sua gente saibam valorizar a arte do fazer teatral, pois a maior riqueza da cidade é sua gente e Cultura!”.