sexta-feira, maio 21, 2021
segunda-feira, maio 10, 2021
CENSO ITAÚNA 1920
FONTE:
Nºde chamada:058.7:631(815.1) -R382r Complemento 1:
OR ISBN: Obra rara. ID:16312
Título: Relação dos proprietarios dos
estabelecimentos ruraes recenseados no Estado de Minas Geraes / Ministerio da
Agricultura, Industria e Commercio, Directoria Geral de Estatistica. Local: Rio
de Janeiro. Editor: Typ. da Estatística. Ano: 1924. Descrição física: 3v.
Notas: GE00004913-8.
Resumo: Coletânea de resultados do censo de 1920, contendo número de estabelecimentos, nome do proprietário e do estabelecimento, por município. Obra em quatro volumes, a Biblioteca possui os volumes 1, 2 e 3. Disponível em: https://biblioteca.ibge.gov.br/index.php/biblioteca-catalogo?view=detalhes&id=216312
Pesquisa: Charles Galvão Aquino
sábado, março 20, 2021
CAPELÃO UBALDO
Padre Ubaldo Anselmo da Silveira
Nasceu aos 21 abril do ano de 1869, em Piedade do Paraopeba e batizado na igreja matriz desta mesma localidade em 01 junho do ano de 1869. Era filho legítimo de Joaquim José da Silveira e Maria Emilia do Amaral.
Seus irmãos eram: Conceição Maria da Silveira, Joaquim Cândido da Silveira, Ubaldina Nila da Silveira, Anselmo Silveira, Leão Treze da Silveira (Tenente), Saturno da Silveira e Maria Josefa da Silveira.
Padre Ubaldo – então com 26 anos de idade – assumiu a paróquia em 1895, sucedendo o Padre José Joaquim de Mello Alvim, falecido em 23/4/1893.
Padre Ubaldo foi vigário de Piedade até 1912, período em que fez muitos melhoramentos e em que criou o Jubileu de N. Sa. da Piedade (1907).
Em 1913 assumiu a paróquia de Prados - MG, cargo que exerceu por cerca de oito meses. Retornou a Piedade somente 38 anos depois de sua saída, em setembro de 1950, com 81 anos de idade, para presidir o 43º Jubileu. Foi capelão da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira em Itaúna, onde faleceu e foi sepultado no jazigo perpétuo da Paróquia de Santana Itaúna no cemitério central da cidade.
* Parte da biografia: Cadernos de História do Distrito de Piedade do Paraopeba
Organização e Arte: Charles Aquino
Texto e Pesquisa: Engenheiro Euler de Carvalho Cruz
Prefeitura de Itaúna / Sistema de Sepultamentos do município.
CAPELÃO PADRE WALDEMAR
Revmo. Pe. Waldemar Antônio de Pádua Teixeira
Capelão da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira
Nasceu em 12 de junho de 1900 na cidade de Ouro Preto. De família pobre, ficou órfão muito cedo e foi criado pelo avô. Sua vocação religiosa despertou ainda quando era criança e foi coroinha na Igreja do pilar de Ouro Preto e, depois de ordenado, sempre buscou a santidade. Foi sacristão da paróquia de Ouro Preto, porteiro do Colégio Arnaldo e depois auxiliar do palácio do bispo Dom Cabral, o que lhe possibilitou ingressar no seminário em 1926. Exerceu seu ministério em vários lugares.
Foi Capelão do noviciado da piedade, vigário em Maravilhas, Papagaios, Pequi, Itaúna, Santo André (Belo Horizonte), Igaratinga, Santanense e, em 1957, começou a viver sua vocação na Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira como Capelão, onde permaneceu por 29 anos. Faleceu em 03 de outubro de 1986 depois de 55 anos dedicados á vida religiosa. Padre Waldemar foi um exemplo. Com simplicidade, silenciosamente trabalhou com abnegação e heroísmo e, na construção da igreja Matriz, deixou seu suor e trabalho registrados.[1]
A Casa de Caridade "Manoel Gonçalves", funciona em prédio moderno, com toda aparelhagem adequada às exigências atuais. Dirigida por 7 Irmãs da Congregação Auxiliares da Piedade, sendo o seu provedor atual Dr. Virgílio Gonçalves de Sousa. O Capelão é o Revmo. Pe. Waldemar Antônio de Pádua Teixeira que forneceu-nos o movimento espiritual : 15 mil comunhões por ano; Confissões in extremis, uma média de 80; Viáticos: 50; extrema-Unção: 50; Encomendações:30.[2]
BIOGRAFIA COMPLETA CLICAR NA FOTO
Referências:
[1] Jornal Centenário de Itaúna.
[2] Jornal A Semana. Divinópolis, 1959.
Organização, Pesquisa e Arte: Charles Aquino
Acervo fotográfico: Antônio Gomes / Itaúna MG
FERREIROS EM SANTANA
No século XIX a metalurgia já era explorada na cidade de Itaúna pelo processo primitivo direto de transformação de minério. A família Leite, dos irmãos Joaquim e José, já reduzia o minério pelo processo direto e a poder de foles manuais, nas suas ferrarias localizadas nas antigas Ruas da Alegria (Rua Melo Viana) e Das Viúvas (Rua Agripino Lima). Ferravam as rodas de carros de bois e supriam as necessidades da região. Djalma Nogueira e Washington Alves Cunha, o Quitão, também já fabricavam ferraduras, através das indústrias de conformação de ferro gusa, o qual era importado das usinas da região de Itabirito (SOUZA, 2001).
Por
ordem do presidente da província de minas gerais, em 1831 foi determinado que
se fizesse o recenseamento em todas as vilas e freguesias. Em Itaúna foi
realizado o censo entre a população que possibilitou também ter várias
informações sobre as profissões existentes no arraial. O resultado sobre
os ferreiros e paneleiros foram:
Ferreiros e Paneleiros
Quadro oficial 19 de dezembro de 1831 de Itaúna
|
NOME |
IDADE |
QUALIDADE |
ESTADO |
OCUPAÇÃO |
|
Joaquim
Lopes |
57 |
Pardo |
Casado |
Ferreiro |
|
José
J. Florindo |
29 |
Pardo |
Casado |
Ferreiro |
|
Simão
Bernardo |
25 |
Pardo |
Solteiro |
Ferreiro |
|
Antônio
P. Coelho |
76 |
Pardo |
Solteiro |
Ferreiro |
|
Francisco
A. Freitas |
26 |
Branco |
Casado |
Ferreiro |
|
Alexandre
|
19 |
Branco |
Solteiro |
Ferreiro |
|
José
Gregório |
30 |
Crioulo |
Solteiro |
Ferreiro |
|
Caetano
Ferreira |
70 |
Pardo |
Casado |
Ferreiro |
|
Ângelo
Barboza |
66 |
Pardo |
Casado |
Ferreiro |
|
Fidelis
Barboza |
26 |
Pardo |
Solteiro |
Ferreiro |
|
Albino
Mendes |
22 |
Crioulo |
Solteiro |
Ferreiro |
|
Antônio
P. Dutra |
32 |
Pardo |
Solteiro |
Ferreiro |
|
José
G. Menezes |
22 |
Branco |
Solteiro |
Ferreiro |
|
Simão |
12 |
Pardo |
Solteiro |
Ferreiro |
|
Manoel
Luis |
34 |
Branco |
Casado |
Ferreiro |
|
Francisco |
20 |
Africano |
Solteiro |
Ferreiro |
|
Francisco
Peixoto |
42 |
Pardo |
Solteiro |
Ferreiro |
|
Bernardo |
25 |
Branco |
Solteiro |
Ferreiro |
|
Manoel
Felis |
50 |
Pardo |
Casado |
Paneleiro |
|
Manoel
Francisco |
24 |
Pardo |
Casado |
Paneleiro |
Na
década de 1910 em Itaúna o proprietário Djalma Nogueira, anunciava no jornal a
venda de suas fábricas que estavam situadas no Largo da Matriz:
QUATRO FÁBRICAS OPTMAMENTE INSTALLADAS
POR 40:000$000 (Quarenta contos de
réis)
FÁBRICA DE CALÇADO:
1 machina Black, para coser solas
dentro e fora; 1 dita “Keats”, para pontear solas; 1 balancé com 200 facas para
corte de solas, meias-solas, contra-fortes, saltos e meios saltos; 1 grande
cylindro para comprimir solas; 1 dito com faca para rebaixar solas; 1 machina
para abrir fendidos; 1 dita para comprimir saltos; 1 dita para chanfrar
contra-fortes; 1 dita grande para lixar, arranhar e polir; 1 dita para furar
biqueiras; 1 dita para espanar pellicas; 1 dita para furar e apertar ilhozes; 1
dita para collocar alhetas,1 dita para carimbar solas; 1 dita para posponto de
botas e mais pequenas machinas auxiliares.
FÁBRICA DE CAIXAS DE PAPELÃO:
1 grande machina para cortar
papelão; 1 dita para fender; 1 dita para cortar cantos; 1 dita grande para
coser caixas, e instalações, balcões para colla etc.
FÁBRICA DE PONTAS DE PARIZ:
2 machinas para a fabricação dos
pregos; 1 grande tambor para polimento; 1 ventilador.
FÁBRICA DE FERRADURAS E SERRALHERIA:
1 grande machina para furar em
puncção; 1 dita para arquear ferraduras; 1 machina para furar com broca; 1
tarracha para parafusos; 5 safros pesados; diversas ferramentas auxiliares; 1
motor e cadeira fixa separada, com força de 10 cavallos; 1 casa construída toda
de tijolos, construcção moderna, com paredes externas de 0m,40 de espessura,
alicerces com fundações de dous metros, assoalhada e forrada, com 200 metros
quadrados, dividida em dous grandes armazéns, duas grandes salas, um dormitório
espaçoso, corredor e mais seis quartos; 1 dita com dous pavimentos de 30 metros
quadrados cada um; 1 dita tendo 96 metros quadrados; 1 saguão onde funciona o
motor a vapor; Depósitos de lenha, latrinas, banheiro, etc; 1 pomar com 5.000
metros quadrados.
Tudo por 40:000$000 (Quarenta
contos de réis)
Estão situadas estas indústrias no largo da Matriz, da Villa de Itaúna, a 90 kilômetros da Capital mineira. Esta villa é servida pela E. de F. Oeste de Minas, bitola de metro, e possue, funcionando há mais de 20 annos, uma fábrica de fiação e tecidos, com o capital de réis 600:000$000 (seiscentos contos de réis); está em montagem uma fábrica de fiação e tecidos de lã, e funcionando: 3 machinas de beneficiar arroz; 1 fábrica de manteiga; 1 curtume de pelles; 2 machinas de beneficiar café; diversas fábricas de queijo, etc.
Para algumas informações, nesta
Capital, o sr. A. Ribeiro de Oliveira, rua Visconde de Inhaúma nºs 113 e 115.
Para informações mais minuciosas,
com o seu proprietário, Djalma Nogueira, Villa de Itaúna, Minas.
REFERÊNCIAS:
Pesquisa e Organização:
Charles Aquino
Fonte Impressa:
Jornal do Comércio, Rio de Janeiro – 16/10/1910. Edição 2888, página 12.
Biblioteca Digital Brasileira.
Fonte:
Almanak Administrativo. Década 20. Biblioteca Digital
Fonte Bibliográfica:
SOUZA, Miguel Augusto Gonçalves de. Capítulos da história itaunense, Itaúna/MG
Ed. 2001, p. 284.
Fonte/ Censo: CEDEPLAR - Poplin-Minas 1830 /1831: Listas
nominativas.Disponível em: http://www.nphed.cedeplar.ufmg.br/poplin-minas-1830/
Acervo Fotográfico:
Professor Marco Elísio Chaves Coutinho, Charles Aquino, ICMC - Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira,
Professor Ângelo Matos.
https://orcid.org/0009-0002-8056-8407














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