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domingo, julho 07, 2024

A SAGA DOS MARRA

A Saga dos Marra: Uma História de Resiliência e Cultura. Nas montanhas pitorescas de Minas Gerais, a pequena cidade de Carmo do Cajuru guarda histórias profundas, entrelaçadas com a memória e a cultura de seus habitantes. Dentre essas histórias, a saga da “família Marra”, se destaca, remontando aos séculos de perseguição, música e coragem. "Cajuru” é uma palavra indígena que significa “boca da mata”, por ter sido a entrada das grandes matas existentes nas margens do Ribeirão do Empanturrado e do Rio Pará.

A história dos “Marra” começa em Nápoles, no coração da Itália, onde, no século XV, a Inquisição Espanhola espalhava terror entre os judeus da Europa. A “família Marra”, uma “Família judia italquita”, viu-se forçada a abandonar seu lar, deixando para trás um legado de cultura e tradição. Andrea Marra, um talentoso violinista e compositor, foi um dos primeiros a migrar, encontrando refúgio e reconhecimento em Lisboa, onde serviu à Câmara e Capela Real a partir de 1750.

Jacó Marra da Silva, nasceu em 1750, na Comarca e termo da Vila de Chaves, Arcebispado de Braga em Portugal, casou-se com Narcisa Antônia Rodrigues da Silva Rosa. O Casal teve 9 filhos...  A família partiu de Cachoeira do Campo para a região de Carmo do Cajuru, Minas Gerais. Ele trazia consigo a força de seus antepassados e o desejo de construir um novo legado. Jacó se estabeleceu como o primeiro “Marra” na região, criando raízes profundas e passando seus valores e tradições para as gerações futuras.

Jacó Marra da Silva faleceu em 1815, em Carmo do Cajuru, deixando um inventário rico em histórias, guardado no Arquivo Judiciário de Pitangui. Sua descendência seguiu forte e determinada, com cada geração enfrentando seus próprios desafios e triunfos...

As mulheres "Marra", através da sua resiliência e determinação inabaláveis, personificam a verdadeira essência e o significado do nome da família.

Francisca Marra da Silva: Trineta de Jacó, que manteve viva a tradição musical da família, ensinando violino para seus filhos e netos.

Balbina Marra da Silva, filha de Cristino Marra da Silva, Tetraneta de Jacó, casou-se com Josias Batista Gomes, descendente de Manoel Gomes Pinheiro, fundador de Carmo do Cajuru. Com descendência igualmente em Itaúna dos Sousa Moreira Gonçalves.

Gení Batista Quadros: Pentaneta de Jacó Marra, Mãe de Maria de Fátima, conhecida por sua generosidade e dedicação à comunidade.

Maria de Fátima Batista Quadros, sexta-neta de Jacó Marra, cresceu ouvindo as histórias de seus ancestrais. Inspirada pela coragem de Jacó e pelo talento musical de Andrea, ela decidiu investigar profundamente suas raízes, revelando um tesouro de documentos e relatos. Seu trabalho culminou na descoberta do inventário de Jacó e na ligação da “Família Marra” com os judeus italquitas (judeus da Itália) e sefaraditas (Judeus Portugal/Espanha).

Muitos membros da “Família Marra” também se destacaram na política, por exemplo, somente em Carmo do Cajuru, Minas Gerais, tivemos quatro prefeitos: José Marra da Silva; Jadir Marra da Silva; Geraldo César da Silva. E na vizinha cidade de Cláudio, Benjamin Teixeira Marra.

Igualmente, graças ao seu “tino para o comércio”, grande parte da família sobressaiu com grande sucesso. Muitos “Marras” estão engajados no ramo do comércio atacadista, empresas, indústrias diversas, além de redes de supermercados, entre outros, como por exemplo, a conceituada Rede de "Supermercados Rena" que tiveram início em Itaúna.

Destacam-se também alguns membros da “família Marra” e um amigo do grande escritor Guimarães Rosa, da cidade de Itaguara, Minas Gerais, é personagem de algumas obras do autor. Inclusive citado no Discurso Inaugural da Academia Brasileira de Letras, da cadeira de número 2 de Mário Palmério, proferido em 22 de novembro de 1968.

“Seu Marra - o bondoso “seu Marrinha”, feitor real, de carne e osso, do grupo de picareteiros a que pertence o maneiroso Lalino - nem o nome dele, a condição de fiscal na construção da rodageira, tampouco a paixão por teatrinhos e pantominas Guimarães Rosa deixou de utilizar. “Seu Marrinha”, que mora hoje em dia em Belo Horizonte - o nome completo é José Benjamin Marra - relata como o doutor ia, em horas livres, assistir ao vaivém das carrocinhas de burro do aterro e puxar conversa com os braçais da estrada. A tentação é muito forte para que se possa a ela resistir; ouçamos Guimarães Rosa...”

O Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira, em Itaúna, e o Instituto Histórico de Pitangui, guarda os registros dessa família, lembrando a todos da importância de conhecer e honrar suas raízes. A expressão "na Marra" ressoa com um novo significado, simbolizando não apenas a força e a determinação, mas também a rica tapeçaria de culturas e histórias que compõem a identidade dos Marra.

A história dos Marra é um testemunho do poder da resiliência e da importância de manter viva a memória de nossos ancestrais. Cada membro da família contribuiu com sua própria nota para a sinfonia de sua linhagem, criando uma melodia que ressoa através dos séculos.

 História narrada em áudio! Imperdível!


Referência:

Organização, roteiro e arte: Historiador Charles Aquino

Texto e pesquisa: Poeta e pesquisadora  Maria de Fátima Batista Quadros 

 

quinta-feira, junho 06, 2024

DEVOTO: TOMÁS DE AQUINO

O impacto de Aristides de Aquino como profissional e como pai é caracterizado por uma mistura de proficiência, comprometimento e perseverança. Seus filhos herdaram não apenas um nome, mas também uma coleção de princípios e modelos. A influência de Aristides é evidente na conduta, na ética de trabalho e na resiliência demonstradas pelos seus descendentes ao enfrentarem as provações da vida, garantindo que o espírito e os ensinamentos do seu patriarca perduram.

   Inspirando-se em São Tomás de Aquino, a decisão de adotar o sobrenome Aquino significa um vínculo profundo com a fé e a espiritualidade. Sem dúvida, esta devoção desempenhou um papel fundamental na formação do desenvolvimento moral e ético dos seus filhos, estabelecendo uma base sólida de princípios e promovendo um sentido de unidade dentro da família. Aristides de Aquino, como profissional e pai, deixou um legado indelével, impactando profundamente a educação e os valores incutidos nos seus filhos.

   Aristides dedicou parte significativa de sua vida à Rede Ferroviária, cumprindo a função de guarda-fios. Esta posição específica desempenhou um papel vital na preservação da integridade das linhas telegráficas e telefónicas, que foram de extrema importância numa época em que a tecnologia ainda estava na sua fase inicial. O excepcional nível de responsabilidade e proficiência demonstrado por Aristides no desempenho das suas funções serve como um exemplo brilhante de dedicação e profissionalismo inabaláveis.

   A capacidade de Aristides de se ajustar e enfrentar diversas situações e obstáculos é exemplificada pela escolha de residir em um vagão conectado a um trem, garantindo movimento constante ao lado de sua família. Apesar dos desafios, este modo de vida nômade mostra a sua adaptabilidade e a sua disponibilidade para fazer sacrifícios em prol do bem-estar da sua família e das suas obrigações profissionais.

   Aristides e sua esposa, Dona Puruca, criaram com sucesso um total de quatorze filhos (dois dos quais morreram na infância) e até ampliaram a família adotando um. Eles não apenas proporcionaram um lar amoroso para seus filhos, mas também incutiram neles uma base sólida de valores. A vida itinerante que levaram, deslocando-se de cidade em cidade, proporcionou, sem dúvida, aos seus filhos uma educação única e diversificada, mergulhando-os em diversas culturas e expondo-os a diferentes perspectivas de vida.

   A influência da dedicação inabalável de Aristides ao seu trabalho e do seu papel como pai atencioso teve um efeito profundo e duradouro nos seus filhos. Eles colheram lições valiosas sobre a importância da diligência, da responsabilidade e da resiliência. Esses princípios são fundamentais para formar indivíduos que sejam firmes na busca de aspirações pessoais e no cumprimento de responsabilidades.

   Aristides não só tinha uma forte ética de trabalho, mas também encontrava alegria no futebol e na música. Esta mistura harmoniosa de trabalho e lazer provavelmente incutiu nas crianças o valor de perseguir paixões pessoais e de abraçar as alegrias da vida fora do trabalho. Além disso, o seu humor contagiante e o seu moustache distinto serviam como símbolos exteriores da sua personalidade viva, o que sem dúvida fomentava uma atmosfera calorosa e convidativa no seio da sua família.

 

ORIGEM DA FAMÍLIA AQUINO

No arraial mineiro do Morro de Matheus Leme, hoje cidade de Mateus Leme, no ano de 1912 nascia Aristides de Aquino – patriarca da Família Aquino. Funcionário da Rede Ferroviária por vários anos, exerceu a função de guarda-fios (profissional que fiscalizava a linha telegráfica ou telefônica; que trabalhava nas montagens de postes de madeira que  eram colocados os fios e efetuando reparos de emergências quando necessário). guarda-fios casou em 27 de janeiro de 1940 com Maria Nazaré Castanheira (Dona Puruca) e juntos percorreram trabalhando e residindo em várias cidades de minas gerais, tendo como moradia um carro-vagão que era engatado a um trem.

 

Desta união alguns filhos nasceram em distintas cidades mineiras – José Maria de Aquino, nascido em Passa Quatro, Maria Aparecida de Aquino, nascida em Alfenas, Leonardo Custódio de Aquino, nascido em Araxá, Lucília Castanheira de Aquino, nascida em Belo Horizonte, Luiz Gonzaga de Aquino, Geraldo Benedito de Aquino, Maria Lúcia de Aquino, Maria de Fátima de Aquino, Aristides Antônio de Aquino, Natália de Aquino, Maria Márcia de Aquino e Maria Angélica de Aquino nascidos em Itaúna. Uma criança foi adotada pelo casal, Weber de Oliveira, nascido também em Itaúna.

 

No ano de 1936, o presidente Getúlio Vargas, assinava a Lei de número 252 de 26 de setembro, que prorrogava o prazo para o registro civil de nascimentos: Art. 1º Os nascimentos ocorridos no território nacional desde 1 de janeiro de 1879, que não foram registrados no tempo próprio, devem ser levados a registro dentro do prazo de um ano, mediante: 1º Petição e despacho do juiz do cível do lugar do nascimento se o registrando tiver doze anos de idade, ou mais.

 

Aos 19 de outubro do ano de 1937, Aristides com idade de 25 anos, compareceu ao Cartório de Mateus Leme com a presença de testemunhas, exibindo uma petição despachada pelo Juiz de Direito para registrar o seu nascimento em virtude da Lei de 1936 e declarou:

 

Que ele declarante ARISTIDES DE AQUINO, do sexo masculino, de cor morena, nasceu neste arraial, à rua do cemitério, no dia sete de março de mil novecentos e doze, às dezesseis horas, que é filho de JOÃO CAMILLO DA SILVA, brasileiro, já falecido e de dona MARIA ADRIANA DA SILVA, brasileira, ambos naturais deste distrito, (…), que são seus avós: pelo lado paterno CAMILLO MOREIRA DA SILVA E MARIA LUCAS DA SILVA, ambos já falecidos e pelo lado materno FRANCISCA MARIA DE JESUS, já falecida; finalmente que não tem outros irmãos com o mesmo prenome. Do que faço constar, faço este termo em que comigo assinaram o declarante e as testemunhas MANOEL BRAZ OBELHEIRO, comerciante e JOSÉ MENDES, padeiro, residentes neste distrito, depois de ser lido por mim e achado tudo conforme. Eu Francisco de Abreu Vasconcellos, oficial do Registro, o escrevi e assino.  O referido é verdade, do que dou fé, Mateus Leme –  MG, 1937.

 

Além de exercer com competência e amor sua profissão de guarda-fios, Tico – Tico, assim chamado pelos seus amigos e familiares, Aristides de Aquino, apreciava o futebol e uma boa música.  Com um senso de humor apurado, esse cultivado até hoje pelos seus descendentes. Sua casa em Itaúna, era situada à rua Santo Agostinho, nº 67 – Graças. 


Verificando a documentação no cartório da cidade de Mateus Leme, percebi que o sobrenome AQUINO teria sido escolhido pelo próprio declarante Aristides, cujo seus pais não possuíam. Descobriu-se também, uma interessante informação sobre o monge dominicano, professor filósofo e teólogo São Tomás de Aquino (morreu em 7 de março de 1274) e Aristides de Aquino (nasceu em 7 de março de 1912)que ambos tinham o mesmo dia e mês em comum. Conversando com familiares, fui informado que meu avô Aristides de Aquino era devoto do monge, no qual, certamente em sua homenagem, adotou o seu sobrenome dando origem a família AQUINO.


Charles Aquino - neto 

06/06/2024





sexta-feira, junho 10, 2022

GALVÃO (PORTUGAL/ESPANHA)

MARGARIDA VIEIRA DE ASSUNÇÃO, hija de ANNA VIEIRA CABRAL y ANTONIO FRANCISCO DOS SANTOS, nacida en Prados, Minas Gerais, Brasil el 04 de septiembre de 1732 y fallecida en Pitangui, Minas Gerais, Brasil en fecha desconocida, casada en Pitangui, Minas Gerais, Brasil en fecha desconocida con ANTÔNIO ROIZ CALVÃO, nacido en Santa Maria de Calvão, Castelões, Vila de Chaves, Arcebispado de Braga, Portugal, en fecha desconocida y fallecido en Pitangui, Minas Gerais, Brasil el 24 de diciembre de 1762.

MARGARIDA VIEIRA DE ASSUNÇÃO2 y ANTONIO ROIZ CALVÃO, la pareja tuvo al menos los siguientes hijos:

1. Jose, doce años;

2. Antonio, once años;

3. Luis Roiz Calvão,

4. João, nueve años;

5. Lourenço, ocho años;

6. Izabel, siete años;

7. Alexandre, seis años;

8. Joanna, cinco años;

9. Manoel, un año


HUELLAS – Desde el comienzo de Radio Sefarad hemos recibido innumerables consultas acerca del posible origen judío de cientos de apellidos. Para responder a estas consultas precisamente nació Huellas.

Con este programa y con la ayuda de nuestro colaborador Manuel Sanvicente queremos responder a su curiosidad y su interés.

Recuerden que en Huellas no ofrecemos respuestas absolutas ni certificados de judeidad. Es tan sólo una aproximación al posible origen judío de sus apellidos. En el programa de hoy nos referimos a los apellidos Cruces, Galván, Aponte (Ponte) y Arriens (Ariens).


 CRUCES

Apellido de linajes que probaron su hidalguía en la Orden de Santiago, Calatrava, Alcántara, Montesa, con Carlos III y en San Juan de Jerusalén. Apellido de judíos sin que se pueda precisar un origen toponímico o por estar al servicio de estas notables familias Cruces. Un entronque de caminos era llamado “cruces” y en su lugar se colocaba una o varias cruces por motivos mágicos o religiosos. Apellidos relacionados tomados por conversos son Cruz, De la Cruz o Santa Cruz. El espacio geográfico más importante de Cruces es España, seguido de Argentina, Canadá, Suiza y Francia.

 GALVÁN

Antiguo apellido que probó su nobleza en numerosas órdenes militares que lucharon contra los moros, teniendo casa solar en Castilla, Aragón, Galicia y Portugal. Galván procede de Galba, que en gaélico significa «grasa», famoso emperador romano. Apellido de judíos y conversos. Algunos de ellos fueron procesados por la Inquisición. Este es el caso de los vecinos de Ávila, Alonso y Gonçalo Galván, ambos reconciliados en el año 1497. Otras variantes de este nombre, entre judíos, son: Galvano, Galvao y Gálvez. Muchas de las familias Galván que llegaron a Argentina eran judías o descendientes de conversos que ocultaron su origen. Espacio geográfico principal: Argentina, España, Italia, Estados Unidos y Francia.

 APONTE, PONTE

El primitivo solar de los Ponte o Apronte (que significa puente) estuvo radicado en La Coruña (Galicia). Esta noble familia pasó a Aragón, fundando casa solar, y formando parte de órdenes militares que acreditaban su nobleza y en la Cancillería de Valladolid y Granada. Como apellido de judíos pudo ser tomado de la localidad de su mismo nombre, Aponte, en Galicia, en el acto del bautismo. Francisco López de Aponte fue un converso acusado de judaizante, quemado vivo en México durante un auto de fe en el que se dedicó a hacer burlas de jueces y religiosos en el año 1659. Los judíos llegaron a América como cristianos nuevos, después de 1492, desde España y Portugal, y desde Gran Bretaña y Holanda como nacionales de aquellos países. Finalizada la conquista de México, prácticamente todos los miembros de la administración española eran de origen converso, pese a los estrictos controles sobre pureza de sangre para viajar a América. La huella de los conversos y judíos Aponte aparece por toda América desde Chile a Canadá. Hoy día, en diferentes lugares de España, se encuentran fincas con el nombre de «Judío Aponte». Actualmente el espacio geográfico principal de Aponte es Argentina, seguido de Estados Unidos, España y Francia.

 ARRIENS / ARIENS

De este notable apellido vasco se tiene conocimiento desde el siglo XI y XV, siendo su presencia más visible entre los siglos XV y XIX. Los Arriens fueron fundadores de la ciudad de Vitoria en el lugar de una aldea llamada Gazteiz y de la ciudad de Monterrey en México. No se encuentran documentos que vinculen Arriens con judíos o conversos. Tampoco hay que confundirlo con el apellido alemán Ariens, muy extendido entre los judíos askenazíes de Europa del Este.


REFERÊNCIA:

Organização e Pesquisa para o blog: Charles Galvão de Aquino

Genealogia Família Galvão de Pitangui: https://www.myheritage.com.br/site-623718131/calvaogalvao#

Official blazon:

Escudo de azul, uma rosa de ouro, botoada de vermelho, entre duas espigas de centeio, de ouro, postas em pala; em campanha, uma ponte de um arco, de prata, lavrada de negro, firmada nos flancos e movente de uma planície ondada de três tiras de prata e azul. Coroa mural de prata de três torres. Listel branco com a legenda a negro em maiúsculas : “ CALVÃO - CHAVES “. Disponible en: https://www.heraldry-wiki.com/heraldrywiki/wiki/Calv%C3%A3o_%28Chaves%29

Radio Sefarad:  https://www.radiosefarad.com/el-origen-de-los-apellidos-cruces-galvan-aponte-ponte-y-arriens-ariens/

sábado, maio 28, 2022

AURESLINA PEREIRA DE MATTOS

Aureslina Pereira de Mattos (*02/01/1884/Rio de Janeiro — †03/08/1961/Itaúna) casou com Serjobes Augusto de Faria (*20/05/1885/Itaúna — †03/06/1957/Itaúna).

O casal teve 8 filhos:

N1. Maura de Faria Matos Nogueira (*14/2/1913/ Itaúna — †24/11/1981) casou com Irdevan Nogueira (*19/11/1912/Itaúna — † 31/7/1900/Itaúna);

N2. Gesner Faria Matos (*11/02/1915/ Itaúna — † 26/11/1986/Itaúna) casou com Duzolina Corradi (*Itabirito — † 16/10/1989/Itaúna); 

N3. Lauro de Faria Matos (*17/02/1917/Itaúna — †10/02/1994/Itaúna) casou com Nídia Braz de Faria Matos (Guimarães). 

O casal teve 12 filhos:

Bn1. Emanuel Braz de Matos

Bn2. Maria do Carmo

Bn3. Regina Célia Braz de Matos e Souza

Bn4. José Lúcio Braz de Matos

Bn5. Ângelo Braz de Matos

Bn6. Rosa Miriam Braz de Matos e Souza Leão

Bn7. Fábio Dimas Braz de Matos

Bn8. Lauro de Faria Matos Júnior

Bn9. Teresa Cristina Braz de Matos

Bn10. Gláucia Matos

Bn11. Rogério Braz de Matos

Bn12. Adalgisa Braz de Matos e Nogueira

N4. Evandro Faria Matos (*1/5/1919/Itaúna — †22/06/1994 Itaúna) casou com Cândida Maria de Jesus Matos (*15/9/1925/Laguna/SC — †16/02/2003/Belo Horizonte);

N5. Dante Augusto de Faria (*2/12/1921/Itaúna — †09/11/1971/Itaúna) casou com Lucília Sousa Moreira Faria (*02/08/1927/Igaratinga — †)

N6. Carminda Angélica de Faria Matos (*17/03/1924/Itaúna — †14/04/2013/Itaúna) casou com Sinfrônio Alves Moreira (*03/12/1915/Itaúna — †16/12/2003/Itaúna);

N7. Marcelo Augusto de Faria Matos (*05/08/1930/Itaúna — †02/09/1993) casou  com  Edyr  Diniz  (*06/10/1934/Juatuba  —  †26/12/2013/Itaúna).

N8. Maria José Faria Matos (*12/16/1927/Itaúna — †01/11/2012/Itaúna).





R. Aureslina de Matos - Tres Marias, Itaúna - MG, 35680-578, Brasil


Referências:

Pesquisa Genealógica:  Alan Penido, Charles Aquino

Organização e Fotografia: Charles Aquino 

Registros Paroquiais da Paróquia Sant’Ana de Itaúna – 1840/2015: Family Search

Pesquisas : Ofício de registro civil das pessoas naturais – Cartório Lauro de Faria Matos – Itaúna/MG

FAMÍLIA MATTOS

(*1830/Portugal — †1908/Portugal)
 & 
(*Itaúna — †Itaúna)

A tradicional família Matos de Itaúna, “teve sua origem em Campos (Campos dos Goytacazes) na então Província do Rio de Janeiro” (DORNAS, p.258). Joaquim Pereira Barbosa Cabral, cidadão português “nasceu em 1830, em Outrussa de São João Dorvil, Comarca do Baião, Distrito do Porto, Portugal. Emigrando para o Brasil, residiu em Campos na cidade do Rio de Janeiro, em Minas Gerais morou em Abadia, hoje Martinho Campos e posteriormente em Sant’Ana do São João Acima, hoje Itaúna” (DORNAS, p.259). Joaquim de “temperamento extrovertido, inquieto, criativo e romântico, casou-se, no ano de 1857, com dona Generosa Emiliana Mattos, nascida na tradicional cidade fluminense” de Campos, hoje Campos dos Goytacazes (SOUZA, p.102).

A primeira manifestação do protestantismo em Campos foi verificado no ano de 1874, trinta e nove anos depois da fundação da cidade. Antes de se chamar Igreja Presbiteriana de Campos (conhecida também como Igreja Presbiteriana Central), era conhecida como Igreja Evangélica Presbiteriana de Campos e foi organizada no dia 11 de Março de 1877 pelo rev. A. L. Blackford, por ordem do Presbitério do Rio de Janeiro. Funcionava no prédio nº 4 da rua do Mafra. Em junho de 1878 esteve aqui o pastor norte-americano M. Haylett. Naquele tempo permitia-se a organização de igrejas com número reduzido de membros. A organização da Igreja se deu então com os seguintes irmãos:

Joaquim Pereira Barbosa Cabral

Generosa Emiliana de Mattos

Domingos Moreira Roque

Henriet Purcel Doerty

Anna Moreira Roque

Maria de Castro Carvalhosa

José Francisco de Campos Junior

Maria Angelica Perestrello Carvalhosa

Margaret Murray

Henry Spittle

 O patriarca lusitano que chegou ao Brasil no início do século XIX assentou família e moradia. No ano de 1908 em viagem a sua terra natal estando sua irmã Margarida solteira muito mal em Portugal, para lá se dirigiu para socorrê-la, bem como zelar pelos seus haveres, porém, ele “faleceu logo em seguida, longe da família e da sua terra adotiva, cheia de sol”, deixando viúva e filhos em Itaúna. A matriarca radicada em Itaúna, “dona Generosa viveu ainda muitos anos; era moreninha, magra, de pouca conversa; muitos itaunenses de hoje ainda a conheceram. Deve de ter tido mais influência sobre os seus filhos do que o marido, pelo menos, influência intelectual (DORNAS, p.259,260).

FILHOS DO CASAL 

Joaquim Pereira Barbosa Cabral e Generosa Emiliana Mattos


F1. Antônio Pereira de Mattos

F2. Carlos Pereira de Mattos 

F3. Sílvio Pereira de Mattos

F4. Aureslina Pereira Mattos

F5. Emigdio Pereira de Mattos

F6. Ladislau de Mattos Cabral

F7. Álvaro Pereira de Mattos

F8. Arthur Pereira de Mattos

F9. Virgínia de Mattos Martins

F10. Adriano Pereira de Mattos

F11. Clothilde de Mattos Xavier

F12.Antenor Pereira de Mattos.




REFERÊNCIAS:

Pesquisa Genealógica:  Alan Penido, Charles Aquino

Organização, fotografia, arte e pesquisa : Charles Aquino

Brasão de Campos dos Goytacazes:

Brasão Baião Portugal: 

Igreja Presbiteriana Central de Campos dos Goytacazes

FILHO, João Dornas. Efemérides Itaunenses. Coleção Vila Rica, Ed. João Calazans, 1951.

SOUZA, Miguel Augusto Gonçalves de. ITAÚNA: sua trajetória política, social, religiosa, econômica e cultural, desde a criação do Arraial de Santana do São João Acima, em 14 de outubro de 1765, até a data do centenário de instalação do município: 1765-2002. BH: Santa Clara, 2002.

terça-feira, janeiro 14, 2020

SÍLVIO DE MATTOS

SÍLVIO PEREIRA DE MATTOS 

Nasceu em Campos (Campos dos Goytacazes), Província do Rio de Janeiro em 08/02/1882; profissão guarda-livros (contador); residente em Itaúna, onde casou em 02/05/1914 [F.93-L.3-Cas-CRC] com a itaunense Maria Augusta Guimarães nascida aos 16/03/1891, filha de Ludovico Ferreira Guimarães e Marfisa Augusta Nascimento. 

Após casamento passou a se chamar Maria Guimarães de Matos; ele faleceu em 24/9/1960 em Itaúna/MG [F.76-L.18-Obi-CRC]; ela faleceu em 11/8/1973 em Itaúna/MG [F.148v-L.22-Obi-CRC];

Itaunense que nunca foi líder político, não é homem de fortuna, nem jamais se projetou no cenário comercial ou industrial de Itaúna, não obstante trata-se de uma das mais luminosas inteligências desta terra. Refiro-me ao Sr. Sílvio de Mattos.

O homem podia, indiferentemente, dedicar-se ao teatro, como produtor, como autor e ator de imensos recursos. Indiferentemente, dedicar-se à literatura ou à ciência. Ou à mecânica — que foi sempre seu passatempo predileto. Os mais complicados mecanismos nunca tiveram mistérios para a habilidade e a invulgar inteligência de Sílvio de Matos.

Lembro-me de que certa ocasião, ouvindo uma conversa de rapazes mais idosos, na porta de Igreja, um deles dissera: — “Indiscutivelmente, possui uma inteligência invulgar. A conversa do Silvio, porém, é cansativa”.

Essa afirmação me surpreendeu, pois, meu pai apreciava infinitamente as palestras do Sr. Sílvio, por isso interpelei o velho: — “Papai, como o senhor analisa o Sílvio de Matos? ” A resposta do velho foi categórica: — “A um gênio, não se analisa. Admira-se e pronto”.

— “O que acontece” — explicou ele — “é que o Sílvio tem um raciocínio tremendamente rápido e a gente tem sempre grande dificuldade em seguir o fio do pensamento dele”.

Fiz sempre questão de cultivar a amizade do Sr. Sílvio, colhendo dela os melhores proveitos. Indiscutivelmente, o homem é uma enciclopédia. Em todo assunto, ele dá lição pra gente.

Péricles Gomide Júnior


GENEALOGIA DA FAMÍLIA

Silvio Pereira de Mattos e Maria Augusta Guimarães de Mattos teve 5 filhos:

N1. Mário Guimarães Matos   

N2. Marta Guimarães Matos de Sousa       

N3. Vivi Guimarães Matos     

N4. Sílvia de Matos   

N5. Maria Guimarães Matos de Lima


N1. Mário Guimarães Matos (*20/08/1916/Itaúna)

N2. Marta Guimarães Matos de Sousa (*18/03/1918/Itaúna — †30/06/2017/Itaúna) casou com Hely Alves de Sousa (*15/11/1920/Mateus Leme — †19/09/1979/Itaúna).
O casal teve 9 filhos:

Bn1. Heleno Matos de Souza (*12/09/1942/Itaúna) casado com Marlene Conceição Rezende Matos de Souza (*07/04/1942/Itaúna). O casal teve 2 filhos:
Tn1. Álvaro Augusto Rezende Matos de Souza (*09/01/1982/Itaúna) casado com Eva Antônia Gomes Moreira Matos (*18/03/1984/Itaúna);
Tn2. Beatriz Rezende Matos de Souza (*28/06/1985/Itaúna) casou com Hermano Moreno Santos Araújo (*28/08/1986/Itaúna).
Bn2. Mário Lúcio de Souza Matos (*27/11/1943/Itaúna
†22/06/2018/Itaúna);

Bn3. Marli Matos de Souza Oliveira (*18/02/1945/Itaúna) casada com Wilson de Oliveira (*15/04/1948/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:
Tn1. Cristina de Souza Oliveira Brandão (*27/05/1971/Itaúna
†30/12/2018) casada com Eduardo Faria Brandão (*10/05/1971).
O casal teve 2 filhas:
4ªn1. Letícia de Oliveira Brandão (*23/08/1995/Itaúna); 4ªn2. Luiza de Oliveira Brandão (*02/04/2001/Itaúna).

Tn2. Ronald Wilson de Souza Oliveira (*22/04/1974/Itaúna) casado com
Annabella Girelli Boing (*20/12/1981). casal teve 2 filhos:
4ºn1. Marcos Boing de Oliveira (*25/07/2011/Itaúna);

4ªn2. Paola Boing de Oliveira (*05/11/2015).

Bn4. Juarez Matos de Souza (*02/03/1946/Itaúna) casou com Meiry Jorge de Souza (*28/05/1948).
O Casal 2  filhos:
Tn1. Daniel Jorge de Souza Matos (*25/03/1978/Itaúna); Tn2. Lucas Jorge de Souza Mtos (*25/03/1978/Itaúna). 

Bn5. Ana Lúcia Matos de Souza (*22/06/1948/Itaúna);

Bn6. Wallace Matos de Souza (*05/05/1950/Itaúna) casou com Mônica Carvalho Franco Souza (*29/08/1955/Itaúna).
O casal teve 3 filhos:

Tn1. Caroline Franco de Souza (*15/08/1981/Itaúna) casou com Ian Ibsen da Silveira Rabelo (*03/08/1988/Itaúna). O casal teve 2 filhos:

4ªn1. Nina Franco Rabelo (*14/03/2017/Itaúna); 4ºn2. João Pedro Franco Rabelo (*16/09/2019).
Tn2. Leandro de Souza (*08/07/1983/Itaúna) casou com Carolina Cássia Pousa de Oliveira Franco (*19/03/1987/Itaúna);

Tn3. Vinícius Franco de Souza (*22/06/1986/Itaúna).

Bn7. Waldez Matos de Souza (*27/11/1951/Itaúna) casou com Elizabeth Maria Nogueira Matos de Souza (*20/07/1961/Itaúna).

O casal teve 3 filhos:

Tn1. Cinthia Aparecida Matos Nogueira (*07/05/1978/Itaúna);

Tn2. Ricardo Matos de Souza Nogueira (*24/11/1980/Itaúna) casou com Thaynara Marcelina Souza Nogueira (*02/01/1987).

O casal teve 2 filhos:

4ºn1. Rodrigo Matos Souza (*15/09/2010/Itaúna);
4ºn2. Miguel Matos Souza (*04/02/2019/Itaúna.)

Tn3. Fernanda Matos Souza Nogueira Maia (*03/09/1984/Itaúna) casou com Eduardo César de Sousa Maia (*13/05/1968/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:

4ºn1. Matheus Henrique de Souza Maia (*21/10/2010/Itaúna); 4ªn2. Maria Eduarda Souza Maia (*28/03/2014/Itaúna).

Bn8. Consulelo Matos de Souza Corradi (*04/07/1955/Itaúna) casou com Armando Sérgio Corradi (*02/03/1956/Itaúna). 
O casal teve 2 filhos:
Tn1. Marco Túlio Matos de Souza Corradi (*25/02/1978/Itaúna) casou com Adriana Oliveira Diniz Corradi (*09/03/1979/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:
4ªn1. Júlia Diniz Corradi (*15/04/2006/Itaúna);

4ºn2. Arthur Matos Diniz Corradi (*09/04/2017/Itaúna).

Tn2. Natália de Souza Corradi (*26/12/1981/Itaúna) casou com Cristiano Diniz Nogueira (*22/07/1987/Itaúna).

O casal teve uma filha:

4ªn1. Alice Corradi Nogueira (*20/04/2015/Itaúna).

Bn9. Elimar Matos de Souza (*27/02/1963/Itaúna) casou com Edneia Oliveira Matos de Souza (*28/02/1968/Itaúna).

O casal teve 2  filhas:

Tn1. Bruna Oliveira Matos de Souza (*13/02/1993/Itaúna); 

Tn2. Flávia Oliveira Matos de Souza (*30/05/2001/Itaúna).


N3. Vivi Guimarães Matos (*11/5/1920/Itaúna — † 24/11/2003/Itaúna) casou com Wilson Mendes Nogueira (*1919/Itaúna — †21/061980/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:

Bn1. Jesse (*11/3/1946/Itaúna)

Bn2. Sander Wilson de Matos Nogueira (*1947/Itaúna — †29/08/2018/Itaúna)

N4. Sílvia de Matos casada com Mário Soares Nogueira

N5. Maria Guimarães Matos de Lima (*1924/Itaúna — †23/12/2016/Itaúna)



Referências:

Pesquisa Genealógica:  Alan Penido, Charles Aquino

Texto: Péricles Gomide Júnior: Crónicas e Narrativas de Pancrácios Fidélis, BH, 1961, p. 147, 148, 149.

Organização e Fotografia: Charles Aquino 

Colaboração para o estudo da genealogia da família Mattos e Acervo:
Cinthia Aparecida Matos Nogueira

Registros Paroquiais da Paróquia Sant’Ana de Itaúna – 1840/2015: Family Search

Pesquisas : Ofício de registro civil das pessoas naturais – Cartório Lauro de Faria Matos – Itaúna/MG