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segunda-feira, fevereiro 24, 2025

ITAÚNA

Há poemas que nos transportam no tempo e no espaço, resgatando lembranças, sentimentos e cenários de um passado que permanece vivo na memória. "Itaúna", de Alberto Olavo (pseudônimo de Mário Gonçalves de Matos), é um desses tesouros literários que encantam pela sensibilidade e riqueza imagética.

Neste poema, publicado em 1938 na obra Último canto da tarde, o autor nos convida a um passeio nostálgico por sua terra natal, Itaúna (MG), evocando os sinos das igrejas, o chilrear das andorinhas, o gemido da pomba juruti e as tardes límpidas e finas de maio.

Cada verso pulsa com a musicalidade e a delicadeza das paisagens mineiras, fazendo ecoar a alma e o coração de Minas Gerais.

Ler "Itaúna" é revisitar um pequeno arraial que se fez grande na memória do poeta. É sentir a brisa das montanhas, ouvir os sons que marcaram uma infância e perceber como a poesia pode eternizar o encanto de um lugar. Aceite este convite e mergulhe na poesia! Leia e deixe-se envolver pela beleza dos versos que celebram uma Itaúna cheia de vida, história e emoção.

 

ITAÚNA

Sinos do mês de maio em minha terra,

no azul das tardes límpidas e finas!

O vosso canto em meus ouvidos erra,

como errava nos vales e campinas...

 

As vossas leves músicas divinas

vibravam, a ecoar de serra em serra!

No coração da pequenina terra

cantava o suave coração de Minas ...

 

Ah! Não vos esqueci, por me lembrardes

aqueles céus e, no murchar das tardes,

o gemido da pomba juruti...

 

Ah! sim, por me lembrardes, às tardinhas,

o álacre chilrear das andorinhas,

No pequeno arraial onde nasci ...

 

*Alberto Olavo - 1938

 

Referência
OLAVO, Alberto. Último canto da tarde. Sociedade Editora Amigos do Livro, MG, 1938, p. 47-48.

*Alberto Olavo é o pseudônimo do escritor Mário Gonçalves de Matos, nascido em Santana do Rio São João Acima, atual Itaúna (MG), no dia 28 de setembro de 1891, filho de Antônio Pereira de Matos e Maria Gonçalves de Sousa Matos.

Organização e arte: Charles Aquino


sábado, maio 28, 2022

AURESLINA PEREIRA DE MATTOS

Aureslina Pereira de Mattos (*02/01/1884/Rio de Janeiro — †03/08/1961/Itaúna) casou com Serjobes Augusto de Faria (*20/05/1885/Itaúna — †03/06/1957/Itaúna).

O casal teve 8 filhos:

N1. Maura de Faria Matos Nogueira (*14/2/1913/ Itaúna — †24/11/1981) casou com Irdevan Nogueira (*19/11/1912/Itaúna — † 31/7/1900/Itaúna);

N2. Gesner Faria Matos (*11/02/1915/ Itaúna — † 26/11/1986/Itaúna) casou com Duzolina Corradi (*Itabirito — † 16/10/1989/Itaúna); 

N3. Lauro de Faria Matos (*17/02/1917/Itaúna — †10/02/1994/Itaúna) casou com Nídia Braz de Faria Matos (Guimarães). 

O casal teve 12 filhos:

Bn1. Emanuel Braz de Matos

Bn2. Maria do Carmo

Bn3. Regina Célia Braz de Matos e Souza

Bn4. José Lúcio Braz de Matos

Bn5. Ângelo Braz de Matos

Bn6. Rosa Miriam Braz de Matos e Souza Leão

Bn7. Fábio Dimas Braz de Matos

Bn8. Lauro de Faria Matos Júnior

Bn9. Teresa Cristina Braz de Matos

Bn10. Gláucia Matos

Bn11. Rogério Braz de Matos

Bn12. Adalgisa Braz de Matos e Nogueira

N4. Evandro Faria Matos (*1/5/1919/Itaúna — †22/06/1994 Itaúna) casou com Cândida Maria de Jesus Matos (*15/9/1925/Laguna/SC — †16/02/2003/Belo Horizonte);

N5. Dante Augusto de Faria (*2/12/1921/Itaúna — †09/11/1971/Itaúna) casou com Lucília Sousa Moreira Faria (*02/08/1927/Igaratinga — †)

N6. Carminda Angélica de Faria Matos (*17/03/1924/Itaúna — †14/04/2013/Itaúna) casou com Sinfrônio Alves Moreira (*03/12/1915/Itaúna — †16/12/2003/Itaúna);

N7. Marcelo Augusto de Faria Matos (*05/08/1930/Itaúna — †02/09/1993) casou  com  Edyr  Diniz  (*06/10/1934/Juatuba  —  †26/12/2013/Itaúna).

N8. Maria José Faria Matos (*12/16/1927/Itaúna — †01/11/2012/Itaúna).





R. Aureslina de Matos - Tres Marias, Itaúna - MG, 35680-578, Brasil


Referências:

Pesquisa Genealógica:  Alan Penido, Charles Aquino

Organização e Fotografia: Charles Aquino 

Registros Paroquiais da Paróquia Sant’Ana de Itaúna – 1840/2015: Family Search

Pesquisas : Ofício de registro civil das pessoas naturais – Cartório Lauro de Faria Matos – Itaúna/MG

terça-feira, janeiro 14, 2020

SÍLVIO DE MATTOS

SÍLVIO PEREIRA DE MATTOS 

Nasceu em Campos (Campos dos Goytacazes), Província do Rio de Janeiro em 08/02/1882; profissão guarda-livros (contador); residente em Itaúna, onde casou em 02/05/1914 [F.93-L.3-Cas-CRC] com a itaunense Maria Augusta Guimarães nascida aos 16/03/1891, filha de Ludovico Ferreira Guimarães e Marfisa Augusta Nascimento. 

Após casamento passou a se chamar Maria Guimarães de Matos; ele faleceu em 24/9/1960 em Itaúna/MG [F.76-L.18-Obi-CRC]; ela faleceu em 11/8/1973 em Itaúna/MG [F.148v-L.22-Obi-CRC];

Itaunense que nunca foi líder político, não é homem de fortuna, nem jamais se projetou no cenário comercial ou industrial de Itaúna, não obstante trata-se de uma das mais luminosas inteligências desta terra. Refiro-me ao Sr. Sílvio de Mattos.

O homem podia, indiferentemente, dedicar-se ao teatro, como produtor, como autor e ator de imensos recursos. Indiferentemente, dedicar-se à literatura ou à ciência. Ou à mecânica — que foi sempre seu passatempo predileto. Os mais complicados mecanismos nunca tiveram mistérios para a habilidade e a invulgar inteligência de Sílvio de Matos.

Lembro-me de que certa ocasião, ouvindo uma conversa de rapazes mais idosos, na porta de Igreja, um deles dissera: — “Indiscutivelmente, possui uma inteligência invulgar. A conversa do Silvio, porém, é cansativa”.

Essa afirmação me surpreendeu, pois, meu pai apreciava infinitamente as palestras do Sr. Sílvio, por isso interpelei o velho: — “Papai, como o senhor analisa o Sílvio de Matos? ” A resposta do velho foi categórica: — “A um gênio, não se analisa. Admira-se e pronto”.

— “O que acontece” — explicou ele — “é que o Sílvio tem um raciocínio tremendamente rápido e a gente tem sempre grande dificuldade em seguir o fio do pensamento dele”.

Fiz sempre questão de cultivar a amizade do Sr. Sílvio, colhendo dela os melhores proveitos. Indiscutivelmente, o homem é uma enciclopédia. Em todo assunto, ele dá lição pra gente.

Péricles Gomide Júnior


GENEALOGIA DA FAMÍLIA

Silvio Pereira de Mattos e Maria Augusta Guimarães de Mattos teve 5 filhos:

N1. Mário Guimarães Matos   

N2. Marta Guimarães Matos de Sousa       

N3. Vivi Guimarães Matos     

N4. Sílvia de Matos   

N5. Maria Guimarães Matos de Lima


N1. Mário Guimarães Matos (*20/08/1916/Itaúna)

N2. Marta Guimarães Matos de Sousa (*18/03/1918/Itaúna — †30/06/2017/Itaúna) casou com Hely Alves de Sousa (*15/11/1920/Mateus Leme — †19/09/1979/Itaúna).
O casal teve 9 filhos:

Bn1. Heleno Matos de Souza (*12/09/1942/Itaúna) casado com Marlene Conceição Rezende Matos de Souza (*07/04/1942/Itaúna). O casal teve 2 filhos:
Tn1. Álvaro Augusto Rezende Matos de Souza (*09/01/1982/Itaúna) casado com Eva Antônia Gomes Moreira Matos (*18/03/1984/Itaúna);
Tn2. Beatriz Rezende Matos de Souza (*28/06/1985/Itaúna) casou com Hermano Moreno Santos Araújo (*28/08/1986/Itaúna).
Bn2. Mário Lúcio de Souza Matos (*27/11/1943/Itaúna
†22/06/2018/Itaúna);

Bn3. Marli Matos de Souza Oliveira (*18/02/1945/Itaúna) casada com Wilson de Oliveira (*15/04/1948/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:
Tn1. Cristina de Souza Oliveira Brandão (*27/05/1971/Itaúna
†30/12/2018) casada com Eduardo Faria Brandão (*10/05/1971).
O casal teve 2 filhas:
4ªn1. Letícia de Oliveira Brandão (*23/08/1995/Itaúna); 4ªn2. Luiza de Oliveira Brandão (*02/04/2001/Itaúna).

Tn2. Ronald Wilson de Souza Oliveira (*22/04/1974/Itaúna) casado com
Annabella Girelli Boing (*20/12/1981). casal teve 2 filhos:
4ºn1. Marcos Boing de Oliveira (*25/07/2011/Itaúna);

4ªn2. Paola Boing de Oliveira (*05/11/2015).

Bn4. Juarez Matos de Souza (*02/03/1946/Itaúna) casou com Meiry Jorge de Souza (*28/05/1948).
O Casal 2  filhos:
Tn1. Daniel Jorge de Souza Matos (*25/03/1978/Itaúna); Tn2. Lucas Jorge de Souza Mtos (*25/03/1978/Itaúna). 

Bn5. Ana Lúcia Matos de Souza (*22/06/1948/Itaúna);

Bn6. Wallace Matos de Souza (*05/05/1950/Itaúna) casou com Mônica Carvalho Franco Souza (*29/08/1955/Itaúna).
O casal teve 3 filhos:

Tn1. Caroline Franco de Souza (*15/08/1981/Itaúna) casou com Ian Ibsen da Silveira Rabelo (*03/08/1988/Itaúna). O casal teve 2 filhos:

4ªn1. Nina Franco Rabelo (*14/03/2017/Itaúna); 4ºn2. João Pedro Franco Rabelo (*16/09/2019).
Tn2. Leandro de Souza (*08/07/1983/Itaúna) casou com Carolina Cássia Pousa de Oliveira Franco (*19/03/1987/Itaúna);

Tn3. Vinícius Franco de Souza (*22/06/1986/Itaúna).

Bn7. Waldez Matos de Souza (*27/11/1951/Itaúna) casou com Elizabeth Maria Nogueira Matos de Souza (*20/07/1961/Itaúna).

O casal teve 3 filhos:

Tn1. Cinthia Aparecida Matos Nogueira (*07/05/1978/Itaúna);

Tn2. Ricardo Matos de Souza Nogueira (*24/11/1980/Itaúna) casou com Thaynara Marcelina Souza Nogueira (*02/01/1987).

O casal teve 2 filhos:

4ºn1. Rodrigo Matos Souza (*15/09/2010/Itaúna);
4ºn2. Miguel Matos Souza (*04/02/2019/Itaúna.)

Tn3. Fernanda Matos Souza Nogueira Maia (*03/09/1984/Itaúna) casou com Eduardo César de Sousa Maia (*13/05/1968/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:

4ºn1. Matheus Henrique de Souza Maia (*21/10/2010/Itaúna); 4ªn2. Maria Eduarda Souza Maia (*28/03/2014/Itaúna).

Bn8. Consulelo Matos de Souza Corradi (*04/07/1955/Itaúna) casou com Armando Sérgio Corradi (*02/03/1956/Itaúna). 
O casal teve 2 filhos:
Tn1. Marco Túlio Matos de Souza Corradi (*25/02/1978/Itaúna) casou com Adriana Oliveira Diniz Corradi (*09/03/1979/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:
4ªn1. Júlia Diniz Corradi (*15/04/2006/Itaúna);

4ºn2. Arthur Matos Diniz Corradi (*09/04/2017/Itaúna).

Tn2. Natália de Souza Corradi (*26/12/1981/Itaúna) casou com Cristiano Diniz Nogueira (*22/07/1987/Itaúna).

O casal teve uma filha:

4ªn1. Alice Corradi Nogueira (*20/04/2015/Itaúna).

Bn9. Elimar Matos de Souza (*27/02/1963/Itaúna) casou com Edneia Oliveira Matos de Souza (*28/02/1968/Itaúna).

O casal teve 2  filhas:

Tn1. Bruna Oliveira Matos de Souza (*13/02/1993/Itaúna); 

Tn2. Flávia Oliveira Matos de Souza (*30/05/2001/Itaúna).


N3. Vivi Guimarães Matos (*11/5/1920/Itaúna — † 24/11/2003/Itaúna) casou com Wilson Mendes Nogueira (*1919/Itaúna — †21/061980/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:

Bn1. Jesse (*11/3/1946/Itaúna)

Bn2. Sander Wilson de Matos Nogueira (*1947/Itaúna — †29/08/2018/Itaúna)

N4. Sílvia de Matos casada com Mário Soares Nogueira

N5. Maria Guimarães Matos de Lima (*1924/Itaúna — †23/12/2016/Itaúna)



Referências:

Pesquisa Genealógica:  Alan Penido, Charles Aquino

Texto: Péricles Gomide Júnior: Crónicas e Narrativas de Pancrácios Fidélis, BH, 1961, p. 147, 148, 149.

Organização e Fotografia: Charles Aquino 

Colaboração para o estudo da genealogia da família Mattos e Acervo:
Cinthia Aparecida Matos Nogueira

Registros Paroquiais da Paróquia Sant’Ana de Itaúna – 1840/2015: Family Search

Pesquisas : Ofício de registro civil das pessoas naturais – Cartório Lauro de Faria Matos – Itaúna/MG


quinta-feira, janeiro 24, 2019

FÓRUM ITAÚNA MÁRIO MATOS

DECRETO 7993, DE 10/11/1964 - TEXTO ORIGINAL

Dá ao Fórum de Itaúna a denominação de Desembargador Mário Matos.

O Governador do Estado de Minas Gerais, usando da atribuição que lhe confere o artigo 51, item II, da Constituição Estadual, Decreta;
Art. 1º - Fica denominado Desembargador Mário Matos o Fórum da comarca de Itaúna.
Art. 2º - Revogam-se as disposições em contrário.
Art. 3º - Este Decreto entrará em vigor na data de sua publicação.

Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte, 10 de novembro de 1964.

Geraldo Martins Silveira



O Meritíssimo Juiz de Direito da Comarca, dr. Hélio Armond Werneck Côrtes, uma das mais altas expressões da magistratura mineira, quando as obras já se encontravam próximas de seu término, houve por bem, no exercício de sua alta missão, de encaminhar, ao então Secretário do Interior e Justiça, deputado velho amigo, ofício propondo, formalmente, para o novo edifício, a denominação de “Fórum Desembargador Mário Matos”. Ao tomarmos conhecimento da sugestão oficial do Meritíssimo Juiz, por intermédio do Secretário Manoel Taveira, a consideramos feliz e justa.

A solenidade oficial de inauguração ocorreu no Salão Nobre do fórum, localizado no segundo andar, utilizando-se da palavra o Meritíssimo juiz de Direito, dr. Hélio Armond Werneck Côrtes e o deputado Oscar Dias Corrêa, que pronunciaram aplaudidos discursos.

O Ponto alto da solenidade foi, todavia, o antológico discurso pronunciado por Mário Gonçalves de Matos, patrono do novo fórum, sendo que esta foi a sua última visita a Itaúna, terra da qual ele é um dos mais ilustres filhos.

A solenidade foi encerrada, sob calorosos e justificados aplausos pelo Governador José de Magalhães Pinto, cujo discurso foi verdadeiro hino de louvor à capacidade criadora do povo itaunense. O custo histórico da construção, em moeda do ano de 1965, foi exatamente Cr$ 115.799.460,00, o que dá bem a noção do esforço financeiro do Estado em executá-la, sem quaisquer ônus para a prefeitura municipal. Escrevendo-se, sobre a construção do fórum de Itaúna, não se poderá ocultar fato que se reveste de significação histórica. (Souza, p. 472).



Mário Gonçalves de Matos, escritor primoroso, nacionalmente conhecido como Mário Matos, parlamentar dos mais brilhantes e que, através de três mandatos como deputado estadual e federal, enriqueceu os anais do legislativo com algumas de suas páginas mais belas, por ser consagrado orador, fora ademais e sobretudo, o primeiro filho de Itaúna e exercer as missões de Secretário do Interior e Justiça e Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (Souza, p.472, 474).

SAIBA MAIS: BIOGRAFIA



História Fórum da Comarca de Itaúna



INFORMAÇÕES REFERENCIAIS

Organização e Pesquisa: CHARLES AQUINO

SOUZA, Miguel Augusto Gonçalves de. História de Itaúna, BH, Ed. Littera Maciel Ltda, 1986, p. 472,474. Vol.II

Ementa: DÁ AO FÓRUM DE ITAÚNA A DENOMINAÇÃO DE DESEMBARGADOR MÁRIO MATOS.
Origem: EXECUTIVO

Fonte: PUBLICAÇÃO - MINAS GERAIS DIÁRIO DO EXECUTIVO - 11/11/1964 PÁG. 1 COL. 2 MICROFILME 150

Nomes: FÓRUM DESEMBARGADOR MÁRIO MATOS.

Indexação: DENOMINAÇÃO, FÓRUM, COMARCA DE ITAÚNA.

Pesquisa: Fonte: ALMG —  https://www.almg.gov.br/home/index.html

Assunto Geral: PRÓPRIO PÚBLICO.


Acervo: Professor Marco Elísio Chaves Coutinho




segunda-feira, novembro 25, 2013

MÁRIO MATOS


Nasceu em Santana do Rio São João Acima, atual Itaúna (MG), no dia 28 de setembro de 1891, filho de Antônio Pereira de Matos e de Maria Gonçalves de Sousa Matos. Fez o curso secundário no município mineiro de Dores do Indaiá e o preparatório nas cidades de Belo Horizonte e Juiz de Fora.

Transferindo-se para a então capital federal, matriculou-se na Faculdade Livre de Direito. Ainda nos tempos de estudante começou a atuar no campo do jornalismo e das artes. Em 1912 escreveu seu primeiro texto teatral, intitulado “A chegada do Presidente”. Dois anos depois terminou a peça Seu Anastácio chegou de viagem. Em 1915 começou a escrever para o jornal carioca Gazeta de Notícias e logo após para a Revista ABC, da qual se tornou redator-chefe. Em 1920, ano em que se formou, escreveu a peça Itaúna em fraldas de camisa. Escreveu a famosa peça teatral "As Cigarras do Sertão" em 1925.

Recém-formado, retornou a Itaúna, onde foi vereador e vice-presidente da Câmara Municipal. Eleito deputado estadual em 1923, exerceu o mandato na Assembleia Legislativa mineira até 1926, tendo sido vice-presidente da casa e membro da Comissão de Finanças. Em 1927 foi eleito deputado federal pelo Partido Republicano Mineiro e em maio tomou posse na Câmara dos Deputados, no Rio de Janeiro. Reeleito em março de 1930, teve o mandato interrompido em outubro seguinte em decorrência da vitória da revolução que levou Getúlio Vargas ao poder e extinguiu todos os órgãos legislativos do país. Voltou então para Itaúna e passou a advogar.

Em fins de 1933 foi nomeado diretor da Imprensa Oficial de Minas Gerais e, em 1935, ministro do Tribunal de Contas mineiro. Em julho de 1939 assumiu a Secretaria do Interior e de Justiça do estado e em julho de 1940 foi nomeado desembargador do Tribunal de Apelação, corte da qual posteriormente se tornaria vice-presidente. Foi ainda diretor da Escola Normal e do periódico Centro de Minas, em seu município de origem, e professor do Instituto de Educação, diretor do Diário de Minas e redator-chefe da Revista Alterosa, em Belo Horizonte.

No Rio de Janeiro trabalhou na Imprensa Nacional e foi docente no Instituto Lafayette. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, presidiu a Associação de Cultura Franco Brasileira e a Academia Mineira de Letras, e foi diretor da Associação Mineira de Imprensa. Faleceu em Belo Horizonte em 28 de dezembro de 1966.

Casou-se com Elisa de Moura Matos e, posteriormente, com Hermelinda de Almeida Matos. Seu genro Paulo Campos Guimarães foi deputado estadual em Minas Gerais. Em seu vasto número de publicações destacam-se Discursos (1927), Último Canto da Tarde, Machado de Assis: o homem e sua obra (1939) e O homem persegue o autor (1945).



REFERÊNCIAS:
TEXTO: Luciana Pinheiro
FONTE: CÂM. DEP. Deputados brasileiros (p. 191);
MONTEIRO, N. Dicionário (v. 1, 2, p. 305-306; 404-405); PREF. MUN. ITAÚNA.
ORGANIZAÇÃO: Charles Aquino 

Academia Mineira de Letras by Itaúna Décadas

sábado, novembro 17, 2012

LAURO MATOS

Lauro de Faria Matos, também conhecido como "Lauro do Jubito", nasceu em Itaúna, no dia 17 de fevereiro de 1917. Era filho de Serjobes Augusto de Faria (o Sr. Jubito) e de Aureslina Mattos de Faria. LAURO casou-se em 18 de dezembro de 1947 com Dª NÍDIA BRAZ DE FARIA MATOS, com quem teve doze filhos. Emanuel, casado com Ilsa; Maria do Carmo, casada com Jorge; Regina, casada com Francisco; José Lúcio, casado com Mônica; Ângelo, casado com Andréia; Rosa Miriam, casada com Marcos; Fábio, casado com Eliana; Lauro Júnior, casado com Adalgisa; Teresa Cristina; Gláucia, casada com Armando e Rogério, casado com Gisele.

A família BRAZ DE MATOS, como ficou conhecida na cidade, pela integridade dos filhos que ela criou, profissionais que são, pela participação ativa na comunidade, pelas festas que realizam, pela animação e pela união entre todos. LAURO foi por quase toda sua vida o Escrivão de Paz e Oficial do Registro Civil de Itaúna, função que exerceu sempre com muito zelo, critério e escrúpulo. Zelou com cuidado e carinho por todo o arquivo, livros e documentos do Cartório. Ele escrevia pessoalmente à mão todos os registros de nascimentos, casamentos, óbitos e outros. Os documentos que eram feitos por outros, ele assinava, mas não sem antes conferir detalhadamente. Conversava com todos os que iam ao seu Cartório e, em muitos dos casos, sabia de memória os nomes dos parentes das pessoas (pais, avós, tios e até bisavós), e, muitas vezes, citava o número do livro que pessoa estava registrada - costumava lembrar até do nome das testemunhas que assinaram o registro. LAURO era católico fervoroso, foi Congregado Mariano, participante da Ação Católica, era estudioso dos Livros Sagrados e temente a Deus. Frequentava assiduamente a Igreja e participava ativamente das missas dominicais.

Poeta, seresteiro, festeiro e historiador, costumava ser chamado por seus amigos de "O Homem dos Sete Instrumentos", devido ao dom de executar com arte e maestria vários instrumentos musicais, em especial seu bandolim, instrumento de sua predileção, no qual executava as mais belas valsas, boleros, serestas e outras. Sua música já encantou diversas noites de Itaúna e região, em serenatas, em festas e em seu programa "A Hora da Recordação", que ia ao ar às sextas-feiras pela Rádio Clube de Itaúna. Teve diversos de seus poemas publicados em livros, revistas e jornais. Mas o mais importante era a dedicação à família. Entregou sua vida à esposa Dª NÍDIA, aos filhos e aos netos. Tratava a todos com carinho, respeito e amizade. Da mesma forma, seus filhos o tinham como o "grande amigo e companheiro", além de o "Grande Pai".

Era uma pessoa querida, respeitada e admirada. Tratava a todos, sem distinção, como amigos. Ouvia com paciência aos que o procuravam. Foi conselheiro de muitas pessoas. Era brincalhão e alegre. Gostava de inventar estórias confusas, com as quais se divertia, como a "do líquido da cabeça das formigas", a do "Laxique, que em vez de cair para baixo, caiu para cima", a do "pé de manga", a do "Dr. Lascotine e Dr. Bolostroque", a do "Ô Mário, levanta menino", e muitas outras. Era ligado à natureza. Plantava hortas e jardins, sem se preocupar muito com o tipo de flor que nasceria. Importava isto sim, com que elas crescessem e florissem. Cuidava da horta pessoalmente, onde passava horas, no fim da tarde, tratando das plantas e até conversando com elas. Costumava andar com sementes de flores nos bolsos e, em lugares inesperados, jogava-as ali na esperança de que florissem.

LAURO do Jubito foi um dos grandes homens que Itaúna já teve e, sem dúvidas, faz parte de sua história. Sua partida repentina, aos 77 anos de idade, no dia 10 de dezembro de 1994, marcou profundamente a vida de todos: esposa, filhos, netos, parentes, amigos, enfim, dos itaunenses. Mas todos sabiam que o LAURO era um homem de fé. Fé em Deus e na vida eterna. Com a vida comunitária, familiar e religiosa que levou, no exemplo de vida que foi e deixou para todos, fica a certeza de que ele agora está junto a Deus, feliz e em paz, no lugar reservado aos justos e puros de coração. Conforme ele mesmo dizia, "quem faz aniversário e quem morre é o corpo. A Alma não, esta é eterna. Não faz aniversário nem morrerá" (frase gravada em vídeo, dita por ele no seu último aniversário, dia 17/02/1994). Em resumo, este é o itaunense por excelência.

Este é o Lauro de Faria Matos!

Este é o Lauro do Jubito!

         FAMÍLIA  MATTOS (1)

        FAMÍLIA MATTOS (2)

 

Texto: Guaracy de Castro Nogueira

Acervo: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira - ICMC

Digitalização: Juarez Nogueira Franco

Pesquisa e Organização: Charles Aquino

Fotografias: Angelo Matos / Charles Aquino