quinta-feira, maio 09, 2024
sábado, abril 27, 2024
ASSOCIAÇÃO DE SANTA ZITA EM ITAÚNA
A primeira missa era
celebrada às 6h na Igreja da Matriz, momento que elas lembram ter participado
antes de iniciarem o seu labor às 7h. Refletindo sobre a história de Santa
Zita, uma das ex-domésticas relembrou as árduas horas que dedicou à casa dos
patrões. Trabalhando incansavelmente sete dias por semana, carregou uma carga
de trabalho superior a 8 horas por dia — “O patrão gostava de almoçar e
jantar”. Contudo, para além das suas funções profissionais dentro das casas
destas famílias, estas trabalhadoras domésticas também realizavam um trabalho afetivo
e social, muitas vezes cuidando de crianças na ausência dos seus ocupados
tutores.
Neste período
específico, o Dr. Célio Soares de Oliveira, Prefeito Municipal em exercício,
aprovou oficialmente a Lei nº 509, em 29 de março de 1960. O artigo primeiro
desta lei concedia permissão para doação de um terreno na vila Nogueira Machado
à "Associação de Santa Zita". Os artigos segundo e terceiro estipulavam que este
terreno se destinava à construção de uma residência para “as domésticas idosas
e desamparadas”. Porém, se nada fosse construído no prazo de três anos, o
terreno reverteria a “Patrimônio Municipal”.
Já em 30 de
janeiro de 1963, o prefeito alterou a Lei nº 509, passando pela Lei nº 627. A
modificação refere-se especificamente ao artigo primeiro, que passou a ter a
seguinte redação: “Fica o senhor Prefeito Municipal autorizado a doar à
Associação de Santa Zita, 1 (um) lote de terreno com 600 m2
(seiscentos metros quadrados) [...] à Rua Antônio Orlando, nesta cidade”.
As fiéis
seguidoras de Santa Zita de Itaúna relembraram com alegria as diversas visitas
e trabalhos espirituais que realizaram ao lado do padre Netto em diferentes
localidades de Itaúna, especialmente no Córrego do Soldado. Além disso, em
1972, o Cônego José Netto organizou uma “romaria” à Basílica de Nossa Senhora
Aparecida com as “domésticas de Itaúna” durante o “Ano Marial”. Este evento
reuniu devotos de todos os estados, que foram calorosamente recebidos pelo
Cardeal Dom Carlos Carmelo de Vasconcelos Motta. A história desta experiência
inesquecível foi rememorada por todas em seus depoimentos.
Conta-se que
aqueles que fizeram a “peregrinação” ao Santuário de Aparecida, buscando também
a intercessão de Santa Zita, tiveram suas orações atendidas no mesmo ano. Ainda
na década de 1972, um marco significativo foi alcançado com a promulgação da
Lei 5.859/1972, que visava definir os direitos dos trabalhadores domésticos e
garantir-lhes uma vida profissional mais digna. Uma devota seguidora de Santa
Zita, diz se lembrar deste período, nos relata recordar vividamente, sobretudo,
do momento em que cumpria diligentemente as suas tarefas diárias de limpeza e
ouviu as notícias transmitidas pela rádio. Pouco depois, o seu empregador
abordou-a e informou-a de que, a partir desse dia, ela teria direito a todos os
benefícios exigidos pela lei recém-promulgada.
A ausência de Dona
Ivolina Gonçalves foi profundamente sentida na esfera administrativa. Esta
associação teve também o seu valor na ajuda às pessoas que se encontravam
desempregadas, onde eram recomendadas, muitas vezes pela administradora, que
rapidamente conseguia colocá-las num local de trabalho “casa de família”. Com a
morte da coordenadora em 1977, o grupo ficou disperso e não deu mais seguimento
com a Associação.
O compromisso inabalável da
virgem de Lucca com a caridade cristã conquistou seu amplo reconhecimento entre
os pobres. Apesar de viver do trabalho, ela permaneceu firme em sua missão. Ao
longo da sua vida, Santa Zita dedicou-se a prestar assistência aos menos
favorecidos e aos doentes. Esta devoção altruísta persistiu até a sua morte,
aos sessenta anos, em 27 de abril de 1278.
Com o passar dos anos, a notícia
de sua santidade se espalhou e, em 1652, um fato surpreendente foi revelado
após a exumação de seu corpo — estava perfeitamente conservado, desprovido de
quaisquer sinais de decomposição, o cadáver havia secado e transformado em
estado mumificado. Assim, este acontecimento extraordinário solidificou a sua
canonização em 1696, sancionada pelo Papa Inocêncio XII. Em 11 de março de
1955, o Papa Pio XII proclamou Santa Zita "protetora universal das servas”
ou “padroeira das empregadas domésticas”.
Atualmente, seu corpo continua
repousando em uma capela que leva seu nome, encerrada em um relicário de vidro,
venerado pelos devotos, localizada no interior da Basílica de São Frediano,
igreja romana em Lucca, na Itália. Hoje recordamos também o 746º aniversário da
morte desta santa medieval que viveu no século XIII e continua a viver no
coração dos seus fiéis.
Assim, utilizando
registros imagéticos, relatos orais, fontes primárias e impressas, reunimos
informações valiosas sobre esta associação e essas incríveis trabalhadoras
domésticas, que consideramos um testemunho significativo dos aspectos tangíveis
e intangíveis do patrimônio cultural de Itaúna.
Segundo grupo da Associação Santa Zita em Itaúna
Padre José Ferreira Netto
Referências:
Razão Social: Associação Santa Zita: CNPJ: 16.814.329/0001-26
https://santo.cancaonova.com/santo/santa-zita.
https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-santa-zita/371/102/
https://www.youtube.com/watch?v=u2TzPFfgpSo
https://www.scielo.br/j/vh/a/M5MrzLFGbJjTkWkxB8CTqgx/?format=html&lang=pt
Acervo: Charles Aquino, Edite Marques, Luiz Assis.
sábado, abril 20, 2024
GONÇALVES PELA EUROPA
S.S. Konig Wilhelm II 1907
REFERÊNCIAS:
Organização, pesquisa e arte: Charles Aquino -
SOUZA, Miguel Augusto
Gonçalves de: Itaúna: sua trajetória política, social, religiosa, econômica
e cultural, desde a criação do Arraial de Santana do São João Acima, em 14 de
outubro de 1765, até a data do centenário de instalação do município: 1765-2002.
BH, Santa Clara, 2002, p.127.
Nogueira, Guaracy de Castro,
2014. Biografia de Manoel Gonçalves de Souza Moreira. Disponível em: https://itaunacaridade.blogspot.com/2014/12/manoelzinho-e-dona-cota.html
Sousa, Monsenhor Hilton
Gonçalves de. Manoel Gonçalves. Disponível em: https://itaunacaridade.blogspot.com/2014/12/manoel-goncalves-de-souza-moreira-entre.html
Nogueira, Guaracy de Castro
Nogueira. Dona Cota. Disponível em:
https://itaunacaridade.blogspot.com/2014/12/maria-goncalves-de-souza-moreira-dona.html
Nogueira, Guaracy de Castro Nogueira. Manoelzinho e Dona Cota. Disponível em: https://itaunaemdecadas.blogspot.com/2013/11/batismo-manoel.html
Enciclopédia Ilustrada de
Pesquisa: Itaúna em detalhes, 2003, p.36.
Nav Source Online: Service
Ship Photo Archive. Disponível em: http://www.navsource.org
Gjenvick-GjonvikArchives:
Disponível em: https://www.gjenvick.com
Acervo fotográfico: Wikipedia. Disponível em: https://pt.wikipedia.org
Instituto Cultural Maria
Castro Nogueira
Ships Nostalgia. Disponível
em: http://www.shipsnostalgia.com
quinta-feira, abril 18, 2024
EDUCAÇÃO, JUSTIÇA & ARTE
A iniciativa, que acontecerá de
abril a novembro deste ano, reúne promotores de Justiça do MPMG, cartunistas de
diversas regiões do país e membros da comunidade escolar de Minas Gerais em uma
série de atividades educativas e culturais.
Promovido pelo Centro de Apoio
Operacional às Promotorias de Defesa da Educação (Caoeduc), em colaboração com
o Observatório de Comunicação (Lei.A) e a Cartuminas, o projeto conta com a
parceria da SEE/MG. A curadoria artística está a cargo de Eduardo Evangelista,
conhecido como Duke, chargista, cartunista e ilustrador.
O secretário de Estado de
Educação, Igor de Alvarenga, presente na solenidade, ressaltou a importância da
linguagem artística, como charges e desenhos, para permitir que os estudantes
expressem suas ideias de forma mais acessível. “A linguagem, por meio de
charges, desenhos, traz uma sensibilidade, uma leveza, para que o estudante
possa expressar, de fato, aquilo que ele às vezes tem dificuldade de falar ou
escrever. É importante que essa forma de comunicação esteja presente ainda mais
nas escolas”, afirmou.
O projeto “Educação, Justiça e
Arte” foi concebido para aproximar a população do trabalho do Ministério
Público e ampliar o entendimento sobre os direitos coletivos, especialmente o
direito à Educação.
A coordenadora do Caoeduc e
promotora de Justiça, Ana Carolina Zambom, destacou o papel do Ministério
Público como defensor da sociedade e explicou a importância de tornar sua
atuação compreensível para todos, especialmente crianças, adolescentes e jovens.
“Como você fala para alguém sobre os seus direitos, se você não se faz
entender? Isso se acentua quando estamos falando com crianças, adolescentes e
jovens. Então, a nossa busca é encontrar meios de aproximar a sociedade do
trabalho do Ministério Público”, ressaltou.
Fonte e imagem: https://www.educacao.mg.gov.br/mpmg-lanca-projeto-artistico-e-cultural-educacao-justica-e-arte-com-a-participacao-da-secretaria-de-educacao/
Saiba mais: https://www.instagram.com/caoeduc.mpmg/
domingo, abril 14, 2024
SACRÁRIO ITAUNENSE
Os cemitérios destacam-se entre os locais onde a história realmente ganha vida. Na narrativa histórica de uma cidade, existem determinados lugares que desempenham o papel de testemunhas silenciosas e guardiões de registros passados, encapsulando memórias e narrativas daqueles que outrora habitaram os seus espaços.
Os cemitérios servem não apenas como locais de descanso definitivos, mas também como repositórios inestimáveis de legado histórico. Nestes espaços sagrados, as histórias do passado são ressuscitadas através da presença de monumentos, lápides, placas e gravuras.
Estes lugares apresentam uma oportunidade incomparável de mergulhar no patrimônio material e imaterial que salvaguardam, proporcionando um vislumbre diversificado e cativante da tapeçaria rica em experiências humanas do nosso passado e da riqueza da nossa cultura.
Os cemitérios são um testemunho real de museus ao ar livre que demonstram tendências reais por meio de artefatos físicos neles presentes repletos de elementos arquitetônicos e artísticos que refletem estilos em evolução de diferentes períodos ao longo dos séculos.
Dentro do patrimônio arquitetônico e artístico da região, cada estrutura, seja um grande mausoléu exibindo opulência através de esculturas complexas ou uma humilde lápide marcando os séculos passados, narra silenciosamente a sua própria história.
No entanto, para além do patrimônio tangível, os cemitérios proporcionam uma visão daquilo que é conhecido como patrimônio imaterial: as histórias, tradições e memórias que pertencem aos lugares.
Cada lápide, cada nome registrado em uma placa, contém um vislumbre das vidas e dos legados daqueles que ali jazem, como uma cápsula do tempo.
As histórias não se concentram apenas em personalidades notáveis, mas também incluem registros de pessoas simples e eventos comuns que fizeram parte da comunidade ao longo do tempo, retratando aspectos comuns e extraordinários.
Além disso, as pessoas frequentam os cemitérios como locais de oração e reflexão sobre questões universais relacionadas com a morte, a perda ou o legado, o que proporciona uma experiência emocional ou filosófica que contribui com outra camada de valor cultural intangível para a compreensão ou apreciação mais profunda do nosso patrimônio cultural.
Este espaço não só nos leva de volta ao passado, mas também nos torna conscientes da importância de conservar e proteger a riqueza histórica dos nossos antepassados como membros de uma sociedade — rica ou pobre — ao mesmo tempo que nos convida a considerar a igualdade devido à mortalidade.
CEMITÉRIO SÃO MIGUEL ARCANJO SANTANENSE ✅
CEMITÉRIO PARQUE JARDIM SANTANENSE ✅
CEMITÉRIO CÓRREGO DO SOLDADO ✅
Referências:
Imagem meramente ilustrativa: Matt Botsford
Texto, arte e organização: Charles Aquino - Historiador Registro nº 343/MG
quinta-feira, abril 11, 2024
CONCURSO LITERÁRIO
Na década de 1977, Itaúna sediou um concurso de literatura brasileira no cinema nacional, organizado pela
Embrafilme, Ministério da Educação e Diários Associados, reforçando seu status
de “Cidade Educativa”. No âmbito deste evento, o filme “O Seminarista” foi
exibido simultaneamente em diversas cidades. Em reconhecimento à importância
desta competição, foi concedido um total de Cr$ 18.000,00 (Dezoito mil
cruzeiros) em prêmios.
O processo de seleção consistiu na escolha das três melhores obras sobre o filme, inspiradas no romance de Bernardo Guimarães, que determinariam os vencedores deste concurso. Seriam atribuídos prémios em dinheiro aos vencedores, com uma generosa quantia de dez mil para o primeiro lugar, cinco mil para o segundo lugar e três mil para o terceiro lugar. A prestigiosa cerimônia onde seriam entregues esses prêmios estava marcada para o dia 21 de outubro, no renomado Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
Para participar do concurso, os
participantes teriam que submeter um trabalho composto de uma a três páginas
oficiais. O trabalho deveria incluir um resumo e comentários opcionais
relacionados tanto ao filme quanto ao livro que inspirou sua trama. Podiam
concorrer estudantes do ensino médio ou superior com idade mínima de 16 anos.
As inscrições permaneceram abertas até o dia 7 de outubro. Os interessados poderiam
enviar a carta de inscrição para a Embrafilme, na Avenida dos Andradas número
377, em Belo Horizonte, ou para o Cine Rex, em Itaúna. O filme foi exibido
simultaneamente em Itaúna e Belo Horizonte, estreando em 12 de outubro de 1977.
Referência:
Pesquisa: Charles
Aquino
Fonte Impressa:
Acervo da Hemeroteca Digital Brasileira
O Processo, Conselheiro
Lafaiete, 2ª quinzena de junho de 1977, nº82, p.2
Imagem: https://www.cineplayers.com/filmes/o-seminarista
DIREÇÃO: Geraldo Santos Pereira
ROTEIRO: Geraldo
Santos Pereira (roteiro), Afonso Henrique Neto (roteiro), Alphonsus de
Guimarães Filho (roteiro), Bernardo Guimarães (romance)
GÊNERO: Drama,
Romance
ORIGEM: Brasil
DURAÇÃO: 101
minutos
Adaptação do romance homônimo de Bernardo Guimarães publicado em 1872, que analisa e critica o celibato clerical, um grande problema religioso.
Louise Cardoso
.... Margarida
Eduardo Machado
.... Eugênio
Raul Cortez ....
Padre Diretor
Liana Duval ....
Umbelina
Lídia Mattos ....
Hermínia Antunes
Nildo Parente
.... Capitão Antunes
Xandó Batista
.... Padre Confessor
sexta-feira, abril 05, 2024
FUNÇÃO E TAREFA DO HISTORIADOR
Ao investigar os
anais da história, os historiadores escolhem cuidadosamente entre uma variedade
de fontes, incluindo documentos oficiais, manuscritos, fotografias, artefatos,
descobertas arqueológicas e relatos orais. Através da análise destes materiais
históricos, consideram o meio social, econômico e cultural da época em exame,
estabelecendo ligações com o conhecimento científico existente.
O objetivo deste
esforço é apresentar algumas reflexões sobre as responsabilidades dos
historiadores à luz do processo crescente de transformação da sociedade
contemporânea numa cultura orientada para o patrimônio. Para além das tarefas
convencionais dos historiadores na identificação e preservação de ativos
tangíveis e intangíveis, os seus esforços suscitam a contemplação de
preocupações éticas e políticas.
A tarefa de um
historiador é aprofundar e analisar eventos históricos. No entanto, é crucial
ter cautela e evitar cair na armadilha do anacronismo, um passo em falso ou
erro que é amplamente considerado inaceitável no campo da investigação
histórica. O anacronismo normalmente surge quando as perspectivas atuais são
impostas ao passado.
Quando os
historiadores examinam o passado, podem inadvertidamente introduzir o
anacronismo ao aplicarem as suas ideias atuais ao seu estudo. Isto leva a uma
interpretação do passado que se alinha com o pensamento atual, em vez da
mentalidade do período específico que está sendo estudado. O anacronismo também
prevalece na análise e discussão de certos termos ou conceitos. Por exemplo, a
compreensão de “direita” e “esquerda” durante a Guerra Fria não pode ser
diretamente aplicada ao seu significado nos dias de hoje. Apesar das limitações, as pesquisas desses acontecimentos históricos continuam a ser uma valiosa fonte de informações que pode melhorar substancialmente a nossa compreensão de ocorrências passadas.
No dia 17 de
agosto de 2020 ocorreu a sanção oficial da regulamentação da profissão de
historiador no Brasil com a promulgação da Lei nº 14.038. Esta lei serve para
reger e fiscalizar a prática dos historiadores profissionais no país.
Texto, arte e elaboração: Charles Aquino - Profissão Historiador Registro nº 343.
Referências:
http://www.historia.seed.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=1250
https://www.todoestudo.com.br/sociologia/anacronismo
http://portal.iphan.gov.br/uploads/publicacao/RevPat34_m.pdf
sábado, março 30, 2024
PROFESSORA JESUÍNA
O IMPACTO E CONTRIBUIÇÕES DE JESUÍNA PARA EDUCAÇÃO
O impacto e a importância das contribuições de Jesuína Americana Brasileira e Silva para a educação em Minas Gerais justificam um exame minucioso para compreender plenamente a extensão de sua influência e a importância que ela ocupa na história educacional da região. Numa época em que o acesso à educação formal era escasso para as mulheres e muito menos a oportunidade de se tornarem educadoras, Jesuína iniciou a sua carreira.
Sua tenacidade e capacidade de
superar barreiras sociais e de gênero são evidentes em seu papel como
professora interina e mais tarde como professora permanente. A jornada docente
de Jesuína a levou a vários locais e ambientes educacionais, desde áreas rurais
como até áreas industriais. Esta diversidade de experiências
demonstra a sua adaptabilidade e compromisso inabalável em fornecer educação a
diversas populações, independentemente das circunstâncias locais.
A competência e dedicação de
Jesuína ao trabalho foram oficialmente reconhecidas pelo governo do estado, por
meio de aumento salarial. Este ato não só demonstra o cumprimento dos seus
deveres, mas também destaca o seu desempenho excepcional numa época em que os
recursos e o apreço pelos educadores eram escassos. A extraordinária
perseverança de Jesuína é evidente na sua extensa carreira de mais de quatro
décadas, à medida que continuou a dedicar-se ao ensino enquanto se adaptava a
uma variedade de instituições e circunstâncias. Este compromisso sublinha o seu
compromisso com a educação.
Numa profissão predominantemente
dominada por homens durante o século XIX e início do século XX, Jesuína emergiu
como uma mulher notável e que se destacou. Suas realizações servem de fonte de
inspiração para mulheres e abriram caminho para futuras gerações de educadores.
Através da sua dedicação à educação de crianças em diversas áreas, Jesuína
desempenhou um papel vital nas mudanças sociais da sua época. O conhecimento
que ela transmitiu não apenas transformou indivíduos em cidadãos mais
informados e capacitados, mas também contribuiu para o avanço das comunidades
que ela servia.
Ao longo de sua carreira, Jesuína
encontrou diversos obstáculos, incluindo recursos limitados e necessidade de
mudança. No entanto, a sua determinação face a estes desafios é uma parte
fundamental do seu legado duradouro, demonstrando que uma forte devoção à
educação pode triunfar sobre a adversidade. O comprometimento profissional e a
busca pela excelência de Jesuína servem de exemplo notável para os demais. O
profundo impacto do seu trabalho é evidente no respeito e reconhecimento que
conquistou durante a sua vida e depois dela.
Jesuína Americana Brasileira e Silva ocupa inegavelmente um lugar significativo na história educacional de Minas Gerais. Seu impacto vai muito além do mero número de alunos que ela instruiu; reside na inspiração que ela inspira tanto nos educadores como nos alunos, enfatizando o valor da dedicação à educação, da determinação face aos desafios e da profunda capacidade do ensino para provocar a transformação. A sua notável jornada e trajetória profissional servem como um testemunho convincente da profunda influência que um educador dedicado pode ter na sociedade, catalisando o progresso e promovendo o crescimento através do poder da educação.
Referências:
Pesquisa, texto e arte: Charles Aquino![]()
Acervo
MyHeritage: Família Barbosa & Hemétrio, Machado de Oliveira Web Site
SINEC - sistema de Necrópoles do município de Belo Horizonte
Fontes
impressas Hemeroteca Digital Brasileira:
LIBERAL MINEIRO,
Ouro Preto, 11 de julho de 1885, nº 81, p.2.
LIBERAL MINEIRO,
Ouro Preto, 14 de julho de 1885, nº 82, p.1.
LIBERAL MINEIRO,
Ouro Preto, 6 de agosto de 1885, nº 93, p. 2.
O BAEPENDYANO,
Caxambu, 18 de abril de 1886, nº 415, p. 2.
A PROVÍNCIA DE
MINAS, Ouro Preto, 15 de abril de 1886, nº 319, p.1.
MINAS GERAIS,
Ouro Preto, 10 de setembro de 1892, nº137, p. 9
MINAS GERAIS,
Ouro Preto, 27 de outubro de 1893, nº 291, p.1.
MINAS GERAIS,
Ouro Preto, 21 junho de 1898, nº 125, p.3.
O PHAROL, Juiz de
Fora, 28 de julho de 1899, nº 28, p.2.
ALMANAK LAEMMERT,
1909, p. 54.
ALMANAK LAEMMERT,
1910, p.77.
ALMANAK LAEMMERT,
1911-1912, p.3093.
ALMANAK LAEMMERT,
1917, p.2897.
ALMANAK LAEMMERT,
1918, p. 2895.
ALMANAK LAEMMERT,
1919-1920, 2896.
ALMANAK LAEMMERT,
1921-1922, p.4199.
ALMANAK LAEMMERT,
1922-1923, p. 4199.
ALMANAK LAEMMERT,
1925, p. 244.
ALMANAK LAEMMERT,
1926, p. 281.
https://orcid.org/0009-0002-8056-8407























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