sexta-feira, dezembro 13, 2013
terça-feira, dezembro 10, 2013
PADRE MAXIMIANO
quarta-feira, dezembro 04, 2013
PRAÇA DA MATRIZ
A MANIA DE MUDAR NOMES TRADICIONAIS DE LOGRADOUROS PÚBLICOS
A Praça da Matriz, localizada no coração de muitas cidades brasileiras, é um testemunho vivo da história e das mudanças políticas e culturais ao longo das décadas. A constante mudança de seu nome reflete não apenas os acontecimentos históricos, mas também as influências políticas e as homenagens prestadas a diversas figuras importantes do cenário nacional.
Originalmente conhecida como Largo da Matriz até o final da década de 1920, a praça era um ponto de encontro central para a comunidade, cercada pela Igreja Matriz de Santana. Este nome permaneceu até que, em 25 de outubro de 1930, uma portaria alterou oficialmente o nome para Praça João Pessoa.
Essa mudança foi uma
homenagem a João Pessoa, um líder paraibano e candidato a vice-presidente na
chapa de Getúlio Vargas, que foi tragicamente assassinado na capital de
Pernambuco.
Na década de 1930, durante o mandato do Prefeito Artur Vilaça, a praça manteve seu nome até 1936, quando Vilaça foi exonerado e substituído pelo Dr. Lincoln Nogueira Machado, nomeado pelo então governador Benedito Valadares.
Um dos primeiros
atos do novo prefeito foi renomear a praça principal, retirando o nome de João
Pessoa e denominando-a Praça Mário Matos. Essa decisão refletia as novas
orientações políticas e as preferências do novo prefeito.
No entanto, as mudanças não pararam por aí. Durante o período ditatorial, houve uma lei que determinava que todos os municípios brasileiros deveriam nomear um de seus logradouros públicos em homenagem ao Presidente da República.
Isso resultou na
renomeação da tradicional Rua Direita para Avenida Getúlio Vargas e, pela
terceira vez, a praça principal teve seu nome alterado, passando a ser
conhecida como Praça Benedito Valadares, em homenagem ao governador que tinha
grande influência política na época.
Com a queda de Getúlio Vargas e Benedito Valadares na década de 1940, o descontentamento popular se manifestou de forma significativa. A população, que não tinha uma boa relação com Benedito Valadares, arrancou a placa que levava seu nome.
Em um
ato de resgate histórico e valorização do fundador do município, a praça foi
então renomeada para Praça Dr. Augusto Gonçalves, também conhecida popularmente
como Praça da Matriz, devido à presença da Igreja Matriz de Santana.
Essa sequência de
mudanças de nome da praça reflete uma "mania" de modificar os nomes
tradicionais dos logradouros públicos, muitas vezes motivada por questões
políticas e de poder. Cada renomeação traz consigo um pedaço da história local,
mostrando como as influências externas e internas moldaram a identidade urbana
e a memória coletiva da comunidade.
Assim, a Praça da
Matriz, em suas diversas denominações ao longo dos anos, continua a ser um
símbolo central da vida pública, um espaço que testemunha as transformações
políticas, sociais e culturais, preservando em cada mudança um fragmento da
rica história local.
segunda-feira, dezembro 02, 2013
COSME SILVA
quinta-feira, novembro 28, 2013
CASA DE CARIDADE ITAUNA
segunda-feira, novembro 25, 2013
MÁRIO MATOS
No Rio de Janeiro trabalhou na Imprensa Nacional e foi docente no Instituto Lafayette. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, presidiu a Associação de Cultura Franco Brasileira e a Academia Mineira de Letras, e foi diretor da Associação Mineira de Imprensa. Faleceu em Belo Horizonte em 28 de dezembro de 1966.
sábado, novembro 23, 2013
ISMA PEREIRA FRADE
Conheça a história inspiradora de Isma Pereira Frade, ou simplesmente Dona Isma, uma mulher que dedicou sua vida ao serviço público e à comunidade de Itaúna, Minas Gerais.
Nascida em Salvador, Bahia, e órfã desde jovem, Dona Isma superou desafios e, em 1947, foi incumbida de abrir a primeira agência do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários (IAPI) em Itaúna.
Sua jornada é marcada por dedicação, amizades e conquistas, tanto no trabalho quanto na vida pessoal.
Ela foi reconhecida com o título de Cidadã Honorária de Itaúna, fundou o setor de assistência social de uma das maiores empresas da cidade e, mais tarde, foi eleita vereadora, sempre lutando pelos menos favorecidos.
Mesmo após sua aposentadoria, continuou contribuindo
para a comunidade, até falecer em 2005, deixando um legado admirado por todos
que a conheceram. Venha se inspirar com a história dessa grande mulher
baiana/itaunense!
Uma baiana
que amou Itaúna
ISMA PEREIRA FRADE ou simplesmente Dona Isma, nasceu em Salvador (BA) em 29 de dezembro de 1924. Ainda muito nova Dona ISMA perdeu seus pais, tendo sido criada uma tia-avó Amália do Sacramento Pereira e seu marido Octaviano Marques Pereira. Iniciou seus estudos no Instituto Normal da Bahia e, em 1941 formou-se Normalista (hoje professora primária). Ingressou no ex-IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários) através de Concurso Público. Em 1947, no Rio de Janeiro, recebeu o seguinte desafio que ela mesma contava: "ir para uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, chamada Itaúna e lá abrir um Posto do IAPI".
Como boa baiana, aceitou e
desafiou e dizia: "viajei de locomotiva a vapor (Maria Fumaça), do Rio de
Janeiro para Belo Horizonte e de lá para Itaúna". Aqui chegou em 1947, sem
conhecer nada nem ninguém da cidade. Havia, como há ainda hoje, uma pensão
quase ao lado da Estação Ferroviária. Hospedou-se lá e, quem a conheceu sabe,
tinha uma imensa facilidade de fazer amizades. E foi o que aconteceu. Em pouco
tempo era conhecida por todos. A primeira pessoa a quem ela procurou foi Sr.
Prefeito Municipal, à época Dr. Antônio Augusto de Lima Coutinho (DR.
COUTINHO), expondo-lhe sua missão aqui em Itaúna. Dizia ela que recebeu total
apoio e, em pouco tempo conseguiu abrir a Agência do IAPI, contando, também,
com a colaboração da Cia. Industrial Itaunense e Cia. Tecidos Santanense, as
duas maiores empresas da cidade.
Em outubro de 1950, casou-se
aqui em Itaúna com ERNESTO FRADE, bancário, natural de Formiga (MG), que veio
transferido para o extinto Banco Comércio e Indústria, depois Banco Nacional.
Desta união nasceu IONE COUTINHO, filha única do casal. Depois da Agência
funcionar em diversos locais, durante o período revolucionário houve a fusão
dos diversos Institutos, passando a ser o Instituto Nacional de Previdência
Social e Dona ISMA continuou a ser a AGENTE (Chefe da Agência).
O Instituto então adquiriu um
terreno à Rua Dr. José Gonçalves, onde construiu a Agência Local, tudo sob a
supervisão de Dona ISMA e, conforme ela mesmo dizia, contou com a inestimável
colaboração do Engº. SÉRGIO DE CASTRO, atual Secretário Municipal de Obras da
Administração Municipal. Depois de 35 anos de profícuo e dedicado trabalho ao
Instituto, decidiu aposentar-se, o que aconteceu em 1977.
Em 1971, a Câmara Municipal de
Itaúna concedeu-lhe, merecidamente o título de CIDADÃ HONORÁRIA DE
ITAÚNA, título do qual ela muito se orgulhava, pois dizia "SOU
ITAUNENSE DE CORAÇÃO". Coincidentemente, em 1978 a Cia. Industrial
Itaunense ainda em boa situação, através de sua Diretoria, decidiu fazer uma
reformulação completa, moderna e mais dinâmica em seu organograma, criando
Departamentos, Divisões e Setores.
Em vista da experiência da Dona
Isma na área social e da necessidade de uma empresa do porte da então Itaunense
ter um setor especializado em assistência social, ela foi contratada, com o
objetivo de implantar o Setor de Assistência Social, tendo sido nomeada Chefe
do Setor. Eu, pessoalmente, acompanhei Dona ISMA em várias visitas que fez a
diversas empresas que já tinham o referido setor já bem estruturado e, baseada
nas diversas experiências que conheceu, estruturou o Setor na Itaunense.
Para que funcionasse bem, a
Diretoria destinou uma verba para que ela pudesse, entre outras coisas, atender
aos funcionários de qualquer cargo ou nível, oferecendo pequenos adiamentos de
salários, ajuda em caso de doença, etc. E o mais importante, com exceção da
Diretoria, era a única pessoa que teve autorização para abrir uma conta
bancária em nome da Cia. e assinar cheques.
Em 1982, Dona ISMA resolveu
ingressar na política, candidatando-se a vereadora. Foi eleita e cumpriu o
mandato de 01-02-83 a 31-12-88. Foi considerada uma boa representante do povo,
especialmente dos menos favorecidos, que ela conhecia bem devido anos de
experiência vividos com AGENTE do INPS. Com a piora da situação da Itaunense
ela decidiu parar de trabalhar definitivamente.
Por problemas de saúde, mudou-se
para BOCAIÚVA (MG), indo morar com sua filha IONE que para lá se mudara desde o
casamento. Os problemas se agravaram e ela foi transferida para Montes Claros,
onde acabou falecendo dia 14 de julho de 2005. Seu sepultamento foi aqui em
ITAÚNA, terra que tanto amou e dedicou sua vida. Houve um sentimento
generalizado de perda em toda a comunidade itaunense. Perdemos a "Dona Isma do
INPS". Esta é resumidamente, a vida desta grande itaunense.
Texto: Juarez Nogueira Franco (In Memoriam)
Fonte: Ione Coutinho - (filha)
Organização: Charles Aquino
https://orcid.org/0009-0002-8056-8407









