quarta-feira, maio 13, 2020

ESCOLA NORMAL OFICIAL


1)         MORRO DO ROSÁRIO
3)         ESCOLA NORMAL DE ITAÚNA
4)         CADEIA MUNICIPAL DE ITAÚNA
6)         RUA SILVA JARDIM

Referências:
Organização & Arte: Charles Aquino
Acervo: Revista Nação Brasileira, nº 105, maio 1932 p. 37

quarta-feira, maio 06, 2020

BARRAGEM DO BENFICA

Pequeno resumo de sua história


Fora eleito prefeito de Itaúna o ilustre médico, dr. Antônio Augusto de Lima Coutinho, sendo que há 17 anos o povo não votava - Dr. Coutinho governou o município de 15 de dezembro de 1947 a 31 de janeiro de 1951.

Em 1948, ocorreu surpreendente enchente no rio São João, causando enormes danos à comunidade. Dr. Coutinho declarou o município em estado de calamidade pública e dirigiu um memorial ao Presidente da República, General Eurico Gaspar Dutra, solicitando providências relativas ao problema das inundações.

Dr. Camilo Menezes, diretor geral do Departamento Nacional de Obras e Saneamento (DNOS), veio a Itaúna, fez os estudos necessários e comunicou ao Ministro da Viação e Obras Públicas, General João Valdetaro de Amorim e Mello, que o problema se resolveria com a construção de um reservatório no rio São João, à montante da cidade, com o fim de controlar as enchentes e aumentar o potencial hidroelétrico do rio.

Dr. Camilo informou ainda ao ministro, que os estudos necessários deveriam ser executados sob o patrocínio da Companhia Industrial Itaunense, concessionária do serviço de força e luz no município e José de Cerqueira Lima, diretor da Itaunense, assumiu o compromisso de tomar as necessárias providências, serviço demorado, que implicava em profundos estudos para localizar o lago, levantamento topográfico de toda área com curvas de nível de metro em metro e, afinal, determinar com precisão onde construir a barragem.

Por sua vez, o prefeito, para cumprir dispositivo da nova constituição estadual, conseguiu com seu compadre dr. Pedro Aleixo, então secretário do Interior e Justiça, a elaboração de um Plano Diretor para a cidade. Exigiu-se da Prefeitura o levantamento topográfico de toda a área urbana e de expansão urbana do município o que se fez por uma equipe liderada pelo topógrafo Roberto Rodrigues do Vale ao longo de dois anos. Sobre este levantamento, o governo estadual elaborou a planta baixa para do plano diretor.

O dr. Osmário Soares Nogueira, engenheiro, itaunense, com grande espírito comunitário, colaborando, com o aval profissional da Companhia Imobiliária Construtora Belo Horizonte (CICOBE), indicou uma firma especializada para o estudo do sistema viário, construção de pontes, escoamento de águas pluviais, canalização de esgotos e abastecimento de água. Tudo ficou pronto e foi aprovado pela Câmara Municipal na sua última reunião de trabalho, realizada em 23 de dezembro de 1950.

O prefeito seguinte, Vítor Gonçalves de Souza (1951/1955), empossado em 1º de fevereiro do ano seguinte, não executou o plano por dois motivos: primeiro não havia verba para pagar os honorários da firma especializada, particular, que o projetou, por falta de previsão orçamentária; segundo, o plano jamais poderia ser executado sem a prévia construção da barragem.

Esta teve sua construção iniciada, depois de enfrentar um mundo de dificuldades, em 1954, na gestão do então prefeito dr. Milton de Oliveira Penido (1955/1959), que muito colaborou, decretando de utilidade pública os terrenos inundáveis e os necessários para a construção de novas estradas que desapareceram sob o lago artificial.

No Plano Diretor do dr. Coutinho a parte baixa da cidade, sujeita às enchentes, seria urbanizada, com a canalização do rio, uma avenida perimetral em torno da várzea, construção de uma dezena de pontes, e acesso ao centro justamente sob a ponte da estrada de ferro.

Acesso este com e abertura da avenida sobre a cobertura, ao meio, do córrego da praia e duas pistas laterais, que hoje é a Jove Soares, já prevista no Plano Diretor do dr. Coutinho. A Companhia Industrial Itaunense, através de seu diretor, José de Cerqueira Lima, ao ser informado pelo prefeito Lima Coutinho de que o Plano Diretor estava quase pronto, contratou em 1950, o engenheiro eletricista, dr. Nelson Faria de Toledo, para assessorar o engenheiro dr. Rubens Vaz de Mello, então gerente da empresa, no levantamento topográfico da área onde seria instalada a Barragem.

Adquiriu-se a fazenda de Henrique Alves de Magalhães, um dos filhos do famoso fazendeiro Benfica Alves de Magalhães, na certeza de que o bloco de concreto, barragem do lago artificial a ser construído, nela se localizaria. Ciente, Zezé Lima, hábil político, de que a maioria dos terrenos da área a ser inundada saíra, no passado, de ancestrais do velho Benfica e das mãos de seus herdeiros, determinou que o logradouro chamar-se-ia “Barragem do Benfica”, homenagem ao patriarca, querido e respeitado na comunidade.

A Itaunense, comprometida com o fornecimento de energia à cidade, desde 1911. Dr. Osmário, após tentativas, resolveu estudar a solução de regularizar a vazão do rio São João, aproveitando os estudos topográficos feitos pelos engenheiros eletricistas. A Barragem tornou-se necessária, imprescindível. Guardaríamos o excesso das águas das chuvas, para gastá-las parcimoniosamente nas secas, em típico regime de poupança.

Dr. Osmário Soares Nogueira, depois de decidir pela construção da barragem, certo de que a vazão do rio São João era de apenas um metro cúbico por segundo, na divisa do nosso município com Itatiaiuçu, onde começaria o represamento das águas, iniciou, com sua equipe, os cálculos para projetar o tamanho do lago e a dimensão do bloco de concreto da barragem propriamente dita.

Tecnicamente projetada, o problema era arranjar o dinheiro para construí-la. Uma obra que devia ser pública, seria construída pela iniciativa privada, sob responsabilidade da Companhia Industrial Itaunense, concessionária do serviço de força e luz no município.

Como a Santanense participava das mesmas dificuldades, com referência à energia elétrica, pois possuía também uma usina a jusante da cidade, dr. Osmário procurou o dr. Alcides Gonçalves de Sousa, no entender dele o mais sensível às dificuldades da época, e capaz de levar seus pares a um entendimento com a Itaunense.

Dr. Osmário levou-lhe a seguinte proposta, já que a barragem, no consenso das duas empresas tinha que ser construída de qualquer maneira: a Itaunense pagaria 60% e a Santanense 40% do ônus financeiro da obra, uma vez que a Itaunense possuía duas usinas e a Santanense somente uma.

Esta não havia ainda adquirido a Usina dos Britos. Vale dizer: a Barragem seria de propriedade da Itaunense e a Santanense pagaria 40% da obra para ganhar a metade da água na Usina do Cachão.
A Santanense não aceitou e fez uma contraproposta: a Itaunense pagaria 65%, ficaria com a usina no pé da barragem e a Santanense pagaria 35%, ficaria com a metade da água no cachão.

Nos dias de hoje, em que a Barragem é vista apenas como o bom lugar para se construir uma casa e passar horas de lazer, não se pode avaliar a gravidade do problema de Itaúna em 1954. Atualmente, a cidade desfruta de uma excelente qualidade de vida, com grande parte da várzea urbanizada, livre das enchentes, água corrente e tratada em todos os lares, graças ao nível praticamente fixo e permanente da barragem dr. Augusto, de baixo, alimentada constantemente pela do Benfica.

E mais: com o Projeto Soma e a ETE, estação de tratamento de efluentes líquidos, projeto também já aprovado, prestes a ser executado, Itaúna estará despoluindo o rio São João. Imensa dificuldade foi conseguir um engenheiro qualificado para fazer a planta da Barragem, de blocos de concreto, a ser erguida pelos responsáveis, a custa da Itaunense e da Santanense.

A Companhia Industrial Itaunense, como concessionária do serviço público de força e luz no município, tinha em seu poder um decreto do Prefeito Milton de Oliveira Penido que havia declarado de utilidade pública todos os terrenos inundáveis e os necessários para construir ou reconstruir estradas na mesma situação.

Ficaram debaixo d´água a que dava acesso a Serra Azul e às fazendas da margem direita do São João, nos Tabuões e Beira do Rio. Trechos da chamada estrada do minério, em direção a Itatiaiuçu, foram interrompidos.

No povoado da Beira do Rio a maioria dos moradores não tinha escritura, mas apenas posse em seus terrenos. Um salão comunitário que servia de local para as aulas da escola rural e capela para as missas e atos litúrgicos lá realizados, obrigou-nos a assumir o compromisso de, no futuro, oferecer-lhes uma capela e uma escola. Lá estão, no pé da Barragem a Escola Municipal “João Luís da Fonseca” e a Capela de “Santo Antônio da Barragem”. Todos os compromissos foram honrados.

Com a barragem inacabada, na cota 18, sem as comportas, tendo em seu lugar pranchões de madeira (stop-log), fez-se a primeira inundação da área, na tentativa de evitar os apagões na cidade na época da seca, liberando-se, aos poucos, água acumulada para a barragem de baixo.

Havia inclusive, à margem esquerda do São João, ao lado do povoado da Beira do Rio, uma considerável área de terra de cultura, cercada por um antigo muro de pedras, onde morava a família dos Rodrigues, todos da raça negra, um quilombo remanescente.

 Assim que a Barragem ficou pronta a população itaunense reagiu de duas maneiras: muitos acreditaram que jamais haveria enchentes na parte baixa da cidade. Entendiam que era possível segurá-las com o paredão construído.

A Barragem tem conseguido, de forma segura, controlar a vazão do rio na época de chuvas torrenciais, mas, estando cheia, como já aconteceram três vezes em 50 anos, ocorrendo uma “tromba d' água” à montante, nada se pode fazer.

Durante o período de chuvas, há que se acompanhar cautelosamente a precipitação pluviométrica, abrir e fechar as comportas, de forma a manter o rio, à jusante, dentro de seu leito, sem que provoque danos nas margens. Sabe-se, por exemplo, que as águas do Benfica gastam seis horas para chegar ao Cachão. Mas há que se ter uma ideia segura do comportamento dos córregos do Soldado, da Vargem da Olaria e dos Capotos.

Eis assim, uma pequena síntese dessa grande obra, que hoje assegura ao povo itaunense o abastecimento de água e ainda proporciona uma belíssima área de mata, esportes náuticos e o espelho d’água que reflete os sonhos e esperanças de nossa gente.

E como vale a pena desfrutar o lindo estoque de nascer e pôr do sol nas cercanias da Barragem do Benfica.


REFERÊNCIAS:

SÍNTESE DO FASCÍCULO: ITAÚNA EM DETALHES - Enciclopédia Ilustrada de Pesquisa, 2003, p.33,34 -  Professor Luiz Mascarenhas.

ACERVO FAMILIAR:  Giancarlo Teles de Magalhães

ORGANIZAÇÃO: Charles Aquino 

sexta-feira, abril 03, 2020

BAR DO OTACÍLIO


“...no bar todo o mundo é igual/Meu caso é mais um é banal/Mas preste atenção por favor...”

Itaunices. Defino “itaunices” como aqueles traços de personalidade ou costumes ou manias ou ainda singularidades que identificam a nós – os nativos, os agregados, os honorários e os moradores da pedra negra, de Blackstone City ou das barrancas de Sant’Ana do São João Acima de Pitanguy.

Exemplificando, uma legítima itaunice seria o ter escorregado, quando criança, no monumento ao Dr. Augusto Gonçalves que existe na praça que leva o seu nome, mas que insistimos em chamar de “Praça da Matriz” (o escorregador da praça) ...

Ou ainda ter comprado pipoca do seu Dico no seu mini ônibus ou ter comido cocada no alto do Rosário nas festas do Reinado ou ainda ter forrado o estômago com um pf no Bar do Sandoval madrugada afora...

Falando em bar, a palavra "Bar" origina-se do inglês bar, que designa o mesmo tipo de estabelecimento. Originalmente, o termo significava "barra", aquela que fica na base do balcão e em que se apoiam os pés. 

Outra versão para o significado do nome é a barra (trave) de madeira em que se amarravam os cavalos nos saloons do Velho Oeste estadunidense.

Seja como for, na Babilônia, já existiam as chamadas tavernas em 1772 a.C., data do Código de Hamurábi, que previa pena capital para o dono do estabelecimento comercial que misturasse água na cerveja. 

As tavernas, inicialmente, eram pousadas para os viajantes, cujo serviço de bebidas era um complemento.

Com o passar dos anos, passou a servir também aos residentes locais, geralmente de classe baixa, passando a oferecer, também, música, prostitutas, jogo de dados e brigas de galo. 

O bar mais antigo ainda em funcionamento é o Ye Olde Fighting Cocks, na cidade de St. Albans, na Inglaterra, que foi fundado em 1539.

No Brasil, os bares surgiram com a chegada da Família Real em 1808, que trouxe os costumes da Europa. Eram destinados aos clientes de maior ascensão econômica. 

O boteco é um bar popular, seu nome vem de "bodega" (venda). Até a revolução dos costumes em meados do século XX, as "mulheres de família" não frequentavam bares, botecos ou tavernas.

Definidos, itaunices e bar, chegamos a um dos mais célebres bares da nossa Itaúna: O BAR DO OTACÍLIO. O Bar do Otacílio existiu por- salvo engano- quase 60 anos e mudou de paradeiro por diversas vezes.

E com o seu Otacílio à frente do mesmo. Fui habitué por anos a fio e posso testemunhar a fidelidade de sua clientela que se mudava junto com o estabelecimento.

O instituto “bar” é um patrimônio cultural, antropológico, etílico, diria quase essencial para a vida humana. É um universo paralelo. E no bar, encontra-se os tipos, estereótipos e as mais estranhas figuras da sociedade.

É verdade que – lamentavelmente- muitos dele utilizaram e utilizam para suas fugas da realidade que não querem ou não aguentam viver e se enveredam pelos tristes caminhos do alcoolismo e autodestruição. Contudo, essas linhas tem a licença poética para o romantizar do nosso duro cotidiano.

Mas, lá estavam, o seu Otacílio, a dona Maura e seus petiscos e iguarias das mais saborosas da cidade. O casal de enamorados, o casal de muitas bodas...

O primeiro se entreolha e se fita: contempla rostos, cabelos e traços e olhar fala muito. O segundo entreolha o relógio e fita os transeuntes, contempla a comida e boca mastiga raivosamente.

Existem os de passagem, que jamais retornarão; os habitués sempre nos mesmos lugares e no mesmo horário e com os costumeiros pedidos. Cheguei ao nível do garçom ao me ver estacionar, já arredava a cadeira, levava a cerveja e me informava que o tira gosto já estava a caminho...

Havia o solitário a beber e pensar com seus botões e o dos grupos...do trabalho, do futebol e da política. 

Esta última há milênios é resolvida em boa parte nas tavernas e botecos mundo afora. Afinal, nada como o ambiente do bar para traçar os conchavos e confabular as conspirações. 

Ah! O bar! O tempo do bar corre misteriosamente de modo peculiar: horas no bar não são sentidas. 

Quantos relacionamentos também não foram iniciados por aquele olhar soturno para a mesa do outro lado? Negócios fechados, mal-entendidos resolvidos ou começados. Enfim, o bar é o mundo. 

Pedidos estranhos, como colocar um cubo de gelo em um conhaque ou pedir uma cerveja sem gelo...

E o garçom? Os garçons são figuras míticas que sabem muito de todo mundo. Quem com quem, quem com dívidas, quem de bem, quem de mal, o proibido e o inusitado.

As orelhas dos garçons são como dos confessores, porém, aqui, sem penitências e por vezes com anuências.

Nunca destrate o garçom. Pode lhe ser prejudicial ao andamento dos pedidos ou até à sua saúde. O bar é o lugar dos poetas, escritores, artistas, notívagos e doutores.

Cada um vai ao bar para uma finalidade justa ou totalmente aluada. O bar é o bar e pronto. 

Música ao vivo? Não tinha e ainda bem.... Quando o artista é bom, que bom; quando é sofrível, o sofrimento é muito grande...

O que acontece no bar, fica no bar. Ou deveria. Geralmente, quando sai de lá, causa estragos de toda a ordem. 

O bar é o início dos sonhos e final das ilusões. No bar se chora de alegria, de embriaguez e de pouca ou muita lucidez. 

Bar do Otacílio...O Marinho de Faria. De boa prosa, de inteligência e sagacidade aguçadas. Sabia agradar. Comerciante. 

O tico-tico.... Dos temperos da dona Maura, a carne de panela, a moela ao molho, o frango com quiabo e as bolas de carne gigantescas: sabores de uma Itaúna que já se vai nas brumas da Jove Soares. 

Um bom tempo, boas páginas da nossa rica História barranqueira. Otacílio: muito obrigado pela boa prosa e essa você pendura.


Referências:

* Professor Luiz Mascarenhas / Colaborador para o Blog Itaúna em Décadas. 
Organização e Arte para o blog: Charles Aquino

quarta-feira, março 25, 2020

RODOVIA NEWTON PENIDO

PROJETO DE LEI Nº 541/2003

Dá a denominação de Rodovia Newton Penido ao trecho da MG-50, que liga o Município de Juatuba ao Município de Itaúna.
A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais decreta:
Art. 1º - Fica denominado Rodovia Newton Penido o trecho da MG-50, que liga o Município de Juatuba ao Município de Itaúna.
Art. 2º - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3º - Revogam-se as disposições em contrário.

Sala das Reuniões, de fevereiro de 2003.
Antônio Júlio


JUSTIFICAÇÃO
 O trecho rodoviário a que se refere o projeto em questão não possui denominação específica. Este projeto de lei objetiva dar a denominação de Newton Penido ao trecho da Rodovia MG-50 que liga os Municípios de Juatuba e Itaúna.

Nascido em Itaúna, mais precisamente no Distrito de Itatiaiuçu, Newton Penido - a quem se pretende homenagear -, ficou órfão de pai aos dois anos de idade. Trabalhou como sapateiro, balconista, tropeiro, ajudante de caminhão e motorista, mas, amante de sua terra e do trabalho pecuário, firmou-se como fazendeiro.

Foi Presidente da Cooperativa Agropecuária de Itaúna por 12 anos, sempre eleito maciçamente pelos pecuaristas. Destacou-se também como empresário nos setores de autopeças e recapagem de pneus. Preocupado com suas raízes e seu povo, Newton Penido enveredou pela política. Já na primeira vez em que candidatou a Vereador foi o mais votado. Vereador atuante, batalhador, foi reeleito para outros vários mandatos tendo chegado à Presidência da Câmara Municipal de Itaúna em1982.

Casou-se com Nialva Rodrigues Penido, mulher respeitável e trabalhadora. Foi um chefe de família exemplar. Pai zeloso e dedicado, deixou sete filhos: Alan, Anilton, Arlene, Argos, Arlete, Arlise, e Ladário que se destacaram por sua formação moral ímpar e educação integral.

Newton Penido foi uma daquelas pessoas cujo nome com certeza se perpetuará na lembrança dos que com ele conviveram. Por sua bondade, capacidade de servir e generosidade, conquistou a admiração e amizade de seus conterrâneos.

Dessa forma, é justo prestar esta homenagem àquele que em vida ajudou a construir a história da cidade de Itaúna com seu trabalho, sua participação e sua honra. Conto com o apoio dos nobres colegas parlamentares para a aprovação desta proposição.

 Publicado, vai o projeto às Comissões de Justiça, para exame preliminar, e de Transporte, para deliberação, nos termos do art. 188, c/c o art. 103, inciso I, do Regimento Interno.

    

PARECER PARA TURNO ÚNICO DO PROJETO DE LEI Nº 541/2003
Comissão de Transporte, Comunicação e Obras Públicas

Relatório De autoria do Deputado Antônio Júlio, a proposição em tela tem por escopo seja dada a denominação de Rodovia Newton Penido ao trecho da MG-050 que interliga os Municípios de Juatuba e Itaúna.

Após exame preliminar da matéria realizado pela Comissão de Constituição e Justiça, que concluiu por sua juridicidade, constitucionalidade e legalidade, cabe a esta Comissão deliberar conclusivamente sobre o projeto, nos termos do art. 102, XII, c/c o art. 103, I, “b”, do Regimento Interno.

Fundamentação
A indicação do nome de Newton Penido para denominar bem público revela-se justa e oportuna homenagem a quem decisivamente participou da história do Município de Itaúna com seu trabalho e inteira dedicação ao próximo.

Com efeito, essa personalidade desempenhou as mais diversas atividades, como as de sapateiro, balconista de loja, tropeiro, ajudante de caminhão e motorista, chegando a fazendeiro.

Destacou-se como Presidente da Cooperativa Agropecuária de Itaúna, por 12 anos, e como empresário nos setores de autopeças e de recapagem de pneus. Ao mesmo tempo, preocupado com os problemas públicos, enveredou-se pela política, elegendo-se Vereador por vários mandatos, chegando a ocupar a Presidência da Câmara Municipal de Itaúna. Também foi exemplar chefe de família, honrado esposo e dedicado pai.

Conclusão
Em face do exposto, somos pela aprovação do Projeto de Lei nº 541/2003.
Sala das Comissões, 13 de outubro de 2003.
Djalma Diniz, relator.


Rodovia MG 050 /  Itaúna



PARECER PARA TURNO ÚNICO DO PROJETO DE LEI Nº 541/2003
Comissão de Constituição e Justiça

Relatório O projeto de lei em tela, de iniciativa do Deputado Antônio Júlio, tem por objetivo dar a denominação de Rodovia Newton Penido ao trecho da MG-050 que liga os Municípios de Juatuba e Itaúna. Publicada em 5/4/2003, vem a matéria a esta Comissão de Constituição e Justiça, que deverá proceder ao seu exame preliminar, nos termos do art. 102, III, “a”, do Regimento Interno.

Fundamentação
O Estado Federal brasileiro caracteriza-se essencialmente pela repartição de competências entre a União, os Estados membros, o Distrito Federal e os municípios, todos dotados de autonomia política, administrativa e financeira, desfrutando de competência legislativa própria, respeitados os limites materiais estampados no ordenamento jurídico.

No que tange à competência normativa, as matérias que só podem ser reguladas pela União estão elencadas no art. 22 da Constituição da República. As que são reguladas pelo município, por sua vez, estão previstas no art. 30, que lhe assegura a prerrogativa de editar normas sobre assuntos de interesse local e suplementar a legislação federal e estadual, para melhor atender às suas peculiaridades.

Quanto ao Estado membro, a regra básica para delimitar sua competência está consagrada no § 1º do art. 25 da Lei Maior. É a chamada competência residual, que lhe faculta tratar das matérias que não se enquadram no campo privativo da União nem do município.

À luz dos dispositivos mencionados, a denominação de próprios públicos não constitui assunto de competência privativa da União nem do município, podendo, portanto, ser objeto da disciplina jurídica por parte do Estado membro. Com efeito, foi editada a Lei Estadual nº 13.408, de 21/12/99, que estabeleceu as condições para se dar nome aos próprios do Estado, cujas normas estabelecem ser da competência do Legislativo dispor sobre a matéria, além de exigir que o homenageado seja falecido e haja correlação entre a destinação do bem e a área em que ele se tenha destacado.

Quanto à iniciativa para a deflagração do processo legislativo, saliente-se que a Carta mineira não a inseriu no domínio da iniciativa reservada a nenhum dos Poderes, sendo perfeitamente legal a apresentação do projeto no âmbito da Assembleia Legislativa.

Como se vê, os pontos fundamentais que norteiam o exame do projeto por esta Comissão, a saber, a competência desta Casa para dispor sobre a matéria, a espécie legislativa adequada e autoridade competente para deflagrar o processo legislativo, encontram-se em harmonia com o ordenamento constitucional vigente.
Em razão disso, inexiste óbice jurídico à tramitação da matéria.


Conclusão
Em vista do exposto, concluímos pela juridicidade, constitucionalidade e legalidade do Projeto de Lei nº 541/2003.
Sala das Comissões, 23 de setembro de 2003.
Bonifácio Mourão, Presidente - Leonardo Moreira, relator -
Weliton Prado - Gilberto Abramo.


Rodovia MG 050 Itaúna


PARECER DE REDAÇÃO FINAL DO PROJETO DE LEI N° 541/2003
Comissão de Redação
O Projeto de Lei n° 541/2003, de autoria do Deputado Antônio Júlio, que dá a denominação de Rodovia Newton Penido ao trecho da MG-050 que liga o Município de Juatuba ao Município de Itaúna, foi aprovado em turno único, na forma original.
Vem agora o projeto a esta Comissão, a fim de que, segundo a técnica legislativa, seja dada à matéria a forma adequada, nos termos do § 1° do art. 268 do Regimento Interno.
Assim sendo, opinamos por se dar à proposição a seguinte redação final, que está de acordo com o aprovado.

PROJETO DE LEI N° 541/2003
Dá denominação ao trecho da MG-050 que liga o Município de Juatuba ao Município de Itaúna.

A Assembleia Legislativa do Estado de Minas Gerais decreta:
Art. 1° - Fica denominado Rodovia Newton Penido o trecho da
MG-050 que liga o Município de Juatuba ao Município de Itaúna.
Art. 2° - Esta lei entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 3° - Revogam-se as disposições em contrário.

Sala das Comissões, 5 de novembro de 2003.
Presidente - Antônio Genaro
Relator - Laudelino Augusto
Maria Olívia
 Dimas Fabiano



  

  

INFORMAÇÕES REFERENCIAIS:
Ementa: DÁ A DENOMINAÇÃO DE RODOVIA NEWTON PENIDO AO TRECHO DA MG-50, QUE LIGA O MUNICÍPIO DE JUATUBA AO MUNICÍPIO
DE ITAÚNA.
Autor: DEPUTADO ANTÔNIO JÚLIO PMDB
Publicação: DIÁRIO DO LEGISLATIVO EM 05/04/2003
Regime de Tramitação: DELIBERAÇÃO EM TURNO ÚNICO NAS COMISSÕES
Indexação: DENOMINAÇÃO, RODOVIA, MUNICÍPIO, JUATUBA, ITAÚNA.
Assunto Geral: PRÓPRIO PÚBLICO
Transformado na Norma: LEI 14866 2003 - LEI ORDINÁRIA
Situação Atual: TRANSFORMADO EM NORMA JURÍDICA
Projeto de Lei disponível em: https://www.almg.gov.br/home/index.html

Organização e pesquisa: Charles Aquino — Historiador e Pesquisador
Colaborador: Alexandre Campos — Vereador e Presidente da Câmara Municipal de Itaúna.
Acervo: Câmara Municipal de Itaúna – fotografia Newton Penido Presidente da Câmara de Itaúna.
Fotografia Rodovia MG 050: Charles Aquino


HISTÓRIA DA SAÚDE EM ITAÚNA (VI)

HOSPITAL MANOEL GONÇALVES ITAÚNA MG

O texto "BEXIGAS DEVASTOU ITAÚNA" aborda a epidemia de varíola que assolou a cidade de Itaúna no século XIX. A varíola, também conhecida como "bexigas", era uma doença altamente contagiosa e mortal, que causou grandes prejuízos à população local. A avó de Edward Rodrigues, Amélia Augusta de Faria, relatava que o local onde estavam enterrados os doentes de varíola foi adquirido pelo seu irmão Olímpio Nogueira de Souza, próximo à Santa Casa de Caridade.

A varíola era uma ameaça constante na época, devido à falta de conhecimento médico e à ausência de vacinas eficazes até o final do século XIX. O impacto da epidemia em Itaúna foi tão severo que a área ficou conhecida como "Bexiguento", e muitos doentes foram isolados e enterrados ali, conforme mencionado por João Dornas Filho em seu livro.

A história da varíola no Brasil revela uma luta contínua contra a doença, que culminou com a erradicação global em 1980, graças a esforços de vacinação em massa promovidos pela OMS e OPAS a partir da década de 1940. No Brasil, campanhas intensivas de vacinação e vigilância epidemiológica, como a Campanha Nacional Contra a Varíola (CNCV) e a Campanha de Erradicação da Varíola (CEV), foram cruciais para eliminar a doença.

Em resumo, a epidemia de varíola em Itaúna é um exemplo da devastação causada por doenças infecciosas em um período histórico marcado por limitações médicas e sanitárias. A memória desses eventos destaca a importância das campanhas de saúde pública e da vacinação para prevenir tragédias semelhantes no futuro.


BEXIGAS DEVASTOU ITAÚNA

BEXIGAS — Assim era chamada a Varíola, uma doença infectocontagiosa que assombrou também a cidade mineira de Itaúna no século XIX.

Minha avó Amélia Augusta de Faria contava, menina na época, que se lembrava de seu irmão Olímpio Nogueira de Souza, havia comprado o sitio onde estavam enterrados os bexiguentos. O local era depois da Santa Casa de Caridade (hoje Hospital Manoel Gonçalves) indo para o bairro Santanense.

Anos depois, Antenor Marinho comprou o sítio, a parte bexiguenta e loteou. Como sua mulher chamava Marta, o local tomou o nome de Vila Santa Marta.

João Dornas Filho em seu livro comenta o fato: ” A região fronteira à Casa de Caridade Manoel Gonçalves, onde se acha localizado hoje o sítio do Sr. Olympio Nogueira de Souza, chama-se Bexiguento, em virtude de uma epidemia de varíola que (quase) dizimou a população de Sant’Ana em 1880. Ali foram isolados os variolosos e ali mesmo enterrados os que faleciam, em número considerável.”

De um passado ainda com grandes dificuldades, as “memórias e histórias itaunenses” sobrevivem e permanecem …

Edward Rodrigues

BAIRRO SÃO JUDAS TADEU ITAÚNA MG

Hoje : Bairro São Judas Tadeu





Referências: 

Texto: Edward Rodrigues da Silva (Genealogista & Historiador Itaunense)

Foto: Google Map / Charles Aquino

Organização e análise do texto: Charles Aquino

Acervo: Shorp (ilustrativo)

Fonte Pesquisa: FILHO, João Dornas. Itaúna, Contribuição para a História do Município” Editado em 1936 o registro na página 97

SANDOVAL 24 HORAS

Bar do Sandoval 24 horas, almoço e jantar, bebidas e tira-gosto na hora a gosto do freguês!
O Osnofa conhece e bem o Bar do Sandoval, fez muitos carnavais ali na Praça da Lagoinha.
Ai, se não fosse as 24 horas do Sandoval esta festa carnavalesca não teria o mesmo gosto para o Pau de Gaiola, bloco carnavalesco de maior envergadura e de pura irreverência!!!
É notório e de conhecimento público que o “Sandoval” só fecha na sexta–feira da Paixão. Então, em qualquer outro dia, até mesmo no dia da eleição, o “Sandoval” está aberto 24 horas. Já pensou como é importante este propósito dos proprietários de servir aos clientes 24 horas.
Bem que o Osnofa pode imaginar uma história com fatos reais e surreais, assim o leitor poderá avaliar o quanto é importante ter em nossa cidade um Bar 24 horas, ou melhor um “Sandoval e um Odilon” (proprietários do bar) sempre prontos a atender a clientela com categoria ímpar, por isto que todos os dias, esta enorme clientela está sempre presente e cada cliente é atendido à sua maneira.
Há quem venha todos os dias e várias vezes ao Bar do Sandoval só para tomar cerveja. Tem casal, como o Manoel da Zinha e sua esposa Roselene, vem de segunda a sexta-feira para o almoço no “Sandoval”; já o meu amigo Manoel Alegria que mora nas proximidades, sempre desce a rua Antônio de Matos com um jogo de marmitas, muito chique, para buscar o almoço da família; meu amigo Marquinho Goiano, “Rei do Pão de Queijo” está sempre passando no Bar do Sandoval para comprar meia dúzia de torresmos.
Assim é o dia a dia dos clientes do Bar do Sandoval: Você nem imagina, eles estão sempre, a qualquer hora do dia e da noite por lá! Já presenciei famílias jantando no Sandoval por volta das 3 da manhã, aquela comida caseira, arroz, feijão, ovo frito, macarrão, tropeiro, bife de porco ou de boi, salada com alface, tomate e cebola, ou aquele vinagrete. Que bom saber que as pessoas de bem, podem curtir com tranquilidade o Bar do Sandoval, sempre foi assim e é assim que deve ser, as pessoas podem chegar tranquilamente e curtir a noite ou o dia no “Sandoval”.
Se seu cigarro acabou, pegue seu carro ou sua bicicleta, ou a pé mesmo, vá comprar seu cigarro no “Sandoval”, do jeitinho que você estiver em casa pode ir ao bar “24 horas do Sandoval”, para comprar o leite das crianças e outras coisas de primeira necessidade que podem faltar na sua dispensa. É assim o Bar do Sandoval, você chega, pede, bebe e come aquilo que você quer e o preço nunca ultrapassa o que o freguês pode pagar.
Este é um dos segredos do Sandoval 24 horas no ar: Você sai de casa ou da balada e quer comer, um bife a cavalo, uma porção de fritas, um tropeiro ou um prato feito, com a competência das cozinheiras literalmente especiais, que na vida diurna e noturna fazem, com competência, o trabalho da cozinha. Aproveite meu amigo, pois o Bar do Sandoval lhe dá esta tranquilidade dia e noite e isto pode fazer você a pessoa mais feliz do mundo.
Ontem à noite encontrei meu amigo engenheiro Júlio Prado, que acabara de guardar seu carro na garagem, ali próximo ao Bar do Sandoval. De prosa com o mecânico Mario Rezende, que estava voltando da missa, justamente comentavam como ficou mais agradável ainda o Bar do Sandoval depois da reforma.
Final dos anos 70, manhã de sábado, por volta das 4 da madrugada, o Osnofa entrava no Bar do Sandoval para comprar um pão de queijo com linguiça, uma Coca-Cola geladinha e assim finalizar mais uma noitada, vindo diretamente da famosa discoteca do Automóvel Clube de Itaúna, onde passou momentos memoráveis,
Naquele instante, quem estava por lá, meu amigo jornalista Sebastião Nogueira Gomide, mais conhecido como “Piu da Folha do Oeste”, semanário que periodicamente cumpria o dever de informar o povo itaunense os acontecimentos da semana.
O Piu, os delegados Olímpio Nolasco e o Dr. Hudson Maldonado, um dos melhores professores de Direito Penal que já passou pela Universidade de Itaúna, comentavam no balcão do bar para os ouvidos do Sandoval e o restante da clientela, a matéria exclusiva da Folha do Oeste, em primeira mão intitulada, “Índio morador da rua Xavante número 600, no bucólico Bairro da Piedade foi preso com quinze quilos e meio de maconha”.
No Bar do Sandoval, há lugar para o encontro com a notícia, com os amigos e com a tranquilidade do dia a dia, 24 horas, almoço, jantar, bebidas e tira-gosto na hora a gosto do freguês, venha pra cá!!!
O Osnofa tem certeza que você leitor deste meu causo, já teve os seus dias de passar de madrugada no Bar do Sandoval, depois de uma balada, com ou sem a namorada ou simplesmente com uma turma de amigos, tomar a saideira degustando aquele prato feito ou um tira-gosto feito na hora, como aquele bife de fígado acebolado que dá água na boca do freguês, de tão suculento. Não é à toa que meu amigo Marcos Antônio Beghine sempre que pode estar jantando no Bar do Sandoval.
O Osnofa está certo que os bons tempos ainda não se foram, estão apenas começando e se você gosta de uma boa comida caseira na hora do almoço ou quer um bar para curtir a noite e o fim da noite, a melhor opção ainda é o Bar do Sandoval.
Como diria o Poeta Osnofa … “Comida boa, no prato ou na quentinha, direto da cozinha, preço sem igual, é no Bar do Sandoval”
“Pinga da roça, cerveja geladinha, tira-gosto da hora, torresmo e linguiça, sopa de galinha, tudo a gosto do freguês, quem vem no Bar do Sandoval, volta outra vez”.
Afonso Osnofa (Afonsinho)

REDUTO DA BOEMIA ITAUNENSE

O Bar do Sandoval, em Itaúna é uma relíquia e último reduto da boemia itaunense. A começar pelo próprio Sandoval, um típico barman itaunense que atravessou décadas trabalhando no ramo, do qual me lembro desde a primeira infância.
Nos anos 70, ele tinha um bar em frente ao seu atual, e meu pai (barzeiro que era) me levava junto aos botecos de Itaúna, onde pude conhecer o Sandoval ainda muito jovem.
Durante a época que morei sozinho na rua Dr. José Gonçalves, o Bar do Sandoval era meio a cozinha da minha casa. Foram inúmeros PFs, pão de queijo com linguiça chapa, pão de sal com almôndegas e muita fanta na madrugada a dentro, sempre trabalhando no VF impresso. De praxe, o Bar 24 horas servia os fregueses com o fiel escudeiro, Zé Luiz, Sandoval e seu irmão.
Lá é o único lugar do mundo que você encontra criaturas de toda espécie, conhece gente nova e tem encontros inusitados. Até mesmo um ET de alfa centauro, uma mera mulher da vida, que usa disfarçadamente o Sandova, como seu ponto de trabalho.
O bar que reúne todas as tribos, foi palco de encontros com pessoas raras pra mim. Ponto de parada e reabastecimento em tantos carnavais, noitadas, serenatas e também de bebedeiras com meus amigos (deles, sou avesso a bebida), e local de matar a fome na madrugada itaunense.
E lá estando da última vez, na virada do ano, revi o Sandoval na ativa e numa jogada do destino, trombei com meu amigo Popó, que foi ali pra comprar o mesmo que eu, antes de cair no réveillon: cigarros para varar a noite. Nada mais itaunense que isso…
Viva, Sandoval!
Pepe Chaves

CORONAVÍRUS: SANDOVAL FECHADO, MAS NÃO CURVADO ...


No “fatídico e histórico dia 23 do mês de março do ano de 2020” pela primeira vez e há pouco mais de  40 anos de trabalho de “portas sempre abertas” o bar 24 horas “fechou”…, e a notícia se espalhou rapidamente por todos …
“Quantas histórias esse lugar poderia contar! Bar do Sandoval, na Praça da Lagoinha, em Itaúna – MG” Adilson Nogueira.
“Fato inédito na história de Itaúna, bar do Sandoval está fechado” Rosse Andrade.
“Gente é o fim dos tempos mesmo, até o Sandoval fechou” Janaína Andrade.
“ITAUNICES – Bar do Sandoval vai fechar pela primeira vez na História de Itaúna! E tem gente achando que é “só” uma gripezinha … Mas informa: Mesmo fechado estará entregando marmitex! O mais gosto de Blackstone! ” Professor Luiz Mascarenhas.
“Hoje dia 23/03/2020 um fato histórico no município de Itaúna mg, desde a sua inauguração o conhecido e muito frequentado BAR DO SANDOVAL localizado na praça da lagoinha teve que pela primeira vez baixar as suas portas ao público, devido a epidemia do coronavírus” Hamilton Pereira.
“Momento histórico para Itaúna/MG. Bar e Restaurante Sandoval 24h fechado a partir de segunda-feira (23) ” Rádio Clube de Itaúna.
“E o Sandoval encontrou as chaves para fechar? ” Elmo Nélio Moreira.
“Isso é raro e tem mesmo que ser registrado e autenticado no cartório !!!” Marquinho Morais.
“Eu nem sabia que tinha porta pra fechar lá” Jardel Alves.
“Acordar as 2:00 da madrugada sem o pf do Sandoval não vai ser fácil! ” Horotimaro Silva.
“Agora sim todos podem buscar a Deus tempo está fechando, cada dia que passa está estreito” Sidinei Douglas.
“Quem nunca passou uma noitada no Sandoval não teve um bom passado!!” Luciene Souza.
“Ele já sabia!  RAUL SEIXAS “Agora sim, a Terra Parou! ” Robson Reis.
Sandoval pra ele fechar é que a coisa tá feia!!! Rosaria Helen.
“Pronto socorro dos Ébrios. . .” Francisco Farias.
“Com tantos anos de funcionamento, isso nunca aconteceu!!!” Jake Santos.
“Uma história da cidade o Sandoval” Alvimar Manoel Pereira.
“Desemperraram as portas” Heriks Nogueira.
“Gente é o fim dos tempos mesmo, até o Sandoval fechou” Janaina Andrade.
“Vivi pra ver o Sandoval fechar” Luiz Carlos.

SANDOVAL ABERTO 24 HORAS: DELIVERY & MARMITEX



Referências:
Textos: Afonso Osnofa, Pepe Chaves e rede social (Facebook).
Acervo Fotográfico: Hamilton Pereira, Charles Aquino, Sandoval Campos, Odilon Campos e redes sociais da internet.
Organização & Arte: Charles Aquino