Grande figura humana, Modelar Discípulo de Jesus,
Pastor dedicado e zeloso de seu rebanho. Educador e formador de gente. Uma vida
dedicada aos humildes, principalmente aos carentes e órfãos.
Nasceu no pequeno lugarejo, freguesia do Sagrado
Coração do Coco (São Caetano de Moeda), em 19 de junho de 1910. Mário Delfino
Moreira, nascido na Moeda e Antônia Ferreira são seus pais. Avós paternos, José
Ferreira, português, e Leonor Vieira Braga, do Coco. Avós maternos, Francisco
Machado Netto e Maria Ferreira Marques, de São José do Paraopeba. Encaminhado para a vida sacerdotal pelo grande
arcebispo de Mariana, Dom Silvério Gomes Pimenta . Seminarista no Seminário do
Coração Eucarístico de Belo Horizonte, com apoio de Dom Antônio dos Santos
Cabral, com bolsa que lhe deram as irmãs do Colégio Coração de Jesus, de Belo
Horizonte. O Bispo e arcebispo Dom Cabral lhe devotava grande amizade e afeto,
acompanhou sua passagem pelo seminário e lhe deu a tonsura, as ordens menores,
o subdiaconato, o diaconato e o presbiterado. Ordenou-se no mesmo dia com Dom
Cristiano Portela de Araújo Pena, Padre Sinfrônio Torres e Padre Guilherme
Kriger.
Antes de vir para Itaúna, foi cooperador do Monsenhor
Guedes na Lagoinha (1938/39), depois, sucessivamente, vigário de Piedade do
Paraopeba (1939/43) e de Itaúna (1943/85). Nestes períodos, foi encarregado de
várias outras paróquias: São José do Paraopeba (1939/43), Moeda (1941/43),
Itatiaiuçu (1943/46), Santanense (1943) e Padre Eustáquio (1960). Seu colega de ordenação, Dom Cristiano,
primeiro bispo de Divinópolis, concedeu-lhe o título honorífico de cônego, por
autorização do Papa Paulo VI (1966). Em nossa cidade, criou novas paróquias:
Coração de Jesus de Santanense (1953), Nossa Senhora de Fátima do Padre
Eustáquio (1960), Nossa Senhora das Graças, na Ponte (hoje Graças) e Nossa
Senhora da Piedade do Serrado (hoje Piedade), em 1970. A zona rural foi
enriquecida com novas capelas: Córrego do Soldado, Garcias (depois paróquia).
Cachoeirinha, Vista Alegre (nome dado por ele ao Pasto das Éguas), Carneiros, Paulas
e Santo Antônio da Barragem (construída pela Itaunense, com participação da
comunidade).
Presença decisiva na criação da Granja Escola
São José, realizando um sonho de quando seminarista frequentava o Instituto
João Pinheiro em Belo Horizonte, um centro de amparo a órfãos, carentes e
meninos com desvio de conduta. Co-fundador do Colégio Santana, que passou pelas
mãos do Padre José Nobre, do professor Raimundo Corrêa de Moura e do professor
José Coutinho (com a colaboração de sua esposa Dª Vani e do saudoso professor
Geraldo dos Santos), no casarão dos Cerqueira Lima na Rua Silva Jardim. Construída a nova sede do Colégio pela Santa Casa, fruto do testamento do maior
benemérito de Itaúna no século XX, Manoel Gonçalves de Sousa Moreira (através
da Sociedade Anônima com o nome do benemérito instituidor da Fundação), Padre
Netto foi o responsável pela vinda dos padres americanos, frei Ambrósio e
Cipriano, franciscanos conventuais e, finalmente pelos padres espiritanos (
Adriano, Pedro Schoonnaker, Cauper, Luiz e outros), os quais se tornavam
vigários, ficando o colégio nas mais deste notável educador que é o Padre José
"das crianças", que transformou em educandário orgulho da comunidade,
sala de visitas de Itaúna. Exerceu grande influência na instalação do Orfanato
São Vicente de Paula, obra meritória de Dona Cota. Vigário de Itaúna ao longo
de quase 42 anos. Pastor que mais tempo ficou à frente da paróquia de Santana.
Conseguiu uma nova Casa Paroquial com a ajuda de dedicadas senhoras das
famílias Cerqueira Lima e Gonçalves de Souza. Além disso, são imensas as marcas
deixadas pelo operoso e dinâmico vigário em Itaúna. Membro do conselho fiscal
da Universidade de Itaúna, completou a construção da Igreja da Matriz,
terminando o coro, instalando os altares laterais e o púlpito. Assumiu a
direção da Escola Normal oficial de Itaúna (Colégio Estadual), em momento de
grande crise. Inspirador da APAC, obra
que sempre contou com o trabalho e a dedicação de Waldeci Antônio Ferreira.
Ergueu o Centro Comunitário da Paróquia, contando com o patrocínio do senhor Joaquim
Soares Nogueira (Quincas), numa homenagem ao seu falecido Cláudio.
Muito pode ser acrescentado à biografia deste
notável e humilde homem de Deus. Esta ligeira exposição, ao ensejo dos 160 anos
da criação da Paróquia de Sant'Ana, atende apenas ao desejo jornalístico da
Tribuna da Imprensa, solidária com as manifestações prestadas no Museu Francisco
Manoel Franco, pela comunidade itaunense, a tão grande benfeitor cidadão
honorário da terra de Sant'Ana, merecedor do eterno reconhecimento dos
barranqueiros do Rio São João Acima.
Padre José Ferreira Netto
está na galeria de honra dos mais notáveis itaunenses !
Primeiro dos dois filhos do casal Guarany Nogueira e Maria de Castro Nogueira – Maricas, nasceu a 02 de dezembro de 1927, na cidade de Itaúna, Estado de Minas Gerais. Casou-se em 20.01.1955 com Yvette Gonçalves, filha de Waldemar Gonçalves de Souza e Arthumira de Oliveira Gonçalves, sendo pais de Rodrigo Otávio (1955), Patrícia (1957), Alexandre José (1959), Eduardo Luiz (1960), Virgínia (1962) e Leonardo (1962) – Gonçalves Nogueira. Faleceu em sua cidade natal nas primeiras horas do dia 17 de setembro de 2011. Advogado, professor, jornalista, empresário, político. Advogado: Diplomado pela Faculdade de Direito da Universidade de Minas Gerais em 1951. Presidente da 34ª Sub-seção da Ordem dos Advogados do Brasil por 34 anos. Magistério: A criação da Universidade de Itaúna foi o marco mais importante de sua atuação. Foi seu primeiro Reitor e, conforme ele mesmo disse, “peguei uma obra na estaca zero, deixei com todos os cursos reconhecidos, com o terreno para o Campus”. Durante 18 anos, dedicou-se à Universidade, da qual foi co-fundador e Reitor, até 1983. Professor aposentado depois de 30 anos no magistério estadual, e também lecionando em estabelecimentos de Ensino Médio (Científico, Comercial e Normal), foi professor nas Faculdades de Direito, Economia e Engenharia, em Itaúna, Diretor do Colégio Estadual e Instituidor e Presidente da Fundação Educacional “Maria de Castro Nogueira”, que proporciona cursos da 1ª a 8ª séries. Jornalista: Fundou três jornais na empresa em que trabalhou trinta e oito anos e da qual foi superintendente: Voz Operária, Avante e O Itaunense. Redator da Folha do Oeste. Articulista nos jornais O Brexó, Tribunal Itaunense, Gazeta de Itaúna, Integração, Folha do Povo e Itaúna Acontece. Presidente da Rádio Clube de Itaúna por 20 anos. Empresário (indústria): Na Companhia Industrial Itaunense, empresa têxtil e siderúrgica, exerceu, por 38 anos, cargos executivos, chegando a Superintendente do Departamento de Planejamento e Relações Industriais. Foi membro do Instituto Brasileiro de Siderurgia (IBS), sediado no Rio de Janeiro, integrando as Comissões de Relações Industriais e Comunicação Social. Político: Membro da União Democrática Universitária, na Faculdade de Direito da UFMG. Com atuação sempre na cidsade natal, foi Secretário Geral do PSD, depois Presidente do Diretório da ARENA, vereador mais votado em 1966, Presidente da Câmara Municipal [1967-1970]. Vice-prefeito e Secretário Municipal de Educação. Participação em associações filantrópicas, beneficentes e de serviços: Fundador dos três Rotary de Itaúna, presidente duas vezes e Governador do Rotary Internacional [1984-1985]. Provedor da Casa de Caridade Manoel Gonçalves de Souza Moreira [1963-1966]. Membro do Conselho de Administração do Orfanato São Vicente de Paula, Granja Escola São José e Fundação de Proteção à Maternidade e Infância de Itaúna. Participação em associações culturais e esportivas: Sócio Honorário da Associação Artística Coral Júlia Pardini. Sócio Honorário e Presidente do Automóvel Clube de Itaúna. Presidente do Universidade Itaúna Futebol Clube. Fundador do Itaúna Tênis Clube. Sócio Benemérito do Iate Clube de Itaúna e da Associação Atlética Banco do Brasil. Sócio efetivo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, titular da Cadeira nº 46. Membro do Arquivo Histórico de Pitangui, do Instituto Genealógico Brasileiro, da Arcádia de Minas Gerais, do Arquivo Jurídico e do Instituto Histórico de Pitangui-MG. Associou-se ao Colégio Brasileiro de Genealogia a 19.07.1993. Títulos, medalhas e condecorações: Diploma de “Mérito Cultural José Maria dos Santos” do Instituto Histórico e Geográfico Paraibano – 1994. Cidadão Honorário de Pitangui – MG. Medalhas: “da Inconfidência”, pelo Governo do Estado de Minas Gerais; “do Mérito Legislativo”, pela Assembléia Legislativa de MG; “de Mérito Industrial”, pela Federação das Indústrias de MG; “da Revolução de Sorocaba de 1842”, pelo Governo do Estado de São Paulo; “Santos Dumont” grau prata em 2002 e grau ouro em 2008, pelo Governo do Estado de Minas Gerais; “João Pinheiro” e “Israel Pinheiro” pelo Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais; “da Universidade Federal de Sergipe”, 1982; “Luís Alves de Lima e Silva”, pelo Exército Brasileiro, Comando da 4ª Divisão; e diversas outras. Genealogia: iniciou as pesquisas genealógicas em 1948, quando ainda estudante de Direito. Seu foco de atenção era o centro-oeste mineiro. Pesquisou em cartórios e arquivos religiosos em muitas cidades mineiras, dentre as quais Sabará, Mariana, Ouro Preto, Pitangui e Santo Antônio do Monte, onde tinha suas raízes maternas. Associado, conforme citação acima, ao Instituto Genealógico Brasileiro e ao Colégio Brasileiro de Genealogia (1993). Publicou “Os Nogueira de Santana”, monografia, na obra “Efemérides Itaunenses” de João Dornas Filho. Ao falecer, deixou pronta a obra “Genealogia dos Gonçalves de Souza Moreira de Itaúna”. Trabalhos publicados: “A Necessidade de novas Universidades em Minas Gerais e sua Interiorização” – 1966; “A Indústria e a Universidade” – 1968; “Itaúna de Amanhã”; “História de Itaúna” – nos anais da Câmara Municipal, 1975; “História da Fundação de Mateus Leme” – nos anais da Câmara Municipal de Martins Leme; “História da Fundação de Bonfim”, no Dicionário Escolar da Prefeitura Municipal de Bonfim; “Centro Oeste-Mineiro: História e Cultura” – 2008; “História de Itaúna”, em 40 fascículos semanais publicados no jornal Folha do Povo. Publicou trabalhos nas Revistas do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, na Arcádia de Minas Gerais e na Associação Brasileira dos Pesquisadores em História e Genealogia (ASBRAP) de São Paulo. Publicava, semanalmente, no jornal “Folha do Povo”, uma crônica, em coluna sob sua responsabilidade, assuntos educacionais, históricos e políticos.
Historicamente,
foi no ano de 1853, que os barbônios que nesta região estiveram pregando
missões alertaram e recomendaram à população itaunense sobre a necessidade de
ser construído na cidade de Itaúna a Capela de São Miguel, no interior de um cemitério
localizado na região, e também da Capela de Nosso Senhor do Bonfim, no monte ao
norte do arraial que naquela época era chamado Morro de Santa Cruz.
A capela de
São Miguel foi edificada através de doações da comunidade e a de Nosso Senhor
do Bonfim foi construída pelo Tenente José Ribeiro Azambuja no mesmo ano de
1853, no morro atualmente conhecido como Morro do Bonfim (antigo Santa Cruz).
Localizada
a aproximadamente 25 km do centro da cidade de Itaúna, a Capela do Senhor do
Bonfim sempre foi um local de peregrinação religiosa da população do antigo
arraial de Itaúna.
A
Capela de Nosso Senhor do Bonfim está situada no ponto mais alto da região de
Itaúna, ou seja, a 1000m de altitude. Construída em meados do século XIX, em
pleno período imperial brasileiro, possui estilo colonial.
O
Alto do Bonfim com sua Capela de Nosso Senhor do Bonfim, ilumina do ponto mais
alto de uma cidade em pleno desenvolvimento, porém, preocupada em não perder
seus marcos históricos, afim de continuar uma cidade com identidade cultural e
memória afetiva.
Atualmente,
Itaúna, através do Morro do Bonfim integra as 14 (quatorzes) cidades do
Circuito dos Bandeirante – Circuito Verde, sendo alvo de iniciativas futuras
para viabilização de investimentos em atividades turísticas/religiosas.
Local
de tradição das peregrinações religiosas em devoção ao Nosso Senhor do Bonfim,
a Capela de mesmo nome, representa para toda a comunidade itaunense um exemplar
valioso da arquitetura colonial, tendo a simplicidade de seus traços ainda
originais, guardando a identidade religiosa própria de um povo já enraizada na
alma popular.
Sua
conservação é, portanto, inerente ao anseio da modernidade, pois sobressai a
referência cultural da edificação.
A
Capela de Nosso Senhor do Bonfim por estar localizada no ponto mais alto da
região de Itaúna tem sido estudado a viabilidade de torná-la um ponto turístico
religioso, pois o morro do Bonfim oferece todas as condições para tal
empreendimento.
A 25 km de distância do centro da cidade além da arquitetura colonial
da Capela, toda a região é propicia para a exploração turística religiosa e
ecológica.
A
25 km de distância do centro da cidade além da arquitetura colonial da Capela,
toda a região é propicia para a exploração turística religiosa e ecológica.
O
morro do Bonfim oferece uma visão privilegiada podendo a cidade ser vista
parcialmente num ângulo fascinante.
A Guerra do Paraguai, que durou de dezembro de 1864 a março de 1870, é
amplamente considerada um dos genocídios mais significativos da história da
América do Sul e desempenhou um papel fundamental na formação da identidade
brasileira ao longo do século passado.
O impacto disto superou até mesmo
as declarações de Independência e da República, uma vez que o apelo à
independência apenas provocou uma mobilização significativa em regiões
selecionadas do país. Um total de 135 mil militares
compunham a força terrestre que combateu no Paraguai. Entre eles, 59 mil eram
membros da Guarda Nacional, enquanto 55 mil serviam em corpos de voluntários.
Isso foi um marco significativo à medida que indivíduos de diversas regiões do
Brasil se uniram, formando novos conhecidos e lutando lado a lado por um
propósito comum.
A importância de coagir
voluntários ao recrutamento torna-se crucial quando se estuda o processo de
guerra. No entanto, é importante diferenciar as diferentes fases dos conflitos.
À medida que os conflitos se arrastavam, o entusiasmo diminuía e a resistência
crescia, resultando numa maior necessidade de recrutamento. No meio de circunstâncias
desafiadoras para um conflito ao longo das fronteiras do sul, o Exército
Imperial percebeu a sua incapacidade de combater sozinho o agressor inimigo.
Confrontado com a vulnerabilidade das forças armadas, o Imperador D Pedro II tomou
medidas decisivas em 7 de janeiro de 1865, emitindo o decreto nº. 3.371 para
mobilizar o espírito patriótico da população brasileira. Isto levou ao
estabelecimento dos Voluntários da Pátria, batalhões especializados formados
especificamente para as exigências da guerra. Esses soldados eram facilmente
reconhecíveis pela proeminente placa de metal adornada com o escudo imperial,
orgulhosamente exibido em seu braço esquerdo.
No início, o apelo do governo à ação teve uma
recepção notável e inesperada. Grupos de voluntários surgiram em diversas
regiões do país. Os relatos das partidas destes voluntários revelam uma
completa ausência de coerção. Em Pitangui, cidade localizada no interior de
Minas, um grupo de 52 voluntários se despediu em meio a uma combinação de
festividades religiosas e cívicas. Isto incluiu discursos patrióticos
apaixonados, a interpretação do Hino Nacional e uma cerimônia solene onde uma
jovem apresentou a bandeira ao primeiro voluntário. O povo pitanguense sempre
considerou o amor pela pátria uma forma de devoção, que nutriu de todo o
coração e com inabalável reverência.
Em resposta à ameaça iminente à
sua pátria, responderam rapidamente ao apelo e reuniram-se no Palácio Municipal
no dia 2 de fevereiro daquele ano. Foi lá que fundaram a sociedade Amor da
Pátria, dedicada à captação e consolidação de recursos municipais. O objetivo
principal desta sociedade era fornecer assistência mais eficiente e oportuna ao
governo imperial na defesa do Brasil contra potenciais hostilidades da
Inglaterra, bem como quaisquer circunstâncias futuras imprevistas.
Num curto espaço de tempo, a
comissão arrecadou com sucesso uma quantia significativa que foi posteriormente
destinada para cobrir as despesas do Estado durante a Guerra do Paraguai. Em 3
de fevereiro de 1865, o desembargador Pedro de Alcântara Cerqueira Leite, então
presidente de Minas, escreveu uma carta ao presidente e ao secretário da
sociedade conhecida como Amor da Pátria. Nesta carta, informou-lhes que havia
recebido autorização do governo de S. M., o Imperador, para aceitar uma
generosa doação de 2:110$000 (Dois contos cento e dez mil réis) do Dr.
Frederico Augusto Álvares da Silva e Joaquim Antônio Gomes da Silva Júnior, que
eram membros da comissão da sociedade. Esta doação destinava-se a ser utilizada
para despesas do Estado.
No Palácio Municipal, realizou-se
na noite do dia 22 de março uma notável e grandiosa sessão. Esta sessão foi
repleta de solenidade e grandeza quando a sociedade conhecida como Amor da
Pátria expressou sua profunda gratidão e sincera despedida aos corajosos
voluntários de Pitangui. Foi um abraço nostálgico que tocou o coração de todos
os presentes.
Dª Rosinha, estimada filha do
Tesoureiro Tenente Azevedo, fez uma entrada triunfal na sociedade, exibindo
orgulhosamente uma luxuosa bandeira adornada com as armas do Brasil, da Coroa
Imperial, e a inscrição: "VOLUNTÁRIOS DA PÁTRIA DE PITANGUI",
deixando uma marca duradoura impressão.
Nos primeiros tempos, o Império
do Brasil incentivou com sucesso o recrutamento de homens através de promessas;
contudo, à medida que as notícias tristes e desoladoras dos campos de batalha
se espalhavam, a resposta a estes incentivos tornou-se menos desejável. A
partir de 1866, houve uma notável ausência de fervor no recrutamento militar.
As autoridades, incertas sobre o curso de ação apropriado, seguiram os seus
próprios motivos e agendas individuais, sejam eles económicos ou partidários.
Isto demonstrou que o processo de recrutamento era imprevisível e em constante
mudança, sujeito aos caprichos e favores dos responsáveis.
Ao tomar conhecimento desta
informação, o mineiro, conhecido pelo seu comportamento cauteloso e
desconfiado, sentiu medo e percebeu os agentes recrutadores como um perigo
genuíno. Por outro lado, os agentes tinham a delicada e precária tarefa de
recrutar indivíduos. Neste contexto particular, torna-se evidente que a guerra
e a sua intrincada dinâmica introduziram circunstâncias sem precedentes: uma
ligação entre “necessidade e limites” que inegavelmente definiu aquela época.
Itaúna, estando sob jurisdição administrativa de Pitangui, naturalmente
contribuiu com seus próprios voluntários para a Guerra do Paraguai.
Indivíduos que "voluntariamente" ofereceram seus serviços para defender sua pátria durante a Guerra do Paraguai. O historiador João Dornas Filho
forneceu informações sobre o processo único de voluntariado naquela época. As
autoridades responsáveis pelo recrutamento prenderiam os cidadãos e, se
considerados indignos de confiança, seriam algemados e transportados para Pitangui,
o centro central de alistamento na região. Evaristo Cunha conseguiu escapar ao
recrutamento refugiando-se durante vários dias na capela do Senhor do Bonfim.
Infelizmente, nem todos tiveram a mesma sorte. José Alves Galdino, voluntário,
foi detido pelos chimangos, partido liberal no poder, e transportado para
Pitangui. Porém, segundo a tradição, ao chegar, recorreu a uma medida
desesperada: consumir um dente de alho inteiro, o que o fez ficar febril e
considerado impróprio para o serviço. Ele acabou retornando para Sant'Ana
(Itaúna), onde faleceu pouco depois devido às consequências dessa manobra
inteligente.
Por outro lado, alguns seguiram
para o teatro da luta e prestaram serviços até o fim. São eles:
O Sargento Basílio Domingues
Maia, conhecido pela “alcunha de Bá”, junto com Furriel Joaquim Mariano Villas
Boas e Mestre Januário, também conhecido como Caraco, que era um educador
dedicado, ensinando seus alunos vestido com uniforme militar. Infelizmente, os
outros não receberam qualquer reconhecimento pelo seu serviço altruísta à
Pátria, pois morreram em circunstâncias terríveis, deixando-os desamparados.
Apesar de suas ações heroicas e altruístas, apenas Mestre Januário foi
homenageado com a cátedra de mestre escolar.
A complexidade da situação fica
evidente em correspondência datada de 23 de novembro de 1866, onde o Comandante
Superior de Pitangui expressou ao presidente da província de Minas Gerais sua
insatisfação com o flagrante desrespeito às diretrizes de recrutamento:
”
Com pesar levo a presença de V. Exa que os Guardas designados no 12° batalhão
para o serviço da guerra não aquartelarão se hontem, como havia sido ordenado
ao Chefe do mesmo Corpo. Esta falta não he so filha do desamino, do terror, e
da repugnância que se nota nos Guardas Nacionaes para o serviço de guerra; he
talves antes devida a froxidão dos officiais, que apesar das mais terminantes
ordens, não tem elles comprehendido nossa situação e a responsabilidade que nos
cabe.
He
ella sem dúvida ainda a falta de interesse, a indiferença com que as
autoridades policiais tem encarado este tão importante serviço, e para provar
que digo refiro o ultimamente passado com o Delegado de Polícia deste Termo
João Evangelista de Oliveira a quem communicando eu hontem a participação que
me fes o Alferes Commandante do Destacamento que constava lhe haverem grupos de
povo armado nos subúrbios da Cidade para opporem embaraços a prisão dos
designados nenhuma providencia me consta fosse tomada, nem ao menos se dignou
aquella autoridade responder o meo officio.
Assim he que contando os designados com a
froxidão da Policia, com a dos officiaes facilmente se negão ao cumprimento de
seos deveres. Fiz já extrair a relação dos designados, remettia ao Delegado de Polícia
de quem solicitei a prisão, e ordenei terminantemente ao Chefe d’aquele
Batalhão que debaixo de sua responsabilidade os fisesse imediatamente prender,
empregando para isso a força destacada."
Na coleção intitulada SP-1272,
que contém correspondência oficial e documentos adicionais relativos ao
recrutamento, consta uma carta datada de 10 de junho de 1867, do Secretário de
Estado dos Assuntos de Guerra. Este acervo específico encontra-se no Arquivo do
Ministério Público.
O recrutamento de guardas
nacionais apresenta preocupações subjacentes, particularmente devido à própria
composição da Guarda Nacional. Em teoria, a Guarda Nacional consistia em
indivíduos íntegros e com estabilidade financeira, o que significava que tinham
maior probabilidade de receber proteção das autoridades. Um agente de
recrutamento da cidade do Serro chamou a atenção do presidente provincial para
os desafios enfrentados no recrutamento, esclarecendo o facto de certas
autoridades da região estarem a agir contra os interesses do governo, perturbando
assim o destacamento da guarda nacional.
Durante os meses de novembro e dezembro do ano
de 1866, numerosas cartas e documentos adicionais foram enviados ao Governo
sobre assuntos relativos à força pública. Especificamente, essas
correspondências, que estão catalogadas sob a referência SP-1145, são
originárias da Cidade de Pitangui e foram datadas de 23 de novembro de 1866.
Esses valiosos registros estão atualmente guardados no arquivo do APM (Arquivo
do Ministério Público).
A necessidade de guerra exacerbou
as relações já tensas entre as partes envolvidas, como resultado da crise no
fornecimento militar. Numerosas tentativas de fuga, desaparecimentos na
floresta, uma abundância de pedidos de isenção e discórdia entre as próprias
autoridades resultaram na perda de controle sobre o objetivo principal: a
execução da campanha.
Os líderes políticos e oficiais
da Guarda Nacional em cada província iniciaram o recrutamento forçado,
obrigando os seus adversários a alistar-se como parte da força voluntária
nacional. A exigência era que cada província contribuísse com um mínimo de 1%
de sua população. No caso de alguém tropeçar em uma esquina, pode receber
inesperadamente um golpe na cabeça e acordar com uma espingarda em sua posse,
destinada ao campo de batalha.
Independentemente disso, existiam
vários caminhos para escapar ao chamado: os ricos contribuíam com recursos,
equipamentos, escravos e funcionários em vez de envolvimento pessoal; aqueles
com recursos limitados alistaram seus familiares, filhos, sobrinhos ou
empregados domésticos; O único recurso para os marginalizados era procurar
refúgio nas profundezas da floresta. Tornou-se costume que os proprietários de
escravos empregassem seus escravos como soldados em batalha. A Guerra do
Paraguai viu mais de 20.000 escravos entrarem na luta, representando
aproximadamente 16% da força militar brasileira.
Além disso, o governo, juntamente
com sociedades e conventos patrióticos, começou a comprar escravos para se
juntarem à luta durante a guerra. O império prometeu conceder liberdade àqueles
que se voluntariassem para o serviço militar, ignorando convenientemente
quaisquer escravos que conseguissem escapar. Sem dúvida, a guerra exerceu
imensa influência na formação da identidade brasileira. No entanto, é
verdadeiramente desanimador que, juntamente com a perda de inúmeras vidas, este
processo também tenha resultado na desumanização de outros seres.
Filho
do tenente coronel Zacarias Ribeiro de CamargoseDª Ana Nogueira de castro, o
major Senócrit Nogueira nasceu na fazenda da "República" a 24 de
abril de 1870.
Aos dez anos de idade, quando já assumia a direção da aula do
mestre José João nas faltas do professor, concluía o curso primário e tomava as
responsabilidades da escrituração da fazenda paterna.
Em
1894 edificava a Capela do Senhor dos
Passos no largo desse nome, e demolida em 1950. Em 1895 era eleito
presidente do Clube Teatral e no ano seguinte presidente do Clube Literário e Progressista,
associações recreativas e culturais que grandes serviços prestaram à população
de Santana.
No
ano de 1898, como presidente de uma mesa eleitoral do distrito, fez da Junta
Apuradora do Pará, e depois da Junta da Comarca em Sabará, quando evitou, por
sua energia, a depuração de um deputado legitimamente eleito.
Homem
enérgico, inteligente e trabalhador, muito cedo era figura indispensável nos
empreendimentos locais de desenvolvimento do distrito, sendo eleito em 1895
para o cargo de Juiz de Paz, que exerceu até 1897.
Vereador
do distrito à Câmara Municipal do Pará, de 1898 a 1900, fez passar várias Leis
de interesse para o nosso crescimento, e em 1901 era eleito Presidente do
Conselho Distrital quando, junto com o Dr. Augusto Gonçalves, iniciou a
campanha para a criação do município.
O
trabalho que então desenvolveu para a consecução deste desiderato foi
admirável. Todas as providências necessárias para este fim, como a aquisição
dos edifícios para a Câmara Municipal e a Escola Pública, foram por ele,
coadjuvado neste passo pelos suplentes de vereador Jove Soares Nogueira e
Washington Alves da Cunha.
A
documentação justificativa da criação do município apresentada por Senócrit Nogueira ao deputado José Gonçalves de Sousa atesta a dedicação e o empenho que
punha no empreendimento. Vitoriosa a ideia pela Lei Estadual de 16 de Setembro
de 1901, era nesta data nomeado coletor estadual que ocupou até 1906.
A
batalha da fundação do município teve lances emocionantes que é bom relembrar,
como o da manobra do município de Bonfim para não perder o distrito de Conquista.
O chefe bonfinense Dr. Moreira da Rocha, não se conformado com o desmembramento
de tão próspero distrito, fundou junto à sede deste, com o fim de ficar com a
melhor parte, um novo distrito, como aliás permitia em certas condições, a
legislação em vigor deu-lhe o nome de Floriano Peixoto, e mandou logo que se
fizesse o lançamento de impostos e tomou outras medidas que caracterizassem a
soberania do município de Bonfim sobre o novo distrito.
Senócrit
Nogueira intervém então energicamente para anular a manobra e, aconselhado por
amigos, convida os contribuintes do distrito de Conquista a pagar os seus
impostos em Itaúna. E sabendo que um inventário de pessoa residente no novo
distrito estava se processando em Bonfim, entrou em juízo com uma petição de nulidade,
acolhida pela justiça do Pará, que ordenou o processamento pelo município de
Itaúna.
O
Major Senocrit Nogueira exerceu o cargo de Coletor Estadual até quando foi
nomeado secretário da Câmara Municipal e seu coletor, cargo que desempenhou desveladamente até 1920, juntamente com
o de delegado de polícia.
Em
1908, com a cooperação de Damas de Caridade do Sagrado Coração de Jesus,
adquiriu uma casa na rua 14 de julho, hoje rua Diógenes Nogueira, com o fim de
transformá-la em abrigo dos pobres, casa que prestou serviços até 1951, quando
foi demolida.
Padrinho
de Rossini Cândido Nogueira, criou-o e educou-o o nosso biografado, ordenando-o
padre em 1927 falecido em Juiz de Fora em 1941, o padre Rossini, pelos seus
dotes intelectuais foi uma saliente figura do clero mineiro.
Chefe
do serviço do recenseamento de 1920, em Itaúna passava o nosso biografado em
1921 para Belo Horizonte, onde fixou residência e foi nomeado funcionário da
Prefeitura Municipal aposentando-se em 1936.
Homem
público, funcionário exemplar, amigo dedicado dos interesses da sua terra,
homem de religião e de sociedade, batalhador infatigável, patriota da mais
nobre estirpe, filantropo e benemérito cidadão itaunenese Senócrit Nogueira
foi um dos fundadores do Partido Republicano Mineiro, que a sua inteireza moral
abandonou quando viu desviados os seus princípios. As novas gerações de Itaúna
hão de sempre reverenciar a figura do nobre ancião e nela beber os mais sadios
exemplos de patriotismo e inteireza.
Na década de 1940, o Velho Grupo Escolar de Itaúna era um ponto central na vida da cidade, marcado por suas construções emblemáticas e pela importância na formação educacional dos jovens da região. Localizado atrás da igreja, onde hoje se ergue a Prefeitura Municipal, o grupo escolar era composto por dois chalés grandes e compridos, com janelas envidraçadas que permitiam a entrada generosa de luz natural, criando um ambiente acolhedor e propício para o aprendizado.
Esses chalés eram interligados no centro, onde se encontrava a sala do diretor, um espaço que simbolizava a autoridade e a organização da instituição. Cada chalé abrigava duas salas de aula, equipadas com o essencial para a educação da época, e suas respectivas instalações sanitárias, garantindo a higiene e o conforto dos alunos. A arquitetura simples e funcional refletia a dedicação à educação, oferecendo um espaço onde o conhecimento podia florescer.
Os pátios internos eram o coração da interação social e da recreação dos estudantes. Divididos em dois espaços distintos – um para os meninos e outro para as meninas – esses pátios eram cenários de brincadeiras, risos e formação de amizades. Ali, a garotada podia correr livremente, explorar suas habilidades físicas e criar memórias duradouras. O recreio era um momento de liberdade e descontração, uma pausa necessária nas horas de estudo e concentração.
O Velho Grupo Escolar de Itaúna não era apenas um local de ensino, mas também um símbolo de progresso e desenvolvimento para a comunidade. Em 1916, recebeu a ilustre visita do Governador de Minas Gerais, Delfim Moreira. Esse evento foi um marco na história da instituição, demonstrando o reconhecimento e a importância do grupo escolar no contexto estadual. Dois anos após sua visita, Delfim Moreira foi eleito Presidente do Brasil, o que reforçou ainda mais a relevância daquela ocasião para a cidade de Itaúna.
A visita do governador não foi apenas um evento cerimonial, mas um momento que inspirou tanto alunos quanto professores, fortalecendo o compromisso com a educação de qualidade. A presença de uma figura tão significativa serviu como um lembrete de que o futuro da nação estava sendo moldado ali, nas salas de aula do Velho Grupo Escolar.
Na década de 1940, o Grupo Escolar de Itaúna continuava a desempenhar um papel vital na formação dos cidadãos itaunenses. Com sua arquitetura característica, seus pátios animados e sua história rica, o grupo escolar era mais do que uma simples instituição de ensino – era um verdadeiro pilar da comunidade, preparando gerações para enfrentar os desafios do mundo com conhecimento e valores sólidos. Não seria difícil imaginar lembranças daqueles tempos, que certamente, continuaram a ecoar na memória dos ex-alunos e nas histórias contadas pelas famílias, mantendo viva a essência de uma época em que a educação era a chave para o futuro.
Referências:
Narrativa histórica baseada em fatos reais: Charles Aquino
Ele
escreveu esp'rança à portuguesa e não
esperança, sonoramente à brasileira. São versos da Revista " Cigarra do
Sertão", que João Lima, Mário Matos e eu escrevemos, já la vai um punhado
de anos.
Basta o esp'rança para se descobrir que a quadra
saiu da pena lírica de João de Cerqueira Lima.
Posto que
tinha vindo bem pequeno para o Brasil, a linguagem revela desde logo a
origem.Mamou o leite materno em
Portugal, na Beira, em Castanheira de Pêra, onde viu a luz pela primeira vez,
no dia 21 de abril de 1870.Menino e não
moço ainda, levou-o o destino pra longes terras. Seus pais, Antônio de
Cerqueira Lima e Maria Júlia de Cerqueira Lima, resolveram abandonar a pátria e
emigrar, com os filhos, para o Brasil.
A
imaginação de sonhador, o espírito de aventuras, a alma de romântico, a ânsia
do desconhecido, o desejo de viagens fantásticas, a ilusão de mundos novos,
virgens e ignotos em remate, os mares de D. Afonso Henriques, a alma portuguesa
enfim, sonhadora e romântica, lírica e aventureira, insôfrega e destemerosa, irrequieta e angustiada não permitiram que
o lusitano Antônio de Cerqueira Lima envelhecesse calmamente, mansamente, no
pátria amada.
Por isso,
com a família, atravessou o Atlântico, rumo ao Brasil, isto é, ao desconhecido,
em viagem perigosa, que todas eram, naquela época. Chegado que foi ao Rio de
Janeiro mete-se com a família pelo interior, e junto com os tropeiros,
cavalgando ásperos burros de cela, afundou 600 léguas sertão bruto a dentro,
atravessando a perigosíssima serra da Mantiqueira, onde tinha seu quartel bem
organizada quadrilha de gatunos, que para roubar, matavam os viajantes
desprevenidos.
E veio
com a família terminar viagem no centro, no coração de Minas Gerais, instalando-se
na cidade de Bonfim, onde se estabeleceu com uma casa comercial. Seu filho, o
nosso João de Cerqueira Lima, contava apenas 10 anos de idade, e, para fazer a
viagem, acompanhando os pais, interrompera os estudos primários que frequentou
apenas durante 6 meses.
O menino
João de Cerqueira Lima, ajudava o pai, por todos os meios ao seu alcance, não
rejeitando serviço por duro ou pesado, indo de servente de pedreiro a caixeiro
do pai, da casa de comércio. As compras para sortimento de negócio, eram feitas
em Sant'Ana de São João Acima, na casa de comércio de Manoel Gonçalves de
Souza Moreira.
Nota-se,
de passagem, a força, o poder deste arraial de Sant'Ana, a futura cidade de
Itaúna. Era o arraial grande e poderoso empório comercial, onde havia dois
estabelecimentos notáveis, a casa de Manoel Gonçalves de Souza Moreira e a casa
de Josias Nogueira Machado. Assombroso, por numerosíssimo, era o movimento de
tropas e tropeiros, que de Sant'Ana de São João Acima partiam em todas as direções.
O pequeno e modesto arraial supria de tudo, fornecendo, qualquer mercadoria,
não só a muitos arraiais como ainda a várias cidades.
Antônio
de Cerqueira Lima, porém, não prosperou. Ou porque fosse muito bondoso ou
porque o estabelecimento não rendesse o suficiente para sustentar a família, o
certo é que fracassou o empreendimento comercial, falindo. Como consequência,
ficou devendo a Manoel Gonçalves de Souza Moreira a importância que montava a
um cento e tanto. Sempre foi o português Antônio de Cerqueira Lima homem e correto,
e, no descalabro de seu negócio, tomou as providências necessárias para saldar
todas as dívidas. Não encontrou, porém, jeito de fazer o pagamento, a Manoel
Gonçalves de Souza Moreira, e o recurso foi mandar o filho João trabalhar como
caixeiro, até que fosse feito pagamento total, aos poucos, mediante um minguado
ordenado que recebia.
E João de
Cerqueira Lima, quando veio para Sant'Ana de São João Acima, trabalhar para
pagar a dívida paterna, contava apenas 11 anos. Uma criança que precisava de
brinquedos, ia lutar duramente, com a grave responsabilidade de saldar a dívida
contraída pelo progenitor. Deixou o pai amado, e a mãe idolatrada, os irmãos
queridos e, montado num burrico qualquer, partiu para o arraial bravo, cheio de
lutas e ambições, de gente aventureira, que surgia de todas as bandas, sem
freios e nem policiada, onde todas as noites havia rixas e desavenças, tiros e
facadas, feridos e mortos.
Partiu
com 11 anos de idade, mal sabendo ler e fazer contas para trabalhar para um
patrão severo e rigoroso. Conseguiu com paciência e tenacidade pagar a dívida,
tendo mais resignação que o Jacó da Bíblia, pois levou 11 anos trabalhando para
pagar tudo. Entrou para a casa com 11 anos de idade e a deixou com 22 anos, recebendo,
após o acerto de contas, a importância de uma pataca.
Bendita a
hora, em que chegou a Sant'Ana de São João Acima o menino João de Cerqueira
Lima! Bendita dívida, que obrigou o menino João de Cerqueira Lima a permanecer
em Sant'Ana.
Por que João
de Cerqueira lima veio a ser um dos maiores vultos de Itaúna? Porque foi ele
quem consolidou a Fábrica de Tecidos Santanense, na iminência de um geral
fracasso. Porque foi ele que ergueu, junto com Dr. Augusto Gonçalves de Souza a
Cia. Industrial Itaunense, de que foi a alma. Porque Itaúna deve a João de
Cerqueira Lima a riqueza que possui, a grandeza que ostenta, o progresso que
causa admiração, a força industrial que a anima.
Sim,
porque, se não fossem criadas as duas poderosas as duas poderosas indústrias de
tecidos, que se devem em última análise, a João de Cerqueira Lima, Itaúna
estaria hoje modorrando ao sol, como cidade morta.Mas, continuemos a seguir a vida do lutador.
O
trabalho de caixeiro lhe dava poucas horas de folga, que era, porém bem
aproveitadas pela criança inteligente e séria. E só podia dispor desses raros
momentos de fazer, pois aos domingos e dias santos. O trabalho era dobrado. Em
geral, as populações das roças, fazendeiros e lavradores, preferiam os domingos
e dias santificados para as compras. Vinham à missa, passavam e faziam compras
necessárias. Havia, assim, nos dias destinados ao descanso, desusado movimento,
verdadeira azafama, que punham os pobres caixeiros numa roda viva.
O menino,
cujo caráter a dureza da vida amoldara rijamente, nas horas vagas, ao invés de
brincar ou passear, tratava de estudar, procurando compreender consigo mesmo o
que não pode fazer na escola, por a ter frequentado somente seis meses.
Formoso
exemplo de autodidata. E não foi o único que apareceu em Sant'Anna. Mais dois
pelos menos merecem ser citados e foram Aureliano Nogueira Machado, cujo
diploma de farmacêutico trazia a assinatura de D. Pedro II e Joaquim Marra da Silva,
o jornalista de linguagem correta e castiça, foram mais ou menos
contemporâneos, ainda que João de Cerqueira Lima fosse bem mais moço.
O fato
exato é que João de Cerqueira Lima, em pouco tempo, sem professor e sem guia,
fazia a escrita da cassa, com perícia e perfeição como competente contabilista,
isto, aos 16 anos de idade, isto é, cinco anos depois que bons ventos o
trouxeram para Sant’Anna. Quando contava 20 anos, teve que assumir a direção da
casa, porque Manoel Gonçalves de Souza adoecera de reumatismo e ficara preso ao
leito, entrevado, durante quase 2 anos.
Entreou o povo de Sant'Anna a
murmurar que o negócio iria por água abaixo, porque o jovem João de Cerqueira
Lima não daria conta do recado, e, faltando o chefe, que sempre esteve à
frente, tudo iria mal. E muita gente boa antegozava o fracasso do negócio, numa
satisfação mal dissimulada. A fim de estimular o rapaz e dar-lhes mais ânimo.
Manoel Gonçalves de Souza Moreira prometeu-lhe dez por cento sobre os lucros,
se os houvesse.
Curado o
patrão, tornou a assumir a direção de seu estabelecimento comercial, e, foi
quando houve a desavença, que os separou. A casa dera mais lucros sob a direção
do moço do que antes. Parece que o patrão não gostou, e, no acerto de contas,
houve atrito e discussão, e, como resultado, o moço João de Cerqueira Lima
deixou a casa, onde trabalhou 11 anos seguidamente.
Por esse
tempo já andava de namoro com a senhorita Ana, na intimidade Aninha, filha do
Coronel Manoel José de Souza Moreira. Na igreja, que foi mais tarde demolida, situada
no largo da Matriz, durante a missa, é que ele via a namorava o brotinho
Aninha. Como a semana demorava a passar, para que chegasse o abençoado domingo!
E era um instante apenas, pois tão pouco lhe parecia a meia hora da missa,
finda a qual corria para o balcão, a atender o povo das roças, que queria fazer
compras.
A moça Ana ficou verdadeiramente apaixonada
pelo rapaz, que era elegante, de boas falas e já perito na metrificação. Com
certeza, compôs lhe muitos madrigais apaixonados, poeta que era, mas possível
não foi obter sequer uma poesia a esse respeito.Manoel José de Souza Moreira, via o namoro
com bons olhos, pois adivinhava no moço, honesto, sério e trabalhador, um homem
de futuro.Não pensava, assim, o filho
de Manoel Gonçalves de Souza Moreira, o Manoelzinho ou o Moreira, como era
chamado.
Com o
amparo do pai e do irmão da jovem, Jovino Gonçalves de Souza, o namoro
progredia, para em breve chegar ao noivado. Dizem que Manoel Gonçalves de Souza
Moreira, o Manoelzinho, fizera grande oposição, chegando a ponto de oferecer à
mana a quantidade de cem contos de reis, fortuna imensa naquele tempo, para que
ela abandonasse o João Lima, não se casando com ele. Parece lenda, porque a
importância é mesmo fabulosa. O fato é que a menina Aninha não quis saber do
dinheiro, porque estava doidinha para se casar com o João.Pelo menos diz, um antigo jornalzinho, que se
publicou em Itaúna:
- "A menina Aninha queria porque queria
casar com o João, e, quando escutava o sino da Matriz, era assim que o sino
falava: Casa com o João que o João é bom! Casa com o João que o João é bom!
Ouviu o conselho do sino e casou mesmo com o João".
Já nesse
tempo de namoro, negociava João de Cerqueira Lima de sociedade com Jovino
Gonçalves de Souza, seu futuro cunhado, de quem era muito amigo. O casamento de
João de Cerqueira Lima e Ana Gonçalves de Souza foi celebrado no ano de 1894,
na mesma Matriz, onde começaram o namoro.
Tratava-se
por esse tempo, da construção da Fábrica de Tecidos Santanense, empresa
gigantesca para aqueles tempos remotos. Manoel José de Souza Moreira com seus
irmãos José Gonçalves de Souza, Francisco Gonçalves de Souza e Vicente
Gonçalves de Souza, e, também, seu filho Manoel Gonçalves de Souza Moreira
estavam edificando ou construindo a Fábrica, cujo capital inicial era de
seiscentos contos, um capital muito elevado, considerada para a época. As
dificuldades eram imensas, basta lembrar que, desde o Rio de Janeiro até
Sant'Ana de São João Acima, todas as máquinas, e muitas eram pesadíssimas, tiveram
que ser transportadas nos lombos dos burros ou em carros de bois, numa viagem
lenta que durava meses.
E as
dificuldades foram sempre subindo de ponto, de tal jeito que a turma desanimou
e estava resolvida a liquidar a incipiente Fábrica. A turma, não. É preciso
explicar bem. Manoel José de Souza Moreira não desanimou nem concordou ou
consentiu que se liquidasse a empresa. Desanimado, o filho Manoel não quis mais
continuar à frente do empreendimento. Nesse ponto, foi lembrado João de
Cerqueira Lima e o sogro o levou para a direção da Fábrica. Deixou assim, o
comércio, no ano de 1895, para assumir a gerência da Fábrica de Tecidos
Santanense.
Em pouco tempo,
reergueu a empresa, evitando que se perdesse tanto esforço e tanto capital. Não
pode, porém, continuar muito tempo, pois houve grave atrito e desavença com o
cunhado Manoel Gonçalves de Souza Moreira, que, afinal, voltou a dirigir a
indústria de tecidos.
João Lima
retornou ao comércio, estabelecendo-se com nova casa comercial, à rua Silva
Jardim, esquina com Artur Bernardes, onde hoje está a casa de seu filho João de
Cerqueira Lima Júnior. A primeira casa comercial de sociedade com Jovino Gonçalves
de Souza estava situada na mesma rua, porém, mais abaixo, mais ou menos onde
está hoje a casa do Sr. Francisco Guimarães, à praça Luiz Ribeiro.
Ali na
rua Silva Jardim, negociou até o ano de 1911 quando se deram dois fatos
auspiciosos para Itaúna: - A chegada da Estrada Oeste de Minas e a Fundação da
Companhia Industrial Itaunense.
João Lima
vendeu a casa comercial e foi ser diretor gerente da Cia. Industrial Itaunense,
que dirigiu, administrando, com muito tino e argúcia, até o ano de 1938, em que
já doente passou a cargo a seu filho José de Cerqueira Lima, que é o atual
diretor gerente. Itaunense notável entre os mais notáveis, ainda que nascido em
Portugal, João de Cerqueira Lima passou toda a vida em Itaúna, desde a infância
à velhice, dedicou toda a existência a este torrão bendito de Sant'Ana de São
João Acima.
Por esta
terra lutou, empenhando todas as forças e recursos em todos os setores, quer no
social e político que no econômico ou industrial. Não se indigita cometimento
de vulto em Itaúna que não traga a marca do lutador resoluto, não há fato de
importância que não ostente algum sinal de sua presença.
Entretanto,
não quis o destino que, assim como não nascesse em Sant’Anna, viesse, também, a
falecer na cidade que ajudara eficientemente a edificar e amava tanto. Grave
enfermidade o levara ao Rio de Janeiro, na intenção não só de lhe minorar os
padecimentos, como, e principalmente, de prolongar a existência.
Nascera
esse grande itaunense (seja -se permitido dizer assim, que fora sempre, como os
maiores, de toda a alma e coração) em Portugal e falecera, no Rio de Janeiro.
Caprichos do destino. Falecido na Capital Federal, a 11 de setembro de 1942,
foi o corpo conduzido para Itaúna, em cujo cemitério municipal, foi inumado no
dia 12.
No dia da
chegada do corpo em Itaúna, imensa multidão encheu o largo da Matriz, havendo
encomendação assistida por toda a população, que contrita, ou em prantos ou em
preces fervorosas, assim homenageava o grande homem, tão estimado de todos, já
dos ricos, a quem, sempre, amparou ou antes ajudou a enriquecer, já dos pobres
e da engrandecida mole de operários, a quem amenizou a dureza da existência,
oferecendo trabalho, propiciando meios dignos de subsistência.
Itaúna
precisava de render uma homenagem de relevo ao grande filho, não só num preito
de gratidão, mas principalmente num elegante gesto de justiça. É verdade que a
rua onde se localizou a Fábrica de Tecidos que fundou, consolidou e dirigiu,
com competência, brilho e dignidade, recebeu seu nome, conforme decreto do
Prefeito de então.
Além da
rua João de Cerqueira Lima, que lembra o nome do imorredouro itaunense, há
necessidade outra homenagem maior, de imponência e de culto condizentes com a
grandeza rebrilhante do homenageado.
Deixou os
seguintes filhos, que seguem o exemplo paterno, na honradez, no trabalho, na
dignidade e na inteligência: José, João, Afonso, Manoel Maria e Alice. Havia o sétimo,
Ana moça prendada, que adoecendo de gripe pulmonar, no Colégio de Mariana, onde
estudava como aluna interna, partiu ainda gravemente enferma para Itaúna, onde
veio a falecer poucos dias depois. Morrera na flor da idade, quando contava 18
anos.
Além
desses filhos, houve mais três, que faleceram, quando pequenos: O 1º José, a 1ª
Ana, a 1ª Maria.Houve, pois, dois
filhos com os nomes José, Ana e Maria. Em
memória, aqui ficam estas palavras, como singela homenagem de Itaúna agradecida
a João de Cerqueira Lima.
Década 1911
SEGUNDA BIOGRAFIA
(*1870/ +1942)
**Torres do VALE
Célebre
personagem que se fez dentro de nossa terra e que aqui chegara aos 10 anos de idade,
vindo antes das Plagas Lusitanas, natural de Castanheira de Pêra bem ao pé de
Coimbra, onde nascera a 21 de abril de 1870, filho de Antônio de Cerqueira Lima
e de Maria Júlia Baeta Neves. Já então Maria Júlia de Cerqueira Lima, nome
registrado em Portugal de conformidade com a herança matrimonial, era irmã do
velho Caetano Baeta neves, de muitos anos antes, radicado em nossa vizinha
cidade de Bonfim.
Em 1879
Antônio de Cerqueira Lima viera ao Brasil preparar ambiente de trabalho para
trazer mais tarde sua família, que havia deixado em Portugal.Dirigiu-se logo que chegou a Minas, para a
cidade de Bonfim, onde exercera a função de pedreiro, trabalhando na construção
da Igreja daquela localidade.
Um ano depois,
fim de 1880, voltou a Portugal para buscar a família. João de Cerqueira Lima
que já trabalhava em Portugal como auxiliar de pedreiro caiu certo dia de um
pinheiro e esteve prestes a amputar sua perna esquerda, mas, o destino reservou-lhe
a cura do ferimento e viu-se livre de perder a perna.
Quando a
família, pressurosa leu no jornal os nomes de passageiros do navio que levava
de regresso Antônio de Cerqueira Lima, sentiu-se feliz, porém já lhe falecido
sua filha menor Maria Guilhermina, que falecera em terna idade. Seus filhos até
então restantes eram: João de Cerqueira Lima, Cristina de Cerqueira Lima e
Fortunata de Cerqueira Lima, os quais foram aos cais do porto, assistir ao
desembarque de seu pai Antônio de Cerqueira Lima.
Assim que
viram surgir um senhor de fisionomia atraente e de barbas negras, correram-lhe
ao encontro e perguntaram-lhe: É o senhor, nosso pai Antônio de Cerqueira Lima?
Acolhidos pelo papai, seguiram juntos.Indescritível a euforia de todos em sua residência. Desde então,
prepararam a mudança e em janeiro de 1881 vieram para o Brasil.
Chegados
ao Rio de Janeiro em fevereiro de 1881, logo que obtiveram a devida licença
para o desembarque, foram para a quinta dos Irmãos Bebiano, fortes comerciantes
de secos e molhados, estabelecidos na rua 1º de março, no Rio de Janeiro, e
primos de Maria Júlia de Cerqueira Lima, onde permaneceram durante cinco dias e
dali se transportaram com destino a minas seguindo diretamente para a cidade de
Bonfim, onde passaram a residir.
Quatro
anos depois, em 1885 resolveu Antônio de Cerqueira Lima seguir com a família
para o povoado de Papagaios de Pitangui, onde passaria a comerciar. Foi nessa
ocasião que João de Cerqueira Lima que havia ficado em Itaúna, para trabalhar
como caixeiro junto à Firma Comercial Moreira e Filhos, assumir aos seus quinze
anos de idade responsabilidade do pagamento de um débito de seu pai de trinta
contos de reis (30:000$000) dinheiro que havia obtido por empréstimo, para
abrir casa comercial em Papagaios MG.
E foi com
a máxima pontualidade que o filho lhe cobriu o débito.Tais foram os dotes de atividade, horandez e inteligência do menor João de
Cerqueira Lima, que três anos depois, aos seus dezoito anos de idade,
elevava-se ao cargo de Guarda-Livros da firma e dois anos depois, aos vinte de idade,
ao cargo de gerente da mesma firma. Na qualidade de gerente da firma, casou-se
com Dona Ana Gonçalves de Souza Moreira que passou a assinar Ana Gonçalves Lima
e estabeleceu-se por conta própria com uma pequena casa de comércio que lhe dera
possibilidade de vencer.
Capacitado
para o comércio e para a indústria, foi escolhido para gerente da Companhia de
tecidos Santanense, que na ocasião estava em grande dificuldade. Ao lado de seu
cunhado Dr. Augusto Gonçalves de Souza e de seu cunhado Cel. Antônio Pereira de
Matos, fundou em 1911 a Companhia Industrial Itaunense, que foi uma de suas
maiores vitórias e como prêmio de seu alto espírito moral e empreendedor. Basta
dizer que em 1912 a referida empresa esteve quase a abrir falência, tal era seu
excesso de produção, sem a satisfatória procura da mercadoria fabricada, em seu
ainda restrito mercado de consumo.
Entretanto,
sorria-lhe o destino, pois, em 1914 explodiu a Primeira Guerra Mundial todo o
estoque fabricado com o máximo de procura, foi rapidamente vendido. E daí para
diante, vemos à nossa frente a grande realização de João de Cerqueira Lima.
Além de
tudo isto, era João de Cerqueira Lima exímio poeta e escritor, porem só
escrevia e manifestava suas produções literárias a amigos íntimos, pois, sua
modéstia jamais permitiu que ele publicasse o que escrevia. Chegou a colaborar
com Mário Matos e Lincoln Nogueira Machado em várias revistas, sendo que, na
última delas, fez trabalhar como protagonistas, seu filho José de Cerqueira
Lima e sua nora Adalgisa Matos.
Mais
tarde impossibilitado de continuar em Itaúna por motivo de falta de saúde
transferiu-se com sua família para o Rio de Janeiro, onde faleceu a 11 de
setembro de 1942 aos setenta e dois anos de idade e recebeu sepultura nesta
cidade de Itaúna.
Década 60
Referências:
*Primeira Biografia deDr.Lincoln Nogueira: Revista
Acaiaca (Celso Brant / Ano:1954)
**Segunda Biografia de Torres do Vale: Arquivo
Dr. Antônio Augusto de Lima Coutinho. Professor Marco Elísio Chaves Coutinho.
Revisão Biográfica: Afonso
Henrique da Silva Lima
Textos
digitados conforme originais
Pesquisa e Organização: Charles
Aquino, graduado em História pela Universidade do Estado de Minas Gerais / UEMG
- Divinópolis/MG.
Acervo fotográfico: Prof.
Marco Elísio Chaves Coutinho.