sábado, agosto 28, 2021
quarta-feira, agosto 25, 2021
ESCOLA MARIA AUGUSTA
Dá denominação a Prédio de Grupo
Escolar e dá outras providências.
O Povo do Município de Itaúna, por
seus representantes decreta, e eu, em seu nome, sanciono a seguinte lei:
Art. 1º Fica denominado “Maria Augusta
de Faria”, o prédio que está sendo construído para Grupo Escolar, no Bairro da
Piedade.
Art. 2º Revogadas as disposições em
contrário, esta Lei entrará em vigor na data de sua publicação.
Mando, portanto, a todas autoridades,
a quem o conhecimento desta Lei pertencer, que a cumpram e a façam cumprir tão
inteiramente como nela se contém e declara.
Prefeitura Municipal de Itaúna, 28 de
Novembro de 1972
Jadir Marinho de Faria
Prefeito Municipal
LEI No 3.509, de 14 de março de 2000
Declara de utilidade pública a “CAIXA ESCOLAR DONA MARIA AUGUSTA DE FARIA”, da Escola Municipal Dona Maria Augusta de Faria e dá outras providências.
O Povo do Município de Itaúna, por seus representantes aprovou, e eu, em seu nome, sanciono a seguinte Lei:
Art. 1o. Fica declarada de utilidade pública a “CAIXA ESCOLAR DONA MARIA AUGUSTA DE FARIA”, da Escola Municipal Dona Maria Augusta de Faria, entidade sem fins lucrativos, fundada em 04 de maio de 1977, com sede e foro na Cidade de Itaúna.
Art. 2o. Revogadas as disposições em contrário, esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAÚNA, 14 de março de 2000
OSMANDO PEREIRA DA SILVA
Prefeito Municipal
BIOGRAFIA
Maria Augusta Santos, mais conhecida como
Mariquinha, nasceu em Sant’Ana do Rio São João Acima, hoje Itaúna, aos três de
janeiro de 1887. Filha de Antônio José
Santos, conhecido por Antônio do Bá, e Maria Joaquina da Conceição Santos,
conhecida como Dona Quinota. Seu pai foi protético e um dos precursores do
teatro de Itaúna. Pelo lado paterno, foi neta de Basílio Domingos Maia e Ana
Rufina de Magalhães dos Santos; pelo lado materno foi neta de José Silvério
Pereira Cardoso e Francisca Josefa Cardoso. Aos trinta de junho do ano de 1906
casou-se com Francisco Marinho de Faria e passou a se chamar Maria Augusta de
Faria, indo residir na zona rural do município na fazenda Calambau. No final da
década de 40 saíram da fazenda indo residir na cidade.
Maria Augusta de Faria e Francisco
Marinho de faria teve 13 filhos e 64 netos:
|
Filhos |
Cônjuges |
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Gessy de Faria Ferreira |
João José Ferreira
(João Bigode) |
|
Derossi Marinho de
Faria |
Eunice Nogueira de
Faria |
|
Nardy Maria de Faria |
(Faleceu com 15 anos de
idade) |
|
Anita de Faria |
Epídio Dornas |
|
Maria Augusta de Faria
Drumond |
Ademar Gonçalves
Drumond |
|
José Marinho de Faria |
Elzi Gontigo de Faria |
|
Ildemar Marinho de
Faria |
Diva de Faria |
|
Jair Marinho de Faria |
Gilka Drumond de faria |
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Jadir Marinho de Faria |
Aída Moreira de Faria |
|
Francisco Marinho de
Faria Filho |
Lígia Kosky Antunes |
|
Almira de Faria Corradi |
Antônio Corradi
Sobrinho |
|
Nardy Marinho de Faria |
Geralda Rocha Faria |
|
Onecy Marinho de Faria |
Alfredo Gonçalves da
Silva |
|
Otacílio Marinho de
Faria |
Maura Lopes de Faria |
C
Conhecida como uma mulher forte não somente pelos familiares, mas também pelos que a conheceram, Maria Augusta
foi também uma mulher caridosa, religiosa e sobretudo, soube administrar junto
ao marido a difícil tarefa de criar e educar seus filhos. Aos 18 dias do mês de
janeiro do ano de 1955 veio a falecer aos 68 anos de idade. No ano de 1972
atendendo o reconhecimento da comunidade e seus representantes, o Prefeito
Jadir Marinho de Faria, seu filho, decretou e sancionou uma Lei denominando uma
escola em seu nome.
O legado deixado por Dona Maria Augusta de
Faria e sua família reverbera em nossa sociedade até os dias atuais em diferentes
seguimentos profissionais: na educação, no comércio, na saúde e na política.
Em pé da esquerda para direita:
Nardy, Maria, Ildemar, Anita, José, Almira, Jair, Jadir e Francisco (Chiquito)
Sentados da esquerda para direita:
Gecy, Francisco Marinho, Maria Augusta, Derossi e Oneci
A frente em pé:
Otacílio Marinho
Referências:
Texto:
Dr. Olber Moreira de Faria, Charles Aquino
Organização, pesquisa e arte: Charles Aquino
Acervo de Leis Municipais: Prefeitura e Câmara Municipal de
Itaúna
Fotografia do Ipê Amarelo: Professora Juliana Moreira
Acervo fotográfico: Escola Dona Augusta de Faria, Gilson
Acervo genealógico:
Alexandre Campos, Dr. Alan Penido, Aureo Nogueira
Placa/Arte: Dionisio Codama, São Paulo, Brasil, (Retirado da internet)
CÂMARA MUNICIPAL DE ITAÚNA
Construído na gestão do Prefeito Francisco Ramalho da Silva Filho, projeto do arquiteto Hélio Ferreira Pinto, no
estilo da Arquitetura Internacional, o edifício que abriga a Câmara Municipal é
um espaço para manifestações culturais da cidade e foi inaugurado em 30 de
dezembro de 1988.
A edificação é representantes das
construções da década de 80 ocorridas na cidade, juntamente com a urbanização
da avenida Jove Soares e caracteriza-se como uma importante referência para os itaunenses.
Construída para abrigar a Câmara Municipal, a arquitetura contemporânea da edificação fica dividida em dois
blocos: Um ortogonal para os gabinetes e outro circular para o plenário, ambos
ligados por rampa que conforma externamente estreita ligação.
O primeiro bloco implanta-se acima do
nível da rua, tem três pavimentos e segue estilo modernista. Intercala planos
de vidro com paredes cegas em mármore e brises verticais que configuram
importantes linhas para a composição. O prédio é acessado por larga escada e
ampla porta de vidro blindex.
O plenário tem volumetria de
meia-esfera coberto por laje curva impermeabilizada. Tal Volume é cercado por
um jardim externo que faz a transição entre o espaço público e o privado. As
aberturas são distribuídas uniformemente pela extensão do auditório e tem forma
de “olhos”.
No subsolo fica o Arquivo da Câmara e
o estacionamento por rampa lateral direita. O imóvel sustenta seus principais
aspectos físicos estruturais e compositivos, com todos os elementos desempenhando
plenamente suas funções.
Organização para o blog Itaúna Décadas: Charles Aquino (Agosto/2021)
Texto: Sandra Márcia Bernandes (Fevereiro/2003)
Levantamento e Elaboração: Patrícia
Pereira (Fev/Março/2003)
Revisão: Viviane Corrado (Março/2003)
Acervo: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira –
Fotografia Senócrit Nogueira
Acervo de fotografias e logomarca: Câmara Municipal de Itaúna
Acervo Documental: Prefeitura Municipal de Itaúna, IPAC,
2003. Disponível em: https://www.itauna.mg.gov.br/imgeditor/file/Camara_Municipal.PDF
terça-feira, agosto 24, 2021
segunda-feira, agosto 23, 2021
CINQUENTENÁRIO ITAUNENSE
A abertura da carta destaca a
recepção do convite às 8 horas da manhã, demonstrando a formalidade e a
precisão de Senócrit em registrar o momento exato em que foi notificado. Essa
atenção aos detalhes reforça o respeito e a seriedade com que trata o convite.
A menção à impossibilidade de comparecer à reunião, marcada para o dia
seguinte, é justificada por dois motivos: o curto prazo de convocação e seu
estado de saúde. Esse ponto revela uma preocupação em manter uma comunicação
transparente e respeitosa, mesmo diante de uma negativa.
Senócrit expressa seu apreço pela
iniciativa do prefeito de celebrar o cinquentenário de Itaúna, referindo-se ao
município como "meu querido município" e enfatizando seu vínculo
afetivo e de nascença com a localidade. Ele reconhece a justa consideração que
os habitantes de Itaúna têm pelo prefeito, evidenciando a importância das
lideranças locais na construção e manutenção do espírito comunitário.
A carta também revela uma
profunda ligação emocional com o município ao lamentar a morte de seus irmãos,
Dr. Augusto Gonçalves e Josias Nogueira, que foram membros da Comissão Criadora
do Município. Esse lamento é uma expressão de saudade e de reconhecimento pelo
papel fundamental que seus irmãos desempenharam na história de Itaúna.
Ao final, Senócrit manifesta um
desejo quase premonitório, pedindo a Deus que lhe conceda vida até 2 de janeiro
de 1952, quando completará 81 anos, 8 meses e 8 dias. Essa especificidade
numérica é intrigante e sugere uma profunda reflexão sobre o tempo e a vida. A
carta encerra com uma pergunta retórica ao prefeito sobre a possibilidade de
ser atendido em seu pedido de longevidade, o que adiciona um tom de esperança e
fé ao texto.
Em termos de estilo, a carta é escrita em uma linguagem formal e respeitosa, típica da época. A escolha das palavras e a estrutura das frases refletem um alto grau de educação e consideração pelo destinatário. No geral, o texto é uma demonstração de respeito, saudade e esperança. A formalidade e o tom pessoal da carta revelam a importância das relações comunitárias e a reverência pelas figuras históricas e familiares em um contexto de celebração cívica. A análise crítica desse texto destaca a profundidade emocional e a riqueza histórica presentes na correspondência, oferecendo um vislumbre do caráter e dos valores de Senócrit Nogueira.
Meu caro A. Lima Coutinho – M.D.
Prefeito [...]
Itaún[...]
Belo Horizonte, 2-7-1949.
Saudações.
Acabo de receber agora as 8 horas do
dia o se[...] e honroso convite para fazer parte da Comissão [...] das
comemorações a serem feitas na data do ano [...] da criação deste meu querido
município – Itaúna que fará 50 anos, cuja reunião deverá se realizar amanhã 3 do corrente na Escola Normal d’ahí e não podendo comparecer não só pela escassez
do prazo como também por me achar adoentado e por isso, pedindo desculpas,
apreço-me em felicitar – lhe pela a patriótica inciativa que demonstra ter adotado
a minha terra [ao mesmo] será de nascença, cujos habitantes lhe prestam as
justas e merecidas considerações.
Escusado em dizer que estou de alma e
[coração] em acordo que a Comissão resolver. Finalizando, lamento com saudades
a morte dos meus dois irmãos companheiros - Dr. Augusto Gonçalves e Josias Nogueira,
da Comissão Criadora do Município.
Peço a Deus para me conceder mais a
vida até 2 de janeiro de 1952, data da Instalação do Município, que estarei então
com 81 anos, 8 meses e 8 dias.
Acha, Dr. Coutinho, que serei
atendido?
Disponha do [amigo e irmão] grato.
Rua Acarapé – 21 – “Carlos Prates”
Belo Horizonte.
Referências:
Organização, Arte e Pesquisa: Charles Aquino
Texto: Senócrit Nogueira (In
Memoriam)
Acervo: Professor Marco Elísio Coutinho
(In Memoriam) – Carta de Senócrit ao Dr. Coutinho
Acervo: Instituto Cultural Maria de Castro Nogueira – Fotografia Senócrit Nogueira
quarta-feira, agosto 18, 2021
terça-feira, agosto 10, 2021
quinta-feira, agosto 05, 2021
JOÃO DORNAS FILHO
Nascido no arraial de Santana do Rio São João Acima,
hoje Itaúna (MG), em 7 de agosto de 1902, João Dornas Filho despontou como uma
figura literária multifacetada, destacando-se como romancista, contista,
ensaísta, historiador e biógrafo. Crescendo em uma família de 12 irmãos - Maria (1893), Umbelina (1895), Blandina (1897), Manoel (1898), Helena (1900), Laura (1903), Abel (1905), Noêmia (1906), Margarida (1908), Eunice (1916), Renê (1914) e Suzana (1918) - era
filho de João Dornas dos Santos (1858-1938), defensor da emancipação do município, e de
Maria Eugênia de Mello Vianna (1874-1960).
João Dornas, conhecido pelo apelido de Záu, era um
indivíduo autodidata e com profunda paixão pela literatura e pelo conhecimento.
Apesar de ter frequentado apenas a escola primária no Grupo Escolar Dr. Augusto
Gonçalves, conseguiu cultivar uma cultura vasta e refinada através do seu
próprio esforço. Considerado por muitos uma excentricidade intelectual, Dornas
Filho foi descrito como uma pessoa humilde e afável por seus entes queridos e
amigos.
O Suplemento Literário Mineiro de 1977, publicou um
artigo intitulado "Literatura Mineira: João Dornas Filho e Júlio
Ribeiro", que traz um retrato detalhado do escritor que o descreve como
uma pessoa de temperamento extrovertido, era companheiro de todos, abraçando um
estilo de vida boémio que lhe era único. Ele foi um estudioso diligente e
curioso, receptivo a todas as formas de expressão artística e ressonância
emocional. Ele defendeu destemidamente suas crenças, disposto a se envolver em
debates controversos quando necessário. Um modelo de responsabilidade e
integridade intelectual inabalável.
Na década de 1920, Dornas mudou-se para a capital mineira com o intuito de buscar oportunidades de trabalho e estabelecer conexões na
área do jornalismo. Foi nesta movimentada capital mineira que fez amizade com
conceituados intelectuais e artistas, tanto locais como de todo o mundo.
Notavelmente, o renomado pintor Di Cavalcante chegou a imortalizar Dornas por
meio de uma caricatura cativante, hoje valorizada e protegida pela Prefeitura
de Itaúna.
Em 1928, Dornas colaborou com Guilhermino César e
Aquiles Vivacqua para estabelecer ligações com Mário de Andrade, contribuindo
ativamente para o avanço do movimento modernista em Belo Horizonte. Seus
esforços incluíram a edição do influente panfleto Leite Criôlo, uma importante
publicação alternativa dentro da imprensa modernista. Essa publicação não só
teve profundo impacto em Minas Gerais, mas também repercutiu em São Paulo e no
Rio de Janeiro.
João Dornas Filho é uma figura
proeminente na história literária de Itaúna e de Minas Gerais. Ele foi eleito
para a cadeira número 12 da Academia Mineira de Letras (AML) em 1945, cujo
patrono é Alvarenga Peixoto, um renomado poeta do período colonial brasileiro.
Dornas Filho se destacou não apenas por suas contribuições literárias e
históricas, mas também por seu empenho em promover a inclusão das mulheres nas
atividades acadêmicas da AML.
Durante sua trajetória na AML,
João Dornas Filho enfrentou desafios significativos ao tentar modificar os
estatutos da instituição para permitir uma maior participação feminina. Ele
acreditava na importância da inclusão das mulheres no campo literário e
acadêmico, reconhecendo o valor e as contribuições que poderiam trazer para a
academia. Apesar de seus esforços persistentes, Dornas encontrou resistência
entre seus colegas e não conseguiu implementar as reformas desejadas durante
seu tempo na AML.
Dornas Filho é amplamente
reconhecido como uma das figuras mais destacadas de Itaúna, expressando
continuamente um profundo respeito e apreço por sua cidade natal. Sua obra
reflete os valores culturais de Itaúna, e ele usou suas palavras para celebrar
e preservar a história e as tradições locais. Como historiador e escritor, João
Dornas Filho contribuiu significativamente para o entendimento da história de
Minas Gerais e do Brasil, e suas publicações são consideradas referências
fundamentais nesse campo.
Além de sua atuação na AML, Dornas Filho deixou um legado duradouro em Itaúna, onde seu compromisso com a cultura e a educação continua a ser lembrado e valorizado. A sua dedicação à inclusão e à promoção da diversidade literária reflete a missão da Academia Mineira de Letras de ser um polo irradiador de educação, inclusão e cidadania. Sua história serve como inspiração para futuras gerações de escritores e acadêmicos, tanto homens quanto mulheres, a continuarem a lutar pela igualdade e pela valorização das contribuições literárias de todos.
"Desafortunadamente", faleceu em 11 de dezembro de 1962, sendo sepultado no Cemitério Bonfim , em Belo Horizonte/MG, na Quadra 16, Jazigo 271.
terça-feira, agosto 03, 2021
ADEMAR GONÇALVES DE SOUSA
Faleceu nesta cidade dia 3 último o conceituado médico itaunense dr. Ademar Gonçalves de Sousa, aqui
nascido em 6 de maio de 1899, filho de João Gonçalves de Sousa e Castorina Honorina de Sousa.
Deixa viúva a sra. Maria Andrade Gonçalves.
Dr. Ademar era muito estimado em
Itaúna e depois que se aposentou ainda permaneceu ligado a medicina tendo um laboratório
num cômodo de sua casa aonde atendia aos que o procurava com uma dedicação anormal.
Ficava conversando sobre política e demais assuntos do país e do mundo na
barbearia do Bismark, seu amigo, e na banca do Ibirité.
Do casamento com dona Maria Andrade vieram
os filhos: Argeu, casado com Vera Lúcia Gonçalves Andrade e Murilo, casado com
Marlene Coutinho Gonçalves. Deixa um total de seis netos, além de criar desde a
infância gessa das Graças dos Santos e Dalva Maria de Oliveira.
A morte do dr. Ademar, mesmo com 81
anos de idade, pela sua bondade, foi muito sentida na cidade e ao seu enterro
grande acompanhamento se fez notar.
Referências:
Organização: Charles Aquino
Texto: Jornal Folha do Oeste - Edição 01377, pág.4 10/05/1980, Itaúna/MG
Acervo: Câmara Municipal de Itaúna/MG
domingo, agosto 01, 2021
VELAS EM SANTANA
Fato pitoresco da história da nossa cidade, seria sobre as vendas de velas na
Semana Santana que eram empreendidas por Jair Debique. O comerciante nasceu em
1944 no município de Itatiaiuçu, nesta época pertencente ao município de Itaúna.
Filho de lavradores, José Juscelino de Faria (Debique) e Amélia Sabina da Silva,
mudou-se para Itaúna a fim de acompanhar os pais em 1947. Na ocasião, os irmãos
mais velhos aproveitaram a vinda da família e também buscaram oportunidades de
trabalho. O primeiro local de moradia, foi na rua Gonçalves da Guia, o
principal ponto da boêmia da cidade naquela época.
Jair
Debique começou a trabalhar bem cedo com o pai em diversos
serviços, com apenas 7 anos de idade, além de limpar terrenos na enxada era engraxate e aos 14 anos foi trabalhar no Cine Rex vendendo balas e doces. Aos
17 anos foi trabalhar como mensageiro da Dona Mariquita (esposa do José Rosa)
nos antigos telefones agendados, aos 21 anos, como quase todos itaunense, foi
trabalhar na Companhia Industrial Itaunense - função de Fiandeiro,
com 24 anos de idade, serviu Polícia Militar de Minas Gerais na cidade de
Passos - 12º Batalhão da PM e segundo Jair, sua saída, foi devido ser muito “brincalhão”
e a Polícia daquela época possuía mais dificuldades que a família dele.
Retornou à
Companhia Itaunense, depois trabalhou na Juvenila, Companhia Industrial Belo
Horizonte, Santa Elizabeth, Companhia Paraense e retornou para Itaunense como
fiandeiro, momento em que conheceu sua esposa Vicentina Antunes que trabalhava
na função de Fiandeira. Aos 26 anos, foi trabalhar na Dinâmica Têxtil do
Deputado Marcos Lima em 1970, quando ela abria as portas. Lá assumiu a função
de motorista, conta com orgulho que, várias vezes, dirigiu o Chevrolet do
Senhor João Lima Jr. para levar a Dona Tereza em seu sítio no Morro do Engenho.
No ano de
1976, retorna sua habilidade comercial aos 32 anos, em parceria com o seu amigo
Raimundo Faria, Teco da Casa Ferreira, comprou um Fusca 74 e começou a
vender Calçados de Nova Serrana, viajando por toda Minas Gerais, São Paulo, Rio
de Janeiro, Espírito Santo, Bahia e Goiás. Mais tarde, Jair começa a vender a
vender calçados em parceria com seu irmão e paralelo a isso, montou uma loja de
Calçados Colegial, em Itaúna, depois em Desterro de Entre Rios e Itatiaiuçu.
Jair
Debique começou a vender velas na Semana Santa, pois em uma das suas viagens a
Guaranésia, no Estado de Goiás, viu os meninos vendendo velas e despertou a
curiosidade. Implementando em Itaúna as vendas de vela na Semana Santa, Jair
juntou a criançada do Alto do Rosário e do bairro de Lourdes e iniciou a nova
empreitada.
Jair comenta
orgulhosamente que seu melhor vendedor foi “o Manoelzinho, João do Pulo, o
Carlos Roberto - Mudinho Gari, Zé Querosene, Antônio José de Faria Júnior - Da
Lua -atualmente vereador em Itaúna”. Jair explica que comprava as velas no
quilo em Belo Horizonte e vendia a granel com o auxílio da criançada, que era
muito bem remunerada. A venda de vela ficou famosa, por isso ampliou o comércio
na vizinha cidade de Carmo do Cajuru.
Certa vez,
o Padre José Ferreira Neto implementou a venda por meio da Paróquia de Santana,
enviando uma carta a Jair para que parasse as vendas, pois a criançada
atrapalhava a venda das velas paroquiais, que eram comercializadas nas
barracas montadas na praça da Matriz.
Foram anos
de muitas histórias com a venda das velas. Os jovens (registra o cronista e
professor Sílvio Bernardes no jornal S’Passo) iam gritando: “Oiá a véia,
oiá a véia” enquanto deveriam estar falando “olhem a vela, olhem
a vela”.
Outra
inovação de Jair Debique foram as barracas do Jogo do Coelho nas festividades
do Reinado. O Jogo do Coelho foi
implementado quando Jair, em um passeio ao Parque Municipal, interessou-se pelo
negócio e trouxe a ideia inovadora para o município de Itaúna nas festividades
de Nossa Senhora do Rosário. O jogo funcionava por meio de apostas que eram
feitas em forma de palpites. Havia várias casinhas e o jogador que acertava a
casinha em que o coelho escolhia entrar, levava o prêmio oferecido. O apostador
ganhava brindes e, algumas vezes, dinheiro. Nesta época seus irmãos Oscar,
Gentil e Marquinho do Táxi ajudaram, além de Zita e Marta. Os irmãos ficaram
conhecido como os irmãos bermudas, pelo fato de nunca usarem calça no
dia a dia.
Jair Debique até hoje mora na região do Rosário, onde estes fatos pitorescos e históricos ocorreram em nossas barrancas itaunenses.
Veja a incrível história completa ... agora disponível no vídeo abaixo:
REFERÊNCIA:
Texto:
Alexandre Campos*
Fonte Impressa:
Jornal S’Passo, ed.1378, p.10, 27/03/2021, Itaúna/MG
Fonte Oral:
Jair Debique
Entrevista:
Alexandre Campos
Organização:
Charles Aquino
Acervo:
Fotografia meramente ilustrativa. Disponível em: https://flashbak.com/on-this-day-in-photos-june-7th-in-the-20th-century-53404/candle-maker/
* O autor do texto é responsável pela publicação.
https://orcid.org/0009-0002-8056-8407













