terça-feira, novembro 26, 2019
quinta-feira, novembro 21, 2019
CENSO 1831
Número de quarteirões em cada freguesia; 25 fogos em cada quarteirão; nome dos habitantes de cada fogo; a qualidade do habitante, se era branco, pardo, preto, africano, crioulo ou cabra; sua condição, se era livre ou escravo; legítimo ou exposto[2]; idade, estado, se casado ou solteiro e ocupação.
BRANCOSA
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843
|
MULATOSB
|
869
|
CRIOULOSC
|
552
|
PRETOSD
|
448
|
AFRICANOSE
|
45
|
TOTAL
|
2.757
|
Pesquisa & Organização: Charles Aquino
quinta-feira, novembro 14, 2019
REPUBLICANOS EM ITAÚNA
O texto de João Dornas Filho não é apenas um registro
histórico, mas uma janela para compreender a paixão e o comprometimento dos
itaunenses com os ideais republicanos. Rico em detalhes, ele oferece uma visão
viva e emocionante de um momento decisivo na história brasileira, destacando o
papel singular de Itaúna nesse processo. Com gestos simples, mas de grande
impacto, os habitantes do arraial de Sant'Anna do Rio São João Acima ajudaram a
lançar as bases da República no Brasil.
No texto do historiador João Dornas Filho, você mergulhará em
um relato fascinante sobre como Itaúna se destacou no cenário político
brasileiro, marcada por um fervor que, na época da proclamação da República,
talvez a tenha tornado única em Minas por não contar com um único monarquista
em seu território.
Itaúna destacou-se como um dos primeiros redutos republicanos
em Minas Gerais, manifestando-se com fervor pela nova forma de governo antes
mesmo da Proclamação da República. Tanto era intenso esse espírito republicano
que, por volta de 1885, ainda sob a vigência da Monarquia, já não se encontrava
um monarquista sequer na região.
O entusiasmo pela causa era tamanha que o tenente-coronel
Zacharias Ribeiro de Camargos ousou nomear sua fazenda de “República”, enquanto
Aureliano Nogueira Machado, maestro da banda de música local, chegou a escrever
em letras garrafais a frase "VIVA A REPÚBLICA!!" no lombo de um
animal, em um gesto simbólico de afirmação política.
Esse engajamento tomou forma institucional em 21 de abril de
1889, quando um grupo de cidadãos ilustres, incluindo Dr. Augusto Gonçalves,
Manoel Gonçalves, Francisco Manoel Franco, João Dornas dos Santos, Josias
Nogueira Machado, João de Araújo Santiago e Cassiano Dornas dos Santos, fundou
o “Club Republicano 21 de Abril”, uma organização vinculada ao Centro
Republicano de Ouro Preto, então a capital da província. Essa iniciativa
reforçava o compromisso da cidade com os ideais republicanos e sua participação
ativa no movimento político que culminaria na deposição da Monarquia.
Quando, em 15 de novembro de 1889, a notícia da Proclamação
da República finalmente chegou ao arraial de Sant’Ana do Rio São João Acima, o
que se seguiu foi uma explosão de entusiasmo popular. Comemorou-se com grandes
festas e manifestações de regozijo.
Um dos episódios mais pitorescos dessa celebração envolve o
republicano fervoroso Cassiano Dornas dos Santos, que, tomado pelo entusiasmo,
retirou seu paletó e o estendeu no chão para que o burro que transportava as
malas do Correio passasse por cima – um gesto simbólico de deferência à
mensagem revolucionária que chegava à cidade.
A recepção calorosa ao estafeta do Correio, no entanto,
causou um breve mal-entendido: sem compreender o motivo da euforia, o
mensageiro, envolto pela multidão em festa, chegou a temer que estivesse sendo
vítima de alguma agressão. Logo, porém, entendeu que se tratava de uma
demonstração de júbilo coletivo pelo novo regime que se instaurava no Brasil.
A exaltação republicana não se limitou às festividades do dia
da proclamação. Na noite de 20 de novembro, os cidadãos organizaram uma
grandiosa passeata cívica. Um dos momentos mais marcantes foi a condução de um
andor decorado com as cores da bandeira republicana, sobre o qual foi colocada
uma criança – filha de Arthur de Mattos – vestida simbolicamente como a
personificação da República. Curiosamente, o mesmo andor, que simbolizava a
renovação política do país, acabou servindo também para um propósito mais
prático e humanitário naquela mesma noite: transportar uma parteira idosa e
debilitada, que precisava atender com urgência a um chamado.
O “Club Republicano 21 de Abril” consolidou-se, assim, como um dos primeiros clubes republicanos de Minas Gerais, demonstrando o pioneirismo de Itaúna na adesão ao novo regime e sua participação ativa na transição política do Brasil. O engajamento dos itaunenses não foi apenas um reflexo dos ventos da mudança, mas um testemunho do compromisso da cidade com os ideais republicanos muito antes que eles se tornassem realidade em todo o país.
segunda-feira, novembro 11, 2019
sexta-feira, novembro 08, 2019
AFRESCOS DE SANT'ANA
"A ampliação da matriz custou a vida de João Júlio Cesar Silvino, carpinteiro, que trabalhava nas obras de cobertura, em 1857, e que precipitara ao solo. No Livro de óbitos nº 1 consta o lançamento do seu enterramento no interior da igreja, em homenagem ao fato de trabalhar nas obras, parecendo ser o primeiro sepultado ali" (DORNAS, pág. 24).
TEXTOS DE: João Dornas Filho e Iracema Fernandes de Sousa.
quinta-feira, novembro 07, 2019
BOAS FESTAS, COTINHA
Análise do texto"Boas
Festas, Cotinha"
"Boas Festas, Cotinha",
escrito por Nise Campos, é um texto que mergulha profundamente nas emoções e
reflexões sobre a vida e a morte de Cotinha, uma figura aparentemente
marginalizada pela sociedade.
O texto aborda temas de solidão,
marginalização social, transcendência e redenção após a morte. Está estruturado
em forma de uma carta ou mensagem dirigida diretamente a Cotinha, evocando uma
atmosfera íntima e pessoal. O tom do texto é emotivo e contemplativo. A autora
expressa sentimentos genuínos de pesar pela morte de Cotinha, ao mesmo tempo em
que oferece votos de felicidade e redenção em sua nova jornada após a vida
terrena. O estilo é marcado por uma linguagem poética e simbólica, com
metáforas que ressaltam a beleza e a transformação.
Cotinha é retratada como uma
figura incompreendida e marginalizada, mas também como alguém que encontrava
beleza e felicidade em seu próprio mundo interior. Sua morte é celebrada como
uma libertação dos perigos e do sofrimento terreno, enquanto sua jornada após a
vida é imaginada como repleta de luz, beleza e reconhecimento.
O texto lança uma crítica
implícita à maneira como a sociedade trata os marginalizados e os considera
"coitados". Cotinha é apresentada como uma pessoa feliz e inofensiva
em seu próprio mundo, apesar de ser rotulada como louca ou desafortunada pelos
outros. Essa crítica social é intensificada pelo contraste entre a visão dos
outros sobre Cotinha e a maneira como ela é descrita pela autora. O uso de
símbolos, como as rosas, o vinho e a imagem de Cotinha vestida de branco em seu
funeral, adiciona profundidade ao texto. As rosas representam a beleza e a
fragilidade da vida, enquanto o vinho pode simbolizar tanto prazer quanto
sofrimento. O branco pode evocar pureza, paz ou até mesmo uma nova vida após a
morte.
A autora demonstra uma profunda
empatia por Cotinha, reconhecendo sua humanidade e dignidade mesmo em meio à
adversidade. As emoções sinceras expressas no texto, como o pesar pela morte de
Cotinha e o arrependimento por não ter interagido mais com ela em vida, ressoam
com o leitor e evocam reflexões sobre a natureza da compaixão e da conexão
humana.
Em resumo, "Boas Festas,
Cotinha" é um texto que transcende as barreiras da vida e da morte,
oferecendo uma reflexão comovente sobre a dignidade e a beleza encontradas
mesmo nas margens da sociedade. Através de uma linguagem poética e simbólica, a
autora convida o leitor a contemplar a profundidade da experiência humana e a
encontrar significado na redenção e na transcendência.
Análise do texto “Cotinha
A interação de Cotinha com os
outros habitantes da cidade é marcada por momentos de estranheza e
incompreensão. O diálogo relatado, onde ela protesta contra o apelido de
"coitadinha", revela sua personalidade forte e a falta de
conformidade com as expectativas sociais.
A história da maldição lançada
pela mãe de Cotinha, relacionada à perda de uma agulha, adiciona um elemento de
realismo fantástico à narrativa. Esse aspecto contribui para a construção da
atmosfera misteriosa e folclórica em torno da personagem. Cotinha é retratada
como uma pessoa imersa em sua própria realidade imaginativa. Seus gestos
descompassados, a busca incessante por uma agulha perdida e sua declaração de
ser uma "moça donzela, rainha", simbolizam sua fuga da realidade
cotidiana para um mundo interior fantasioso e poético.
O texto sugere uma crítica
implícita à forma como a sociedade lida com aqueles que são considerados
diferentes ou excêntricos. Cotinha é marginalizada e até mesmo temida pela
criançada, refletindo a intolerância e a falta de compreensão em relação às diferenças.
A escrita de Maria Lúcia Mendes é direta e descritiva, utilizando uma linguagem
acessível e vívida para retratar a vida de Cotinha. O uso de expressões
regionais e a caracterização detalhada dos hábitos da personagem contribuem
para a autenticidade e vivacidade da narrativa.
Em suma, "Tipos
Populares" é mais do que uma simples descrição de um personagem
excêntrico; é uma reflexão sobre a marginalização social, a imaginação e a
singularidade humana, apresentada através de uma prosa envolvente e ricamente
detalhada.
quarta-feira, novembro 06, 2019
BONFIM & GÊNOVA
Muito concorrida era a festa de “Santa Cruz”, que antigamente se comemorava no dia 03 de maio; atualmente em 14 de setembro (Festa da Exaltação da Santa Cruz). Está situada no ponto mais alto da região de Itaúna, a 1000m de altitude.
Mas, nós – itaunenses - também temos a nossa História particular e Itaúna também possuí ainda, algumas pouquíssimas edificações e sinais do nosso passado histórico. Dentre esses; o nosso marco exponencial que é a Capela do Rosário, construída praticamente cem anos ante da do Bonfim (1765).
Pioneiro dos estudos climatológicos e um dos primeiros no Brasil, fez com que Uberaba tivesse tradição fortíssima em estudo climatológico. Anotava os fenômenos meteorológicos e fatos da cidade.
Além do Cemitério e da Capela São Miguel, Frei Eugênio projetou ainda a construção de uma ponte sobre o Rio Grande, no Porto de Ponte Alta, em direção a Uberaba, no intuito de ligar o litoral a Província de São Paulo às de Minas, Goiás e Mato Grosso. Pretendia outra ponte no Rio Paranaíba. Abriu ruas, fez estudos para canalizar as águas do Rio Uberaba, para o abastecimento da cidade.
Foi sepultado no Cemitério São Miguel no outro dia e com a demolição do local em 1917, seus restos mortais foram encaminhados para o Cemitério São João Batista e em 1965 foram encaminhados para a Igreja de Santa Teresinha, em grande cortejo.
Autora do segundo texto: Maria das Graças Salvador e Aparecida Manzan
https://orcid.org/0009-0002-8056-8407
















