sábado, janeiro 25, 2020

terça-feira, janeiro 14, 2020

SÍLVIO DE MATTOS

SÍLVIO PEREIRA DE MATTOS 

Nasceu em Campos (Campos dos Goytacazes), Província do Rio de Janeiro em 08/02/1882; profissão guarda-livros (contador); residente em Itaúna, onde casou em 02/05/1914 [F.93-L.3-Cas-CRC] com a itaunense Maria Augusta Guimarães nascida aos 16/03/1891, filha de Ludovico Ferreira Guimarães e Marfisa Augusta Nascimento. 

Após casamento passou a se chamar Maria Guimarães de Matos; ele faleceu em 24/9/1960 em Itaúna/MG [F.76-L.18-Obi-CRC]; ela faleceu em 11/8/1973 em Itaúna/MG [F.148v-L.22-Obi-CRC];

Itaunense que nunca foi líder político, não é homem de fortuna, nem jamais se projetou no cenário comercial ou industrial de Itaúna, não obstante trata-se de uma das mais luminosas inteligências desta terra. Refiro-me ao Sr. Sílvio de Mattos.

O homem podia, indiferentemente, dedicar-se ao teatro, como produtor, como autor e ator de imensos recursos. Indiferentemente, dedicar-se à literatura ou à ciência. Ou à mecânica — que foi sempre seu passatempo predileto. Os mais complicados mecanismos nunca tiveram mistérios para a habilidade e a invulgar inteligência de Sílvio de Matos.

Lembro-me de que certa ocasião, ouvindo uma conversa de rapazes mais idosos, na porta de Igreja, um deles dissera: — “Indiscutivelmente, possui uma inteligência invulgar. A conversa do Silvio, porém, é cansativa”.

Essa afirmação me surpreendeu, pois, meu pai apreciava infinitamente as palestras do Sr. Sílvio, por isso interpelei o velho: — “Papai, como o senhor analisa o Sílvio de Matos? ” A resposta do velho foi categórica: — “A um gênio, não se analisa. Admira-se e pronto”.

— “O que acontece” — explicou ele — “é que o Sílvio tem um raciocínio tremendamente rápido e a gente tem sempre grande dificuldade em seguir o fio do pensamento dele”.

Fiz sempre questão de cultivar a amizade do Sr. Sílvio, colhendo dela os melhores proveitos. Indiscutivelmente, o homem é uma enciclopédia. Em todo assunto, ele dá lição pra gente.

Péricles Gomide Júnior


GENEALOGIA DA FAMÍLIA

Silvio Pereira de Mattos e Maria Augusta Guimarães de Mattos teve 5 filhos:

N1. Mário Guimarães Matos   

N2. Marta Guimarães Matos de Sousa       

N3. Vivi Guimarães Matos     

N4. Sílvia de Matos   

N5. Maria Guimarães Matos de Lima


N1. Mário Guimarães Matos (*20/08/1916/Itaúna)

N2. Marta Guimarães Matos de Sousa (*18/03/1918/Itaúna — †30/06/2017/Itaúna) casou com Hely Alves de Sousa (*15/11/1920/Mateus Leme — †19/09/1979/Itaúna).
O casal teve 9 filhos:

Bn1. Heleno Matos de Souza (*12/09/1942/Itaúna) casado com Marlene Conceição Rezende Matos de Souza (*07/04/1942/Itaúna). O casal teve 2 filhos:
Tn1. Álvaro Augusto Rezende Matos de Souza (*09/01/1982/Itaúna) casado com Eva Antônia Gomes Moreira Matos (*18/03/1984/Itaúna);
Tn2. Beatriz Rezende Matos de Souza (*28/06/1985/Itaúna) casou com Hermano Moreno Santos Araújo (*28/08/1986/Itaúna).
Bn2. Mário Lúcio de Souza Matos (*27/11/1943/Itaúna
†22/06/2018/Itaúna);

Bn3. Marli Matos de Souza Oliveira (*18/02/1945/Itaúna) casada com Wilson de Oliveira (*15/04/1948/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:
Tn1. Cristina de Souza Oliveira Brandão (*27/05/1971/Itaúna
†30/12/2018) casada com Eduardo Faria Brandão (*10/05/1971).
O casal teve 2 filhas:
4ªn1. Letícia de Oliveira Brandão (*23/08/1995/Itaúna); 4ªn2. Luiza de Oliveira Brandão (*02/04/2001/Itaúna).

Tn2. Ronald Wilson de Souza Oliveira (*22/04/1974/Itaúna) casado com
Annabella Girelli Boing (*20/12/1981). casal teve 2 filhos:
4ºn1. Marcos Boing de Oliveira (*25/07/2011/Itaúna);

4ªn2. Paola Boing de Oliveira (*05/11/2015).

Bn4. Juarez Matos de Souza (*02/03/1946/Itaúna) casou com Meiry Jorge de Souza (*28/05/1948).
O Casal 2  filhos:
Tn1. Daniel Jorge de Souza Matos (*25/03/1978/Itaúna); Tn2. Lucas Jorge de Souza Mtos (*25/03/1978/Itaúna). 

Bn5. Ana Lúcia Matos de Souza (*22/06/1948/Itaúna);

Bn6. Wallace Matos de Souza (*05/05/1950/Itaúna) casou com Mônica Carvalho Franco Souza (*29/08/1955/Itaúna).
O casal teve 3 filhos:

Tn1. Caroline Franco de Souza (*15/08/1981/Itaúna) casou com Ian Ibsen da Silveira Rabelo (*03/08/1988/Itaúna). O casal teve 2 filhos:

4ªn1. Nina Franco Rabelo (*14/03/2017/Itaúna); 4ºn2. João Pedro Franco Rabelo (*16/09/2019).
Tn2. Leandro de Souza (*08/07/1983/Itaúna) casou com Carolina Cássia Pousa de Oliveira Franco (*19/03/1987/Itaúna);

Tn3. Vinícius Franco de Souza (*22/06/1986/Itaúna).

Bn7. Waldez Matos de Souza (*27/11/1951/Itaúna) casou com Elizabeth Maria Nogueira Matos de Souza (*20/07/1961/Itaúna).

O casal teve 3 filhos:

Tn1. Cinthia Aparecida Matos Nogueira (*07/05/1978/Itaúna);

Tn2. Ricardo Matos de Souza Nogueira (*24/11/1980/Itaúna) casou com Thaynara Marcelina Souza Nogueira (*02/01/1987).

O casal teve 2 filhos:

4ºn1. Rodrigo Matos Souza (*15/09/2010/Itaúna);
4ºn2. Miguel Matos Souza (*04/02/2019/Itaúna.)

Tn3. Fernanda Matos Souza Nogueira Maia (*03/09/1984/Itaúna) casou com Eduardo César de Sousa Maia (*13/05/1968/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:

4ºn1. Matheus Henrique de Souza Maia (*21/10/2010/Itaúna); 4ªn2. Maria Eduarda Souza Maia (*28/03/2014/Itaúna).

Bn8. Consulelo Matos de Souza Corradi (*04/07/1955/Itaúna) casou com Armando Sérgio Corradi (*02/03/1956/Itaúna). 
O casal teve 2 filhos:
Tn1. Marco Túlio Matos de Souza Corradi (*25/02/1978/Itaúna) casou com Adriana Oliveira Diniz Corradi (*09/03/1979/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:
4ªn1. Júlia Diniz Corradi (*15/04/2006/Itaúna);

4ºn2. Arthur Matos Diniz Corradi (*09/04/2017/Itaúna).

Tn2. Natália de Souza Corradi (*26/12/1981/Itaúna) casou com Cristiano Diniz Nogueira (*22/07/1987/Itaúna).

O casal teve uma filha:

4ªn1. Alice Corradi Nogueira (*20/04/2015/Itaúna).

Bn9. Elimar Matos de Souza (*27/02/1963/Itaúna) casou com Edneia Oliveira Matos de Souza (*28/02/1968/Itaúna).

O casal teve 2  filhas:

Tn1. Bruna Oliveira Matos de Souza (*13/02/1993/Itaúna); 

Tn2. Flávia Oliveira Matos de Souza (*30/05/2001/Itaúna).


N3. Vivi Guimarães Matos (*11/5/1920/Itaúna — † 24/11/2003/Itaúna) casou com Wilson Mendes Nogueira (*1919/Itaúna — †21/061980/Itaúna).
O casal teve 2 filhos:

Bn1. Jesse (*11/3/1946/Itaúna)

Bn2. Sander Wilson de Matos Nogueira (*1947/Itaúna — †29/08/2018/Itaúna)

N4. Sílvia de Matos casada com Mário Soares Nogueira

N5. Maria Guimarães Matos de Lima (*1924/Itaúna — †23/12/2016/Itaúna)



Referências:

Pesquisa Genealógica:  Alan Penido, Charles Aquino

Texto: Péricles Gomide Júnior: Crónicas e Narrativas de Pancrácios Fidélis, BH, 1961, p. 147, 148, 149.

Organização e Fotografia: Charles Aquino 

Colaboração para o estudo da genealogia da família Mattos e Acervo:
Cinthia Aparecida Matos Nogueira

Registros Paroquiais da Paróquia Sant’Ana de Itaúna – 1840/2015: Family Search

Pesquisas : Ofício de registro civil das pessoas naturais – Cartório Lauro de Faria Matos – Itaúna/MG


sexta-feira, janeiro 03, 2020

quinta-feira, janeiro 02, 2020

segunda-feira, dezembro 30, 2019

sexta-feira, dezembro 20, 2019

domingo, dezembro 15, 2019

PARÓQUIA NOSSA SENHORA

Paróquia Nossa Senhora Aparecida Itaúna

TERMO DE ABERTURA

Servirá este livro que contém cinquenta (50) folhas para registro das atas da diretoria das Obras Sociais do Bairro de Lourdes da Paróquia Sant'Ana de Itaúna diocese de Divinópolis, hoje por mim aberto e rubricado.

Itaúna 2 de maio de 1975
<O Vigário Padre José Ferreira Netto>

Página 01

Ata da primeira reunião dos membros da Comissão das Obras Sociais do Bairro Lourdes.
Aos 4 dias do mês de maio de 1975, às 17:30 horas na Casa Paroquial da Paróquia de Sant’Ana em Itaúna, realizou-se a primeira reunião dos membros da Comissão das Obras Sociais do Bairro Lourdes.
Estiveram presentes: o cônego José Ferreira Neto, João Ferreira de Lima, Manoel Nogueira de Faria e Roberto Cordeiro Martins.
Dando início, o cônego José Ferreira Neto falou da importância da formação do Clube de Mães no Bairro Lourdes e pediu aos presentes que procurassem marcar uma reunião com algumas senhoras do bairro, para que fosse fundado o referido Clube.

Em prosseguimento, foram trocadas algumas sugestões e ficou decidido que seria mandado fazer um carimbo e fosse providenciado uma carta ofício – circular, solicitando das empresas locais e pessoas generosas, donativos para que fosse iniciado a construção de um muro no terreno da Igreja situado entre as ruas Crucilândia e Afonso Pena, para futuramente construir um salão de Obras Sociais do bairro […].

Página 01 verso

Ata da 2ª reunião das Obra Sociais do Bairro Lourdes realizada na Casa Paroquial Sant’Ana de Itaúna.

A 1 de agosto de 1975 às 20:00 horas, realizou-se a 2ª reunião dos membros da Comissão das Obras Sociais do Bairro Lourdes. Estiveram presentes: O cônego José Ferreira Neto, João Ferreira de Lima, Manoel Nogueira de Faria, Roberto Cordeiro Martins, João Faria de Resende e Edna Pedrosa da Fonseca.

Foi composta a diretoria com os seguintes membros: Presidente – Manoel Nogueira de Faria, Vice-Presidente – João Faria de Resende, Secretária – Edna Pedrosa da Fonseca, Tesoureiro – João Ferreira de Lima.

Ficou decidido que seriam convidados os senhores José Teles Gomes e José Resende de Camargos para ocuparem também o cargo de vice-presidente […].

Tomamos conhecimento de que seriam doados mil tijolos pelo senhor João de Faria Resende e um bezerro para leilão a ser doado pelo senhor Hélio.

O cônego José Ferreira Neto nos fez cientes de que seriam iniciados a construção da Igreja e do salão conjuntamente.

Nada mais havendo a tratar, encerou-se a presente reunião […].







Página 02

Ata da terceira reunião dos membros da Comissão das Obras Sociais e da Construção da Igreja Nossa Senhora Aparecida no Bairro de Lourdes, nesta cidade de Itaúna.

Aos 9 de setembro de 1975, às 20 horas, na Casa Paroquial de Sant'Ana, realizou-se mais uma reunião, os membros da Comissão das Obras Sociais e da Construção da Igreja Nossa Senhora Aparecida no Bairro de Lourdes, Itaúna Minas Gerais, que na oportunidade contou com a presença dos seguintes membros:

Manoel Nogueira de Faria, João Faria de Resende, José Teles Gomes, José Resende de Camargos, Padre José Ferreira Neto, João Ferreira de Lima, Roberto Cordeiro Martins e mais o arquiteto Irdevan Nogueira Júnior.

O padre José Ferreira Neto apresentou aos demais presentes a planta do terreno pertencente à Paróquia de Sant’Ana situado no Bairro de Lourdes entre as ruas Crucilândia e Afonso Pena, com a seguinte metragem: 56 (cinquenta e seis) metros para a rua Crucilândia; 53,50 (cinquenta e três metros e cinquenta centímetros) para a rua Afonso Pena; 57,15 (cinquenta e sete metros e quinze centímetros) para o lado de cima, ou seja, o lado mais alto do terreno; e 56,70 (cinquenta e seis metros e setenta centímetros) para o lado de baixo do mesmo.

[…]. Também foi discutido na reunião, qual seria o Padroeiro ou Padroeira da Igreja, e após várias sugestões, chegou-se a uma conclusão de que seria Nossa Senhora Aparecida.

Atendendo a uma sugestão de Roberto Cordeiro Martins, ficou decidido que a partir desta data, deveria ser realizado o Culto Dominial no local da construção em horário que fosse mais prático para os moradores do Bairro, iniciando-se em horário experimental às 19 (dezenove) horas aos domingos […].










Página 06

HISTÓRICO DA IMAGEM DE NOSSA SENHORA APARECIDA
QUE NÓS VENERAMOS NO SANTUÁRIO

No dia 3 de outubro de 1977 partiu do Bairro uma romaria para Aparecida do Norte – São Paulo. Dirigente da romaria o sr. Geraldo Augusto de Oliveira. Número de passageiros 40. A imagem custou 2 mil cruzeiros.

Foi adquirida no dia 5 de outubro de 1977. Foi levada ao Exmo. Senhor Cardeal Dom, Carlos Carmelo de Vasconcelos Mota, arcebispo de Aparecida –  foi reitor do nosso vigário –  deu om muito alegria a benção da imagem do Santuário.

Dia 6 de outubro de 1977 às 16 horas na frente da Matriz, estando presente o vigário e algumas pessoas, chega o ônibus com a romaria trazendo a venerável imagem de Nossa Senhora Aparecida. O vigário a recebeu na porta do ônibus e debaixo de uma grande salva de palmas ela foi levada pelo vigário para o interior da Matriz de Sant’Ana. Ali ficou para veneração do povo.

Dia 12 de outubro de 1977 após a santa missa saiu a solene procissão com a imagem para o Santuário em construção (início ainda). Acompanhada pela banda de música Nossa Senhora Aparecida e uma grande multidão de fiéis.

A procissão chegou no Santuário às 21 horas. Missa solene com homilia feita pelo dr. Guaracy de Castro Nogueira. Muita comunhão, fogos e muito entusiasmo do povo. A festividade foi realizada ao ar livre, pois as obras do Santuário estavam no começo.

Itaúna, 13 de outubro de 1977.

<O Vigário Padre José Ferreira Netto>.










Referências:
Organização, Arte e Pesquisa: Charles Aquino.
Texto: Livro para registro das atas da diretoria das Obras Sociais do Bairro de Lourdes — Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Itaúna da diocese de Divinópolis, 1975.
Colaborador: Padre Rodrigo Botelho Moreira Júnior.
Colaborador: Albaniz Lúcio Guimarães Ribeiro
Acevo: Paróquia Nossa Senhora Aparecida – Itaúna da diocese de Divinópolis, décadas 70/80.
Fotografia: Charles Aquino

terça-feira, dezembro 03, 2019

INÁCIO CAMPOS CORDEIRO

Abaeté/MG * 09/07/1920 -  Itaúna/MG † 24/01/2016

Brasileiro, casado advogado e ex-integrante da Força Expedicionária Brasileira (FEB), nasceu em 9 de julho de 1920, na cidade de Abaeté/MG. Filho de Antônio Cordeiro de Andrade e Iara Campos Cordeiro.

Foi casado com Giselda Amélia de Souza Campos, professora aposentada.  Teve 7 filhos e 16 netos e 1 bisneto. Fez o curso primário na sua cidade natal e transferiu-se para Belo Horizonte onde fez o Curso de Contador e trabalhou no Banco do Distrito Federal.

Em dezembro de 1942, foi convocado para o Exército, em virtude da declaração de guerra do Brasil aos países do eixo.

Após um ano em Belo Horizonte, no 10º R.I., foi transferido para São João del Rei e, posteriormente, para o Rio de Janeiro, sendo incorporado à Força Expedicionária Brasileira (FEB) e nesta condição embarcou para a Itália em 21 de setembro de 1944, retornando ao Brasil em setembro 1945.

Deixando seu emprego em Belo Horizonte, retornou à Abaeté, a fim de fiar perto de sua família. Nessa cidade, trabalhou como contador prestando serviços a diversas firmas por 20 anos, sendo ainda por algum tempo, correspondente dos Bancos do Brasil, Comércio e Lavoura, que não possuíam agências na cidade.

Espírito dinâmico e entusiasta prestou relevantes serviços à comunidade. Foi Inspetor Escolar durante mais de 15 anos, sem qualquer remuneração. Provedor da Santa Casa, clubes de serviços (esportivos e sociais), ajudou na fundação do Ginásio local, foi vice-diretor e professor de Contabilidade de várias turmas.

Em 1946, foi eleito Juiz de Paz para um período para o período de 4 anos. Nessa época exerceu as funções de Juiz de Direito, no impedimento do Titular da Comarca, Dr. José de Castro Pires.

Em 1967, tentando realizar seu sonho de moço, transferiu-se para Itaúna, para que pudesse continuar seu curso de Direito. Fez parte da primeira turma de bacharéis formados pela Universidade de Itaúna

Integrou-se facilmente em sua nova cidade e sua vocação de servir bem foi aproveitada, participando da direção de várias obras assistenciais da comunidade.

Foi advogado militante na Comarca de Itaúna. Foi Presidente da subseção da OAB por um período e outro como Vice-Presidente. Em 1978, foi escolhido “Advogado do Ano” através de pesquisa popular.

Durante 4 anos foi professor substituto nas Faculdades de Direito, Odontologia e Economia, lecionando a matéria de “Estudos dos Problemas Brasileiros” (EPB).

Foi também professor no Colégio Estadual e ainda, no Colégio Sant’Ana, da disciplina 0SPB. Pertenceu aos quadros do Rotary, fazendo parte da Diretoria como Secretário e Diretor de Protocolo.

Colaborou nos serviços religiosos da Paróquia de Sant’Ana, tendo exercido por longo tempo, as funções de Ministro da Eucaristia, proferindo palestras no “Curso de Noivos e Encontro de Casais”.

Foi Integrante da Pastoral Carcerária, prestou colaboração à APAC (Associação de Proteção aos Condenados).

Era presença obrigatória nas Comemorações Cívicas quando tenta despertar em nossa juventude o interesse peça Pátria.

Os estabelecimentos de ensino sempre requisitaram para palestras de cunho patriótico e de exaltação ao amor ao Brasil, nestes tempos em que o civismo está sendo esquecido e muito pouco incentivado e, para atingir estes objetivos, levou vários alunos para conhecerem o Museu da FEB, em Belo Horizonte.

Proferiu inúmeras palestras sobre a 2ª Guerra Mundial, com eloquência e testemunho próprio por ter participado da mesma em Montense / Itália.

Confessava que “até seu sangue era verde-amarelo”.  Desfrutou de merecida aposentadoria e foi 1º Tenente do Exército, sem vantagens financeiras do posto, uma regalia concedida a todos os ex-combatentes da FEB que possuem diploma de Escola Superior.

Recebeu em setembro de 1991, o Diploma de Amigo do Exército.

Recebeu em outubro de 1994, o Diploma de Amigo do TG – Tiro de Guerra.


SEGUNDA GUERRA MUNDIAL

Recebeu em 9 de maio de 1998, a medalha “Mascarenhas de Moraes” em reconhecimento pelos serviços prestados à ASSOCIAÇÃO DOS VETERANOS DA FEB, com palestras de cunho cívico, divulgando o desempenho da FEB nos campos de batalha na Itália na segunda guerra mundial. 
1944
Soldado da Força Expedicionária Brasileira - FEB 

"Doravante tudo seria bem diferente. Estava a caminho para a guerra. O seu termino ninguém podia afirmar. As vezes nunca mais verei minha terra, nem minha gente ...

Espero, porém, que o meu sacrifício, o sacrifício destes milhares de jovens, não seja em vão.

Que num futuro não muito distante, os povos possam viver em harmonia, e que a geração de amanhã seja mais feliz, não tendo que sacrificar sua vida e seus ideais num campo de luta.

Só este pensamento nos consola. Que aqueles que sobreviverem a esta guerra; possam ter no porvir, dias tranquilos e felizes" ...


REFERÊNCIAS:
Texto e acervo pertencentes a Inácio Campos Cordeiro Júnior.
Organização e elaboração de Charles Aquino