quinta-feira, novembro 28, 2013
segunda-feira, novembro 25, 2013
MÁRIO MATOS
No Rio de Janeiro trabalhou na Imprensa Nacional e foi docente no Instituto Lafayette. Foi membro do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais, presidiu a Associação de Cultura Franco Brasileira e a Academia Mineira de Letras, e foi diretor da Associação Mineira de Imprensa. Faleceu em Belo Horizonte em 28 de dezembro de 1966.
sábado, novembro 23, 2013
ISMA PEREIRA FRADE
Conheça a história inspiradora de Isma Pereira Frade, ou simplesmente Dona Isma, uma mulher que dedicou sua vida ao serviço público e à comunidade de Itaúna, Minas Gerais.
Nascida em Salvador, Bahia, e órfã desde jovem, Dona Isma superou desafios e, em 1947, foi incumbida de abrir a primeira agência do Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários (IAPI) em Itaúna.
Sua jornada é marcada por dedicação, amizades e conquistas, tanto no trabalho quanto na vida pessoal.
Ela foi reconhecida com o título de Cidadã Honorária de Itaúna, fundou o setor de assistência social de uma das maiores empresas da cidade e, mais tarde, foi eleita vereadora, sempre lutando pelos menos favorecidos.
Mesmo após sua aposentadoria, continuou contribuindo
para a comunidade, até falecer em 2005, deixando um legado admirado por todos
que a conheceram. Venha se inspirar com a história dessa grande mulher
baiana/itaunense!
Uma baiana
que amou Itaúna
ISMA PEREIRA FRADE ou simplesmente Dona Isma, nasceu em Salvador (BA) em 29 de dezembro de 1924. Ainda muito nova Dona ISMA perdeu seus pais, tendo sido criada uma tia-avó Amália do Sacramento Pereira e seu marido Octaviano Marques Pereira. Iniciou seus estudos no Instituto Normal da Bahia e, em 1941 formou-se Normalista (hoje professora primária). Ingressou no ex-IAPI (Instituto de Aposentadoria e Pensão dos Industriários) através de Concurso Público. Em 1947, no Rio de Janeiro, recebeu o seguinte desafio que ela mesma contava: "ir para uma cidadezinha do interior de Minas Gerais, chamada Itaúna e lá abrir um Posto do IAPI".
Como boa baiana, aceitou e
desafiou e dizia: "viajei de locomotiva a vapor (Maria Fumaça), do Rio de
Janeiro para Belo Horizonte e de lá para Itaúna". Aqui chegou em 1947, sem
conhecer nada nem ninguém da cidade. Havia, como há ainda hoje, uma pensão
quase ao lado da Estação Ferroviária. Hospedou-se lá e, quem a conheceu sabe,
tinha uma imensa facilidade de fazer amizades. E foi o que aconteceu. Em pouco
tempo era conhecida por todos. A primeira pessoa a quem ela procurou foi Sr.
Prefeito Municipal, à época Dr. Antônio Augusto de Lima Coutinho (DR.
COUTINHO), expondo-lhe sua missão aqui em Itaúna. Dizia ela que recebeu total
apoio e, em pouco tempo conseguiu abrir a Agência do IAPI, contando, também,
com a colaboração da Cia. Industrial Itaunense e Cia. Tecidos Santanense, as
duas maiores empresas da cidade.
Em outubro de 1950, casou-se
aqui em Itaúna com ERNESTO FRADE, bancário, natural de Formiga (MG), que veio
transferido para o extinto Banco Comércio e Indústria, depois Banco Nacional.
Desta união nasceu IONE COUTINHO, filha única do casal. Depois da Agência
funcionar em diversos locais, durante o período revolucionário houve a fusão
dos diversos Institutos, passando a ser o Instituto Nacional de Previdência
Social e Dona ISMA continuou a ser a AGENTE (Chefe da Agência).
O Instituto então adquiriu um
terreno à Rua Dr. José Gonçalves, onde construiu a Agência Local, tudo sob a
supervisão de Dona ISMA e, conforme ela mesmo dizia, contou com a inestimável
colaboração do Engº. SÉRGIO DE CASTRO, atual Secretário Municipal de Obras da
Administração Municipal. Depois de 35 anos de profícuo e dedicado trabalho ao
Instituto, decidiu aposentar-se, o que aconteceu em 1977.
Em 1971, a Câmara Municipal de
Itaúna concedeu-lhe, merecidamente o título de CIDADÃ HONORÁRIA DE
ITAÚNA, título do qual ela muito se orgulhava, pois dizia "SOU
ITAUNENSE DE CORAÇÃO". Coincidentemente, em 1978 a Cia. Industrial
Itaunense ainda em boa situação, através de sua Diretoria, decidiu fazer uma
reformulação completa, moderna e mais dinâmica em seu organograma, criando
Departamentos, Divisões e Setores.
Em vista da experiência da Dona
Isma na área social e da necessidade de uma empresa do porte da então Itaunense
ter um setor especializado em assistência social, ela foi contratada, com o
objetivo de implantar o Setor de Assistência Social, tendo sido nomeada Chefe
do Setor. Eu, pessoalmente, acompanhei Dona ISMA em várias visitas que fez a
diversas empresas que já tinham o referido setor já bem estruturado e, baseada
nas diversas experiências que conheceu, estruturou o Setor na Itaunense.
Para que funcionasse bem, a
Diretoria destinou uma verba para que ela pudesse, entre outras coisas, atender
aos funcionários de qualquer cargo ou nível, oferecendo pequenos adiamentos de
salários, ajuda em caso de doença, etc. E o mais importante, com exceção da
Diretoria, era a única pessoa que teve autorização para abrir uma conta
bancária em nome da Cia. e assinar cheques.
Em 1982, Dona ISMA resolveu
ingressar na política, candidatando-se a vereadora. Foi eleita e cumpriu o
mandato de 01-02-83 a 31-12-88. Foi considerada uma boa representante do povo,
especialmente dos menos favorecidos, que ela conhecia bem devido anos de
experiência vividos com AGENTE do INPS. Com a piora da situação da Itaunense
ela decidiu parar de trabalhar definitivamente.
Por problemas de saúde, mudou-se
para BOCAIÚVA (MG), indo morar com sua filha IONE que para lá se mudara desde o
casamento. Os problemas se agravaram e ela foi transferida para Montes Claros,
onde acabou falecendo dia 14 de julho de 2005. Seu sepultamento foi aqui em
ITAÚNA, terra que tanto amou e dedicou sua vida. Houve um sentimento
generalizado de perda em toda a comunidade itaunense. Perdemos a "Dona Isma do
INPS". Esta é resumidamente, a vida desta grande itaunense.
Texto: Juarez Nogueira Franco (In Memoriam)
Fonte: Ione Coutinho - (filha)
Organização: Charles Aquino
sexta-feira, novembro 15, 2013
JOVE SOARES
quarta-feira, novembro 13, 2013
MANOELZINHO E DONA COTA
sexta-feira, outubro 25, 2013
ITAÚNA: CENSO 1831
BRANCO
|
AFRICANO/PRETO
|
CRIOULO
|
PARDO
|
SEM INFOR.
|
|
HOMEM
|
425
|
353
|
281
|
420
|
0
|
MULHER
|
419
|
135
|
274
|
450
|
4
|
TOTAL
|
844
|
488
|
555
|
870
|
4
|
terça-feira, outubro 22, 2013
HISTÓRIA DA SAÚDE EM ITAÚNA (VI)
segunda-feira, outubro 21, 2013
IRMÃ BENIGNA EM ITAÚNA
Itaúna (MG)
Saiba mais em:
IRMÃ BENIGNA: UMA LÍDER NEGRA
Organização, elaboração e montagem: Charles Aquino
terça-feira, março 19, 2013
PRAÇA MATRIZ DÉCADA 50
ITAÚNA: MEADOS DA DÉCADA DE 50
O Prefeito era o Dr. Milton de Oliveira Penido, que urbanizou nossa praça Dr. Augusto Gonçalves. Na foto aparecem as diversas partes da Praça, já com grama. No número 1 está o centro da Praça. Naquela época, à esquerda do número 1, as moças e rapazes (como se chamavam os JOVENS), iam todas as terças, quintas e sábados fazer o “footing” ou “avenida”, como era mais conhecido.
Ao lado das calçadas ficavam os rapazes, formando um corredor, e ao centro as moças, várias, de braços dados, iam e vinham, vendo e se mostrando, trocando olhares, etc. Quando havia uma química, logo aparecia um “cupido”, geralmente uma “amiga” para tentar iniciar um eventual encontro, namoro e, em muitíssimos casos estes encontros se transformaram em casamentos, muitos durando até hoje.
Não é o meu caso, já com 42 anos de casado, pois nosso namoro teve início no Colégio Santana, eu como professor e minha esposa, aluna. Durante a semana este “footing” durava no máximo até 21 horas, quando todos se recolhiam para suas casas, respeitando os horários estabelecidos pelos pais.
Aos sábados grande parte preferia ir ao cinema. Na foto vemos no número 5 o Cine Rex, com uma grande sala de projeção (construção nova), conservando, porém, a fachada primitiva. Quando o filme chamava atenção a fila começava na entrada do cinema e, por muitas vezes, ia até à Rua Cel. Francisco Franco.
Os casais ou os que estavam sós e optavam por não irem ao cinema, iam para o Clube UNIÃO, onde havia a tradicional “hora dançante”, com música ao vivo (conjuntos itaunenses”) ou ao som de discos.
Algum tempo depois foi construído o ex-Cine Popular e depois Bagdá e a movimentação era a mesma. (Abrindo este parênteses, esclareço que houve uma época que em Itaúna havia 3 (três) salas de cinema: Cine Bagdá (onde hoje está o Bradesco), o Cine Rex e o Cine Popular (depois Bagdá) hoje transformado em estacionamento.
A juventude de hoje que ler este artigo poderá pensar: que maneira idiota de viver a juventude. O que havia, na verdade, era um absoluto respeito aos pais, aos amigos e amigas, enfim, ao próximo.
A palavra “DROGA” (maconha, etc.) era praticamente desconhecida. Obviamente que havia a bebida alcoólica, mas poucos, muito poucos abusavam dela. Espero que os “sessentões” que lerem este artigo, gostem. Na época eu tinha cerca de 15 anos e somente comecei a participar aos 18. Meu pai não permitia. Os demais pontos importantes da fotografia estão devidamente identificados.
Juarez Nogueira Franco
sábado, março 02, 2013
PRAÇA DA LAGOINHA
Não conheci pessoalmente nenhum, mas sou amigo de dois filhos: Mardoqueu José da Silva (o conhecido DOCA, que trabalhou por mais de 40 anos na Itaunense), e Menevides José da Silva, também ex-funcionário de mesma empresa e casado com a Sra. Zelma Antunes de Castro Silva. Apenas uma vez entrei nesta casa, imensa, como se pode ver pela foto e toda assoalhada. Na parte que dava para a Praça Francisco Marques (LAGOINHA), haviam várias pequenas lojas que serviam de barbearia, engraxataria, mercadinhos, etc. Na década de 60 os herdeiros de do Sr. OLÍMPIO venderam o referido imóvel, quando foi erguido o atual prédio.
Conforme o título deste artigo há uma história ou estória sobre o porquê de LAGOINHA. Certa vez meu pai SEBASTIÃO ALVES FRANCO (Tião Franco), contou-me que o pai dele, meu avô JOSÉ ALVES FRANCO (Zeca Franco) contava o seguinte caso: ANTONIO JOSÉ ALVES FRANCO (pai de Zeca Franco), dizia (por ouvir falar) que, quando Itaúna ainda era a Vila de Sant'Ana do Rio São João Acima, (meados do século 19), bem no centro da praça havia uma pequena LAGOA.
Do lado sul a vila terminava aqui. A atual Rua Marechal Deodoro chamava-se Rua do Canto, justamente por estar no canto da vila e dela saía uma trilha que levava ao Caminho onde hoje é a Rua Mozart Machado. Este caminho levava até ao povoado de São Sebastião do Itatiayussu, (hoje cidade de Itatiaiuçu), povoado de Conquista (hoje cidade Itaguara), Termo de BONFIM e continuando, alcançava a Estrada Real.
Segundo o saudoso historiador Dr. Guaracy de Castro Nogueira, o fundador de Itaúna, GABRIEL DA SILVA PEREIRA, foi quem abriu a primeira picada (caminho), passando pelo Arraial de Sant'Ana, ligando BONFIM a PITANGUI, os dois mais importantes centros da Região. Voltando à LAGOINHA, meu bisavô dizia (por ouvir falar), que ela era abastecida por uma água vinda de uma mina que estaria situada no terreno onde hoje está o Colégio Santana. A sobra (quando enchia), saía pelo ladrão e descia pelo atual trecho da Rua Dr. José Gonçalves que vai da LAGOINHA até o Rio São João.
No princípio eu disse "lenda" ou "verdade". Realmente nenhum dos historiadores itaunenses, especialmente JOÃO DORNAS, em momento algum fala sobre isto. Por esta razão não há como provar se é Verdade ou Lenda. No entanto, se disser à maioria dos habitantes de Itaúna que moro na LAGOINHA, ninguém terá dúvida. Saberá onde é certamente. Por que razão então do nome LAGOINHA? Alguma coisa houve!
https://orcid.org/0009-0002-8056-8407
















